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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Terra</title>
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		<title>Pontes, Muros e Trincheiras</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 01:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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Estou atualmente em Boa Vista, capital de Roraima, para mais um curso de Jornalismo Ambiental. Os participantes vêm de várias partes da Amazônia. Todos com suas experiências, vontades, expectativas e anseios. Estamos sentindo e trabalhando um tema que é de vital importância para nós e, sobretudo, para nossos filhos e seus filhos.
Aliás, quantas filhas [...]]]></description>
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<p>Estou atualmente em Boa Vista, capital de Roraima, para mais um curso de Jornalismo Ambiental. Os participantes vêm de várias partes da Amazônia. Todos com suas experiências, vontades, expectativas e anseios. Estamos sentindo e trabalhando um tema que é de vital importância para nós e, sobretudo, para nossos filhos e seus filhos.</p>
<p>Aliás, quantas filhas e filhos desta floresta e destes rios imensos já não foram expulsos de suas terras? Quantos não se explorou e matou? Quantas árvores centenares já não foram e serão derrubadas? Quantos rios contaminados pela cobiça? Quantas espécies de animais e plantas já não foram extinguidas e ainda serão? Se a Amazônia fosse gente, estaria em prantos e de luto por sua morte.</p>
<p>Chico Mendes, Irmã Dorothy e centenas de outros levantaram a sua voz e também foram mortos. Milhares de &#8220;severinos&#8221; são escravos de fazendeiros. Sem direito algum, sem o mínimo respeito. Andando-se pelas estradas que saem de Boa Vista, vêem-se campos sem fim. Cercados. Muitos abandonados. Outros com monoculturas. Terríveis, como a da acácia.</p>
<p>Deixando essas terras em espírito, do alto observaremos uma imensidade de verde vivo, com enormes feridas abertas. Queimadas, monoculturas, garimpos no real &#8220;inferno verde&#8221;! E se nos afastarmos ainda mais, de lá veremos quão maravilhoso é nosso lar no azul infinito, coberto por tênue pele branca. Que contraste poderá ser mais gritante do que o entre a natureza e as culturas humanas?</p>
<p>Na natureza tudo se interliga. Árvores formam grupos que se ajudam mutuamente. Animais se reproduzem com inteligência, adaptando-se ao seu meio e época. Há cadeias alimentares e a impagável riqueza da biodiversidade. Vivemos num paraíso, mas ainda não descobrimos isso. Somos simples partes desse mundo, mas ainda nos consideramos seus proprietários.</p>
<p>Quando será que vamos acordar desse pesadelo? Quando vamos ver que essa cultura européia-cristã-ocidental é a causa do nosso ecocídio e suicídio coletivo? Quando vamos dizer <em>basta</em> a isso? Quando vamos exigir que os representantes e donos dos pretensos e falsos deuses vigentes parem de pregar o <em>&#8220;ide, explorai e dominai&#8221;</em> a tudo e a todos? Sem dó nem piedade?</p>
<p>Só quando não houver mais retorno algum? Ou quando morrerem milhões de pessoas por aquecimento e desertificação, guerras de água, subida do nível dos mares? Ou só quando os cientistas tiverem construído o seu mundo artificial, com humanóides tele-dirigidos? Quando vamos nos desfazer dessa horrível <em>descultura da morte</em> para celebrar a cultura da vida e do prazer?</p>
<p>Que passará pela mente dos chefões das grandes empresas, encerrados em seus escritórios artificializados e protegidos por exércitos? Que passará pela cabeça dos políticos vendidos por seus interesses corporativos? Onde estará a cabeça dos líderes religiosos que só se ocupam com seu poder terrestre e céus artificias, excluindo e matando os que preferem criar um outro e melhor mundo?</p>
<p>Por onde você andar, por toda a parte observará cercas, muros e trincheiras. Reais, de arame farpado, eletrificados, de tijolos e concreto. De onde provêm essas armações? Caíram do céu? Surgiram da noite para o dia? &#8211; <em>Não!</em> &#8211; Essas cercas, muros e trincheiras foram criados bem antes na nossa cabeça. Eles foram feitos para nos dividir em grupos separados, para nos explorar mais facilmente.</p>
<p>A cerca da intolerância, o muro do egoísmo, a trincheira das batalhas religiosas, econômicas e políticas são resultado de nossas projeções e visões. Do mundo que herdamos de nossos antepassados e que mantemos de pé através de nossa cultura atual e de nossas tradições. Através de nossas religiões e sistemas econômicos, baluartes do terrorismo ideológico com o qual nos matamos.</p>
<p>Precisamos romper, por isso, com a maior urgência possível, os grilhões que nos atrelam a essa implacável bomba-relógio tiquetaqueante. Precisamos derrubar as cercas da ganância, derrubar os muros egoistas e grupais mesquinhos, e implodir as trincheiras do ódio e da covardia. Faça-o já e agora, <em>por favor!</em> Depois disso, passemos a construir pontes!</p>
<p>Erga uma ponte até o seu filho e sua filha. Peça a eles que venham conhecer esta mãe e este pai que também foram educados no mundo dos muros e das cercas, mas que estão tentando rompê-los. Construa uma ponte até sua irmã e seu irmão. Levante uma ponte ao seu vizinho. Descubra como o mundo fica diferente sem muros e trincheiras. Sinta como a gente, aí, passa a viver mais leve e feliz.</p>
<p>Pois não há divisão real entre céus e terras. Entre deuses cristãos e muçulmanos. Entre cidades e campos. Entre classes e grupos de interesse. Entre o &#8220;homem&#8221; e os animais e plantas. Somos todos filhas e filhos da mesma fonte. De um eterno e infinito manancial, bondoso e prazeroso. De um tecido que nos une intimamente, envolve, acaricia e nos faz sentir felizes.</p>
<p>É muito mais cansativo, doloroso e caro construir cercas, muros e trincheiras. É muito mais difícil e complicado delimitar fronteiras, pois são hostis à vida. Ela quer fluir, eterna e infinitamente, e nosso viver físico torna-se uma ilusão quando o atrelamos à matéria. Pior ainda é quando passamos a fazer da existência um objeto econômico e comercial. E quando do dinheiro fazemos o nosso deus maior.</p>
<p>A floresta amazônica não conhece muros, nem fortalezas, nem fronteiras. Aliás, todos os seres, com exceção do &#8220;homem&#8221;, não conhecem trincheiras, bastiões nem armamentos. Por isso, seja o primeiro a derrubar todas as cercas culturais que você herdou e usa. Seja o primeiro a destruir os muros que o separam de seu interior, de nossa real essência, o viver feliz. Desarme-se intelectualmente.</p>
<p>Seja a primeira a criar uma ponte ao seu passado. À sua infância. Integre-a na sua vida, com todo cuidado e empenho. Seja a primeira a a levantar uma ponte para todas as suas emoções. Tanto as prezerosas como as que lhe causam tristeza, dor e raiva. Erga uma ponte de encontro e de diálogo consigo mesma/o, para descobrir quem você realmente é e o que quer.</p>
<p>Depois disso, vamos erguer pontes entre nós todos. Entre negros, brancos, amarelos e vermelhos. Extendamos a mão aberta, distribuindo o que temos, com todo o prazer do doar e do amar. Não há ponte mais bonita do que aquela que nos leva até os outros. A todos! Também aos animais e plantas! E você verá, como será este novo mundo: pleno de justiça e alegria, de saúde e de harmonia.</p>
<p>É ridículo sonhar com um mundo assim, sem cercas, nem muros e trincheiras? Acho que não. Tente! Comece por você. E você verá do que é capaz e o que significa viver aberto e livre. E depois de ter consolidado esse primeiro passo, você irá querer erguer muitas outras novas pontes. Todas elas nos levando ao lugar que todos querem: à nossa casa. À nossa eterna e infinita morada. Nós mesmos!</p>
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		<title>Identidade &amp; Memória</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 12:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  “Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”, Eric Kandel, Prêmio Nobel de Medicina de 2000. Nesta quinta 2, foi lançado na Alemanha o documentário “À Procura da Memória”, de Petra Seeger, sobre a vida do descobridor dos processos neurobiológicos da memória. A frase de Eric Kandel [...]]]></description>
