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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Realização</title>
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		<title>A Terra do Prazer e do Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 16:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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Hoje, 22 de abril, é dia da Terra! Um bom motivo para fazermos algumas reflexões a respeito. A primeira deveria ser sobre o jeito de como vemos a Terra. Você é daqueles que só a vê como uma “coisa” que existe aí, para pisar e usar, ou como um “negócio” do qual a gente se [...]]]></description>
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<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"></span></div>
<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"></span></span></div>
<p><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Hoje, 22 de abril, é dia da Terra! Um bom motivo para fazermos algumas reflexões a respeito. A primeira deveria ser sobre o jeito de como vemos a Terra. Você é daqueles que só a vê como uma “coisa” que existe aí, para pisar e usar, ou como um “negócio” do qual a gente se aproveita para tirar o máximo de vantagem ou de lucro para si e os seus?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Ou você sente o nosso planeta como alguns povos andinos, para os quais ele é a <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Pacha Mama</span>, a Mãe Terra, uma deidade importante e respeitada? Aliás, para os primeiros gregos, a terra era <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Gaia</span>, uma deusa! Há religiões que falam de uma “Terra Santa”, ou que vêem a terra como um doloroso vale de lágrimas, um exílio insuportável ou um duro cativeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Para mim, a Terra é um ser vivo e uma extensão minha. É uma extensão e parte de todos os seres. Sua consistência e aparência são parte da consistência e aparência de todos os seres vivos. A Terra, para mim, é um lindo espaço, que pode nos proporcionar tudo o que precisamos para bem viver durante nossa passagem física pelo mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Se respeitamos as fases e as particularidades da Terra, se respeitamos as leis que regulam a Vida sobre o planeta, aí poderemos viver em equilíbrio com ela, base de todo o prazer e de toda a felicidade. E viver em harmonia com a terra significa respeitar a todos os seres que nela habitam, pois todos os seres são partes dela como nós o somos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Hoje, estamos em guerra com a Vida e sofremos com várias frentes de batalhas. Estamos destruindo inúmeras espécies de animais e plantas; matamo-nos com drogas, em bestas lutas armadas e destruímos a esperança e o tempo das gerações futuras! E agora me diga: é para isso que fomos criados e somos gerados? É para isso que vivemos?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Eu acho que não, pelo contrário! Mas infelizmente ainda somos educados, desde pequenos, para a competitividade, para as lutas e as guerras. Aliás, somos a única espécie que é educada para matar! Como tal, não nos deveríamos admirar se vivemos numa sociedade ecocida. Apesar de esta cultura não fazer parte da nossa natureza, da nossa essência!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Por isso, neste Dia da Terra, quero convidá-lo a rever suas visões e conceitos. Quero convidá-lo a reaprender a viver de acordo com a nossa natureza de ser! Diz-se que viver a gente aprende vivendo… E nunca é tarde demais aprender certas noções e habilidades que nos permitam levar uma vida feliz e prazerosa, em lugar de uma vida triste e sofrida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">O bom seria se a gente já recebesse esses dons e habilidades com o leite materno, desde nossas primeiras semanas de vida. Assim não sendo, a primeira habilidade que deveríamos reaprender é a que somos uma pessoa única e ímpar, com dotes e sentidos, com direitos e deveres; e que fazemos parte de uma grande família, a humana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">A segunda habilidade que precisamos reaprender com urgência é que a família humana comparte a Terra com as demais famílias de animais e plantas. E que, ao contrário do que nos ensinam, não somos donos dessas famílias. Por isso, como partes dessa comunidade de famílias, devemos respeitar o direito que elas também têm de viver na Terra, como nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Cada família, animal, vegetal e humana, tem o direito de viver feliz porque foi criada por prazer e para ser feliz. Por quê? Porque a nossa fonte de Vida, quem nos criou, é prazer puro! E o seu e nosso prazer só se sente vivendo de acordo com a sua e nossa essência de ser. Ou seja, vivendo em paz e em harmonia com o seu meio e com os demais seres.