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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Justiça</title>
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		<title>Mortos enterrando mortos</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Ecocídio]]></category>
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 (Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)
Não sei por onde começar. Se pelo massacre de Bilge, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.
Ou devo lembrar o massacre de Beslam, na Rússia, quando [...]]]></description>
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<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">(Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Não sei por onde começar. Se pelo <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jGSF4t0ROt4an3LMoSsM9z2yQiuw"><span style="color: #800080;">massacre de Bilge</span></a>, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Ou devo lembrar o <a href="http://noticias.terra.com.br/retrospectiva2004/interna/0,,OI435301-EI4427,00.html"><span style="color: #800080;">massacre de Beslam</span></a>, na Rússia, quando revolucionários islâmicos chechenos mataram 334 reféns, dos quais quase 200 crianças?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O que dizer do advogado e professor-doutor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que há pouco matou seu filho de cinco anos, e numa carta escreveu que foi a “&#8230; <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/04/23/carta-de-professor-da-usp-que-matou-filho-cometeu-suicidio-fala-em-demonstracao-de-amor-de-um-pai-755403237.asp"><span style="color: #800080;">maior demonstração de amor de um pai pelo filho</span></a>”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Na Alemanha, em Eislingen, <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/05/06/familiendrama-eislingen/waren-die-vierfach-killer-ein-liebespaar.html"><span style="color: #800080;">dois jovens mataram os pais de um deles</span></a> e as suas duas irmãs. Porquê? Porque não podiam revelar sua homosexualidade e que se amavam.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Em Hildesheim, um <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/03/25/kleingarten-killer/vor-gericht.html"><span style="color: #800080;">aposentado matou três vizinhos</span></a> porque estes não faziam o que ele queria. E não mostrou arrependimento algum ao ser condenado à prisão perpétua.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A lista de assassinatos por motivos banais é enorme. Sem falar dos jovens que matam em escolas de vários países, por diversas razões.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E o que dizer das <a href="http://www.pime.org.br/mundoemissao/fomecriancas.htm"><span style="color: #800080;">12 crianças que morrem de fome, a cada minuto</span></a>, no mundo todo? E das <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/021120_vacinass.shtml"><span style="color: #800080;">mais de 3 milhões de crianças que morrem por ano, por falta de vacinação</span></a> e de cuidados médicos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quinze anos após o <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/04/07/ult34u220954.jhtm"><span style="color: #800080;">genocídio de Rwanda</span></a>, em abril de 1994, seus autores ainda continuam em liberdade. Foram “só” 800 mil tutsis e hutus assassinados!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Um documento com os <a href="http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u126.jhtm"><span style="color: #800080;">maiores massacres</span></a> de nossa história coloca os Estados Unidos no topo da lista pelo genocídio ainda em curso dos nativos norte-americanos. Até agora já custou 15 milhões de vidas desde 1492.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E dos ditadores, quem matou mais? Foi Stálin, Mao, Pol Pot ou Hitler?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E qual será a responsabilidade do nosso sistema econômico-social pela miséria e pelas mortes diárias de tantas espécies de animais, plantas e de pessoas?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Qual será a nossa responsabilidade bem pessoal pelo nosso extermínio ecológico?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando penso sobre isso, fico triste. E quando observo quem está assistindo a esse velório coletivo do nosso enterro global, pergunto: quem ainda está vivo? E quem já faz parte dos mortos? – E vejo que o número de mortos-vivos aumenta a cada segundo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Duvida? Então faça as contas! Quantos seres vivos ainda há no nosso planeta, por exemplo? No nosso continente ou país? Na nossa cidade ou bairro? Quantas espécies já se foram para sempre?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Num espaço de terra, podemos medir a vida quantitativa e qualitativamente. Podemos verificar a sua composição química, o número de bactérias existentes etc. Enfim, podemos <a href="http://www2.uol.com.br/vyaestelar/saude_planeta.htm"><span style="color: #800080;">medir pela sua biomassa e diversidade de espécies</span></a>. E deste ponto de vista, estamos claramente matando-nos a cada dia que passa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Por outro lado, o que distingue um ser vivo de um morto? Um ser deixa de viver biologicamente quando ocorre sua morte cerebral. Mas&#8230; e emocional, racional ou espiritualmente? Quando é que alguém morre nesse sentido?