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<p><![endif]--><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">, <a href="http://redepsicologia.com/em-busca-da-memoria-eric-kandel">Eric Kandel</a>, Prêmio <a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_175289.shtml">Nobel de Medicina de 2000</a>. Nesta quinta 2, foi lançado na Alemanha o documentário <a href="http://www.derwesten.de/nachrichten/kultur/film/2009/6/30/news-123995712/detail.html">“À Procura da Memória”</a>, de Petra Seeger, sobre a vida do descobridor dos processos neurobiológicos da memória. A frase de Eric Kandel mexeu comigo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Há muito que me preocupo com a nossa maneira de viver em sociedade. Para entendê-la, procuro saber quem somos, de onde viemos e para onde vamos. E me chama muito a atenção o fato de repetirmos vários erros do passado. Será por não querer reconhecê-los? Porque é mais fácil o “oba-oba” do que o “mea culpa”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Acho que sim. E nós nos engamos a torto e a direito. Nos definem como <em>“homo sapiens sapiensis”</em>, mas não passamos de principiantes. Lembramos os “heróis” de batalhas, nossas &#8220;gloriosas datas&#8221; e esquecemos que a vida não é só alguns anos, não acontece só na terra, e não é uma dura guerra. Nós somos muito mais!</span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Nós somos o que aprendemos!</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"> E o que aprendemos em casa? Em nossas escolas e universidades? O que aprendemos das religiões e das nossas instituições? Se a nossa sociedade está como está, não é justamente porque aprendemos para viver assim? Cada um por si e deus contra todos? Adorando o dinheiro, sobrevalorizando a competitivade e desprezando a solidariedade?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Na semana que passou, encerrou-se mais um ano letivo na maioria dos estados alemães. Num jornal de Bonn, mostraram-se várias fotos das classes que concluíram o segundo grau. Me assustei. As diferenças entre tipos de escolas se espelhavam na roupa dos alunos: os das escolas “melhores” estavam “bem vestidos”. O das escolas “inferiores”, de roupa comum.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Você acha que isso não tem importância? <em>Tem, sim!</em> Pelo meu linguajar, pelo modo de me comportar e de me relacionar expresso quem sou. E por minha forma de me vestir também! Um técnico do &#8220;esporte das multidões” vestido de terno e gravata? Para quê? Um cardeal católico fantasiado com trajes da Idade Média? Para quê?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Há anos vem se observando, no mundo, uma acentuada divisão de classes. A elite rica de um lado, a enorme massa “falida” do outro. E a Alemanha não é exceção. A respeito, o perito em Ciências Polítcas Christoph Butterwegge publicou no <a href="http://www.sueddeutsche.de/wirtschaft/662/479156/text/">Süddeutsche Zeitung</a> desta sexta-feira 3, uma análise assustadora sobre o futuro do país.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Butterwegge prevê um aumento no número de desempregados em até 5 milhões, um crescente empobrecimento (a tradução exata seria “<em>em-miseriamento</em>”!) e um recorde do endividamento público. Isso criará, como ele diz, uma “pobreza pública” numa dimensão jamais conhecida e sentida anteriormente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Em setembro próximo haverá eleições parlamentares na Alemanha e a luta dos partidos pelo voto dos eleitores já se faz sentir. O politólogo critica os conservadores por suas promessas de não aumentar determinados impostos, que privilegiam só as classes ricas. O lema desses partidos seria “multiplicar a riqueza em vez de diminuir a pobreza”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">O clima social alemão, segundo Butterwegge, irá tornar-se áspero. Fenômeno igual se observa no mundo todo. E de quem será a responsabilidade? Será que a recente crise financeira mundial foi causada só por Bernard Madoff ou pela <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u588483.shtml">ganância dos investidores</a>? Madoff foi condenado a <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u587996.shtml">150 anos de prisão</a>. E os demais?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Várias pessoas e instituições entregaram seu dinheiro aos <em>Madoff´s</em> e gerentes gananciosos porque quiseram multiplicar seu capital da maneira mais rápida e fácil possíveis. Mas&#8230; Quem dessas pessoas e instituições e gerentes se preocupa com justiça social? Com equilíbrio ambiental? Com paz e felicidade para todos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Aliás, é fácil desfazer-se de sua responsabilidade e pôr a culpa em alguém, não é mesmo? Não foram Hitler e os nazistas que causaram a Segunda Guerra Mundial? <em>Nada!</em> A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/OCDE">OCDE</a>, Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, aprovou há pouco uma <a href="http://www.news365.ch/?p=6941">resolução</a> na qual equipara a responsabilidade soviética pela deflagração da guerra a dos nazistas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Quantos políticos e poderosos gostam de apelar para o “orgulho” e fomentam o cultivo dos “heróis”?! Mas você já viu algum deles dizer que se envergonha por um ato injusto ou criminoso que cometeu? E lhe pergunto: apoiar ativa ou passivamente um sistema político-econômico que exclui e mata milhões de pessoas é o quê? &#8211; Motivo de orgulho ou de vergonha?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Muito se escreveu e se falou sobre Michael Jackson nos últimos dias. Gostar de suas músicas e reconhecer o que representou como artista, até aí, tudo bem. Mas fazer dele um “astro” e cultuá-lo como um “deus”, aí já passa dos limites. Política e socialmente falando, o que ele fez? Que exemplo deu? E até já se esqueceu que ele foi um pedófilo!</span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">. Milhões passam fome no mundo. Milhões de africanos estão entregues às moscas. A Terra está indo pras cucuais, e continuamos não sabendo quem somos e o que queremos. Será que somos só brasileiros, alemães, judeus, cristãos, espíritas, europeus, asiáticos, etc?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Será que somos só petistas, liberais ou esquerdistas? Qual é a nossa identidade real? Nós somos seres humanos. Fazemos parte de uma grande família de seres. Somos parte da Vida, da energia cósmica, que grupos religiosos chamam de Deus, Javé, Alá ou Tupã. E até não viemos dela. <strong>Nós somos a Vida!</strong> E não morremos. Só trocamos de espaço.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Enquanto não aprendermos isso, continuaremos sendo cristãos, evangélicos, espíritas e cada grupo brigará pela posse da verdade “absoluta”. E continuaremos sendo mesquinhos, com horizontes diminutos. Seguiremos nos peleando, fazendo guerras “religiosas”, destruindo nosso habitat e permitindo que milionários façam o que querem conosco.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Aliás, o estado da Califórnia, a oitava economia do mundo(!), vive há anos uma <a href="http://www.libertaddigital.com/economia/california-en-bancarrota-congela-devoluciones-de-impuestos-y-servicios-publicos-1276348653/">longa</a> <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/globo/Interior.aspx?content_id=1262001&amp;seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas/index.html">bancarrota</a>. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u589710.shtml">Angeline Jolie</a> ganhou 27 milhões de dólares nos últimos 12 meses. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u579823.shtml">Kaká e Ronaldo</a> custaram 150 milhões de euros e vão receber salários milionários. E quem está pagando a grana deles? Você já se deu conta de que é você e eu? De que somos nós? &#8211; Claro!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Inveja minha? Não! A questão é que há milhões de pessoas passando fome e morrendo de fome. E elas são nossas irmãs e nossos irmãos. E aí lhe pergunto: como chutar uma bola pode valer mais do que uma vida humana? E como nós podemos &#8220;adorar&#8221; a um galáctico e menosprezar ou ignorar o nosso vizinho, ali do lado?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Nossa memória deveria dar mais espaço para as coisas reais e menos para as “fantásticas”. Nossa lembrança deveria ser mais viva e nosso egoísmo estar mais morto. Do que nos lembramos? &#8211; Só do que nos serve no presente! &#8211; O que aprendemos do passado? &#8211; <em>Quase nada! </em>-  Este é, a meu ver, o nosso dilema. E a <strong><em>nossa saída!</em></strong></span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">. Eric Kandel.</span></p>
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		<title>Mortos enterrando mortos</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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 (Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)
Não sei por onde começar. Se pelo massacre de Bilge, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.
