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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia</title>
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	<description>Gruga.org - Grupo Gaia</description>
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		<title>Cegos &amp; Zarolhos</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 12:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje é sexta-feira, 23 de julho. Dia lindo aqui em Bonn. São umas 10 horas e deve estar fazendo uns 20 graus lá fora. Temperatura agradável. Céu azul, diáfano. Tudo isso só para dizer que estou de bem com a vida. Muito bem, até. Feliz, contente, com boa saúde.
Apesar disso, há uma coisa que me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é sexta-feira, 23 de julho. Dia lindo aqui em Bonn. São umas 10 horas e deve estar fazendo uns 20 graus lá fora. Temperatura agradável. Céu azul, diáfano. Tudo isso só para dizer que estou de bem com a vida. Muito bem, até. Feliz, contente, com boa saúde.</p>
<p>Apesar disso, há uma coisa que me deixou pensativo, chateado e triste, nesta manhã. Foram as cartas que alguns leitores enviaram ao GA, <em>General Anzeiger</em>, diário de Bonn, comentando os honorários que um apresentador de tv alemão irá faturar em breve.</p>
<p>Para se entender melhor a questão, deve-se saber detalhes. Trata-se de Günther Jauch, 53, anos, dono de uma produtora de TV, que a partir do outono setentrional de 2011 vai trocar o canal comercial RTL por um de direito público, a ARD.</p>
<p>A ARD é financiada principalmente por meio de uma <a href="http://www.gez.de/gebuehren/gebuehrenuebersicht/index_ger.html">taxa</a> que todo mundo tem de pagar na Alemanha, Atualmente é 5,76 € por rádio e 17,98 € por aparelho de tv = <span style="text-decoration: underline;">23,74 € por mês</span>. Com este dinheiro, mais publicidade, a rede de rádios e tevês &#8211; ARD &#8211; se sustenta.</p>
<p>A taxa é obrigatória! E a grande indignação dos leitores do jornal é que <a href="http://derstandard.at/1277338108191/Guenther-Jauch-soll-mit-ARD-Polittalk-ueber-zehn-Millionen-Euro-pro-Saison-verdienen">Günther Jauch vai faturar</a> 10,5 milhões de euros para fazer 39 programas por temporada. O programa é no horário nobre de domingo à noite, a partir das 21h45, e deverá durar 90 minutos.</p>
<p>O pessoal, então, fez o cálculo de quanto custará um minuto do dito programa. Deu 4 mil e 487 euros e 18 centavos! E este é o motivo da raiva e da revolta de uma grande parte da população alemã e não só dos leitores do <em>General Anzeiger</em> de Bonn.</p>
<p>Uma leitora, por exemplo, comenta que um operário comum precisa trabalhar quatro meses pra ganhar o que o Jauch fatura num minuto. E que nesse caso não há mais uma relação justa. E pergunta: <em>que consciência tem Jauch e a ARD em relação aos co-cidadãos?</em></p>
<p>Um outro inicia avisando que não é invejoso nem tem algo contra o Sr. Jauch. Mas lembra que uma assistente social, na Alemanha, ganha 8,50 € <span style="text-decoration: underline;">a hora</span>. Com 40 horas por semana, ela recebe cerca de 1.360,00 € por mês. &#8211; O Sr. Jauch fatura 4.487,18 € por minuto!</p>
<p>O leitor comenta que sabe como se pagará a conta: aumentando a taxa de rádio e tv. <em>É triste ver isso</em>, acrescenta, <em>porque dinheiro há suficiente. O que falta é justiça no seu us</em>o. E conclui:<em>Como se vai motivar o pessoal que trabalha como assistente social, sabendo disso?</em></p>
<p>Um outro escreve: <em>“Um aposentado tem de viver um ano inteiro com o dinheiro que Jauch fatura em dois minutos!”</em> E critica os horrendos salários que são pagos hoje aos “astros” da televisão. Apesar disso, os responsáveis justificam dizendo que os preços são “normais”.</p>
<p>Uma leitora comenta, que a maioria das pessoas, que paga a taxa de rádio e tevê, tem de viver com uma quarta parte &#8211; ao mês – do que Jauch ganha num minuto. – <em>“Ao que parece, ninguém mais tem vergonha na cara”</em>. E questiona: <em>“O que está sucendo?”</em></p>
<p>É bem isso que me deixa chateado e muito triste também. E o problema não é só na Alemanha, não. É no mundo todo! Hoje, quem trabalha pelo bem-estar da sociedade, para satisfazer as nossas necessidades básicas, recebe salários ínfimos. Não é valorizado.</p>
<p>Quem trabalha para nos entreter, seja cinema, televisão ou esporte, recebe <a href="http://sportsillustrated.cnn.com/specials/fortunate50-2010/index.20.html">salários altíssimos</a>. É “herói nacional”, “ídolo das multidões”. A relação está totalmente invertida. Há algo de muito errado nas nossas concepções sociais, políticas, econômicas e religiosas!</p>
<p>Essa relação – <strong><em>criminosa</em></strong> &#8211; é nosso grande impasse! De um lado há banqueiros, empresários, diretores de <a href="http://sportsillustrated.cnn.com/specials/fortunate50-2010/index.20.html#ixzz0uUStn4YY">cinema, atores, jogadores, pilotos</a> etc que faturam milhões. <span style="text-decoration: underline;">Por mês!</span> (Sem falar nas prebendas dos políticos!) Do outro lado… nós já sabemos…</p>
<p>- <em>Onde está a relação justa disso tudo com o bem-estar comum, que deveria ser a meta de nossas atividades?</em></p>
<p>Há uma disfunção enorme entre o pagamento pelas atividades indispensáveis à nossa sobrevivência com as que não são. E o câncer social, gerado por essa disfunção, já está causando muita dor. E ainda vai nos destruir completamente, se não o eliminarmos!</p>
<p>Como pode o capital gerar cada vez mais capital? E os geradores desses lucros só mexem com números e leis. Mais nada! Números irreais e leis injustas que geram e regulam injustiças! &#8211; E os políticos? &#8211; Coonestam o “jogo”. – E nós, eleitores? – <em>A resposta é sua!</em></p>
<p>O atual sistema econômico gerou tais aberrações. O capitalismo virou um monstro indomável. Como no caso de Frankenstein, seus criadores perderam o controle sobre ele. E nós? Assistimos a tudo sentadinhos diante das tevês. Comportados. E consumindo sempre.</p>
<p>Claro que podemos fazer algo contra essa situação! No caso do Jauch, por exemplo, diria aos leitores alemães o seguinte: <em>“Boicotem o programa dele”!</em> Ou, criem um blog “<em>Boicotem G</em><em>ünther Jauch“</em>! Porque sempre há uma saída, pessoal e coletiva, quando se quer.</p>
<p>Quando morremos, gente, não levamos nada. Mas podemos deixar muita coisa! Sobretudo o exemplo de vida. Podemos, por exemplo, ajudar a construir uma sociedade mais justa vivendo em equilíbrio. E quem age assim, este, sim, deveria ser nosso ídolo, herói e modelo!</p>
<p>Não quem faz plástica, quem chuta uma bola ou suga os recursos públicos para deixar milhões na miséria. &#8211; <em>Precisamos reequilibrar nossa sociedade!</em> &#8211; E quero ver qual será o primeiro jogador, por exemplo, que dirá: &#8211; <em>“Não quero ganhar tanto porque é injusto!”</em></p>
<p><em>Sonhar não é proibido</em>. Nem com um outro mundo, mais justo. &#8211; <em>Sonhar não é luxo</em>. Nem com o exemplo de algum milionário que prescinda de suas exorbitantes fortunas. &#8211; <em>Sonhar não é pecado</em>. Nem com o exemplo de religiões ou seitas que vivam realmente a pobreza.</p>
<p><em>Sonhe! </em>Ajude a viver um mundo mais justo! E comece por você!</p>
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		<title>Banana, banana &amp; Circo</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 07:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje e amanhã serão jogadas as finas da Copa do Mundo da Fifa África do Sul 2010. Encerra-se a longa maratona de jogos, cujo começou foi&#8230; ainda lembra? Isso! Há um mês, no dia 11 de junho. E como você se sente agora? Ou: que gosto deixou o Mundial em você?
