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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Justiça Social</title>
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		<title>Pontes, Muros e Trincheiras</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 01:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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Estou atualmente em Boa Vista, capital de Roraima, para mais um curso de Jornalismo Ambiental. Os participantes vêm de várias partes da Amazônia. Todos com suas experiências, vontades, expectativas e anseios. Estamos sentindo e trabalhando um tema que é de vital importância para nós e, sobretudo, para nossos filhos e seus filhos.
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<p>Estou atualmente em Boa Vista, capital de Roraima, para mais um curso de Jornalismo Ambiental. Os participantes vêm de várias partes da Amazônia. Todos com suas experiências, vontades, expectativas e anseios. Estamos sentindo e trabalhando um tema que é de vital importância para nós e, sobretudo, para nossos filhos e seus filhos.</p>
<p>Aliás, quantas filhas e filhos desta floresta e destes rios imensos já não foram expulsos de suas terras? Quantos não se explorou e matou? Quantas árvores centenares já não foram e serão derrubadas? Quantos rios contaminados pela cobiça? Quantas espécies de animais e plantas já não foram extinguidas e ainda serão? Se a Amazônia fosse gente, estaria em prantos e de luto por sua morte.</p>
<p>Chico Mendes, Irmã Dorothy e centenas de outros levantaram a sua voz e também foram mortos. Milhares de &#8220;severinos&#8221; são escravos de fazendeiros. Sem direito algum, sem o mínimo respeito. Andando-se pelas estradas que saem de Boa Vista, vêem-se campos sem fim. Cercados. Muitos abandonados. Outros com monoculturas. Terríveis, como a da acácia.</p>
<p>Deixando essas terras em espírito, do alto observaremos uma imensidade de verde vivo, com enormes feridas abertas. Queimadas, monoculturas, garimpos no real &#8220;inferno verde&#8221;! E se nos afastarmos ainda mais, de lá veremos quão maravilhoso é nosso lar no azul infinito, coberto por tênue pele branca. Que contraste poderá ser mais gritante do que o entre a natureza e as culturas humanas?</p>
<p>Na natureza tudo se interliga. Árvores formam grupos que se ajudam mutuamente. Animais se reproduzem com inteligência, adaptando-se ao seu meio e época. Há cadeias alimentares e a impagável riqueza da biodiversidade. Vivemos num paraíso, mas ainda não descobrimos isso. Somos simples partes desse mundo, mas ainda nos consideramos seus proprietários.</p>
<p>Quando será que vamos acordar desse pesadelo? Quando vamos ver que essa cultura européia-cristã-ocidental é a causa do nosso ecocídio e suicídio coletivo? Quando vamos dizer <em>basta</em> a isso? Quando vamos exigir que os representantes e donos dos pretensos e falsos deuses vigentes parem de pregar o <em>&#8220;ide, explorai e dominai&#8221;</em> a tudo e a todos? Sem dó nem piedade?</p>
<p>Só quando não houver mais retorno algum? Ou quando morrerem milhões de pessoas por aquecimento e desertificação, guerras de água, subida do nível dos mares? Ou só quando os cientistas tiverem construído o seu mundo artificial, com humanóides tele-dirigidos? Quando vamos nos desfazer dessa horrível <em>descultura da morte</em> para celebrar a cultura da vida e do prazer?</p>
<p>Que passará pela mente dos chefões das grandes empresas, encerrados em seus escritórios artificializados e protegidos por exércitos? Que passará pela cabeça dos políticos vendidos por seus interesses corporativos? Onde estará a cabeça dos líderes religiosos que só se ocupam com seu poder terrestre e céus artificias, excluindo e matando os que preferem criar um outro e melhor mundo?</p>
<p>Por onde você andar, por toda a parte observará cercas, muros e trincheiras. Reais, de arame farpado, eletrificados, de tijolos e concreto. De onde provêm essas armações? Caíram do céu? Surgiram da noite para o dia? &#8211; <em>Não!</em> &#8211; Essas cercas, muros e trincheiras foram criados bem antes na nossa cabeça. Eles foram feitos para nos dividir em grupos separados, para nos explorar mais facilmente.</p>
<p>A cerca da intolerância, o muro do egoísmo, a trincheira das batalhas religiosas, econômicas e políticas são resultado de nossas projeções e visões. Do mundo que herdamos de nossos antepassados e que mantemos de pé através de nossa cultura atual e de nossas tradições. Através de nossas religiões e sistemas econômicos, baluartes do terrorismo ideológico com o qual nos matamos.</p>
<p>Precisamos romper, por isso, com a maior urgência possível, os grilhões que nos atrelam a essa implacável bomba-relógio tiquetaqueante. Precisamos derrubar as cercas da ganância, derrubar os muros egoistas e grupais mesquinhos, e implodir as trincheiras do ódio e da covardia. Faça-o já e agora, <em>por favor!</em> Depois disso, passemos a construir pontes!</p>
<p>Erga uma ponte até o seu filho e sua filha. Peça a eles que venham conhecer esta mãe e este pai que também foram educados no mundo dos muros e das cercas, mas que estão tentando rompê-los. Construa uma ponte até sua irmã e seu irmão. Levante uma ponte ao seu vizinho. Descubra como o mundo fica diferente sem muros e trincheiras. Sinta como a gente, aí, passa a viver mais leve e feliz.</p>
<p>Pois não há divisão real entre céus e terras. Entre deuses cristãos e muçulmanos. Entre cidades e campos. Entre classes e grupos de interesse. Entre o &#8220;homem&#8221; e os animais e plantas. Somos todos filhas e filhos da mesma fonte. De um eterno e infinito manancial, bondoso e prazeroso. De um tecido que nos une intimamente, envolve, acaricia e nos faz sentir felizes.</p>