Ou devo lembrar o massacre de Beslam, na Rússia, quando [...]]]></description>
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<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">(Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Não sei por onde começar. Se pelo <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jGSF4t0ROt4an3LMoSsM9z2yQiuw"><span style="color: #800080;">massacre de Bilge</span></a>, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Ou devo lembrar o <a href="http://noticias.terra.com.br/retrospectiva2004/interna/0,,OI435301-EI4427,00.html"><span style="color: #800080;">massacre de Beslam</span></a>, na Rússia, quando revolucionários islâmicos chechenos mataram 334 reféns, dos quais quase 200 crianças?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O que dizer do advogado e professor-doutor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que há pouco matou seu filho de cinco anos, e numa carta escreveu que foi a “&#8230; <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/04/23/carta-de-professor-da-usp-que-matou-filho-cometeu-suicidio-fala-em-demonstracao-de-amor-de-um-pai-755403237.asp"><span style="color: #800080;">maior demonstração de amor de um pai pelo filho</span></a>”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Na Alemanha, em Eislingen, <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/05/06/familiendrama-eislingen/waren-die-vierfach-killer-ein-liebespaar.html"><span style="color: #800080;">dois jovens mataram os pais de um deles</span></a> e as suas duas irmãs. Porquê? Porque não podiam revelar sua homosexualidade e que se amavam.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Em Hildesheim, um <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/03/25/kleingarten-killer/vor-gericht.html"><span style="color: #800080;">aposentado matou três vizinhos</span></a> porque estes não faziam o que ele queria. E não mostrou arrependimento algum ao ser condenado à prisão perpétua.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A lista de assassinatos por motivos banais é enorme. Sem falar dos jovens que matam em escolas de vários países, por diversas razões.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E o que dizer das <a href="http://www.pime.org.br/mundoemissao/fomecriancas.htm"><span style="color: #800080;">12 crianças que morrem de fome, a cada minuto</span></a>, no mundo todo? E das <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/021120_vacinass.shtml"><span style="color: #800080;">mais de 3 milhões de crianças que morrem por ano, por falta de vacinação</span></a> e de cuidados médicos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quinze anos após o <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/04/07/ult34u220954.jhtm"><span style="color: #800080;">genocídio de Rwanda</span></a>, em abril de 1994, seus autores ainda continuam em liberdade. Foram “só” 800 mil tutsis e hutus assassinados!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Um documento com os <a href="http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u126.jhtm"><span style="color: #800080;">maiores massacres</span></a> de nossa história coloca os Estados Unidos no topo da lista pelo genocídio ainda em curso dos nativos norte-americanos. Até agora já custou 15 milhões de vidas desde 1492.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E dos ditadores, quem matou mais? Foi Stálin, Mao, Pol Pot ou Hitler?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E qual será a responsabilidade do nosso sistema econômico-social pela miséria e pelas mortes diárias de tantas espécies de animais, plantas e de pessoas?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Qual será a nossa responsabilidade bem pessoal pelo nosso extermínio ecológico?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando penso sobre isso, fico triste. E quando observo quem está assistindo a esse velório coletivo do nosso enterro global, pergunto: quem ainda está vivo? E quem já faz parte dos mortos? – E vejo que o número de mortos-vivos aumenta a cada segundo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Duvida? Então faça as contas! Quantos seres vivos ainda há no nosso planeta, por exemplo? No nosso continente ou país? Na nossa cidade ou bairro? Quantas espécies já se foram para sempre?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Num espaço de terra, podemos medir a vida quantitativa e qualitativamente. Podemos verificar a sua composição química, o número de bactérias existentes etc. Enfim, podemos <a href="http://www2.uol.com.br/vyaestelar/saude_planeta.htm"><span style="color: #800080;">medir pela sua biomassa e diversidade de espécies</span></a>. E deste ponto de vista, estamos claramente matando-nos a cada dia que passa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Por outro lado, o que distingue um ser vivo de um morto? Um ser deixa de viver biologicamente quando ocorre sua morte cerebral. Mas&#8230; e emocional, racional ou espiritualmente? Quando é que alguém morre nesse sentido?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando suas emoções se apagam, quando deixa de usar sua razão e quando passa a achar que a matéria é tudo. &#8211; E agora? &#8211; Quantas pessoas ou famílias ou grupos sociais que você conhece, que já morreram emocional, racional e espiritualmente?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">De fato, jamais deveríamos medir a vida só por números. Por quantas terras alguém teria, por quantos milhões de dinheiro ou de ações possui, etc. A vida é muito mais do que frios números, porque ela também tem um lado qualitativo!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Se formos olhar a vida por este aspecto qualitativo, do prazer e do bem-estar, o que observamos? Que vivemos cada vez mais estressados, mais agoniados, mais doentes física, emocional e psiquicamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Estamos matando, pessoal e coletivamente, as nossas emoções e sentimentos. Estamos acabando com nossos sentidos e sensibilidade. Em lugar deles, cultivamos a frieza e a indiferença e passamos a atuar como mortos-vivos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viver ou fazer de conta, matar-se ou morrer já em vida&#8230; isso é uma escolha que cada um de nós pode fazer a cada instante. Depende do papel que assumimos em família, na sociedade, no estado e no nosso planeta. O papel de um ser-vivo. Ou de um ser-morto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja inteligente! Seja um ser-vivo! Use bem sua inteligência e sua vontade. Valorize suas emoções, desenvolva-as e cultive-as plenamente. Crie habilidades e emoções que lhe permitam viver feliz, com prazer e bem-estar. Pessoal, coletiva e ecologicamente!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, está se aproximando. Há muitos sinais de que estamos cometendo um ecocídio irreversível. Mas apesar de todos os pesares, sempre há uma possibilidade de renascer com a esperança que advém de um novo instante, de uma nova vida!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Violências, massacres, genocídios, assassinatos e extermínios não surgem do nada. Eles são causados por sistemas e ideologias. Eles nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A construção de uma nova sociedade, harmônica, equilibrada, justa, amorosa e paciente, também será possível com novas ideologias e novos sistemas. E eles também nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja vivo! Use toda a sua sensibilidade e viva todas as suas emoções. Ressuscite as espezinhadas e reprimidas. Reacenda as que ainda ardem por debaixo das cinzas. Todas elas precisam arder novamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E faço um apelo: analise sua maneira de viver. Contabilize seus atos diários. Com quantos você está contribuindo para enterrar ainda mais a gente? Quanto de você ainda está vivo? Quanto já morreu?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viva você a vida em sua plenitude. Agora. Hoje. Sempre! Onde você estiver. E deixe que os mortos enterrem os mortos.</span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
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		<title>A Terra do Prazer e do Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 16:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Realização]]></category>
		<category><![CDATA[Satisfação]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

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Hoje, 22 de abril, é dia da Terra! Um bom motivo para fazermos algumas reflexões a respeito. A primeira deveria ser sobre o jeito de como vemos a Terra. Você é daqueles que só a vê como uma “coisa” que existe aí, para pisar e usar, ou como um “negócio” do qual a gente se [...]]]></description>
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<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"></span></div>
<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"></span></span></div>