Eu me sinto cansado. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje e amanhã serão jogadas as finas da <a href="http://pt.fifa.com/index.html?language=pt">Copa do Mundo da Fifa África do Sul 2010</a>. Encerra-se a longa maratona de jogos, cujo começou foi&#8230; ainda lembra? Isso! Há um mês, no dia 11 de junho. <em>E como você se sente agora?</em> Ou: que gosto deixou o Mundial em você?</p>
<p><em>Eu me sinto cansado. Um tanto vazio. Sem grande vontade de ver mais futebol. Acho que a competição deixa muito a desejar em vários sentidos. O mais importante, para mim, é o fator sócio-político. Que papel representa um acontecimento como este na nossa vida pública?</em><em></em></p>
<p>Enorme! Não é à toa que políticos usam grandes acontecimentos esportivos para se projetar. E não é à toa que se usem mundiais, olimpíadas e outros eventos do gênero para nos “anestesiar”. Para que nos esqueçamos, por um tempo, do que se passa à nossa volta.</p>
<p>Deveríamos ser realistas. A prática do esporte é, sem dúvida, um importante fator social. Integra e dá prazer. E também representa saúde. Pessoal e pública! Mas passar horas diante de telões ou à frente da tv, bebendo e comendo, isso não é saudável, não.</p>
<p>Pior ainda é se incomodar. Ficar estressado. Brigar. Ou até matar, como ocorreu há dias, no Norte da Alemanha. Um alemão matou dois italianos, com tiros na cabeça, por brigarem a respeito do número de vezes que suas seleções haviam se sagrado campeãs.</p>
<p>Futebol é uma coisa boa, dá prazer jogá-lo e assisti-lo. Mas não deveria ocupar o papel, que hoje desempenha em nossa sociedade! De jeito nenhum! <em>E como chegamos a isso?</em> Pela velha e surrada tática política dos romanos: <a href="http://www.artigonal.com/politica-artigos/a-politica-do-pao-e-circo-584140.html">pão e circo</a>. Hoje, <em>banana, banana</em> &amp; circo!</p>
<p>Gente! Onde estão as praças esportivas para nós podermos jogar o que gostamos? Para nos mexermos, já que o sedentarismo nos ameaça? Para nos divertirmos em conjunto, ativamente? Você já imaginou o bem que isso nos iria fazer, pessoal e coletivamente?</p>
<p>Basta de sambódromos, autódromos, estádios e ginásios caríssimos para consumirmos esporte e carnaval! O número de obesos aumenta. Os problemas de saúde também. E mesmo que fiquemos mais velhos, mas qual é o preço que estamos pagando por isso?</p>
<p>No bairro onde cresci, em Porto Alegre, Chácara das Pedras, tínhamos bons campinhos para nos divertirmos. E como o fazíamos! A gurizada de hoje vai para onde? E os jovens? Os idosos? Vão para onde? Correr por uma pracinha, entre gases de escape?</p>
<p>Não há mais relação equilibrada – e justa – em nossas atividades. E o desequilíbrio já é tanto, que ameaça estourar a qualquer hora. Parece não ser mais possível segurar este espiral louco, criado por uma elite egocêntrica somente para nos dominar e extorquir.</p>
<p>Quero ver qual será o primeiro esportista que dirá <strong><em>basta</em></strong> aos salários horrendos. Não há relação entre os bilhões de uns e os centavos de outros! E o pior é que somos nós que pagamos esses salários. E poucos se dão conta disso e ainda aplaudem os sanguessugas.</p>
<p><em>É você e eu que pagamos cada tostãozinho que vai nesses enormes estádios, nos salários astronômicos dos jogadores, nessa parafernália técnica, nas equipes de cobertura da mídia etc. Cada centavozinho gasto nessas banalidades é você e eu, </em><em><strong>somos nós que pagamos!</strong></em><em></em></p>
<p>Claro! Porque esse dinheiro todo, que financia tudo isso, não cai do céu, não! É dinheiro pago pelo nosso imposto, é dinheiro que você paga comprando os produtos das empresas que financiam o negócio. Ou seja: é o nosso dinheiro mesmo que paga tudo isso, gente!</p>
<p>É seu dinheiro que paga a Fifa, CBF e Globo! É nosso dinheiro que paga nossa passividade e indiferença! É nosso dinheiro que financia o grande desequilíbrio social existente! &#8211; Você já tentou ver este lado de uma copa do mundo ou de outras megas-competições?</p>
<p>Não sou inimigo de nada. Mas, gente! Precisamos voltar a nos concentrar no que realmente é importante! Nas nossas necessidades básicas: comida, água, ar&#8230; e futuro! É sobretudo isso que está em jogo. A vida de nossos filhos! E não o Mundial da África ou o de 2014!</p>
<p>Precisamos acordar para ver o que estão fazendo conosco! Estão nos explorando, estamos acabando com nosso mundo. Estão nos anestesiando, estamos morrendo e matando as gerações futuras. E deixamos que isso aconteça&#8230; Livre e espontâneamente?</p>
<p>Neste fim de semana, nas finais deste mundial, reflita um pouco sobre isso. E tente libertar-se da mentalidade do “pão e circo”, adotando uma nova. Acorde, <em>por favor!</em> Nunca será tarde enquanto ainda restar uma sementesinha de esperança.</p>
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		<title>Carnívoros &amp; Flexitarianos</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 16:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>

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		<description><![CDATA[A matéria de capa do semanário alemão Der Stern, de 27.5.10, Nº 22, saiu com a manchete: “Comei Menos Carne!”. No subtítulo vinha: “O que o consumo de (carne em) massa está provocando na Alemanha”. O artigo começava assim:
“O preço é barato, mas a carne é fraca. Todos os dias comemos carne de gado, frango [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A matéria de capa do semanário alemão <em>Der Stern</em>, de <a href="http://www.stern.de/magazin/heft/stern-nr-22-27-05-2010-esst-weniger-fleisch-1568919.html">27.5.10, Nº 22</a>, saiu com a manchete: <em>“Comei Menos Carne!”</em>. No subtítulo vinha: <em>“O que o consumo de (carne em) massa está provocando na Alemanha”</em>. O artigo começava assim:</p>
<p><em>“O preço é barato, mas a carne é fraca. Todos os dias comemos carne de gado, frango e porco. Porque quase nada custam. À primeira vista. Na verdade o preço é enorme. Pessoas, animais e meio ambiente pagam caro por esta insaciabilidade. Está na hora de mudar.”</em></p>