<p>É muito mais cansativo, doloroso e caro construir cercas, muros e trincheiras. É muito mais difícil e complicado delimitar fronteiras, pois são hostis à vida. Ela quer fluir, eterna e infinitamente, e nosso viver físico torna-se uma ilusão quando o atrelamos à matéria. Pior ainda é quando passamos a fazer da existência um objeto econômico e comercial. E quando do dinheiro fazemos o nosso deus maior.</p>
<p>A floresta amazônica não conhece muros, nem fortalezas, nem fronteiras. Aliás, todos os seres, com exceção do &#8220;homem&#8221;, não conhecem trincheiras, bastiões nem armamentos. Por isso, seja o primeiro a derrubar todas as cercas culturais que você herdou e usa. Seja o primeiro a destruir os muros que o separam de seu interior, de nossa real essência, o viver feliz. Desarme-se intelectualmente.</p>
<p>Seja a primeira a criar uma ponte ao seu passado. À sua infância. Integre-a na sua vida, com todo cuidado e empenho. Seja a primeira a a levantar uma ponte para todas as suas emoções. Tanto as prezerosas como as que lhe causam tristeza, dor e raiva. Erga uma ponte de encontro e de diálogo consigo mesma/o, para descobrir quem você realmente é e o que quer.</p>
<p>Depois disso, vamos erguer pontes entre nós todos. Entre negros, brancos, amarelos e vermelhos. Extendamos a mão aberta, distribuindo o que temos, com todo o prazer do doar e do amar. Não há ponte mais bonita do que aquela que nos leva até os outros. A todos! Também aos animais e plantas! E você verá, como será este novo mundo: pleno de justiça e alegria, de saúde e de harmonia.</p>
<p>É ridículo sonhar com um mundo assim, sem cercas, nem muros e trincheiras? Acho que não. Tente! Comece por você. E você verá do que é capaz e o que significa viver aberto e livre. E depois de ter consolidado esse primeiro passo, você irá querer erguer muitas outras novas pontes. Todas elas nos levando ao lugar que todos querem: à nossa casa. À nossa eterna e infinita morada. Nós mesmos!</p>
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		<title>Identidade &amp; Memória</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 12:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  “Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”, Eric Kandel, Prêmio Nobel de Medicina de 2000. Nesta quinta 2, foi lançado na Alemanha o documentário “À Procura da Memória”, de Petra Seeger, sobre a vida do descobridor dos processos neurobiológicos da memória. A frase de Eric Kandel [...]]]></description>
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<p><![endif]--><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">, <a href="http://redepsicologia.com/em-busca-da-memoria-eric-kandel">Eric Kandel</a>, Prêmio <a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_175289.shtml">Nobel de Medicina de 2000</a>. Nesta quinta 2, foi lançado na Alemanha o documentário <a href="http://www.derwesten.de/nachrichten/kultur/film/2009/6/30/news-123995712/detail.html">“À Procura da Memória”</a>, de Petra Seeger, sobre a vida do descobridor dos processos neurobiológicos da memória. A frase de Eric Kandel mexeu comigo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Há muito que me preocupo com a nossa maneira de viver em sociedade. Para entendê-la, procuro saber quem somos, de onde viemos e para onde vamos. E me chama muito a atenção o fato de repetirmos vários erros do passado. Será por não querer reconhecê-los? Porque é mais fácil o “oba-oba” do que o “mea culpa”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Acho que sim. E nós nos engamos a torto e a direito. Nos definem como <em>“homo sapiens sapiensis”</em>, mas não passamos de principiantes. Lembramos os “heróis” de batalhas, nossas &#8220;gloriosas datas&#8221; e esquecemos que a vida não é só alguns anos, não acontece só na terra, e não é uma dura guerra. Nós somos muito mais!</span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Nós somos o que aprendemos!</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"> E o que aprendemos em casa? Em nossas escolas e universidades? O que aprendemos das religiões e das nossas instituições? Se a nossa sociedade está como está, não é justamente porque aprendemos para viver assim? Cada um por si e deus contra todos? Adorando o dinheiro, sobrevalorizando a competitivade e desprezando a solidariedade?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Na semana que passou, encerrou-se mais um ano letivo na maioria dos estados alemães. Num jornal de Bonn, mostraram-se várias fotos das classes que concluíram o segundo grau. Me assustei. As diferenças entre tipos de escolas se espelhavam na roupa dos alunos: os das escolas “melhores” estavam “bem vestidos”. O das escolas “inferiores”, de roupa comum.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Você acha que isso não tem importância? <em>Tem, sim!</em> Pelo meu linguajar, pelo modo de me comportar e de me relacionar expresso quem sou. E por minha forma de me vestir também! Um técnico do &#8220;esporte das multidões” vestido de terno e gravata? Para quê? Um cardeal católico fantasiado com trajes da Idade Média? Para quê?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Há anos vem se observando, no mundo, uma acentuada divisão de classes. A elite rica de um lado, a enorme massa “falida” do outro. E a Alemanha não é exceção. A respeito, o perito em Ciências Polítcas Christoph Butterwegge publicou no <a href="http://www.sueddeutsche.de/wirtschaft/662/479156/text/">Süddeutsche Zeitung</a> desta sexta-feira 3, uma análise assustadora sobre o futuro do país.