<p><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Hoje, 22 de abril, é dia da Terra! Um bom motivo para fazermos algumas reflexões a respeito. A primeira deveria ser sobre o jeito de como vemos a Terra. Você é daqueles que só a vê como uma “coisa” que existe aí, para pisar e usar, ou como um “negócio” do qual a gente se aproveita para tirar o máximo de vantagem ou de lucro para si e os seus?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Ou você sente o nosso planeta como alguns povos andinos, para os quais ele é a <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Pacha Mama</span>, a Mãe Terra, uma deidade importante e respeitada? Aliás, para os primeiros gregos, a terra era <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Gaia</span>, uma deusa! Há religiões que falam de uma “Terra Santa”, ou que vêem a terra como um doloroso vale de lágrimas, um exílio insuportável ou um duro cativeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Para mim, a Terra é um ser vivo e uma extensão minha. É uma extensão e parte de todos os seres. Sua consistência e aparência são parte da consistência e aparência de todos os seres vivos. A Terra, para mim, é um lindo espaço, que pode nos proporcionar tudo o que precisamos para bem viver durante nossa passagem física pelo mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Se respeitamos as fases e as particularidades da Terra, se respeitamos as leis que regulam a Vida sobre o planeta, aí poderemos viver em equilíbrio com ela, base de todo o prazer e de toda a felicidade. E viver em harmonia com a terra significa respeitar a todos os seres que nela habitam, pois todos os seres são partes dela como nós o somos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Hoje, estamos em guerra com a Vida e sofremos com várias frentes de batalhas. Estamos destruindo inúmeras espécies de animais e plantas; matamo-nos com drogas, em bestas lutas armadas e destruímos a esperança e o tempo das gerações futuras! E agora me diga: é para isso que fomos criados e somos gerados? É para isso que vivemos?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Eu acho que não, pelo contrário! Mas infelizmente ainda somos educados, desde pequenos, para a competitividade, para as lutas e as guerras. Aliás, somos a única espécie que é educada para matar! Como tal, não nos deveríamos admirar se vivemos numa sociedade ecocida. Apesar de esta cultura não fazer parte da nossa natureza, da nossa essência!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Por isso, neste Dia da Terra, quero convidá-lo a rever suas visões e conceitos. Quero convidá-lo a reaprender a viver de acordo com a nossa natureza de ser! Diz-se que viver a gente aprende vivendo… E nunca é tarde demais aprender certas noções e habilidades que nos permitam levar uma vida feliz e prazerosa, em lugar de uma vida triste e sofrida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">O bom seria se a gente já recebesse esses dons e habilidades com o leite materno, desde nossas primeiras semanas de vida. Assim não sendo, a primeira habilidade que deveríamos reaprender é a que somos uma pessoa única e ímpar, com dotes e sentidos, com direitos e deveres; e que fazemos parte de uma grande família, a humana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">A segunda habilidade que precisamos reaprender com urgência é que a família humana comparte a Terra com as demais famílias de animais e plantas. E que, ao contrário do que nos ensinam, não somos donos dessas famílias. Por isso, como partes dessa comunidade de famílias, devemos respeitar o direito que elas também têm de viver na Terra, como nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Cada família, animal, vegetal e humana, tem o direito de viver feliz porque foi criada por prazer e para ser feliz. Por quê? Porque a nossa fonte de Vida, quem nos criou, é prazer puro! E o seu e nosso prazer só se sente vivendo de acordo com a sua e nossa essência de ser. Ou seja, vivendo em paz e em harmonia com o seu meio e com os demais seres.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">A nossa família sanguínea só é um repositório do dom da Vida. A sociedade em que nascemos só é um micro espaço do macro. Família e sociedade deveriam ajudar a que nos desenvolvamos bem, para sermos pessoas hábeis e capazes de viver a sós e em grupo. Para vivermos feliz e com prazer, de acordo com a nossa origem, a felicidade eterna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Repare, agora, como vemos um parto? Ele seria um castigo para a mulher e o choro do bebê seria por sofrer com o “trauma” de trocar o cômodo ventre da mamãe pelo “hostil” mundo exterior. Mas, por quê não vemos no choro do nenê um sinal de alegria por iniciar sua própria vida? Por quê não vemos no parto um grande presente da Vida às mulheres?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Mudando esta visão de castigo e de dor por uma visão de amor e de prazer, passaremos a encarar a vida de uma maneira mais positiva e melhor. Sobretudo porque o prazer e o amor são os dois parâmetros mais importantes de nossa existência, de nossa essência de ser. Pessoal e coletiva. Porque nossa criadora é amor e prazer, infinitos e eternos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">E aí chegamos à terceira habilidade, que também já deveria nos ser passada pelo leite materno: a capacidade de amar e de entregar-se à Vida em sua plenitude. Infelizmente vivemos numa cultura em que até somos educados para o desamor. Para o egoísmo e a rivalidade. Para o egoísmo e a dor. Precisamos reaprender a amar com urgência!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Tente orientar todas as suas atividades diárias para o prazer, e tente fazê-las por amor. Deixe que os seus filhos sejam como querem ser. Respeite-os, pois o respeito é a base do amor e do prazer. Ensine-os a respeitar e a amar a todos os demais seres. A respeitar e a amar a sua natureza e a natureza de todos os demais seres.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Lembre que tempo, dinheiro, posses, bens e poder são fatores bem humanos. São fatores que, quando sobrevalorizados, podem causar a nossa destruição. E muita dor! Por isso, neste dia da Terra, dê a si e a ela o que ela mais precisa e merece: respeito e amor. E ela lhe dará o que lhe é mais precioso: uma vida feliz, prazerosa e de muito amor.</span></p>
<p><font size="3"><font face="Arial"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Estas habilidades e este saber podem parecer difíceis de serem praticados, uma vez que vivemos numa sociedade que ainda não despertou coletivamente para eles. Mas não esqueça nunca! Viver com respeito, por prazer e por amor, vale o prazer que isso representa e proporciona! Experimente! Vale o prazer amar a vida e viver amando!</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p></font></font></span><font size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></span></p>
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		<title>A Guerra pela Sobrevivência (2)</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 14:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecocídio]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
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		<description><![CDATA[Amanhã, 22 de abril, é o Dia da Terra. Bom motivo para seguir comentando a entrevista que o semanário alemão Die Zeit publicou com Hans Joachim Schellnhuber, fundador e diretor do Instituto de Pesquisa Climática de Potsdam e membro do IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Logo após o título da matéria: &#8220;Às vezes eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Amanhã, 22 de abril, é o Dia da Terra. Bom motivo para seguir comentando a entrevista que o semanário alemão <em style="mso-bidi-font-style: normal;"><a href="http://www.zeit.de/2009/14/DOS-Schellnhuber">Die Zeit</a></em> publicou com Hans Joachim Schellnhuber, fundador e diretor do <a href="http://www.pik-potsdam.de/">Instituto de Pesquisa Climática</a> de Potsdam e membro do </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><a href="http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/content/ipcc-painel-intergovernamental-sobre-mudanca-do-clima-intergovernmental-panel-climate-change">IPCC, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas</span></a><span style="color: #000000;">. Logo após o título da matéria: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">&#8220;Às vezes eu poderia gritar&#8221;</em>, o semanário indaga: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“Poderá se chegar a preservar o mundo de uma catástrofe climática?”</em> – Nesta colocação já se percebe o “detalhe”, importantíssimo, do qual muitos, como o próprio <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em>, ainda não se deram conta: numa catástrofe climática não está em jogo “o mundo”, nem “a terra”. O que está em jogo é a “nossa” vida! A nossa existência e a existência das futuras gerações!</span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Aliás, quando começou a Segunda Guerra Mundial? Quando os alemães invadiram a Polônia, em 1939, ou quando muitos alemães votaram no Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">NSDAP</span>) e Hitler foi nomeado chanceler do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Reich</em>, em janeiro de 1933? – Não há só uma data que defina ou explique um acontecimento, pois a história é dinâmica e multifacetada. Vários acontecimentos, aparentemente independentes, estão interligados e confluem num sentido, provocando novos fatos. Por isso a importância de se reconhecer que já estamos em plena Guerra pela Sobrevivência, porque todoss os fatos apontam neste sentido.