<p>Mais de 50 bilhões de animais são abatidos anualmente em todo o mundo. Os rebanhos ocupam uma quarta parte dos continentes. De acordo com estudos, eles causam de 18 a 51 por cento das emissões responsáveis pelo efeito estufa. Bem mais do que as geradas pelos carros.</p>
<p>A produção de um quilo de carne consome 15 mil litros de água. Os dejetos dos animais contaminam o solo, rios, lagos e mares. Para alimentá-los, usa-se uma parafernália farmacêutico-química, derrubam-se florestas e cultivam-se monoculturas, inclusive geneticamente manipuladas.</p>
<p>Segundo um estudo norte-americano, o número global de obesos, um bilhão, já superou o de subnutridos, 800 milhões! E se o desenvolvimento continuar nesse ritmo, a produção mundial de carne irá dobrar até 2050, chegando a 465 milhões de toneladas por ano.</p>
<p>No Brasil, de acordo com lenvantamento feito pelo Ministério da Saúde e publicado no <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,pesquisa-diz-que-47-dos-brasileiros-estao-fora-do-peso,569995,0.htm">Estadão</a>, <em>“Quase metade dos brasileiros têm excesso de peso. (…) A proporção de pessoas nessa situação subiu de 42,7% para 46,6% entre 2006 e 2009.”</em></p>
<p>E tudo para quê? Para melhorar a qualidade de nossa alimentação? Ou para aumentar os lucros dos produtores e do agronegócio? –<em> “De janeiro a maio deste ano as exportações do <a href="http://beefworld.com.br/noticias/post/agronegocio-de-ms-elevou-exportacoes-em-50-neste-ano">agronegócio sul-mato-grossense</a> atingiram US$ 879.277.517, aumento de 50% comparado aos (…) do mesmo período de 2009.”</em></p>
<p>O <a href="http://www.ruralcentro.com.br/noticias/21560/100-anos-de-carnes-consumo-do-frango-e-o-que-mais-cresceu-nos-eua">consumo per capita de carnes nos EUA</a> aumentou mais de 60% de 1909 a 2008. Dos três tipos de carne, bovina, suína e de frango, foi o consumo per capita da carne de frango que mais aumentou: <strong><em>540% em 100 anos!</em></strong></p>
<p>Hoje, os norte-americanos consomem, num só dia, tanta carne de frango quanto consumiam num mês na década de 30 do século passado! O Brasil é o 4º maior consumidor de frango per capita. O maior é o Kuwait, com 72,5 kg por pessoa/ano. Na Índia, é só 2,2 kg por pessoa/ano!</p>
<p>Segundo a <a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/23062010/48/manchetes-anvisa-divulga-lista-dos-alimentos.html&amp;printer=1">Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária</a><em>, “29% das 3.130 amostras de 20 alimentos apresentaram irregularidades, como ingredientes ativos não autorizados e resíduos de agrotóxicos acima do permitido”</em>.</p>
<p>A discussão global sobre o tema já gerou até uma nova espécie de consumidor, o <strong><em>flexitariano</em></strong>. Trata-se de um eufemismo para descrever <em>vegetarianos ocasionais</em>, ou seja, inconsequentes. Evitam consumir peixe e carne, mas de vez em quando não resistem.</p>
<p>Na Alemanha, segundo a revista <em>Stern</em>, 1,6 % da população é vegetariana. São 1,3 milhões dos cerca de 82 milhões de habitantes. Em 2009, os 80,7 milhões de “carnívoros” consumiram 39 quilos de carne suína por pessoa, 11 quilos de frango e quase 9 quilos de carne bovina. Isso dá, sem osso, 162 gramas por pessoa/a. Bebês e idosos incluídos.</p>
<p>Os alemães consomem tanta carne porque é barata. Em 1960, eles tinham de trabalhar 2 horas e 37 minutos para comprar um quilo de bife de porco. Hoje, só meia hora. Um quilo de frango, há 50 anos, lhes custava duas horas e 13 minutos de suor. Hoje, só 13 minutos.</p>
<p>A Alemanha sempre foi famosa por seus carros, suas salsichas e frios. Mas enquanto a indústria automobilística mantém um alto padrão tecnológico, a carne produzida no país, segundo a <em>Stern</em>, é de baixíssima qualidade. As causas são óbvias.</p>
<p>Até 1960, os colonos alemães criavam seus animais “naturalmente”, visando a qualidade do produto. Hoje, na produção moderna de carne, “idealizada” nos EUA, os bichos tornaram-se puros objetos de engorda.</p>
<p>De 100 animais consumidos no país, 99 não viveram. Foram engordados! Um pinto industrializado aumenta 30 vezes o peso do seu corpo em 4 semanas. <em>(Se um ser humano fosse alimentado do mesmo jeito, aos três anos já estaria pesando 90 quilos!)</em></p>
<p>Um porco de 90 quilos, pela lei alemã, precisa dispor de tão somente 75 por 100 centímetros de espaço para “viver”. Os frangos sofrem ainda mais: só lhes cabe o equivalente à meia folha A4. Se as pessoas vissem como são criados e abatidos os animais, perderiam o apetite.</p>
<p>Nessas prisões de engorda, os bichos não atingem seu peso ideal sem fármacos. Na terra da &#8220;bratwurst&#8221;, eles “consomem” o dobro de antibióticos que a própria população. E a maioria dos “carnívoros” teutônicos já é imune – <em>“naturalmente” </em>– aos antibióticos.</p>
<p>A questão não se reduz, é claro, só à Alemanha. Trata-se de um fenômeno global. Por isso, quem tem um pouco de amor-próprio deveria reavaliar seu consumo de carne. Mais ainda, quem tiver conscientização ecológica. Mas o ideal mesmo é fazê-lo por respeito à vida dos animais.</p>
<p>Leia mais em<em> <a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=7&amp;i=7144">Carta Capital.24.06.2010</a></em> &#8211; O Pecado da Carne: “<em>Maior “vilã” do clima, a pecuária busca maneiras de crescer sem desmatar e com menos emissão de gases que causam o efeito estufa”. </em></p>
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		<title>O Tremzão da Alegria II</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 11:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E o “tremzão” da alegria voltou a se “loco-mover” de novo. Desde ontem, 21., até amanhã, 23., estão reunidos, novamente aqui em Bonn, Alemanha, centenas de representantes de 92 países para tratar – mais uma vez! &#8211; a questão do clima da terra.