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Butterwegge prevê um aumento no número de desempregados em até 5 milhões, um crescente empobrecimento (a tradução exata seria “<em>em-miseriamento</em>”!) e um recorde do endividamento público. Isso criará, como ele diz, uma “pobreza pública” numa dimensão jamais conhecida e sentida anteriormente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Em setembro próximo haverá eleições parlamentares na Alemanha e a luta dos partidos pelo voto dos eleitores já se faz sentir. O politólogo critica os conservadores por suas promessas de não aumentar determinados impostos, que privilegiam só as classes ricas. O lema desses partidos seria “multiplicar a riqueza em vez de diminuir a pobreza”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">O clima social alemão, segundo Butterwegge, irá tornar-se áspero. Fenômeno igual se observa no mundo todo. E de quem será a responsabilidade? Será que a recente crise financeira mundial foi causada só por Bernard Madoff ou pela <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u588483.shtml">ganância dos investidores</a>? Madoff foi condenado a <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u587996.shtml">150 anos de prisão</a>. E os demais?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Várias pessoas e instituições entregaram seu dinheiro aos <em>Madoff´s</em> e gerentes gananciosos porque quiseram multiplicar seu capital da maneira mais rápida e fácil possíveis. Mas&#8230; Quem dessas pessoas e instituições e gerentes se preocupa com justiça social? Com equilíbrio ambiental? Com paz e felicidade para todos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Aliás, é fácil desfazer-se de sua responsabilidade e pôr a culpa em alguém, não é mesmo? Não foram Hitler e os nazistas que causaram a Segunda Guerra Mundial? <em>Nada!</em> A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/OCDE">OCDE</a>, Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, aprovou há pouco uma <a href="http://www.news365.ch/?p=6941">resolução</a> na qual equipara a responsabilidade soviética pela deflagração da guerra a dos nazistas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Quantos políticos e poderosos gostam de apelar para o “orgulho” e fomentam o cultivo dos “heróis”?! Mas você já viu algum deles dizer que se envergonha por um ato injusto ou criminoso que cometeu? E lhe pergunto: apoiar ativa ou passivamente um sistema político-econômico que exclui e mata milhões de pessoas é o quê? &#8211; Motivo de orgulho ou de vergonha?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Muito se escreveu e se falou sobre Michael Jackson nos últimos dias. Gostar de suas músicas e reconhecer o que representou como artista, até aí, tudo bem. Mas fazer dele um “astro” e cultuá-lo como um “deus”, aí já passa dos limites. Política e socialmente falando, o que ele fez? Que exemplo deu? E até já se esqueceu que ele foi um pedófilo!</span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">. Milhões passam fome no mundo. Milhões de africanos estão entregues às moscas. A Terra está indo pras cucuais, e continuamos não sabendo quem somos e o que queremos. Será que somos só brasileiros, alemães, judeus, cristãos, espíritas, europeus, asiáticos, etc?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Será que somos só petistas, liberais ou esquerdistas? Qual é a nossa identidade real? Nós somos seres humanos. Fazemos parte de uma grande família de seres. Somos parte da Vida, da energia cósmica, que grupos religiosos chamam de Deus, Javé, Alá ou Tupã. E até não viemos dela. <strong>Nós somos a Vida!</strong> E não morremos. Só trocamos de espaço.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Enquanto não aprendermos isso, continuaremos sendo cristãos, evangélicos, espíritas e cada grupo brigará pela posse da verdade “absoluta”. E continuaremos sendo mesquinhos, com horizontes diminutos. Seguiremos nos peleando, fazendo guerras “religiosas”, destruindo nosso habitat e permitindo que milionários façam o que querem conosco.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Aliás, o estado da Califórnia, a oitava economia do mundo(!), vive há anos uma <a href="http://www.libertaddigital.com/economia/california-en-bancarrota-congela-devoluciones-de-impuestos-y-servicios-publicos-1276348653/">longa</a> <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/globo/Interior.aspx?content_id=1262001&amp;seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas/index.html">bancarrota</a>. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u589710.shtml">Angeline Jolie</a> ganhou 27 milhões de dólares nos últimos 12 meses. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u579823.shtml">Kaká e Ronaldo</a> custaram 150 milhões de euros e vão receber salários milionários. E quem está pagando a grana deles? Você já se deu conta de que é você e eu? De que somos nós? &#8211; Claro!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Inveja minha? Não! A questão é que há milhões de pessoas passando fome e morrendo de fome. E elas são nossas irmãs e nossos irmãos. E aí lhe pergunto: como chutar uma bola pode valer mais do que uma vida humana? E como nós podemos &#8220;adorar&#8221; a um galáctico e menosprezar ou ignorar o nosso vizinho, ali do lado?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Nossa memória deveria dar mais espaço para as coisas reais e menos para as “fantásticas”. Nossa lembrança deveria ser mais viva e nosso egoísmo estar mais morto. Do que nos lembramos? &#8211; Só do que nos serve no presente! &#8211; O que aprendemos do passado? &#8211; <em>Quase nada! </em>-  Este é, a meu ver, o nosso dilema. E a <strong><em>nossa saída!</em></strong></span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">. Eric Kandel.</span></p>
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		<title>Jardineiras de Almas</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 11:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Alemanha se criou, há anos, uma pré-escola,  o kindergarten, cujo modelo acabou se espalhando por outras partes do mundo. Inclusive o próprio termo passou a fazer parte de outros idiomas. E a figura de linguagem, jardim de crianças, é realmente linda. Aí fico devaneando e lembrando quantas flores bonitas não há pelos kindergarten desse mundo afora!
