Como queremos

Queremos mudar, sabendo que não são as lindas teorias mas os pequenos gestos que podem causar grandes transformações. Como mostrou Chico Mendes, que aceitou o desafio de fazer frente às expansões dos agropecuaristas do centro-sul do país no Acre. Seu ideal e sua luta, pagos com a própria vida, não foram em vão.

Queremos mudar, seguindo o exemplo de Mahatma Gandhi, por meio da desobediência civil e de ações não-violentas de protesto. Como fez Rosa Lee Parks, a negra que não deu seu assento a um branco, num ônibus, em 1955, iniciando uma campanha que terminou com o fim da segregação racial oficial nos Estados Unidos, em 1964.

Queremos seguir os passos da queniana Wangari Maathai, que negra e mulher conseguiu se firmar num mundo machista. Ela deu emprego a milhares de quenianas e com elas plantou milhões de árvores. Foi a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 2004, por “sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, democracia e paz”.

Queremos ajudar a melhorar o mundo como fez Mohammad Yunus, de Bangladesh, que no início dos anos 80 criou um banco que dava micro-créditos para pessoas de baixo poder aquisitivo. Hoje, há 800 bancos que trabalham com micro-crédito e Mohammad Yunus ganhou o Prêmio Nobel da Paz, em dezembro de 2006.

Queremos ajudar a implantar um projeto social global, cuja base e meta são a solidariedade e a cooperação. A sua prática diária dependerá da realidade específica de cada um. Se sozinhos ou em grupos, próximos ou afastados, o que importa é que iremos buscar, juntos, respostas aos nossos desafios através do diálogo franco, aberto e contínuo.

O projeto social do Grupo Gaia respeitará a liberdade de cada integrante e fomentará a sua criatividade e produtividade. Ele promoverá a educação, a competência profissional, e irá defender e apoiar os mais fracos. E irá criar regras e sanções, que impeçam o abuso e a exploração das vantagens resultantes de suas estruturas solidárias.

Como todo organismo vivo, o Grupo Gaia irá se auto-desenvolver coletivamente, e irá auto-regular-se. Os membros poderão formar grupos de auto-gestão, nos quais poderão desenvolver as atividades que acharem necessárias. Sempre colocando a cooperação e os valores do grupo acima de qualquer rentabilidade ou sucesso enganoso.

O que queremos      Seja um/a Gruga