Eles foram convidados para outro Global Media Forum, que a Deutsche Welle, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o “tremzão” da alegria voltou a se “loco-mover” de novo. Desde ontem, 21., até amanhã, 23., estão reunidos, novamente aqui em Bonn, Alemanha, centenas de representantes de 92 países para tratar – <em>mais uma vez!</em> &#8211; a questão do clima da terra.</p>
<p>Eles foram convidados para outro <em>Global Media Forum,</em> que a <a href="http://www.dw-world.de/dw/0,,607,00.html?id=607">Deutsche Welle</a>, a empresa internacional de comunicação da Alemanha<strong>,</strong> organiza anualmente. Seu título é: <em><a href="http://intranet.dwelle.de/index.php?id=3600">“The Heat ist On”</a></em>. O que, numa tradução meio livre, seria: <em>“A Coisa Está Pegando Fogo”</em>!</p>
<p>O encontro reúne peritos de todo o mundo. Para quê? Isso! Para discutir a gravidade do aquecimento global e o que se pode fazer para resolver o problema. Infelizmente, como em todas as outras conferências, fala-se muito e… nada se faz.</p>
<p>Nada? Pelo contrário! Ajuda-se a esquentar ainda mais o clima da terra. Claro, porque todos esses “peritos” e jornalistas voam, andam de carro e ajudam, assim, a aumentar as emissões de dióxido de carbono.</p>
<p>Dentre os organizadores, conheça alguns, que discursaram „maravilhosamente“ sobre o “grande problema da humanidade” etc e tal. Mas, na hora “agá”, na hora em que poderiam fazer algo, de fato, veja o que fazem?</p>
<p>Andam com seus carrões todo o dia, de lá para cá e de cá para lá. Inclusive quando poderiam usar a bicicleta. Nem que fosse só de vez em quando e para distâncias curtas. Fora várias outras coisas possíveis e concretas.</p>
<p>Ou seja, como já descobriu Salomão, “nada de novo sob o sol”. Por isso, encerro com o fecho de outro <a href="../../../../../2010/06/o-tremzao-da-alegria/">blog</a>:<strong> “V</strong>ivam todas as conferências e os conferencistas sobre o clima!”</p>
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		<title>A Grande Família</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 13:29:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem não conhece esta estereotipada e velha série da TV Globo, não é? Pois é&#8230; Mas&#8230; e quem conhece a outra grande família? Uma genuína e bem real? &#8211; Não! &#8211; Não é a sua família, não! Nem a minha. É a nossa! A grande família dos seres vivos! &#8211; Você a conhece? Você liga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem não conhece esta estereotipada e velha série da TV Globo, não é? Pois é&#8230; Mas&#8230; e quem conhece a outra grande família? Uma genuína e bem real? &#8211; <em>Não!</em> &#8211; Não é a sua família, não! Nem a minha. <strong><em>É a nossa!</em></strong> <em>A grande família dos seres vivos!</em> &#8211; Você a conhece? Você liga para ela? Você a respeita e ama? &#8211; <em>Ainda não?</em> &#8211; <em>E porquê não?</em></p>
<p>A grande família a que me refiro é a família de todos os seres vivos: plantas, animais e humanos. Aliás, esta diferença é simples recurso que se usou na tentativa de explicar melhor a nossa realidade. No fundo, como em toda a família, todos os seus membros são iguais. O que os diferencia é tão somente sua função. E nisso, não há maior nem menor.</p>
<p>Infelizmente alguns seres humanos começaram a diferenciar os membros dessa família terrestre por outros critérios. Bem irrelevantes, diga-se de passagem. Tais como poder, armas, dinheiro, posse e habilidades. E começaram a criar hierarquias. Não mais funcionais, para o bem-estar de todos, mas por distinções de classes, só para o proveito deles.</p>
<p>Acredito que todo mundo já sabe disso. Mas acho que nem todos sabem exatamente por que se chegou a tal situação? Porquê, por exemplo, não sabemos mais cultivar preciosos valores familiares como união, amor, apoio mútuo, respeito e integração? &#8211; E, em vez deles, muitos praticam a divisão, o rancor, o abandono, a inveja e a exclusão?</p>
<p>Muitos agem assim por desconhecimento ou indiferença. Outros por pura intenção. Eles sabem que, quem divide uma família ou um povo, melhor pode comandá-los. Em sua ambição colonialista, já os antigos romanos tinham por lema <em>“divide e impera”</em>. Quanto mais divididos estavam os povos a serem conquistados, mais fácil era dominá-los e explorá-los.</p>
<p>Por isso, semeie a inveja numa família, semeie a divisão numa sociedade e você verá o resultado. É o pai ou irmão ou um grupo querendo ter mais privilégios que os demais. E ninguém sendo bem feliz. Infelizmente ainda vivemos em famílias egoístas e sociedades machistas, divididas. Na qual o poder é dominado pelos donos do <em>“divide e impera”</em>.</p>
<p>Vivemos em grupos, nos quais alguns elementos querem ter mais que os outros. Sejam famílias, religiões ou empresas. Esses elementos querem levar vantagem em tudo, querem mandar em tudo e em todos. E fazem de tudo para realizar seus objetivos: mentem, roubam, excluem, matam e dividem. &#8211; <em>E nós, demais membros desse grupos, o que fazemos?</em></p>
<p>A grande maioria cala. Vive passiva e paciente. Alguns se rebelam. Outros agem com raiva e violência, causando mais dor. E os “donos” das famílias e grupos seguem <em>“dividindo e imperando”</em>! Até quando? Até o dia em que dissermos “basta” e não mais o permitirmos. E começarmos a cultivar novamente um dos nossos maiores valores perdidos, <strong>a união!</strong></p>
<p>A propósito de união, lembro de uma história que me marcou bastante na infância. Foi numa aula de português que a lemos. Vejamos&#8230; <em>Era uma vez</em> uma família, na qual os pais haviam feito de tudo para dar estudo e bem-estar aos seus sete filhos. Num certo dia, porém, o pai adoeceu gravemente. Já no leito da morte, ele reuniu toda a família.</p>
<p>- <em>“Meus filhos”</em>, disse o pai. <em>“Aqui está um feixe de varas. Quero que cada um pegue este feixe e tente quebrá-lo. O que conseguir quebrá-lo será o novo chefe de família”</em>. Todos tentaram, mas nenhum conseguiu quebrar o feixe, por mais esforço que fizesse. Nem os mais fortes, nem os mais novos.</p>
<p><em>“Pois bem”</em>, disse o pai moribundo. <em>“Agora cada um de vocês pegue uma vara só e tente quebrá-la”</em>. E todos conseguiram quebrar a sua vara facilmente. <em>“E então”</em>, prosseguiu o pai. <em>“Vocês entenderam a mensagem? Se vocês se mantiverem unidos, ninguém poderá quebrá-los. A força de vocês está na união. Só unidos é que serão inquebrantáveis!”</em></p>
<p>Quanto ódio, quanto rancor, quanto espírito de vingança e de inveja não há em tantas famílias? Desde a célula menor, a nossa família biológica, até a maior, nossa família humana. &#8211; <em>E tudo porquê?</em> &#8211; A resposta é sua! &#8211; A responsabilidade também! &#8211; Você pode ser um elo de união ou de discórdia na sua família. Desde a biológica, até a humana.</p>
<p>Seja um elo amoroso, construtivo e consciente! Só unidos é que seremos fortes e felizes. Só unidos é que poderemos voltar a ser senhoras e senhores dos nossos destinos. Das metas que nós queremos e não das que nos estão querendo impor!</p>
<p>Seja um elo de união e não de discórdia! Pelo seu próprio bem e pelo bem de nós todos! Sobretudo pelo bem das novas gerações! Nós também somos responsáveis por elas!</p>
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		<title>BBM &#8211; Big Brother Mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 11:32:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo Dia Mundial Contra o Trabalho  Infantil &#8211; 17.06.