Depois da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Alemanha se criou, há anos, uma pré-escola,  o <em>kindergarten</em>, cujo modelo acabou se espalhando por outras partes do mundo. Inclusive o próprio termo passou a fazer parte de outros idiomas. E a figura de linguagem, jardim de crianças, é realmente linda. Aí fico devaneando e lembrando quantas flores bonitas não há pelos kindergarten desse mundo afora!</p>
<p>Depois da unificação das duas Alemanhas, em outubro de 1990, o lado oriental se dobrou aos ditames do lado ocidental, assumindo praticamente todos os modelos da ex-RFA, a República Federal da Alemanha. Algumas poucas coisas, porém, a ex-RDA, República Democrática Alemã, também conseguiu &#8220;exportar&#8221; para o lado ocidental. Foram as <em>kitas</em>, as <em>kindertagesstätten</em>, ou seja: &#8220;locais onde se pode deixar as crianças por um dia&#8221;. As conhecidas creches.</p>
<p>Tudo isso, em parte, para dizer que o modelo <em>kita</em> acabou eliminando o tradicional <em>kindergarten</em>. Também do linguajar diário alemão. E tudo isso para comentar ainda, que desde sexta-feira passada 22, as e os funcionários dos <em>kitas</em> estão em greve em várias partes da Alemanha, complicando a vida de muitos pais. Estão em luta por melhores condições de trabalho e salariais.</p>
<p>Aliás, antigamente as profissionais dos <em>kindergarten</em> se chamavam de <em>kindergärtnerin</em>. No feminino mesmo, porque era um trabalho feito exclusivamente por mulheres.  Hoje, com os <em>kitas</em>, esses profissionais se chamam de <em>educadores/as</em>. As diferenças podem parecer simples nuanças, nada mais. Poderiam significar nada. Mas discordo. A mudança visibiliza algo, sim, e mais profundo.</p>
<p>Signos, como a palavra diz, são símbolos. Representam algo. Levam uma mensagem, uma informação. Signos são criados com intenções e têm diferentes origens e causas. Se chamo uma pré-escola de jardim e comparo as crianças a flores, uso uma linguagem poética, que, no mínimo, revela parte da minha maneira de ver o mundo e de como me situo nele.  </p>
<p>Quando uso o termo <em>kita</em>, local onde se guardam ou se deixam as crianças por um dia, já soa diferente, não é mesmo? E quando <em>de</em>-<em>signo</em> um profissional, quando lhe dou um signo de &#8220;jardineira/o de crianças&#8221; ou de &#8220;educador-a&#8221;, também busco objetivos distintos. Neste termo sinto uma certa &#8220;objetividade fria&#8221;. Naquele, um &#8220;toque de calor humano e de beleza&#8221;.</p>
<p>Saudosismo? Claro! E por que deveria negar estes sentimentos? É que ainda sonho com uma sociedade que seja um lindo parque e nele vejo vários canteiros com belíssimas flores. São nossos filhos crescendo ao sol e ao ar-livre, sob os cuidados de amorosas jardineiras. Ouve-se o cantar dos pássaros, que se misturam com os risos e gritos de nossas flores. A imagem me faz feliz.</p>
<p>Por outro lado, vejo carros circulando rápidos, com crianças sentadas em assentos anatômicos. Nos respaldos dos bancos já brilham monitores, que passam desenhos animados ou filmes de ação. Os pimpolhos são largados bem cedo nas <em>kitas</em> e apanhados à tarde, como encomendas. E sinto que ninguém quer frear o ritmo do seu &#8220;negócio&#8221;. Seja o dos pais, dos educadores, dos patrões ou empresários.</p>
<p>A par dessas considerações líricas e nostálgicas, chama-me atenção ainda o motivo da greve das/dos educadores dos kitas alemães: condições de trabalho insatisfatórias, justificadas por terem de sentar em cadeirinhas de crianças, e salários baixos, indignos. Fico pensando: a questão das cadeirinhas até que é fácil mudar. Mas&#8230; e os salários? &#8211; Como fica isso?</p>
<p>Aí, sinto muito! O tratamento que damos a nossos educadores é algo significativo para nossa época e seu sistema político-econômico. Veja: diretores de bancos e de empresas ganham fortunas. E eles cuidam do quê? Das nossas flores ou da grana de uma minoria? Cuidam do nosso futuro ou de um capital corrompido e sujo de sangue? E o que deveria ser mais importante para nós? Para uma sociedade preocupada com o seu futuro? Não há dúvida alguma: deveria ser a educação!</p>
<p>Papais ou mamães que ficam em casa cuidando de nossos filhos, jardineiras de nossas flores, educadoras, professoras e professores deveriam ter os melhores salários do mundo! São eles que cuidam do que de mais precioso temos! A nossa vida futura! A próxima geração! No entanto, o que vemos? O abandono e até o desprezo por nosso sistema educacional e por seus profissionais.</p>
<p>Nos simbólicos parques de nossos estados cultivamos o quê, hoje? Há canteiros de shoppings, de carrões, de produtos geneticamente manipulados, de soja para exportação, de criação industrializada de gado e aves, canteiros de terríveis e mortíferos armamentos, canteiros de dinheiro artificial e de ações estéreis a se perder de vista&#8230; Enublando nossos horizontes, entorpecendo nosso coração.</p>