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">A nossa família sanguínea só é um repositório do dom da Vida. A sociedade em que nascemos só é um micro espaço do macro. Família e sociedade deveriam ajudar a que nos desenvolvamos bem, para sermos pessoas hábeis e capazes de viver a sós e em grupo. Para vivermos feliz e com prazer, de acordo com a nossa origem, a felicidade eterna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Repare, agora, como vemos um parto? Ele seria um castigo para a mulher e o choro do bebê seria por sofrer com o “trauma” de trocar o cômodo ventre da mamãe pelo “hostil” mundo exterior. Mas, por quê não vemos no choro do nenê um sinal de alegria por iniciar sua própria vida? Por quê não vemos no parto um grande presente da Vida às mulheres?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Mudando esta visão de castigo e de dor por uma visão de amor e de prazer, passaremos a encarar a vida de uma maneira mais positiva e melhor. Sobretudo porque o prazer e o amor são os dois parâmetros mais importantes de nossa existência, de nossa essência de ser. Pessoal e coletiva. Porque nossa criadora é amor e prazer, infinitos e eternos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">E aí chegamos à terceira habilidade, que também já deveria nos ser passada pelo leite materno: a capacidade de amar e de entregar-se à Vida em sua plenitude. Infelizmente vivemos numa cultura em que até somos educados para o desamor. Para o egoísmo e a rivalidade. Para o egoísmo e a dor. Precisamos reaprender a amar com urgência!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Tente orientar todas as suas atividades diárias para o prazer, e tente fazê-las por amor. Deixe que os seus filhos sejam como querem ser. Respeite-os, pois o respeito é a base do amor e do prazer. Ensine-os a respeitar e a amar a todos os demais seres. A respeitar e a amar a sua natureza e a natureza de todos os demais seres.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Lembre que tempo, dinheiro, posses, bens e poder são fatores bem humanos. São fatores que, quando sobrevalorizados, podem causar a nossa destruição. E muita dor! Por isso, neste dia da Terra, dê a si e a ela o que ela mais precisa e merece: respeito e amor. E ela lhe dará o que lhe é mais precioso: uma vida feliz, prazerosa e de muito amor.</span></p>
<p><font size="3"><font face="Arial"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Estas habilidades e este saber podem parecer difíceis de serem praticados, uma vez que vivemos numa sociedade que ainda não despertou coletivamente para eles. Mas não esqueça nunca! Viver com respeito, por prazer e por amor, vale o prazer que isso representa e proporciona! Experimente! Vale o prazer amar a vida e viver amando!</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p></font></font></span><font size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></span></p>
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		<title>Feliz Natal! Um desejo sincero</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 14:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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<p><![endif]-->Qual é a pior coisa que pode nos acontecer? Há inúmeras, com certeza. Dentre elas, a morte prematura e uma doença dolorosa e prolongada. A lista dos infortúnios pode ser longa, como relativa. E todos são desagradáveis e horríveis porque contradizem a nossa essência de ser, que é a felicidade. É! Nós nascemos para ser felizes e gozar a vida. Inclusive durante a época natalina.</p>
<p>Hoje, contudo, o &#8220;feliz Natal&#8221; é uma expressão oca porque a ex-grande festa cristã há muito que se paganizou, tornando-se o auge do delírio consumista. Uma de suas causas é o mau hábito que temos de mentir e de nos enganar. E o cúmulo da apologia da hipocrisia se atinge no Natal, quando a máquina publicitária e o peso social nos &#8220;obrigam&#8221; a ser felizes ao nos presentear ou a cenar festivamente.</p>
<p>Em si, o Natal até que poderia continuar a ser o que realmente é: uma data comercial, que induz as pessoas a crer que seriam boas por se comportarem como boas consumidoras. O problema, contudo, é que a nossa época &#8211; <em>a atual! </em>- não comporta nem mais um só Natal! &#8211; Porquê? Porque todo Natal consumista-materialista é um golpe a mais na já debilitada saúde do nosso planeta.</p>
<p>Não acredita? Mas quem de nós ainda não sabe que a Terra está passando muito mal? <em>&#8220;Imagens de satélite da Nasa mostram que, (&#8230;), o gelo sobre o </em><em><a href="http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid248742,0.htm">Oceano Ártico</a></em><em> derreteu-se mais depressa do que em qualquer outra época registrada. A perda total de gelo deste ano (2008) foi a segunda maior desde o início das observações por satélite. O recorde ocorreu em 2007.&#8221; (!)</em></p>