Olhando da minha janela, acho que meu mundo visível é grande. Quando meu olhar atinge o horizonte, parece ser maior ainda. E pareço pequeno. Por vezes, bem pequeno. Quando observo meu interior, muitas vezes não me entendo. São tantas emoções, tantas tendências, tantas necessidades! Meus problemas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Pelo Dia Mundial Contra o Trabalho  Infantil &#8211; 17.06.</em></strong></p>
<p>Olhando da minha janela, acho que meu mundo visível é grande. Quando meu olhar atinge o horizonte, parece ser maior ainda. E pareço pequeno. Por vezes, bem pequeno. Quando observo meu interior, muitas vezes não me entendo. São tantas emoções, tantas tendências, tantas necessidades! Meus problemas, em certos dias, parecem tão grandes. Comparados com outros, então, se desfazem quase por completo. &#8211; Como é enorme, rico e complexo o meu mundo pessoal!</p>
<p>Vendo um país pelo ângulo nacional, também o achamos grande, quase gigantesco. E queremos vê-lo no topo do que quer que seja. Maiores em população, em tamanho, em PIB ou em futebol! Queremos o máximo para nós, como nação, como grande família sociocultural. E nos sentimos tão &#8220;orgulhosos&#8221; ao ver o nosso país entre os primeiros e melhores! Nessa euforia, aí, esquecemos os demais países quase por completo. &#8211; Como é enorme, rico e gigantesco o nosso mundo pátrio!</p>
<p>Observando a nossa terra do espaço, tão linda e encantadora, achamo-la interessante e&#8230;  misteriosa. Sempre nos pareceu enorme, daqui, e houve tempo em que era considerada até o centro do universo. Hoje, todavia, sabemos que somos um planeta relativamente pequeno do nosso sistema solar. E que este é bem pequeno em relação a outras galáxias. Quando as observamos, então, vemos melhor a nossa dimensão real. &#8211; Como é pequeno, frágil e sensível o mundo no qual vivemos!</p>
<p>Em relação a um grão de areia somos gigantes. Em relação ao cosmos, somos um pontinho no universo. E em relação à eternidade, um instantezinho. Somos tudo, somos o todo e somos partes. E aí começa o nosso grande desafio: saber relativar o que é uma e o que é outra coisa. Quando as misturamos, nos enrolamos e podemos perder o rumo. Nessa perda, passamos a criar tristeza e a nos sentir infelizes. E passamos a fazer os demais infelizes. &#8211; Como é fácil enganar-se e viver iludido!</p>
<p>A solução é simples: ver todos os seres como são. E não como supomos ou gostaríamos que fossem! Uma rosa é uma rosa. Um ser humano é uma pessoa. Uma gata é um mamífero. Uma mosca é parte importante da natureza. Cada um com sua função, com sua razão de ser. Razão de ser que não foi inventada pelo &#8220;Homem&#8221;, mas por quem nos criou. E é por Ela, é pelas leis que a Criadora colocou no universo que deveríamos nos orientar. &#8211; E não pelas enganosas e injustas leis humanas!</p>
<p>Nenhum país é maior que o outro em nada. O mundo só nos foi emprestado. E se o usarmos mal, viveremos mal. Sofreremos. A propriedade privada, as fronteiras, as cercas, os muros e as áreas minadas são invencionices humanas. Nossa mátria real é a eternidade. Nenhuma raça é mais inteligente ou mais desenvolvida que outra. Somos uma só família, rica e diversa. E as plantas e animais também são nossas irmãs e irmãos. &#8211; As divisões abstratas e exclusões são tristes ilusões humanas.</p>
<p>O segredo do bem viver está na harmonia. No unir-se, no separar-se e no complementar-se. Dando e recebendo de maneira equilibrada e justa. A justiça é a base da Vida. É dar a cada ser o que lhe corresponde para ser, para viver de acordo com a sua natureza. E se não respeitamos isso, somos injustos. Se não permitimos que milhões de seres, humanos, animais e vegetais, vivam de acordo com sua natureza, estamos sendo injustos. Estamos cometendo um grande crime existencial.</p>
<p>O que importa para a Vida se somos católicos, protestantes, muçulmanos ou budistas? O que importa para a Energia Eterna, se somos carismáticos, da Opus-Dei, da Igreja Universal, espíritas ou umbandistas? O que importa para a Criadora, se somos brasileiros, japoneses, suíços ou moçambicanos? O que importa para Ela se somos flamenguistas, tricolores, corintianos ou riograndinos? Relativamente nada! &#8211; E nós achamos que nossas origens, cores ou crenças sempre são as maiores!</p>
<p>Um dos graves erros que cometemos, como seres humanos e como sociedade, é superestimar fatores irrelevantes  e subestimar os fatores essenciais à nossa vida. Deles fazem parte o meio ambiente com sua flora e fauna. E o fator muito importante que é o saber. Já possuímos tantos conhecimentos, já avançamos tanto nas técnicas geradas pelas Ciências, mas ainda somos muito ignorantes numa. Na habilidade mais relevante do mundo: a do saber viver e conviver!</p>
<p>Nós fomos criados para o prazer, para a divisão, para a harmonia. Não para a dor, para a exclusão e para as guerras. A situação de nossas sociedades, de nossa terrinha não é das melhores. Precisamos unir nossas forças para enfrentar os grandes desafios. Atuais e do porvir. Só unidos poderemos solucioná-los. Por isso, deixemos de lado nossas crenças egoístas, nossas cores desbotadas, nossos patriotismos mesquinhos, nossas injustas riquezas econômicas. Deixemos de lado tudo o que nos desune!</p>
<p>Valorizemos nossa certeza de que somos filhas e filhos da Vida, da Ser Criadora. Valorizemos nossa convicção de que nosso lar físico é a Terra. E construamos um mundo mais justo para todas suas filhas e filhos! Animais, plantas e humanos. E depois de termos reaprendido essas milenares lições, depois de termos ajustado melhor nossa meta, caminhemos firmes e decididos pelo caminho da justiça e da solidariedade. Nele teremos uma outra visão do nosso mundo pessoal e global.</p>
<p>É o meu apelo, do fundo do coração. E meu pedido, do íntimo de meu ser. É minha oração, diária e contínua&#8230; É o caminho do bem viver e do conviver harmônico. É o segredo do prazer. Da eterna e infinita felicidade, nossa fonte e destino!</p>
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		<title>Como se Chamará a Nossa Era?</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 20:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem foi o Dia Mundial do Meio Ambiente. Em várias partes do mundo ocorreram eventos especiais. Espero que a data tenha contribuído com algo. Sobretudo para acordar os que ainda não sabem a importância que o mundo tem para nós. Para todos nós, os terráqueos!