<p><em>E agora?!</em> Kindergarten já era&#8230; tudo bem. Também pode ser kita. Não há problema. Mas&#8230; abandonar esses tipos de <em>jardins de vida</em> para cultivar <em>hortas da morte?</em> Além de horrorosa, a troca é muito perigosa e uma péssima opção.</p>
<p>E você? O que acha? Ao refletir, não esqueça, por favor, de lembrar que não somos só meros objetos passivos desse e de outros câmbios! Neles, como em todos os processos sociais, nós podemos tanto ser <em>jardineiras de almas</em>, como agentes fúnebres. A escolha sempre é nossa.</p>
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		<title>Feliz Natal! Um desejo sincero</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 14:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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<p><![endif]-->Qual é a pior coisa que pode nos acontecer? Há inúmeras, com certeza. Dentre elas, a morte prematura e uma doença dolorosa e prolongada. A lista dos infortúnios pode ser longa, como relativa. E todos são desagradáveis e horríveis porque contradizem a nossa essência de ser, que é a felicidade. É! Nós nascemos para ser felizes e gozar a vida. Inclusive durante a época natalina.</p>
<p>Hoje, contudo, o &#8220;feliz Natal&#8221; é uma expressão oca porque a ex-grande festa cristã há muito que se paganizou, tornando-se o auge do delírio consumista. Uma de suas causas é o mau hábito que temos de mentir e de nos enganar. E o cúmulo da apologia da hipocrisia se atinge no Natal, quando a máquina publicitária e o peso social nos &#8220;obrigam&#8221; a ser felizes ao nos presentear ou a cenar festivamente.</p>
<p>Em si, o Natal até que poderia continuar a ser o que realmente é: uma data comercial, que induz as pessoas a crer que seriam boas por se comportarem como boas consumidoras. O problema, contudo, é que a nossa época &#8211; <em>a atual! </em>- não comporta nem mais um só Natal! &#8211; Porquê? Porque todo Natal consumista-materialista é um golpe a mais na já debilitada saúde do nosso planeta.</p>
<p>Não acredita? Mas quem de nós ainda não sabe que a Terra está passando muito mal? <em>&#8220;Imagens de satélite da Nasa mostram que, (&#8230;), o gelo sobre o </em><em><a href="http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid248742,0.htm">Oceano Ártico</a></em><em> derreteu-se mais depressa do que em qualquer outra época registrada. A perda total de gelo deste ano (2008) foi a segunda maior desde o início das observações por satélite. O recorde ocorreu em 2007.&#8221; (!)</em></p>
<p>Não acredita? Mas quem ainda não sabe que as mudanças climáticas já mataram milhares de pessoas e afetarão a vida de milhões? Ou já esquecemos as <a href="http://www.curiosando.com.br/11/2008/apoio-as-vitimas-das-enchentes-em-santa-catarina/">enchentes de Santa Catarina</a>, as <a href="http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1654/seca-amazonia">secas na Amazônia</a>, os <a href="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=768">furacões</a> e as <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,940087,00.html">ondas de calor</a>? E quem ainda não se deu conta que as mudanças climáticas são provocadas também pelos nossos hábitos de vida e de consumo?</p>
<p>Quem ainda não notou que solo, água e ar são recursos importantíssimos para nossa vida? &#8211; <em>E que são limitados?</em> &#8211; E que, se contaminados ou destruídos, quem mais sairá perdendo somos nós mesmos? E que se a Terra já não agüenta mais com o consumo atual, imagine o que será, quando chineses e indianos quiserem ter uma &#8220;qualidade&#8221; de vida igual à &#8220;nossa&#8221;?!</p>
<p>Quem de nós ainda não viu que o &#8220;neo-liberalismo&#8221; continua desprezando os mais básicos e sagrados direitos de todos os seres, sobretudo o direito de viver dignamente de acordo com sua razão de ser? E quem ainda não viu que o sistema capitalista extorque a todos, permitindo lucros horrendos para uma minoria e socializando vergonhosamente os débitos desorbitantes?</p>
<p><em>Um exemplo?</em> &#8211; Na noite para o último 19 de dezembro, autoridades norte-americanas prenderam <a href="http://online.wsj.com/article/SB122973208705022949.html">Bernard L. Madoff</a>, ex-diretor da Nasdaq e uma das pessoas mais influentes da Wall Street, &#8220;o coração do capitalismo&#8221;! Ele reconheceu ter enganado investidores durante anos com falsas promessas. Prejuízo: <em>50 bilhões de dólare$!</em> E quem vai pagar o rombo? Os contribuintes, claro.</p>
<p>Quem de nós ainda não se deu conta que nossas principais instituições públicas, como partidos, igrejas, organizações internacionais e ONGs não estão evitando a destruição do nosso hábitat? <em>Democracia?</em> O povo nunca mandou em nada. <em>Religiões do amor?</em> Continuam benzendo armas e cooptando com o poder. <em>A ONU e seus órgãos?</em> Servem de decoração e para fazer turismo.</p>