<p>Não acredita? Mas quem ainda não sabe que as mudanças climáticas já mataram milhares de pessoas e afetarão a vida de milhões? Ou já esquecemos as <a href="http://www.curiosando.com.br/11/2008/apoio-as-vitimas-das-enchentes-em-santa-catarina/">enchentes de Santa Catarina</a>, as <a href="http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1654/seca-amazonia">secas na Amazônia</a>, os <a href="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=768">furacões</a> e as <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,940087,00.html">ondas de calor</a>? E quem ainda não se deu conta que as mudanças climáticas são provocadas também pelos nossos hábitos de vida e de consumo?</p>
<p>Quem ainda não notou que solo, água e ar são recursos importantíssimos para nossa vida? &#8211; <em>E que são limitados?</em> &#8211; E que, se contaminados ou destruídos, quem mais sairá perdendo somos nós mesmos? E que se a Terra já não agüenta mais com o consumo atual, imagine o que será, quando chineses e indianos quiserem ter uma &#8220;qualidade&#8221; de vida igual à &#8220;nossa&#8221;?!</p>
<p>Quem de nós ainda não viu que o &#8220;neo-liberalismo&#8221; continua desprezando os mais básicos e sagrados direitos de todos os seres, sobretudo o direito de viver dignamente de acordo com sua razão de ser? E quem ainda não viu que o sistema capitalista extorque a todos, permitindo lucros horrendos para uma minoria e socializando vergonhosamente os débitos desorbitantes?</p>
<p><em>Um exemplo?</em> &#8211; Na noite para o último 19 de dezembro, autoridades norte-americanas prenderam <a href="http://online.wsj.com/article/SB122973208705022949.html">Bernard L. Madoff</a>, ex-diretor da Nasdaq e uma das pessoas mais influentes da Wall Street, &#8220;o coração do capitalismo&#8221;! Ele reconheceu ter enganado investidores durante anos com falsas promessas. Prejuízo: <em>50 bilhões de dólare$!</em> E quem vai pagar o rombo? Os contribuintes, claro.</p>
<p>Quem de nós ainda não se deu conta que nossas principais instituições públicas, como partidos, igrejas, organizações internacionais e ONGs não estão evitando a destruição do nosso hábitat? <em>Democracia?</em> O povo nunca mandou em nada. <em>Religiões do amor?</em> Continuam benzendo armas e cooptando com o poder. <em>A ONU e seus órgãos?</em> Servem de decoração e para fazer turismo.</p>
<p>E para quê ir longe? O Brasil é um país com riquezas naturais, mas continua sendo um dos primeiros do mundo em <a href="http://www.brazil-brasil.com/content/view/151/78/">desigualdade social</a>: 1% dos mais ricos detém o mesmo valor que os 50% mais pobres. A renda de uma pessoa rica é 25 a 30 vezes maior do que a de uma pessoa pobre. Na Suécia, a diferença de renda entre ricos e pobres é de, no máximo, seis vezes.</p>
<p><em>&#8220;Acabar com a pobreza em país rico com grande proporção de pobres requer recursos financeiros irrisórios. Há no País 56,9 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e 24,7 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza. Para se erradicar a extrema pobreza brasileira seria necessário não mais que 1% da renda do País&#8221;. </em>(Fala Brasil, 30.10.04)</p>
<p><em>Feliz Natal?</em> &#8211; Mas, para quem? Para quem quiser sair desta enrrascada até pode ser, pois há um jeito infalível e seguro de torná-lo feliz. Se você quer ser um deles, mude a sua maneira de pensar e de ver o mundo. Aceite a verdade dos fatos. Reconheça a realidade. Desfaça-se das falsas imagens, pessoais, grupais e coletivas, e as substitua por novas visões e ações.</p>
<p>As igrejas, por exemplo, precisam rever, com urgência, sua doutrina e missão. Precisam aceitar que o mundo não nos foi entregue por um deus para fazermos com ele o que bem queremos. Os cientistas precisam reconhecer que não somos os senhores da vida, nem da criação. E nós temos que aprender que o mundo só é nossa mátria passageira e nossa morada temporária.</p>
<p>A grande questão do <a>oráculo de Delfos</a>, <em>&#8220;conhece-te a ti mesmo&#8221;</em>, continua bem atual. Profetas que apontaram para as mazelas foram desprezados e mortos. Ninguém quis acreditar em <a>Cassandra</a>, e Tróia se deu mal. &#8211; Mas, <em>e hoje?</em> &#8211; Não temos tecnologias de ponta, máquinas poderosas, ciências e capital? &#8211; Ou será que realmente somos incapazes de com-viver bem?</p>
<p>Somos capazes, sim, mas para isso precisamos reconhecer, em primeiro lugar, que não somos os seres mais inteligentes da criação. Que somos simples seres em evolução. Com virtudes e defeitos. Precisamos voltar a ser humildes, a aceitar nossa realidade e a abominar a falsidade. Precisamos tirar as máscaras e estender os braços a todos, inclusive às plantas e aos animais.</p>