Diz uma canção que Todo Dia Era Dia do Índio. Assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem foi o <a href="http://www.pnuma.org.br/comunicados_detalhar.php?id_comunicados=68">Dia Mundial do Meio Ambiente</a>. Em várias partes do mundo ocorreram eventos especiais. Espero que a data tenha contribuído com algo. Sobretudo para acordar os que ainda não sabem a importância que o mundo tem para nós. Para todos nós, os terráqueos!</p>
<p>Diz uma canção que <a href="http://letras.terra.com.br/baby-do-brasil/365271/">Todo Dia Era Dia do Índio</a>. Assim também deveria ser o Dia do Meio Ambiente. Todos os dias. Não só do ano, como de toda a nossa vida. Aliás&#8230;, e você? O que você vem fazendo para melhorar o seu e o nosso mundo?</p>
<p>Uma das coisas que deveríamos fazer, antes de qualquer ação, é saber. É conhecer o nosso mundo, por exemplo. Como surgiu e como os terráqueos se desenvolveram. Porquê chegamos ao nosso estado atual de desenvolvimento. E onde vamos parar, se continuarmos o atual caminho.</p>
<p>Depois de saber e conhecer nossa realidade, aí poderemos definir melhor como agir. Uma boa fonte de saber a a internet. Dela pode-se baixar inúmeros filmes, documentários e livros, pelos quais se pode obter muitas informações sobre nós e nosso mundo.</p>
<p>Um filme bem apropriado para sentir e amar a nossa Terra é <a href="http://uaisodownload.com/2009/08/26/download-home-dublado-dual-audio/">“Home”</a>, Lar. Ele vem dublado, em “lusitano”. É um lindo longametragem, com belas imagens de nosso lar, a Terra. Ajudará a conhecê-la melhor. E conhecendo-a melhor, poder-se-á amá-la melhor. Mais intensamente.</p>
<p>Para quem não tem experiência em baixar filmes e documentários pela internet, uma dica: você sempre será convidado a indicar o seu celular. Mas não o faça. Espere de 30 a 40 segundos, e aí clique no “download”. O link abrirá e pronto. Mas se não der certo logo na primeira, não desista! Tente de novo!</p>
<p>Para conhecer melhor quem somos, veja <a href="http://www.xandaodownload.com/2009/07/discovery-channel-historia-de-todos-nos.html">A História de todos Nós</a>. <em>“Após quatro bilhões de anos de evolução nosso corpo emergiu como um conjunto único. Veja do que você é feito: 100 trilhões de células, 640 músculos, 200 ossos, um coração que realiza dois bilhões e meio de batimentos ao longo da vida, etc”</em></p>
<p>Para informar-se sobre nosso sistema social, veja <a href="http://docverdade.blogspot.com/2010/01/da-servidao-moderna-de-la-servitude.html">A Servidão Moderna</a>. Ela “&#8230; <em>é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra”.</em> Documentário impressionante, com áudio em espanhol e legenda.</p>
<p>Outro documentário imperdível é <a href="http://www.factoryfilmes.net/filme-a-era-da-estupidez-legendado-download">A Era da Estupidez</a>, que <em>“se passa em 2055 (&#8230;). Um ‘arquivista’ (&#8230;) vive num mundo devastado pelo aquecimento global.”</em> Veja quadros que poderão ser realidade muito em breve. Se deixarmos, claro.</p>
<p>“A Guerra Contra a Democracia” <a href="http://www.bestdocs.com.br/2009/07/a-guerra-contra-a-democracia.html">pode ser baixado</a> ou visto direto pelo <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=OTLxq7a6GBM">Youtube</a></em>. <em>“The War on Democracy”</em> <em>é um filme sensível, humano, inteligente e essencial. O premiado </em><em><a href="http://www.bestdocs.com.br/2009/07/a-guerra-contra-a-democracia.html">jornalista</a></em><em> John Pilger mostra a cruel realidade planejada pelos EUA para quase todos os países latino-americanos</em>.</p>
<p><a href="http://tilesexperts.com/wordpress/os-illuminati/a-queda-da-republica-americana-nova-ordem-mundial/">“A Queda da República Americana”</a>, de Alex Jones é outro documentário imperdível. Também no <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Bl2g5b3Urlg&amp;feature=player_embedded">Youtube</a></em>: <em>“O filme revela a arquitetura da Nova Ordem Mundial (&#8230;). (&#8230;) ele mostra como nós as pessoas podem retomar o controle do nosso governo, virar a maré penal e levar os tiranos à justiça”.</em></p>
<p>Outro bom filme é <a href="http://www.anovaordemmundial.com/2010/05/filme-imperio-invisivel-nova-mundial.html">“Império Invisível, Uma Nova Ordem Mundial”</a>. <em>“Jason Bermas lança um olhar sobre a história de homens dementes famintos por poder que parecem não ter limites para moldar o mundo de acordo com suas visões&#8230;”</em> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dQyBdC8ljBI">Veja o trailer</a>!. O filme todo também pode ser visto pelo <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=EztEv4EIA0g">youtube</a></em>.</p>
<p>Infelizmente as legendas não são bem traduzidas. Mas com um pouco de esforço e conhecimento de inglês, se consegue captar o conteúdo. E para quem pegar o gosto, há muita outra informação imperdível. Como, por exemplo, <a href="http://www.anovaordemmundial.com/2010/06/brasil-e-destino-de-agrotoxicos-banidos.html">Brasil é destino de agrotóxicos banidos no exterior</a>.</p>
<p>Depois de você se informar, aí, convido a um desafio: diga-me, então, como se chamará, no futuro, a era na qual vivemos? Será mesmo a “era da estupidez”? Você poderá fazer a sua parte! Informe-se e depois, aja! O quanto antes, melhor para nós todos.</p>
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		<title>O Tremzão da Alegria</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 12:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E o &#8220;tremzão&#8221; da alegria voltou a se &#8220;loco-mover&#8221;. Desde segunda-feira passada estão reunidos, aqui em Bonn, Alemanha, 4 mil e quinhentos representantes de 182 países, num dos mais caros hotéis da cidade. Ficarão ali até o próximo dia 11 de junho! Ou seja, serão duas semanas! Tudo para quê?
Para mais uma &#8220;conferência de conversações&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o &#8220;tremzão&#8221; da alegria voltou a se &#8220;loco-mover&#8221;. Desde segunda-feira passada estão reunidos, aqui em Bonn, Alemanha, 4 mil e quinhentos representantes de 182 países, num dos mais caros hotéis da cidade. Ficarão ali até o próximo dia 11 de junho! Ou seja, serão duas semanas! Tudo para quê?</p>
<p>Para mais uma &#8220;conferência de conversações&#8221; sobre o clima, organizada pela ONU. Esta já é a segunda conferência do gênero, aqui na ex-capital da ex-Alemanha Ocidental. Entre as duas &#8220;rodadas&#8221;, ainda houve um outro encontro de 42 chefes de governo, também em Bonn, num lindo palácio, sobre o mesmo tema. Resultados?</p>
<p>Nada! &#8211; Nada? &#8211; Nada, não, porque todo esse pessoal andou viajando de avião e outras coisas e nisso produziram um monte de dióxido de carbono e outros gazes, como o metano. Com isso contribuíram a enfraquecer ainda mais a nossa já falida camada de ozônio.</p>
<p>Para não seguir os mesmos passos, não irei delongar-me mais. Pelo menos economizamos energia e a nossa vista.</p>
<p> Ah, sim! O pessoal do atual &#8220;tremzão da alegria&#8221; pretende escrever um texto, que deverá servir de base para um novo acordo climático. Em uma nova conferência, de milhares de pessoas, que irão viajar novamente dos quatro cantos do mundo.</p>
<p>E vivam as conferências e os conferencistas sobre o clima!</p>
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		<title>Luto Por Um Gato</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 22:38:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>

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		<description><![CDATA[Chorei muito, ontem à noite, quando faleceu nossa gata. Recebemo-la de nossa filha há uns 3 anos. Ela, por sua vez, tinha buscado a Boempsi, como se chamava a gatinha, de um asilo de animais, quando estudava em Amsterdã. A Boempsi, ao que parece, não teve infância, nem juventude feliz.