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A questão que a gente se deve colocar, portanto, é: ainda podemos escapar da catástrofe climática que já se manifesta? E a minha resposta é: não! Porque a grande maioria dos responsáveis pela vida pública, empresários, milionários, líderes religiosos e de partidos, chefes de Estado, bem como a maioria de nós, eleitores e consumidores, não estamos fazendo o suficiente para evitar a catástrofe que se anuncia. E assim como antes da Segunda Guerra Mundial cada pessoa e grupo poderia ter feito algo para impedi-la, assim também cada um de nós pode fazer, aqui e agora, algo contra o ecocídio. E que ninguém se desculpe, depois, dizendo que nada ou pouco sabia a respeito de nossa hecatombe!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Voltando à entrevista do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em>, nela conta-se que Schellnhuber, um dia, afirmou que menosprezava políticos por nada fazerem contra a ameaçadora mudança climática, apesar de saberem o que está acontecendo. Confrontado com a afirmação pelos entrevistadores, o climatologista disse que hoje empregaria uma outra formulação, mais diferenciada, entre políticos que tentam fazer algo e os egomaníacos. Entre os primeiros ele coloca Obama e a chanceler alemã Merkel e elogia <a href="http://www.dw-world.com/dw/article/0,,3883359,00.html">o pacote de medidas para proteção ao clima</a></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"> aprovado pela União Europeia. “Não é perfeito, mas bem respeitável. Em matéria de redução das emissões dos gases de efeito estufa e sobretudo nas metas obrigatórias para a ampliação das energias renováveis é até o melhor que há em todo o mundo”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Comentando o segundo inverno mais quente registrado recentemente na Índia e a extrema onda de calor que castigou a Austrália, Schellnhuber acha que o aquecimento global neste decênio poderá ser mais linear porque a humanidade, além dos gases de efeito estufa, está produzindo maciçamente “antídotos”, como partículas de enxofre, através de ineficientes usinas de carvão. Esta poluição ambiental “comum” só dura umas semanas, enquanto o <span style="color: #000000;">CO<sup>2</sup> pode influir no sistema climático por 5000 anos ou mais. ”Uma política de purificação do ar na Ásia provocaria, com isso, uma aceleração do aquecimento global. Temos, por assim dizer, a escolha entre a peste e a cólera”.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Com respeito às mais novas descobertas na área de mudança climática, o perito alemão cita três exemplos: “A emissão de CO<sup>2</sup> está aumentando muito além do que os prognósticos mais drásticos temiam. Segundo exemplo: nosso instituto publicou há pouco uma pesquisa sobre a acidificação dos oceanos. Um excesso de CO<sup>2</sup> da atmosfera contamina a água e com isso, simplificando, estamos transformando os oceanos em água gaseificada”. Ao que o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em> contrapõe: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“E o que há de ruim nisso?”</em> Schellnhuber: “Nós calculamos que, se não limitarmos as emissões de gás estufa, a longo prazo surgirão grandes “zonas mortas” nos mares, entre 200 e 800 metros de profundidade, nas quais quase não existirá mais oxigênio”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">“As consequências dramáticas disso para a pesca internacional e para a alimentação mundial podem ser imaginadas”, diz o climatologista. E continua: “Terceiro exemplo: cientistas da Universidade de Victoria, Canadá, estão extremamente preocupados com a rapidez com que os solos permafrost estão degelando e liberando metano, um gás potentíssimo de efeito estufa. Vi imagens de pessoas na Sibéria cavando um buraco no chão, riscando um isqueiro e provocando uma chama grande. Nos solos permafrost calcula-se armazenado pelo menos um bilhão de toneladas de carbono. Isto é dez vezes mais do que a humanidade já liberou até agora com a queima de carvão, gás e petróleo.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Perguntado como se sente, sentado em seu escritório, ao saber de tudo isso, o pesquisador respondeu: “Nós climatologistas já sabemos há muito que a porta de emergência da mudança climática só tem ainda um palmo de abertura. Em breve ela poderá se fechar completamente, como pela liberação dos gases metano de fontes terrestres e marítimas. E se nós provocarmos neste século um aquecimento global de cinco a seis graus, aí então não haverá mais uma civilização altamente desenvolvida como nós a conhecemos.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Schellnhuber diz que não tem medo do futuro, mas se preocupa muito com seu filhinho, que completou há pouco um ano, para que ele também possa levar uma vida digna no futuro. Se ele tem uma chance? Sua resposta: “Clarividência não faz feliz. Pessimismo muito menos”. Ele se mostra compreensivo com uma sociedade que se preocupa atualmente mais com a crise econômica do que com a ambiental, mas considera um cinismo se a proteção ambiental for degradada a um segundo escalão: “Nós damos mais importância ao horrendo bem-estar de uma pequena elite econômica do que às chances de futuro de muitas gerações.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Com respeito à velha distinção entre a grande Economia e a pequena Ecologia, o perito de 59 anos contrapõe: “Na verdade não existe esta diferença, muito menos nesta crise. Estou convencido que a Economia não poderá ser salva de maneira convencional. O período pós-guerra terminou politicamente com a queda do muro de Berlim em 1989; socioeconomicamente terminou com o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">crash</em> atual. O desafio agora é programar a economia mundial de maneira totalmente nova. Nisso, os seguintes aspectos tecnológicos irão desempenhar um papel decisivo: eficiência energética drasticamente elevada; mobilidade à base de eletricidade, sistemas de alta-velocidade para o transporte ferroviário de carga, redes inteligentes para a integração de fontes de energia renováveis dispersas, energia solar do Saara, torres de energia combinadas com dessalinização, armazenamento de carbono, etc. etc. etc.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Era isso, por hoje. Seguiremos com o tema!</span></p>
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		<title>Feliz Natal! Um desejo sincero</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 14:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Qual é a pior coisa que pode nos acontecer? Há inúmeras, com certeza. Dentre elas, a morte prematura e uma doença dolorosa e prolongada. A lista dos infortúnios pode ser longa, como relativa. E todos são desagradáveis e horríveis porque contradizem a nossa essência de ser, que é a felicidade. É! Nós nascemos para [...]]]></description>
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<p><![endif]-->Qual é a pior coisa que pode nos acontecer? Há inúmeras, com certeza. Dentre elas, a morte prematura e uma doença dolorosa e prolongada. A lista dos infortúnios pode ser longa, como relativa. E todos são desagradáveis e horríveis porque contradizem a nossa essência de ser, que é a felicidade. É! Nós nascemos para ser felizes e gozar a vida. Inclusive durante a época natalina.</p>
<p>Hoje, contudo, o &#8220;feliz Natal&#8221; é uma expressão oca porque a ex-grande festa cristã há muito que se paganizou, tornando-se o auge do delírio consumista. Uma de suas causas é o mau hábito que temos de mentir e de nos enganar. E o cúmulo da apologia da hipocrisia se atinge no Natal, quando a máquina publicitária e o peso social nos &#8220;obrigam&#8221; a ser felizes ao nos presentear ou a cenar festivamente.</p>
<p>Em si, o Natal até que poderia continuar a ser o que realmente é: uma data comercial, que induz as pessoas a crer que seriam boas por se comportarem como boas consumidoras. O problema, contudo, é que a nossa época &#8211; <em>a atual! </em>- não comporta nem mais um só Natal! &#8211; Porquê? Porque todo Natal consumista-materialista é um golpe a mais na já debilitada saúde do nosso planeta.</p>
<p>Não acredita? Mas quem de nós ainda não sabe que a Terra está passando muito mal? <em>&#8220;Imagens de satélite da Nasa mostram que, (&#8230;), o gelo sobre o </em><em><a href="http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid248742,0.htm">Oceano Ártico</a></em><em> derreteu-se mais depressa do que em qualquer outra época registrada. A perda total de gelo deste ano (2008) foi a segunda maior desde o início das observações por satélite. O recorde ocorreu em 2007.&#8221; (!)</em></p>