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando suas emoções se apagam, quando deixa de usar sua razão e quando passa a achar que a matéria é tudo. &#8211; E agora? &#8211; Quantas pessoas ou famílias ou grupos sociais que você conhece, que já morreram emocional, racional e espiritualmente?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">De fato, jamais deveríamos medir a vida só por números. Por quantas terras alguém teria, por quantos milhões de dinheiro ou de ações possui, etc. A vida é muito mais do que frios números, porque ela também tem um lado qualitativo!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Se formos olhar a vida por este aspecto qualitativo, do prazer e do bem-estar, o que observamos? Que vivemos cada vez mais estressados, mais agoniados, mais doentes física, emocional e psiquicamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Estamos matando, pessoal e coletivamente, as nossas emoções e sentimentos. Estamos acabando com nossos sentidos e sensibilidade. Em lugar deles, cultivamos a frieza e a indiferença e passamos a atuar como mortos-vivos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viver ou fazer de conta, matar-se ou morrer já em vida&#8230; isso é uma escolha que cada um de nós pode fazer a cada instante. Depende do papel que assumimos em família, na sociedade, no estado e no nosso planeta. O papel de um ser-vivo. Ou de um ser-morto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja inteligente! Seja um ser-vivo! Use bem sua inteligência e sua vontade. Valorize suas emoções, desenvolva-as e cultive-as plenamente. Crie habilidades e emoções que lhe permitam viver feliz, com prazer e bem-estar. Pessoal, coletiva e ecologicamente!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, está se aproximando. Há muitos sinais de que estamos cometendo um ecocídio irreversível. Mas apesar de todos os pesares, sempre há uma possibilidade de renascer com a esperança que advém de um novo instante, de uma nova vida!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Violências, massacres, genocídios, assassinatos e extermínios não surgem do nada. Eles são causados por sistemas e ideologias. Eles nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A construção de uma nova sociedade, harmônica, equilibrada, justa, amorosa e paciente, também será possível com novas ideologias e novos sistemas. E eles também nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja vivo! Use toda a sua sensibilidade e viva todas as suas emoções. Ressuscite as espezinhadas e reprimidas. Reacenda as que ainda ardem por debaixo das cinzas. Todas elas precisam arder novamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E faço um apelo: analise sua maneira de viver. Contabilize seus atos diários. Com quantos você está contribuindo para enterrar ainda mais a gente? Quanto de você ainda está vivo? Quanto já morreu?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viva você a vida em sua plenitude. Agora. Hoje. Sempre! Onde você estiver. E deixe que os mortos enterrem os mortos.</span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
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		<title>A pior de todas as guerras</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 03:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez você esteja sabendo do que se passa na vizinha Bolívia. Há duas semanas se aguçou o conflito entre grupos oligárquicos da chamada Media Luna, os quatro Estados do Leste, Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, e o governo de Evo Morales. Adeptos desses grupos tomaram prédios de órgãos estatais e nos confrontos já ocorreram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez você esteja sabendo do que se passa na vizinha Bolívia. Há duas semanas se aguçou o conflito entre grupos oligárquicos da chamada Media Luna, os quatro Estados do Leste, Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, e o governo de Evo Morales. Adeptos desses grupos tomaram prédios de órgãos estatais e nos confrontos já ocorreram mortos e feridos. Ou seja, morreu gente.</p>
<p>Muita gente morre diariamente. Crianças, jovens, velhos. Destes, muitos morrem porque faz parte da nossa vida morrermos quando nosso corpo chega ao seu limite. É natural. Faz parte da nossa e da natureza de todos os seres, pois nascemos e morreremos um dia. Mas&#8230; quando crianças, jovens e adultos morrem antes da hora, aí já não é mais tão natural assim, não.</p>
<p>Morreram pessoas nos conflitos da Bolívia. Se foram 8 ou mais não importa tanto, pois o valor de uma vida não se mede só por sua &#8220;quantidade&#8221;, mas pelo que representa em si, na sua essência. Cada morte desnatural é uma morte que contraria a nossa natureza, a nossa razão de ser. E os bolivianos mortos tinham um nome, um rosto, uma família. Tinham sonhos e ideais. Eles não queriam morrer agora.</p>
<p>Lamento a morte deles e fico triste. Como lamento as causas que estão provocando os conflitos na Bolívia e as mortes e a tristeza de nossas irmãs e de nossos irmãos bolivianos. Um conflito, aliás, que não difere de tantos outros que acontecem diariamente, em todo mundo. Um conflito, que para mim é o pior de todos, é a guerra que alguns grupos estão travando, intensa e friamente, contra a Vida!</p>