<p><em>&#8220;Se ficar, o bicho come, se correr, o bicho pega&#8221;?</em> &#8211; É um trocadilho interessante, mais nada. Claro, porque não há bicho algum atrás de nós. O bicho, em questão, somos nós mesmos, ninguém mais! Ou seja, depende tão somente de nós fazer algo para acabar com a desgraça, como depende tão somente de nós continuar a perpetuar a injustiça e a infelicidade.</p>
<p>O mesmo trocadilho, em outras palavras, já usou Victor Hugo em &#8220;Os Miseráveis&#8221;: <em>&#8220;Para uns, avançar era morrer, mas ninguém pensava em recuar; para outros, permanecer era morrer, mas ninguém pensava em fugir&#8221;</em>. E a resposta/saída é a mesma: nós podemos, sim, recuar, se quisermos. Como também podemos escapar de todas pressões sociais injustas, se quisermos.</p>
<p>Inclusive do consumismo! Não só do natalino, mas, melhor ainda, do consumismo de todos os dias. Aliás, um jornalista do semanário alemão <a href="http://www.zeit.de/index">DIE ZEIT</a>, na edição de 17.12.08, sob o título: <a href="http://www.zeit.de/2008/52/Apokalypse-normal">&#8220;O Cotidiano em Crise&#8221;</a>, escreveu trágico-ironicamente: <em>&#8220;Amanhã precisaremos consumir mais do que hoje para que as pessoas não passem pior do que ontem&#8221;</em>.</p>
<p>O bicho não pega, nem precisamos consumir mais, se não quisermos! O que precisamos é construir um mundo justo. Sem os &#8220;mais&#8221; gritantes e criminosos, nem os &#8220;menos&#8221; repugnantes e letais. Temos de desacelerar e travar o sistema capitalista, para não nos chocarmos de frente contra a parede da burrice ou cairmos no precipício do ecocídio. Se é que já não estamos&#8230; caindo.</p>
<p>Re-conheça que a Terra não comporta os hábitos consumistas atuais. Sejam eles brasileiros, norte-americanos ou europeus. E descubra que, em nosso mundo, tudo está interligado. A câmara digital, o celular ou o PC <em>&#8220;made in China&#8221;</em> são baratos porque resultaram da exploração da mão de obra chinesa. O artigo de luxo talvez da mão de obra barata indiana, etc.</p>
<p>A organização alemã <a href="http://www.weed-online.org/index.html">WEED</a>, <em>World Economy, Ecology &amp; Development</em>, e a <a href="http://sacom.hk/">SACOM</a>, <em>Students and Scholars against Corporate Misbehaviour</em>, de Hongkong, publicaram há pouco o informe: &#8220;<a href="http://www.weed-online.org/themen/2027338.html">O lado escuro do ciberespaço</a>&#8220;. Nele delatam as péssimas condições de trabalho de <a href="http://www.germanwatch.org/zeitung/2008-3-portrait.htm">empresas chinesas</a> produtoras de componentes eletrônicos. Elas não respeitam nem os próprios direitos trabalhistas chineses!</p>
<p>Em épocas de alta produção, os operários migrantes trabalham até 70 horas por semana, vivem em albergues lotados, com péssimas condições de higiene, e recebem até 15% a menos que o salário mínimo garantido por lei. Este, de acordo com a região, vai de 200 a 257 Reais por mês. Com isso, nem mesmo na China se vive. E há 130 milhões de operários chineses migrantes!</p>
<p><em>É preciso reconhecer um problema para se poder solucioná-lo</em>. Agora, talvez você já esteja reconhecendo melhor os problemas que mais nos afetam. E talvez já saiba também que ninguém escapa dos efeitos que nossos males causam à Terra: vivendo em mansões ou em malocas. De terno ou descamisado. Indo ao culto, ou não. Super-saturado, com comes e bebes, ou vivendo na míngua e morrendo de fome.</p>
<p><em>Feliz Natal?</em> &#8211; Claro! Como não? Mas que seja, de fato, um novo natal! Que simbolize realmente o renascer para uma nova vida. De mudança de rumo e de hábitos. Pois assim poderemos, quem sabe juntos, minimizar um pouco os danos que causamos ao planeta  e cujos efeitos dolorosamente sentimos. Lembre: somos, realmente, uma só família! E, sem uma ação coletiva, não vamos solucionar nada. Por isso:</p>
<p><em>Feliz Natal!</em><br />
<em></em></p>
<p>É o que o Grupo Gaia deseja a todos, do fundo do coração. Feliz por saber que você pode e vai mudar a sua realidade, já, neste Natal. Aqui e agora. Quem sabe sem presentes materiais, para que a máquina do consumo não nos triture ainda mais. E feliz por saber que você não vai mais esperar que os outros comecem a mudar ou a fazer algo que só você pode fazer.</p>
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		<title>Campanha pela Vida</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 00:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossa sociedade está doente. Milhões de pessoas, no mundo todo, compram coisas inúteis, irrefletidamente. Os shopping centers são os novos templos dessa religião consumista. Seus sacerdotes são os publicitários. Seus papas são os donos da mídia, empresários e banqueiros. Eles criaram a sociabilidade da auto-destruição, que nos está levando ao ecocídio.