<p>Não acredita? Mas quem ainda não sabe que as mudanças climáticas já mataram milhares de pessoas e afetarão a vida de milhões? Ou já esquecemos as <a href="http://www.curiosando.com.br/11/2008/apoio-as-vitimas-das-enchentes-em-santa-catarina/">enchentes de Santa Catarina</a>, as <a href="http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1654/seca-amazonia">secas na Amazônia</a>, os <a href="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=768">furacões</a> e as <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,940087,00.html">ondas de calor</a>? E quem ainda não se deu conta que as mudanças climáticas são provocadas também pelos nossos hábitos de vida e de consumo?</p>
<p>Quem ainda não notou que solo, água e ar são recursos importantíssimos para nossa vida? &#8211; <em>E que são limitados?</em> &#8211; E que, se contaminados ou destruídos, quem mais sairá perdendo somos nós mesmos? E que se a Terra já não agüenta mais com o consumo atual, imagine o que será, quando chineses e indianos quiserem ter uma &#8220;qualidade&#8221; de vida igual à &#8220;nossa&#8221;?!</p>
<p>Quem de nós ainda não viu que o &#8220;neo-liberalismo&#8221; continua desprezando os mais básicos e sagrados direitos de todos os seres, sobretudo o direito de viver dignamente de acordo com sua razão de ser? E quem ainda não viu que o sistema capitalista extorque a todos, permitindo lucros horrendos para uma minoria e socializando vergonhosamente os débitos desorbitantes?</p>
<p><em>Um exemplo?</em> &#8211; Na noite para o último 19 de dezembro, autoridades norte-americanas prenderam <a href="http://online.wsj.com/article/SB122973208705022949.html">Bernard L. Madoff</a>, ex-diretor da Nasdaq e uma das pessoas mais influentes da Wall Street, &#8220;o coração do capitalismo&#8221;! Ele reconheceu ter enganado investidores durante anos com falsas promessas. Prejuízo: <em>50 bilhões de dólare$!</em> E quem vai pagar o rombo? Os contribuintes, claro.</p>
<p>Quem de nós ainda não se deu conta que nossas principais instituições públicas, como partidos, igrejas, organizações internacionais e ONGs não estão evitando a destruição do nosso hábitat? <em>Democracia?</em> O povo nunca mandou em nada. <em>Religiões do amor?</em> Continuam benzendo armas e cooptando com o poder. <em>A ONU e seus órgãos?</em> Servem de decoração e para fazer turismo.</p>
<p>E para quê ir longe? O Brasil é um país com riquezas naturais, mas continua sendo um dos primeiros do mundo em <a href="http://www.brazil-brasil.com/content/view/151/78/">desigualdade social</a>: 1% dos mais ricos detém o mesmo valor que os 50% mais pobres. A renda de uma pessoa rica é 25 a 30 vezes maior do que a de uma pessoa pobre. Na Suécia, a diferença de renda entre ricos e pobres é de, no máximo, seis vezes.</p>
<p><em>&#8220;Acabar com a pobreza em país rico com grande proporção de pobres requer recursos financeiros irrisórios. Há no País 56,9 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e 24,7 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza. Para se erradicar a extrema pobreza brasileira seria necessário não mais que 1% da renda do País&#8221;. </em>(Fala Brasil, 30.10.04)</p>
<p><em>Feliz Natal?</em> &#8211; Mas, para quem? Para quem quiser sair desta enrrascada até pode ser, pois há um jeito infalível e seguro de torná-lo feliz. Se você quer ser um deles, mude a sua maneira de pensar e de ver o mundo. Aceite a verdade dos fatos. Reconheça a realidade. Desfaça-se das falsas imagens, pessoais, grupais e coletivas, e as substitua por novas visões e ações.</p>
<p>As igrejas, por exemplo, precisam rever, com urgência, sua doutrina e missão. Precisam aceitar que o mundo não nos foi entregue por um deus para fazermos com ele o que bem queremos. Os cientistas precisam reconhecer que não somos os senhores da vida, nem da criação. E nós temos que aprender que o mundo só é nossa mátria passageira e nossa morada temporária.</p>
<p>A grande questão do <a>oráculo de Delfos</a>, <em>&#8220;conhece-te a ti mesmo&#8221;</em>, continua bem atual. Profetas que apontaram para as mazelas foram desprezados e mortos. Ninguém quis acreditar em <a>Cassandra</a>, e Tróia se deu mal. &#8211; Mas, <em>e hoje?</em> &#8211; Não temos tecnologias de ponta, máquinas poderosas, ciências e capital? &#8211; Ou será que realmente somos incapazes de com-viver bem?</p>
<p>Somos capazes, sim, mas para isso precisamos reconhecer, em primeiro lugar, que não somos os seres mais inteligentes da criação. Que somos simples seres em evolução. Com virtudes e defeitos. Precisamos voltar a ser humildes, a aceitar nossa realidade e a abominar a falsidade. Precisamos tirar as máscaras e estender os braços a todos, inclusive às plantas e aos animais.</p>
<p><em>&#8220;Se ficar, o bicho come, se correr, o bicho pega&#8221;?</em> &#8211; É um trocadilho interessante, mais nada. Claro, porque não há bicho algum atrás de nós. O bicho, em questão, somos nós mesmos, ninguém mais! Ou seja, depende tão somente de nós fazer algo para acabar com a desgraça, como depende tão somente de nós continuar a perpetuar a injustiça e a infelicidade.</p>
<p>O mesmo trocadilho, em outras palavras, já usou Victor Hugo em &#8220;Os Miseráveis&#8221;: <em>&#8220;Para uns, avançar era morrer, mas ninguém pensava em recuar; para outros, permanecer era morrer, mas ninguém pensava em fugir&#8221;</em>. E a resposta/saída é a mesma: nós podemos, sim, recuar, se quisermos. Como também podemos escapar de todas pressões sociais injustas, se quisermos.</p>
<p>Inclusive do consumismo! Não só do natalino, mas, melhor ainda, do consumismo de todos os dias. Aliás, um jornalista do semanário alemão <a href="http://www.zeit.de/index">DIE ZEIT</a>, na edição de 17.12.08, sob o título: <a href="http://www.zeit.de/2008/52/Apokalypse-normal">&#8220;O Cotidiano em Crise&#8221;</a>, escreveu trágico-ironicamente: <em>&#8220;Amanhã precisaremos consumir mais do que hoje para que as pessoas não passem pior do que ontem&#8221;</em>.</p>
<p>O bicho não pega, nem precisamos consumir mais, se não quisermos! O que precisamos é construir um mundo justo. Sem os &#8220;mais&#8221; gritantes e criminosos, nem os &#8220;menos&#8221; repugnantes e letais. Temos de desacelerar e travar o sistema capitalista, para não nos chocarmos de frente contra a parede da burrice ou cairmos no precipício do ecocídio. Se é que já não estamos&#8230; caindo.</p>
<p>Re-conheça que a Terra não comporta os hábitos consumistas atuais. Sejam eles brasileiros, norte-americanos ou europeus. E descubra que, em nosso mundo, tudo está interligado. A câmara digital, o celular ou o PC <em>&#8220;made in China&#8221;</em> são baratos porque resultaram da exploração da mão de obra chinesa. O artigo de luxo talvez da mão de obra barata indiana, etc.</p>
<p>A organização alemã <a href="http://www.weed-online.org/index.html">WEED</a>, <em>World Economy, Ecology &amp; Development</em>, e a <a href="http://sacom.hk/">SACOM</a>, <em>Students and Scholars against Corporate Misbehaviour</em>, de Hongkong, publicaram há pouco o informe: &#8220;<a href="http://www.weed-online.org/themen/2027338.html">O lado escuro do ciberespaço</a>&#8220;. Nele delatam as péssimas condições de trabalho de <a href="http://www.germanwatch.org/zeitung/2008-3-portrait.htm">empresas chinesas</a> produtoras de componentes eletrônicos. Elas não respeitam nem os próprios direitos trabalhistas chineses!</p>
<p>Em épocas de alta produção, os operários migrantes trabalham até 70 horas por semana, vivem em albergues lotados, com péssimas condições de higiene, e recebem até 15% a menos que o salário mínimo garantido por lei. Este, de acordo com a região, vai de 200 a 257 Reais por mês. Com isso, nem mesmo na China se vive. E há 130 milhões de operários chineses migrantes!</p>
<p><em>É preciso reconhecer um problema para se poder solucioná-lo</em>. Agora, talvez você já esteja reconhecendo melhor os problemas que mais nos afetam. E talvez já saiba também que ninguém escapa dos efeitos que nossos males causam à Terra: vivendo em mansões ou em malocas. De terno ou descamisado. Indo ao culto, ou não. Super-saturado, com comes e bebes, ou vivendo na míngua e morrendo de fome.</p>
<p><em>Feliz Natal?</em> &#8211; Claro! Como não? Mas que seja, de fato, um novo natal! Que simbolize realmente o renascer para uma nova vida. De mudança de rumo e de hábitos. Pois assim poderemos, quem sabe juntos, minimizar um pouco os danos que causamos ao planeta  e cujos efeitos dolorosamente sentimos. Lembre: somos, realmente, uma só família! E, sem uma ação coletiva, não vamos solucionar nada. Por isso:</p>
<p><em>Feliz Natal!</em><br />
<em></em></p>
<p>É o que o Grupo Gaia deseja a todos, do fundo do coração. Feliz por saber que você pode e vai mudar a sua realidade, já, neste Natal. Aqui e agora. Quem sabe sem presentes materiais, para que a máquina do consumo não nos triture ainda mais. E feliz por saber que você não vai mais esperar que os outros comecem a mudar ou a fazer algo que só você pode fazer.</p>
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		<title>Zeitgeist, ou: a farsa da esperança</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 10:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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(A fonte das próximas linhas é um capítulo do livro “Der Macht-Code, Spielregeln der Manipulation”,- O Código do Poder – Regras da Manipulaçãon, de Reiner Neumann y Alexander Ross, lançado pela Editora Carl Hanser Verlag, de Munique, em 2007.)