<p>E para quê ir longe? O Brasil é um país com riquezas naturais, mas continua sendo um dos primeiros do mundo em <a href="http://www.brazil-brasil.com/content/view/151/78/">desigualdade social</a>: 1% dos mais ricos detém o mesmo valor que os 50% mais pobres. A renda de uma pessoa rica é 25 a 30 vezes maior do que a de uma pessoa pobre. Na Suécia, a diferença de renda entre ricos e pobres é de, no máximo, seis vezes.</p>
<p><em>&#8220;Acabar com a pobreza em país rico com grande proporção de pobres requer recursos financeiros irrisórios. Há no País 56,9 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e 24,7 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza. Para se erradicar a extrema pobreza brasileira seria necessário não mais que 1% da renda do País&#8221;. </em>(Fala Brasil, 30.10.04)</p>
<p><em>Feliz Natal?</em> &#8211; Mas, para quem? Para quem quiser sair desta enrrascada até pode ser, pois há um jeito infalível e seguro de torná-lo feliz. Se você quer ser um deles, mude a sua maneira de pensar e de ver o mundo. Aceite a verdade dos fatos. Reconheça a realidade. Desfaça-se das falsas imagens, pessoais, grupais e coletivas, e as substitua por novas visões e ações.</p>
<p>As igrejas, por exemplo, precisam rever, com urgência, sua doutrina e missão. Precisam aceitar que o mundo não nos foi entregue por um deus para fazermos com ele o que bem queremos. Os cientistas precisam reconhecer que não somos os senhores da vida, nem da criação. E nós temos que aprender que o mundo só é nossa mátria passageira e nossa morada temporária.</p>
<p>A grande questão do <a>oráculo de Delfos</a>, <em>&#8220;conhece-te a ti mesmo&#8221;</em>, continua bem atual. Profetas que apontaram para as mazelas foram desprezados e mortos. Ninguém quis acreditar em <a>Cassandra</a>, e Tróia se deu mal. &#8211; Mas, <em>e hoje?</em> &#8211; Não temos tecnologias de ponta, máquinas poderosas, ciências e capital? &#8211; Ou será que realmente somos incapazes de com-viver bem?</p>
<p>Somos capazes, sim, mas para isso precisamos reconhecer, em primeiro lugar, que não somos os seres mais inteligentes da criação. Que somos simples seres em evolução. Com virtudes e defeitos. Precisamos voltar a ser humildes, a aceitar nossa realidade e a abominar a falsidade. Precisamos tirar as máscaras e estender os braços a todos, inclusive às plantas e aos animais.</p>
<p><em>&#8220;Se ficar, o bicho come, se correr, o bicho pega&#8221;?</em> &#8211; É um trocadilho interessante, mais nada. Claro, porque não há bicho algum atrás de nós. O bicho, em questão, somos nós mesmos, ninguém mais! Ou seja, depende tão somente de nós fazer algo para acabar com a desgraça, como depende tão somente de nós continuar a perpetuar a injustiça e a infelicidade.</p>
<p>O mesmo trocadilho, em outras palavras, já usou Victor Hugo em &#8220;Os Miseráveis&#8221;: <em>&#8220;Para uns, avançar era morrer, mas ninguém pensava em recuar; para outros, permanecer era morrer, mas ninguém pensava em fugir&#8221;</em>. E a resposta/saída é a mesma: nós podemos, sim, recuar, se quisermos. Como também podemos escapar de todas pressões sociais injustas, se quisermos.</p>
<p>Inclusive do consumismo! Não só do natalino, mas, melhor ainda, do consumismo de todos os dias. Aliás, um jornalista do semanário alemão <a href="http://www.zeit.de/index">DIE ZEIT</a>, na edição de 17.12.08, sob o título: <a href="http://www.zeit.de/2008/52/Apokalypse-normal">&#8220;O Cotidiano em Crise&#8221;</a>, escreveu trágico-ironicamente: <em>&#8220;Amanhã precisaremos consumir mais do que hoje para que as pessoas não passem pior do que ontem&#8221;</em>.</p>
<p>O bicho não pega, nem precisamos consumir mais, se não quisermos! O que precisamos é construir um mundo justo. Sem os &#8220;mais&#8221; gritantes e criminosos, nem os &#8220;menos&#8221; repugnantes e letais. Temos de desacelerar e travar o sistema capitalista, para não nos chocarmos de frente contra a parede da burrice ou cairmos no precipício do ecocídio. Se é que já não estamos&#8230; caindo.</p>
<p>Re-conheça que a Terra não comporta os hábitos consumistas atuais. Sejam eles brasileiros, norte-americanos ou europeus. E descubra que, em nosso mundo, tudo está interligado. A câmara digital, o celular ou o PC <em>&#8220;made in China&#8221;</em> são baratos porque resultaram da exploração da mão de obra chinesa. O artigo de luxo talvez da mão de obra barata indiana, etc.</p>
<p>A organização alemã <a href="http://www.weed-online.org/index.html">WEED</a>, <em>World Economy, Ecology &amp; Development</em>, e a <a href="http://sacom.hk/">SACOM</a>, <em>Students and Scholars against Corporate Misbehaviour</em>, de Hongkong, publicaram há pouco o informe: &#8220;<a href="http://www.weed-online.org/themen/2027338.html">O lado escuro do ciberespaço</a>&#8220;. Nele delatam as péssimas condições de trabalho de <a href="http://www.germanwatch.org/zeitung/2008-3-portrait.htm">empresas chinesas</a> produtoras de componentes eletrônicos. Elas não respeitam nem os próprios direitos trabalhistas chineses!</p>