Neste Natal, dê sua Vida! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa sociedade está doente. Milhões de pessoas, no mundo todo, compram coisas inúteis, irrefletidamente. Os shopping centers são os novos templos dessa religião consumista. Seus sacerdotes são os publicitários. Seus papas são os donos da mídia, empresários e banqueiros. Eles criaram a sociabilidade da auto-destruição, que nos está levando ao ecocídio.</p>
<p><strong>Neste Natal, dê sua Vida!</strong> Dê, a quem você realmente ama, o que de mais importante tem: o seu tempo, sua atenção. Dê o seu amor! Não colabore na mortandade atual, nem das gerações futuras. Elas também têm um direito à vida igual a você!</p>
<p>Participe da <strong>Campanha pela Vida – Contra o consumismo ecocida!</strong> Saiba mais <a href="http://www.gruga.org/neste-natal-de-sua-vida">clicando aqui</a>.</p>
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		<title>Aulas de Felicidade</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 20:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Realização]]></category>
		<category><![CDATA[Satisfação]]></category>

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		<description><![CDATA[Você poderá não acreditar, mas é verdade! No passado ano letivo alemão, alunos de uma escola de Heidelberg tiveram uma matéria inovadora: felicidade! A meta de aprendizado é promover o bem-estar psíquico e físico dos formandos. Nas próximas linhas resumirei uma matéria que saiu a respeito na revista Gehirn &#38; Geist, Cérebro &#38; Espírito, nº [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="PT">Você poderá não acreditar, mas é verdade! No passado ano letivo alemão, alunos de uma escola de Heidelberg tiveram uma matéria inovadora: <strong><em>felicidade!</em></strong> A meta de aprendizado é promover o bem-estar psíquico e físico dos formandos. Nas próximas linhas resumirei uma matéria que saiu a respeito na revista <a href="http://www.gehirn-und-geist.de/artikel/963497&amp;_z=798884"><em>Gehirn &amp; Geist,</em></a> Cérebro &amp; Espírito, nº 9/2008.</span></p>
<p><span lang="PT">Ernst Fritz-Schubert, diretor da escola, é o autor do projeto revolucionário. Nele, os alunos têm aulas do tipo “alegria de viver” ou “a felicidade do momento”, nas quais aprendem a ser pessoas sadias e satisfeitas. A partir do novo ano letivo, eles poderão até escolher a matéria “felicidade” como prova de “abitur”, o exame final do curso secundário alemão.</span></p>
<p><span lang="PT">A matéria é dada em dois anos e se divide em cinco temas; no primeiro ano são: alegria de viver, alegria no próprio rendimento, alimentação e bem-estar físico, o corpo em movimento, o corpo como meio de expressão. No segundo ano são: bem-estar psíquico, a felicidade do momento, a aventura do dia-a-dia, cultura e técnicas culturais, responsabilidade social.</span></p>
<p><span lang="PT">Entrevistado pela revista, Fritz-Schubert diz que, ao definir o conteúdo da matéria, não se orientou por possíveis carências dos alunos, mas em como poderia ajudá-los a criar reservas psíquicas e a armar-se para enfrentar problemas. Ou seja, a matéria quer transmitir conhecimentos e habilidades aos alunos para assegurarem sua saúde física e psíquica.</span></p>
<p><span lang="PT">A escola, com isso, fecha uma lacuna deixada por redes sociais faltosas, como algumas famílias, que hoje não conseguem mais transmitir os ensinamentos necessários para se viver satisfeito. “Competência de vida e alegria de viver”, diz o diretor do colégio, “nunca se aprende cedo demais. É imprescindível acoplar a escola a este processo”.</span></p>
<p><span lang="PT">Ernst Fritz-Schubert inspirou-se na <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Salutogenese"><em>salutogênese</em></a>, de Aaron Antonovsky. Ele defende que, quando alguém crê que sua vida tem sentido, quando pode analisar e resolver problemas, aí tem melhores condições de sentir estresse positivo, o <em>eustresse</em>. Um requisito importante para isso, segundo Antonovsky, é dispor de uma personalidade integral básica estável.</span></p>