As pessoas de todos os tempos foram fascinadas pela idéia de achar que teriam poder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">(A fonte das próximas linhas é um capítulo do livro <em>“Der Macht-Code, Spielregeln der Manipulation”,</em>- O Código do Poder – Regras da Manipulaçãon, de Reiner Neumann y Alexander Ross, lançado pela Editora Carl Hanser Verlag, de Munique, em 2007.)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">As pessoas de todos os tempos foram fascinadas pela idéia de achar que teriam poder sobre o seu destino, mas principalmente sobre o destino das demais. E criaram técnicas, doutrinas e ensinamentos secretos, misteriosos para romper a fronteira entre o objetivo e o subjetivo. Assim surgiram diversas doutrinas de salvação e as “receitas patenteadas”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">Os “donos” dos mistérios e das doutrinas de salvação prometem de tudo: desde uma vida sem problemas, sem divórcio nem câncer, passando por promessas de emprego, de amor e muito dinheiro, indo até à promessa da felicidade eterna em algum ponto das galáxias. A “receita” deles funciona, como se vê, pois os gurus da falsa esperança faturam como nunca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">A questão crucial é que os profetas e pastores de seitas e religiões não produzem só prazer, mas também muitos problemas individuais, traumas e graves freios e distúrbios sociais. É que por meio de técnicas refinadas, estruturas bem organizadas e meios de comunicação eficientíssimos, eles passam a ganhar controle sobre o seu rebalho de fiéis seguidores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">O psiquiatra norte-americano</span><span lang="PT"> Robert J. Lifton dedicou grande parte de sua vida ao tema. Em seu livro: “O Pensamento Reformador e a Psicologia do Totalitarismo”, definiu oito indicadores, que </span><span lang="PT">caracterizam organizações, cuja finalidade é dominar as pessoas:</span></p>
<ol style="margin-top: 0cm;" type="1">
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">O      controle do meio: as pessoas são controladas, afastadas de seu ambiente      acostumado, têm que abandonar seus hábitos, romper com seus contatos e      também são isoladas localmente.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Manipulação      mística: a organização cultiva um deus todo poderoso, onipresente, e sua      benção só é concedida através dela. </span><span lang="ES-AR">Quem se afasta dela, se afasta de deus.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Exigência      de pureza: a organização está do lado dos bons. Só quem adere a ela e a      professa é bom. </span><span lang="ES-AR">Todos      os demais são maus.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Cultivo      da confessão: culpa, pecados e defeitos têm que ser reconhecidos diante da      comunidade.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Ciência      sagrada: o ensino da organização é declarada como máxima de vida suprema e      é infalível.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Linguagem      tendenciosa: o grupo cultiva um idioma especial, que contém muitos estereótipos      linguísticos e significados específicos.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">A doutrina      é mais importante que o indivíduo: a vida e as opiniões do indivíduo sempre      têm que subordinarse às ordens dos superiores.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">O direito      à vida é concedido: a organização determina quem pode viver o terá que passar      a um juízo final, que, em geral, virá em breve. As pessoas fora da organização      não são dignas de viver.</span></li>
</ol>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">Acho muito interessante estes oito indicadores de organizações que propagam ou impõem a farsa da perseverança. Observe os regulamentos, as leis, os códigos ou os mandamentos de uma organização que você conhece e veja quantos desses indicadores você descobre nela. Se for mais da metade, abra bem os olhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">A importância de não cairmos nas “garras” das diversas doutrinas de salvação e de não deixarmos nos levar por “receitas patenteadas” e promessas ilusórias está na cara: se quisermos realmente construir uma sociedade justa e democrática, devemos saber que a vida se desenvolve no aqui e agora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">É esta nossa terrinha que está sendo destruída, inclusive devido a muitas ideologias da “falsa esperança”. E temos que abrir os olhos antes que seja tarde. Se já não for. Aliás, há um filme muito interessante que poderá ajudar a perceber melhor o nosso mundo: “Zeitgeist”. Dê uma olhada em <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024">http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><em><span lang="PT">“Zeitgeist”</span></em><span lang="PT"> é um termo alemão e significa “espírito da época”. Veja o filme! Apesar do choque, vale o prazer de se conhecer a realidade, pois muito pior é viver preso sob as cadeias de uma sociedade baseada em ilusórias esperanças e dominada por falsos gurus. Pois é preciso que abramos bem os olhos. Quanto antes, muitíssimo melhor!</span></p>
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		<title>Campanha pela Vida</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 00:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossa sociedade está doente. Milhões de pessoas, no mundo todo, compram coisas inúteis, irrefletidamente. Os shopping centers são os novos templos dessa religião consumista. Seus sacerdotes são os publicitários. Seus papas são os donos da mídia, empresários e banqueiros. Eles criaram a sociabilidade da auto-destruição, que nos está levando ao ecocídio.
Neste Natal, dê sua Vida! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa sociedade está doente. Milhões de pessoas, no mundo todo, compram coisas inúteis, irrefletidamente. Os shopping centers são os novos templos dessa religião consumista. Seus sacerdotes são os publicitários. Seus papas são os donos da mídia, empresários e banqueiros. Eles criaram a sociabilidade da auto-destruição, que nos está levando ao ecocídio.</p>
<p><strong>Neste Natal, dê sua Vida!</strong> Dê, a quem você realmente ama, o que de mais importante tem: o seu tempo, sua atenção. Dê o seu amor! Não colabore na mortandade atual, nem das gerações futuras. Elas também têm um direito à vida igual a você!</p>
<p>Participe da <strong>Campanha pela Vida – Contra o consumismo ecocida!</strong> Saiba mais <a href="http://www.gruga.org/neste-natal-de-sua-vida">clicando aqui</a>.</p>
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		<title>Dia da Mátria</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 09:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais um Sete de Setembro em nossas vidas. Dia da Pátria, dia de mostrar orgulho! &#8211; Orgulho? &#8211; De que? Tudo o que somos e o que temos são presentes que recebemos. Presentes pelos quais podemos ser gratos e com os quais podemos nos alegrar. Mas&#8230; orgulhar? Por que e&#8230; para que?