No início de sua convivência com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chorei muito, ontem à noite, quando faleceu nossa gata. Recebemo-la de nossa filha há uns 3 anos. Ela, por sua vez, tinha buscado a <em>Boempsi</em>, como se chamava a gatinha, de um asilo de animais, quando estudava em Amsterdã. A <em>Boempsi</em>, ao que parece, não teve infância, nem juventude feliz.</p>
<p>No início de sua convivência com nossa filha, ela demonstrava vários problemas comportamentais. Depois, foi mudando. E no período que passou conosco, já era uma gata madura, “senhora de si”. Faleceu, nossa querida, com 18 anos. Uma idade relativamente elevada para um gato.</p>
<p>Uma coisa que mexeu conosco, na morte dela, foi presenciar e conviver como foi sua passagem deste para o mundo imaterial. Há umas três semanas, a Boempsi simplesmente resolveu não comer mais. E se manteve na decisão. Só bebia água. De resto, se comportava normalmente. Para a idade dela, claro!</p>
<p>Nos seus dois últimos dias, a gatinha já não podia mais nem beber água. Andar? Só com dificuldade. E foi assim que ela começou a se despedir da vida. Do céu. Do sol. Do cantar dos pássaros. E de nós, é claro. E ontem à noite, deitou-se na parte inferior de um sofá-cama. E adormeceu num edredon.</p>
<p>A morte dela mexeu comigo. Muito. E por várias razões. Uma foi o vácuo e a tristeza que deixou, sem dúvida. E também a tristeza por saber que milhões de outros animais, por esse planeta afora, não podem morrer naturalmente como a Boempsi. E porquê não? Porque o bicho-homem não deixa!</p>
<p>Se você é dos que comem carne, seja branca ou vermelha ou de peixe, não sei se já refletiu sobre esse seu costume. Tampouco sei, se você está informado,como são tratados os animais “industrializados”. Com quanta brutalidade e desumanidade são criados e abatidos? Sem respeito algum! &#8211; E tem mais!</p>
<p>“<em>As taxas de extinção (de espécies de animais) estão crescendo a um fator de até mil vezes as taxas naturais. A cada hora, três espécies desaparecem. A cada dia, 150 espécies somem. A cada ano, entre 18 mil e 55 mil espécies extinguem-se. A causa: as atividades humanas.&#8221;</em> (ONU, 2007)</p>
<p>“<em>Animais que têm a água como habitat estão desaparecendo”</em>. (<a href="http://odia.terra.com.br/ciencia/htm/animais_que_tem_a_agua_como_habitat_estao_desaparecendo_159465.asp">O Dia, online.23.8.2008</a>)<strong> – <em>“</em></strong><em>Espécies campeãs de sobrevivência estão desaparecendo“</em>. (<a href="http://www.ecopress.org.br/noticias+com+baixa+repercussao/especies+campeas+de+sobrevivencia+estao+desaparecendo">Ecopress.24.07.07</a>) – <em>“Animais e plantas correm risco de desaparecer &#8211;  Ao ritmo atual, cerca de 34 mil espécies de plantas e 5.200 espécies animais correm o risco de extinção.”</em> (<a href="http://www.portalcultura.com.br/index.php?site=1&amp;pag=conteudo&amp;mtxt=14064&amp;cabeca=Animais%20e%20plantas%20correm%20risco%20de%20desaparecer">Jornal WEB.11.01.10</a>)</p>
<p><em>“Sabe-se que um total de 17.291 espécies estão ameaçadas de extinção &#8211; desde plantas e insetos pouco conhecidos até as mais carismáticas aves e mamíferos. E isso mal reflete a dimensão do problema; muitas espécies desaparecem antes mesmo de serem descobertas. A razão? A atividade humana.”</em> (<a href="http://www.pnuma.org.br/comunicados_detalhar.php?id_comunicados=68">PNUMA</a>)</p>
<p>Uma notícia mais recente deixou-me ainda mais triste e horrorizado. Ecologistas quenianos e tanzanianos estão preocupados com a <a href="http://www.bluewin.ch/de/index.php/26,271493/Dramatischer_Rueckgang_von_Gnus_und_Zebras_in_Amboseli-Nationalpark/de/news/vermischtes/sda/">diminuição dramática do número de animais</a> do Parque Nacional de Amboselli e na área do Kilimandscharo. (General Anzeiger, 2.05.10)</p>
<p>Segundo estudos feitos, o número de gnus diminuiu em 83% de 2007 a 2010. Atualmente só há 3 mil animais. Em 2007, viviam 15 mil zebras nas savanas do Amboseli. Agora, só são 4.400! Diminuição de 71%. O número de búfalos, nesse mesmo período, diminuiu em 61%, existindo ainda só 231 animais.</p>
<p>Você sabe disso? Você sabia que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade? E assim mesmo não mudamos. Nada! E continuamos<strong> </strong>acabando com os peixes de rios e mares. Com plantas e animais. E continuamos a maltratá-los impiedosamente.</p>
<p>E ainda achamos ser donos de tudo e de todos! Ou achamos que nada temos a ver com esses fatos. Eu não. Sinto, e muitíssimo. E é por isso que estou de luto por um gato. E é por isso que sigo lutando contra toda a forma de desumanização. Seja com nossos semelhantes, seja com as plantas e animais.</p>
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		<title>Caqui a 89 Centavos. Manga Também</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 18:28:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>

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		<description><![CDATA[Estive num super-mercado Aldi de Bonn, onde moro. Havia caquis do Brasil por 89 centavos de €uro, a unidade, o equivalente a 2 Reais. E mangas do Peru! Também pelo mesmo preço. Os caquis brasileiros estavam “lindamente” embalados, envoltos em capinhas de material sintético etc. Uma maravilha!