<p>Toda guerra é horrível. Toda guerra é abominável. Mas as guerras existem, não há como negá-las. E hoje chegamos a um ponto, no qual estamos realmente travando uma guerra contra a Vida. Pois além de todas as injustiças cometidas contra vários grupos sociais, pratica-se uma prolongada e dura guerra contra a natureza. E como tal, também contra a base de nossa existência. Assim sendo, lutamos contra nós mesmos.</p>
<p>Quantos milhões de crianças ainda deverão morrer por desnutrição e por falta de condições higiênicas? Quantas pessoas ainda deverão morrer por depressão, por tentarem ser felizes e não encontrarm outro caminho a não ser o da bebida e das drogas? Quanta gente ainda terá de morrer como vítima da ganância de empresários, banqueiros e de seus aliados políticos?</p>
<p>Sim, estamos travando a pior de todas as guerras. A guerra contra a Vida! Contra nós mesmos! E parece que os sinais das mudanças climáticas ainda não bastam para nos alertar de que é preciso mudar nosso sistema de vida. A destruição do solo e a contaminação dos recursos hídricos ainda não bastam. Não vemos que com isso estamos reduzindo a vida das gerações futuras e até impedindo que vivam digna e naturalmente?</p>
<p>E o que falar dos milhões de animais que são sacrificados para satisfazer falsas necessidades alimentícias? Das matas destruídas para a produção de ração ou de combustível? &#8211; Acho que nem é preciso desfiar os rosários de horrores cometidos pela sociedade do consumo coercivo, não? &#8211; Coercivo? Sim! &#8211; Ou você é obrigado a agir assim como está agindo? E você nada tem a ver com a morte de nossos irmãos bolivianos?</p>
<p>Aliás, por que estão ocorrendo esses conflitos na Bolívia? Por que travamos esta pior de todas as guerras contra a vida? Você já refletiu sobre isso? Não? Então vou lhe dar umas pistas&#8230; É que não somos realmente os ditos seres inteligentes, como muitos pensam, não. Somos apenas seres incompletos a caminho de nossa realização. Mais nada. E neste caminhar, precisamos satisfazer a muitas necessidades.</p>
<p>Há umas necessidades básicas, como subsistência, proteção e afeição. Elas também são chamadas de primárias, porque são imprescindíveis. E ainda há as necessidades sociais ou imateriais, como o entendimento ou comunicação, a participação ou direitos e responsabilidades, o ócio ou a diversão, a criação ou as habilidades, a identidade ou os grupos de referência e seus valores, e&#8230; a liberdade!</p>
<p>Liberdade? Exatamente! É uma necessidade nossa, o ser livre, e por meio dela também podemos<em><strong> </strong></em>escolher a forma, o jeito de satisfazermos nossas necessidades. Ou seja, podemos escolher a nossa maneira de se alimentar, proteger, se desenvolver e procriar. Podemos definir a nossa &#8220;cultura&#8221;! &#8211; E qual é a nossa cultura atual? Nela cultivamos os valores que respeitam e fomentam a vida? Ou os hábitos que aceleram a morte?</p>
<p>Vivemos uma cultura de paz e de respeito por todos os seres? Inclusive de grande amor e respeito pela vida das gerações futuras? Ou será que a nossa cultura, o nosso sistema capitalista neoliberal global não está promovendo a pior de todas as guerras? A guerra de todos contra todos e sobretudo contra a Vida? &#8211; E você?  Qual é a sua forma de se relacionar com a vida? &#8211; Qual é a sua cultura?</p>
<p>Somos seres incompletos à procura das partes que nos faltam para nos realizarmos, para nos re-ligarmos a todos e a tudo. Para nos sentirmos felizes. E podemos optar por diversas formas para completar o que nos falta. Nisso, sejamos inteligentes e procuremos formas de vida e de convivência que não destruam mais do que já se destruiu até agora. Isso é super-importante! Inclusive para a nossa sobrevivência!</p>
<p>O conflito, não o armado como ocorre na Bolívia, é um sintoma positivo da democracia. Aliás, suspeite sempre da unanimidade nas idéias ou numa discussão. A disputa e a briga são necessárias porque fazem parte de nossa natureza incompleta. A morte desnatural e as guerras armadas não! E quando tudo está aparentemente bonitinho, quando a palavra de um é a palavra de todos&#8230; adeus democracia!</p>
<p>Ajude a solucionar os conflitos que lhe aparecem pelo caminho. Em casa, na escola, no trabalho. Todo conflito tem solução! E sempre é melhor prevenir do que remediar, claro! Prevenir pelo diálogo, pela informação, pelo saber do que se passa e suas causas. Assim pode-se chegar a consensos. Assim pode-se promover o bem-estar e a felicidade de todos, uma responsabilidade básica de toda pessoa adulta, madura.</p>
<p>Lembre-se: nós somos o que pensamos. Nossos pensamentos influem de maneira determinante nas nossas emoções e ações. A violência, a briga, o desrespeito e o desamor se aprendem desde pequeno! Seu aprendizado se dá na familia, na escola, nos meios de comunicação, na publicidade. O pacifismo, a solução equitativa de conflitos, o amor e o respeito também podem ser aprendidos. E não somos eternos aprendizes?</p>
<p>Se quiser ler mais sobre a situação na Bolívia: <a href="http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2008091212">http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2008091212</a></p>
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