<p>Em épocas de alta produção, os operários migrantes trabalham até 70 horas por semana, vivem em albergues lotados, com péssimas condições de higiene, e recebem até 15% a menos que o salário mínimo garantido por lei. Este, de acordo com a região, vai de 200 a 257 Reais por mês. Com isso, nem mesmo na China se vive. E há 130 milhões de operários chineses migrantes!</p>
<p><em>É preciso reconhecer um problema para se poder solucioná-lo</em>. Agora, talvez você já esteja reconhecendo melhor os problemas que mais nos afetam. E talvez já saiba também que ninguém escapa dos efeitos que nossos males causam à Terra: vivendo em mansões ou em malocas. De terno ou descamisado. Indo ao culto, ou não. Super-saturado, com comes e bebes, ou vivendo na míngua e morrendo de fome.</p>
<p><em>Feliz Natal?</em> &#8211; Claro! Como não? Mas que seja, de fato, um novo natal! Que simbolize realmente o renascer para uma nova vida. De mudança de rumo e de hábitos. Pois assim poderemos, quem sabe juntos, minimizar um pouco os danos que causamos ao planeta  e cujos efeitos dolorosamente sentimos. Lembre: somos, realmente, uma só família! E, sem uma ação coletiva, não vamos solucionar nada. Por isso:</p>
<p><em>Feliz Natal!</em><br />
<em></em></p>
<p>É o que o Grupo Gaia deseja a todos, do fundo do coração. Feliz por saber que você pode e vai mudar a sua realidade, já, neste Natal. Aqui e agora. Quem sabe sem presentes materiais, para que a máquina do consumo não nos triture ainda mais. E feliz por saber que você não vai mais esperar que os outros comecem a mudar ou a fazer algo que só você pode fazer.</p>
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		<title>A Rainha dos Bandidos &amp; Timor-Leste &amp; ANDA</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 22:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste 10 de dezembro, comemora-se o 60º aniversário da <a href="http://www.unhchr.ch/udhr/lang/por.htm">Declaração Universal dos Direitos Humanos</a>, adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1948. Ela inicia com um Preâmbulo, no qual se fazem considerações. A primeira reconhece que a dignidade de todos os membros da família humana constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.</p>
<p>A segunda consideração diz que &#8220;&#8230; o desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração humanos&#8221;.</p>
<p>Por fim chega-se aos aos <a href="http://www.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm">diversos artigos</a>, dos quais o 1°diz: <em>&#8220;Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.</em>&#8221; E seguem-se 29 outros artigos. Todos defendendo os mais altos e nobre direitos humanos!</p>
<p>Trinta anos depois, a <a href="http://www.brasilia.unesco.org/">UNESCO</a>, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, proclama a<strong> </strong><a href="http://www.apasfa.org/leis/declaracao.shtml">Declaração Universal dos Direitos dos Animais</a> em 15 de Outubro de 1978. Ela inicia: &#8220;1 &#8211; <em>Todos os animais têm o mesmo direito à vida. 2 &#8211; Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.</em>&#8221;</p>
<p>Pois é&#8230; se pelo menos fosse &#8220;à proteção da mulher&#8221;, acredito que os animais não estariam sendo tão maltratados como continuam sendo, apesar dos 30 anos de sua declaração. O melhor exemplo talvez seja o próprio <em>site</em> da UNESCO do Brasil, que não tem uma só informação a respeito da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, que ela própria proclamou!</p>
<p>Enfim, nada que existe hoje deveria ser motivo de admiração. Mas várias coisas deveriam, isso sim, ser motivo de muita vergonha. A começar pelas duas declarações universais citadas, pois o sistema econômico atual é o que mais desrespeita todos os direitos dos seres humanos, dos animais e dos vegetais também. Este sistema não respeita a nada e a ninguém!</p>
<p>E agora? Este 10 de dezembro é motivo de festa ou de tristeza? Haverá os que dirão: &#8220;Festa, pois já demos grandes passos no sentido da concretização dos direitos humanos!&#8221; Outros serão menos otimistas e dirão: &#8220;Tristeza, porque o desrespeito pelos valores mais sagrados de todos os seres é uma vergonha universal!&#8221; &#8211; Estes são os realistas. E com eles estou.</p>
<p>Veja a história humana! De 1900 para cá, quantas atrocidades houve? Quantos milhões de pessoas morreram em revoluções e guerras? Quais foram os maiores &#8220;carniceiros&#8221; da história? Lênin, Stalin, Hitler ou Mao? Quais foram os menores? Há dezenas deles. Nenhum, porém, provocou um crime comparável ao que o atual sistema econõmico causa: o ecocídio.</p>
<p>Não quero, porém, falar agora dos milhões de pessoas, animais e árvores mortos por hábitos irracionais. Agora só quero comentar três exemplos ímpares: um é de <a href="http://brasil.indymedia.org/pt/blue/2003/03/249229.shtml">Phoolan Devi</a>, a &#8220;Rainha dos Bandidos&#8221;; o outro é de <a href="http://www.cplp.org/Timor-Leste.aspx?ID=30">Timor-Leste</a>, país integrante da <a href="http://www.cplp.org/Default.aspx">CPLP</a>, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. e o último é a <a href="http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&amp;id===AUVZ0cW5mTHNlRaVXTWJVU">ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animias</a>.</p>