Dia da Pátria. Dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um Sete de Setembro em nossas vidas. Dia da Pátria, dia de mostrar orgulho! &#8211; Orgulho? &#8211; De que? Tudo o que somos e o que temos são presentes que recebemos. Presentes pelos quais podemos ser gratos e com os quais podemos nos alegrar. Mas&#8230; orgulhar? Por que e&#8230; para que?</p>
<p>Dia da Pátria. Dia de mostrar força e poder. Soldados desfilando, armamentos à mostra. &#8211; E num <strong>Dia da Mátria</strong>, como &#8220;ela&#8221; iria se mostrar? Com certeza iria enfeitar-se e arrumar seus filhos bonitinho. Mas&#8230; quantos estão sem escola, com fome e na miséria? Nenhuma mãe gostaria de ver os seus filhos assim. &#8211; Mas&#8230; e a pátria? Não tá nem aí! Nem se importa!</p>
<p>Qual a mãe que educa seus filhos para matar os filhos de outras mães? Qual a mãe que exige de seus filhos, que matem ou morram por ela? &#8211; A pátria exige! &#8211; Mas&#8230; quem será, mesmo, que está por detrás da máscara da pátria? &#8211; E nós? Por quanto tempo ainda faremos de conta que não estamos vendo?</p>
<p>Houve uma época em que os militarmente mais fortes dividiram as terras deste mundo entre si, surgindo os atuais países. Em geral sem respeito algum por povos e culturas milenares. Nenhuma <em>mátria</em> teria feito isso. Os donos de pátrias, porém, assim o fizeram porque, para eles,  a família dos outros é para ser explorada.</p>
<p>Depois, os donos de novas pátrias se declararam independentes e acharam que isso seria o máximo. Mas o mundo foi ficando menor, as fronteiras geográficas foram desaparecendo. Só que as pátrias ainda continuam a desfilar sua &#8220;independência ou morte&#8221;, suas &#8220;conquistas e vitórias&#8221;, seus &#8220;orgulhos nacionais&#8221;!</p>
<p>Hoje, sabemos que só temos um mundo para viver. Que todos os seres somos realmente irmãs e irmãos. Que os Estados continuam dependentes e que os senhores colonizadores só mudaram de más-cara e de nome. E que seguimos colonizados não só pela cobiça e cegueira deles, mas também por nosso comodismo.</p>
<p>Sonho com o <strong>Dia da Mátria</strong>. Com um feriado global, no qual vamos festejar o Dia de Gaia, da nossa mátria, com danças, concertos, exposições, espetáculos de teatro&#8230; e sem arma mortal alguma. Sem orgulho algum, mas com muita humildade, amor e respeito mútuos. Por todos os seres de nosso planeta!</p>
<p>Como a nossa mãe não irá ficar feliz neste dia! Como não iremos nos sentir felizes em seu dia! Em nosso dia, claro! Porque uma mãe bem sabe que o seu filho é parte dela. Uma mãe sabe! E Gaia sabe que somos filhos dela. E que, como toda mãe, ela nos ama muito. Mas muito mesmo.</p>
<p>Uma mãe quer eqüidade, quer jogo limpo para todos os seus filhos. E para ela também, é claro! E ela sabe que essa eqüidade é a base da justiça, do bem-estar, do bem-com-viver. E que só isso nos permitirá superar as mesquinhas fronteiras políticas atuais e criar condições mínimas para podermos sobreviver.</p>
<p>Está mais do que na hora de deixarmos os mesquinhos dias da pátria e passarmos a instituir um <strong>Dia da Mátria</strong> global. Mas não espere que banqueiros, empresários, políticos e líderes religiosos criem este dia, não! Eles estão por demais atarefados com a manutenção de seu cego e destruidor &#8220;joguinho&#8221; de poder.</p>
<p>Hoje, neste Sete de Setembro, se você ainda não fez, renda a sua primeira homenagem ao <strong>Dia da Mátria</strong>! Ao Dia de Gaia! Converse com uma formiga ou pergunte a uma barata, o que ela acha do futuro. Ou vá a uma favela, e diga às pessoas, que encontrar, que as ama, e que vai mudar sua vida também por elas.</p>
<p>Tenha certeza! Gaia ficará muito feliz. Seu coração irá bater mais forte. E se você ainda observar bem, verá que ela irá chorar&#8230; de emoção e de alegria! Saiba, aí, que as lágrimas dela também são as minhas. E serão as nossas lágrimas, limpando nosso coração, na manhã de uma nova aurora. Do nosso novo <strong>Dia da Mátria</strong>.</p>
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		<title>Sonhar é Preciso. Já!</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 03:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vivemos um pesadelo terrível. Não há como negar. Se por um lado ainda há muita beleza neste mundo, na natureza deste nosso lindo planeta, por outro lado há inúmeros cenários horrorosos, criados por grupos humanos. A fome, por exemplo, vem matando há décadas.
Se você for começar a “revirar” nesses cenários horrorosos, vai encontrar, além do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos um pesadelo terrível. Não há como negar. Se por um lado ainda há muita beleza neste mundo, na natureza deste nosso lindo planeta, por outro lado há inúmeros cenários horrorosos, criados por grupos humanos. A fome, por exemplo, vem matando há décadas.</p>
<p>Se você for começar a “revirar” nesses cenários horrorosos, vai encontrar, além do problema da fome, coisas do tipo: gastos com armamentos, drogas, com dívidas injustas, com corrupção, e duras estruturas sociais perversas e ilegais. &#8211; Quer cifras? &#8211; Vejamos, então, alguns dados recentes, de 2008:
</p>
<p> As multinacionais gastam cerca de US$ 1 trilhão por ano só para manter a máquina da corrupção. Nos últimos 12 meses, gastou-se cerca de US$ 1,3 trilhão em armamentos, 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Só o Brasil gastou US$ 15,3 bilhões em armamentos, num ano!</p>
<p> O mercado internacional de drogas “rende”, aproximadamente, 320 bilhões de euros por ano. Mais do que a riqueza produzida em quase 90% dos países. Se não acreditar, confira! Fonte: Agência das Nações Unidas para o Controle da Droga e Prevenção do Crime (ONUDC).</p>
<p> Se a isso formos acrescentar o que bilionários, milionários e outras “altas castas” sociais gastam com mansões, carrões, luxo e outras coisas supérfluas, aí teríamos outras cifras igualmente horrorosas. Até a “simples” classe média alta também não escapa de um crivo mais ético. &#8211; <em>E agora?</em></p>
<p> Marchamos para a nossa destruição, para o ecocídio. Isso não é mais novidade. E você também já sabe porquê, não? Claro! Isso! Nosso mundo não suporta um sistema econômico que só busca crescimento econômico, industrial, financeiro. Sempre mais crescimento, só crescimento, sem parar.</p>
<p> Você já viu que banqueiros e empresários são escravos desse seu sistema? E que as leis de sua pseudo-economia vão contra as leis da natureza? E que é bem isso o que nos está matando? Já agora, com milhões de excluídos, esfomeados, trucidados por um sistema iníquo?</p>
<p> Observe as leis da natureza e veja como funcionam! Nelas não há nada que nos force a viver escravizados por crescimentos econômicos, nem por consumos coercivos. As leis da natureza permitem sistemas de auto-regulamentação. E é por elas que deveríamos nos orientar novamente.</p>
<p> Na natureza, matéria e energia são limitadas. Podemos usá-las com inteligência e aí estarão à nossa disposição por muito tempo. Ou podemos usá-las de maneira burra, como estamos fazendo há décadas. E assim acabamos conosco e destruímos o futuro das novas gerações. &#8211; <em>E agora?</em></p>
<p> Há que buscar alternativas para nossas formas de convivência e de economia. Querendo, você pode ajudar a encontrar essas novas formas. Tente! Se junte a grupos que lutam por um outro mundo. Sim, ele é possível. Nele poderemos viver melhor. Basta sonhar com os olhos bem abertos! <strong><em>Já!</em></strong></p>
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