Maravilha? Discordo! Veja porquê! Tente calcular qual foi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive num super-mercado <em>Aldi</em> de Bonn, onde moro. Havia caquis do Brasil por 89 centavos de €uro, a unidade, o equivalente a 2 Reais. E mangas do Peru! Também pelo mesmo preço. Os caquis brasileiros estavam “lindamente” embalados, envoltos em capinhas de material sintético etc. Uma maravilha!</p>
<p>Maravilha? Discordo! Veja <em>porquê!</em> Tente calcular qual foi a parte dos 89 centavos de €uro que ficaram com o produtor? &#8211; E com quanto ficaram os seus empregados? &#8211; Qual foi o custo do material e do transporte? E o que ficou desses 89 centavos de €uro para os funcionários do Aldi? &#8211; Quanto para os donos?</p>
<p>Imagine, agora, qual foi o custo ambiental desses caquis? Sua produção não é orgânica. Para deixá-los “bonitinhos” e “vingarem bem” passaram por vários processos químicos. As sequelas disso causam um alto preço ao solo e a todos, também às novas gerações. Estes custos não estão incluídos nos 89 centavos!</p>
<p>Quem os paga? É claro, nós todos! Nós pagamos seguro saúde, e com ele pagamos os danos causados à nossa saúde pelos solos contaminados e por ingerirmos alimentos envenenados. E pagamos os custos ambientais resultantes da embalagem dos caquis, pelo lixo que causam, pelo seu frete aéreo etc.</p>
<p>Aliás, você já se deu conta do preço que está embutido nos produtos e serviços que consumimos? Não só o valor financeiro! Mas também o custo que nem foi calculado, como o preço do nosso futuro? O custo das pesadas hipotecas que estamos deixando às novas gerações? <em>Você já se deu conta disso?</em></p>
<p>Veja, agora, outro detalhe: a rede <em>Aldi</em> foi fundada por dois irmãos alemães, Karl e Theo Albrecht, em 1962. Hoje possuem fortunas e impérios internacionais. Segundo a revista <a href="http://www.forbes.com/lists/2010/10/billionaires-2010_The-Worlds-Billionaires_Rank.html">Forbes</a>, <strong>Karl </strong>é o alemão mais rico e a 10ª maior fortuna do mundo. Sua riqueza é de 23,5 bilhões de dólares (março de 2010).</p>
<p><strong>Theo</strong> possui a terceira maior fortuna da Alemanha e é o 31º colocado no ranking da Forbes, com 16,7 bilhões de dólares. &#8211; De onde será que vem o dinheiro dos dois? &#8211; Aliás, <strong><em>de onde vêm as fortunas dos bilionários?</em></strong> &#8211; E quanto será que ganha um funcionário do Aldi? Como são suas condições trabalhistas?</p>
<p>Veja mais: quanto será que ganhou o empregado do produtor brasileiro que exportou os caquis? A mesma miséria que o funcionário do Aldi? &#8211; <em>E o produtor?</em> &#8211; Quanto ganhou do governo brasileiro só em subvenção? E de onde vem o dinheiro da subvenção? &#8211; É isso mesmo! Da e do contribuinte brasileiros!</p>
<p>É seu dinheiro também, portanto, que paga para o consumidor alemão comer o caqui brasileiro “barato”. É o seu dinheiro que também paga a contaminação causada pela produção de caquis “baratos” no Brasil e seu transporte para o mercado alemão. É seu dinheiro que paga a injustiça trabalhista e o nosso ecocídio!</p>
<p>Outra questão. Você já deve ter ouvido falar nos trilhões de dólares que todos os quase 200 países deste mundo devem, não? A Noruega, por exemplo, um dos países mais “ricos” – financeiramente falando, &#8211; possuía, em 2009, uma <a href="http://www.indexmundi.com/pt/noruega/divida_externa.html">dívida externa</a> de $469,1 bilhões.</p>
<p>Você sabe quem é o líder mundial em dívidas “externas”? Acertou! Os Estados Unidos! Há poucos meses, sua dívida ainda era de <a href="http://www.indexmundi.com/pt/estados_unidos/divida_externa.html">$12,25 trilhões</a>. &#8211; <em>E agora?</em> &#8211; Responda-me duas perguntas simples: 1º: <strong><em>quem paga </em></strong>essa dívida?<strong><em> </em></strong>- 2º:<strong><em> quem ganha </em></strong>com essa dívida?</p>
<p>Você já se perguntou isso? Ou já se deu conta disso? &#8211; <strong><em>Quem ganha</em></strong> são os “donos” do dinheiro, é óbvio! Os banqueiros. Os que mandam no capital! &#8211; <strong><em>Quem paga?</em></strong> – Isso! Os assalariados. Claro, porque os donos do dinheiro não pagam impostos de renda, nem contribuição alguma. Eles têm os seus “truques”!</p>
<p>Um deles é abater os custos, justificando que estão criando empregos, etc. Outro é desviar dinheiro para os “caixas dois” ou para as contas secretas nos “paraísos fiscais”. Outro é inventar “esquemas” que o cidadão comum não compreende. <em>Mas que rende!</em> Como o <a href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/04/15/tesouro-lanca-titulos-da-divida-externa-em-dolares-nos-estados-unidos-e-na-europa.jhtm">“lançamento de títulos de dívida externa”</a>!</p>
<p>E tem mais! Você gosta de futebol ou de fórmula 1? Duas modalidades “esportivas” que rendem bilhões, sem dúvida. Kaká é muito religioso e ganha uma das maiores fortunas “dadas” pelo “esporte das multidões”. E as equipes e os pilotos da fórmula 1 também rodam pelos autódromos, faturando milhões.</p>
<p>Mas&#8230; de onde sai todo esse dinheiro que recebem? &#8211; <strong><em>Do seu bolso</em></strong>, claro! &#8211; É você quem paga a publicidade e o patrocínio! &#8211; Todos os milhões “dados” aos milionários da bola, da fórmula 1 e dos outros esportes, não caem do céu! Eles entram nos custos das empresas que os financiam.</p>
<p>E você paga por tudo na hora de comprar um produto ou usar um serviço deles. É simples. Mas tem muita gente que não sabe disso, nem pensa nisso. Que aceita tudo como se fosse a coisa mais normal do mundo. Como se fosse lógico e natural! <em>E não é tão lindo, de fato, ver a seleção brasileira jogando?</em></p>
<p>Você não acredita? Mas, então me diga quem é que paga as fortunas dos bilionários? Quem é que paga os altíssimos salários dos banqueiros, empresários, esportistas e gerentes? Quem é que paga os altíssimos custos que estamos causando ao meio ambiente e à sobrevivência das gerações futuras? &#8211; <strong><em>Quem?</em></strong></p>
<p>(Anteontem estava vendo o jogo Barcelona X Inter de Milão, num bar de Bonn. À minha frente estava um “manager”. Desses caras  “importantes”! De terno, gravata e&#8230; <em>iphone</em>! No intervalo, mexia no aparelho dele. Dei uma olhada sobre seus ombros para ver o que seria tão importante, numa pausa de jogo, e&#8230;?</p>
<p>Estava lendo matérias econômicas &#8211; <em>online</em> &#8211; de jornais conservadores sobre a dívida e os empréstimos da Grécia. E acompanhava um “diálogo”, também <em>online</em>, sobre esses temas. Um dos <em>“chatistas”</em>, de pseudônimo <em>Spekulatio</em>, escreveu: “<em>Deveríamos ter muito mais capitalismo e bem menos Estado”</em>.)</p>
<p><em>E agora?</em> Mais capitalismo! E os milhões de esfomeados? E os trabalhadores e empregados injustamente remunerados? E os que vivem em condições desumanas? E os que não podem desfrutar de escola ou de trabalho digno? Menos Estado? E o que é da injustiça cada vez mais gritante e aviltante dos dias atuais?</p>
<p>Se puder, reflita sobre isso neste 1º de maio! Dê a sua contribuição para tornarmos o nosso mundo mais humano e justo. Para termos mais respeito no nosso relacionamento profissional. Para termos mais justiça nas relações trabalhistas. Para podermos viver melhor, mais felizes, com dignidade. Hoje e no futuro!</p>
<p>Porque o problema já é antigo. Veja este epigrama de Juan de Iriarte, do século XVIII. <em>“O senhor Juan de Robres, com caridade sem igual, construiu este lindo hospital&#8230; e também gerou os pobres.”</em> &#8211; Não sejamos os que batem palmas aos <em>Juan de Robres</em> da história! Nem nos deixemos enganar – jamais – por eles!</p>
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