<p><em><span lang="PT">(Salutogênese</span></em><span lang="PT"> é o estudo das condições necessárias para se ter e desenvolver saúde. É o oposto de <em>patogênese</em>, o estudo dos mecanismos pelos quais se desenvolvem as doenças. <em>Eustresse</em>, ou estresse positivo, é um desafio que aumenta o rendimento. O contrário é o <em>distresse</em>, o estresse negativo, que nos sobrecarrega e, se perdurar, prejudica a saúde.)</span></p>
<p><span lang="PT">A principal meta de aprendizado da nova matéria é reforçar a personalidade integral dos alunos e com isso prepará-la para uma vida com sentido, o de se ser feliz. Para dotá-los de uma serenidade alegre, base para o viver feliz. A atual pesquisa da <em>resiliência</em> mostra que as crianças e os jovens precisam dessas habilidades sobretudo para superar crises.</span></p>
<p><em><span lang="PT">(Resiliência</span></em><span lang="PT"> é um termo da física que se passou a usar, como neologismo, na psicologia. Ela se refere à capacidade de uma pessoa ou de um grupo para resolver o estresse e as crises sem danos. Diz-se que alguém ou um grupo tem <em>resiliência</em> <em>adecuada</em>, ou<em> boa,</em> quando possui força de resistência psíquica para enfrentar e solucionar situações críticas.)</span></p>
<p><span lang="PT">Foi provado empiricamente que uma característica de uma personalidade estável é o prazer de viver. E isso, segundo Ernst Fritz-Schubert, pode ser aprendido. Para ele, quem pratica a <em>atenção</em>, por exemplo, percebe o seu meio e vive de maneira mais consciente. A atenção, no caso, é uma atitude de vida baseada em uma prática meditativa da tradição budista.</span></p>
<p><span lang="PT">Uma das metas da meditação budista é permitir que se aprenda a viver no aqui e no agora. Ou seja, de se perceber e aceitar seus sentimentos, pensamentos e ações como eles são. Sem os qualificar e muito menos sem os negar. É uma habilidade que nos permite viver o instante em sua plenitude, de maneira holística e integral.</span></p>
<p><span lang="PT">Hoje, quase todos só buscam satisfazer suas necessidades materiais. Mas também há outros fatores, não menos importantes, que são igualmente decisivos para o nosso bem-estar. Como os valores ideais. Deles fazem parte, entre outros, o relacionamento, o reconhecimento de que a vida tem um sentido e a descoberta de qual é este sentido.</span></p>
<p><span lang="PT">A satisfação das necessidades ideais acontece quando alguém mantém relações sociais sadias, quando encontra um/a companheiro/a e faz uma tarefa que o/a realize, na qual vê um sentido. Em termos de <em>resiliência</em>, aí se diz que alguém possui a convicção de ter o próprio destino sob controle. E a isso se chama de “ter o sentido da auto-eficiência”.</span></p>
<p><span lang="PT">Voltando às aulas de felicidade, Ernst Fritz-Schubert diz na entrevista que a maior alegria dele foi ter notado que os alunos ganharam mais auto-confiança e que aumentou o seu sentido de coletividade. Eles disseram, por exemplo, que a partir do aprendido, se atreveram mais a fazer coisas que os demais alunos não achavam bom.</span></p>
<p><span lang="PT">Perguntado como definia um bom rendimento na matéria “felicidade”, respondeu: “Nós não avaliamos, claro, em que medida a satisfação de viver aumentou, mas com que intensidade os alunos se confrontaram com os conteúdos, professores e demais colegas”. Mas, uma tabela no artigo prova que, também numericamente, a avaliação dos alunos foi muito boa.</span></p>
<p><em><span lang="PT">Weblinks: </span></em><span lang="PT"><a href="http://www.willy-hellpach-schule.de/">www.willy-hellpach-schule.de/</a></span></p>
<p><span lang="PT"><a href="http://worlddatabaseofhappiness.eur.nl/">http://worlddatabaseofhappiness.eur.nl</a> : cerca de 10.000 estudos científicos sobre felicidade e contentamento (satisfação), reunidos pelo sociólogo holandês Ruut Vennhoven</span></p>
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