<p>Pholan Devi foi uma indiana que nasceu numa das castas mais baixas da Índia e que, por isso, teve uma vida horrível e sofrida. Se você puder, tente ler <a href="http://pt.livra.com/item/eu-phoolan-devi-a-rainha-dos-bandidos-da-india/8861142">a biografia da Phoolan Devi</a>, que, infelizmente, até agora só foi editada em Portugual. Talvez você fique aterrorizado. É a história de uma menina que não teve direitos alguns. Só o dever de sempre servir às castas superiores.</p>
<p>A história dela é recente! Ela nasceu em agosto de 1963 e <a href="http://veja.abril.com.br/010801/notasinternacionais.html">foi assassinada</a> em julho de 2001, aos 38 anos de idade. Phoolan sofreu horrores, mas nunca desistiu de seus sonhos. É um exemplo de que leis e declarações de nada servem, se não são praticadas. &#8211; E a Índia será uma potência mundial, em breve! &#8211; Em sua autobiografia, lançada em 1996, Phoolan escreveu:</p>
<p> <em>&#8220;Este livro é o primeiro testemunho que uma mulher da minha comunidade conseguiu publicar. É uma mão estendida de coragem aos humilhados e aos excluídos, na esperança de que uma vida como a minha nunca mais possa voltar a acontecer. Hoje eu devia estar morta mas estou viva. Tomei o destino nas minha mãos. Nasci escrava, tornei-me rainha&#8221;. </em><em>Phoolan Devi.</em></p>
<p>Depois de ser libertada da Prisão, a Rainha dos Bandidos criou o movimento <em>Eklavya Serra,</em> que exigia a quota de um terço de mulheres no Governo e no Parlamento indianos, a abolição do trabalho infantil e os direitos fundamentais à educação para as castas mais pobres. Phoolan conseguiu algo. E, sem ela, o nosso mundo seria mais triste do que já é.</p>
<p>Um pouco mais além da Índia, geograficamente falando, situa-se o Timor-Leste. Lá estive, há pouco, quando pude conhecer alguns tópicos e várias pessoas do país mais jovem do mundo. Sua história reflete um tanto a própria história da humanidade. A ilha de Timor foi habitada por povos migrantes, colonizada por portugueses, ocupada por indonésios e finalmente é livre hoje.</p>
<p>Livre? Que nada! Timor-Leste possui boas reservas de gás e petróleo. E lá estão australianos, indonésios, portugueses, chineses e vários outros países &#8220;ajudando&#8221; o novo Estado a se desenvolver &#8220;direito&#8221;. &#8211; Direito? &#8211; Ah! Lembro! &#8211; Não há uma Declaração dos Direitos Universais Humanos? &#8211; Há! &#8211; Mas ela pouco vale para as Phoolan Devis da vida, para os timorenses etc.</p>
<p>Não pense que sou pessimista. Muitos seguimos lutando por um mundo melhor. E ele é possível, sim! Cada um de nós pode fazer a sua parte. No Brasil, por exemplo, surgiu há pouco a <a href="http://www.anda.jor.br/">ANDA</a>, Agência de Notícias de Direitos Animais, o primeiro portal jornalístico voltado exclusivamente a fatos e informações do universo animal. Em sua apresentação, lê-se:</p>
<p><em>&#8220;A imprensa não apenas informa. Ela forma conceitos. Modifica idéias. Influencia decisões. Define valores. Participa das grandes mudanças sociais e políticas trazendo o mundo para o indivíduo pensar, agir e ser. É justamente esse o objetivo da ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animais: informar para transformar.&#8221;</em> &#8211; Parabéns, ANDA, e bem-vindos ao barco!</p>
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		<title>Sexo, Sangue e Sensacionalismo</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 05:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pelo Dia dos Jornalistas pela Paz, neste 27 de outubro

Em um recente curso sobre &#8220;Periodismo en Épocas de Conflictos&#8221;, realizado para jornalistas bolivianos em Santa Cruz, entre vários temas, analisamos também o efeito que matérias violentas podem causar no público consumidor de mídia. E isso nos levou à discussão sobre a responsabilidade de jornalistas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo <em><a href="http://pela-positiva.blogspot.com/2007/10/dia-dos-jornalistas-pela-paz.html">Dia dos Jornalistas pela Paz</a></em>, neste 27 de outubro</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Em um recente curso sobre &#8220;Periodismo en Épocas de Conflictos&#8221;, realizado para jornalistas bolivianos em Santa Cruz, entre vários temas, analisamos também o efeito que matérias violentas podem causar no público consumidor de mídia. E isso nos levou à discussão sobre a responsabilidade de jornalistas e dos donos dos meios na hora de veicular tais fatos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um participante, ao contrário dos demais, manifestou-se a favor de lançar ao ar as palavras de um ouvinte, que se referia intencional e negativamente sobre a tendência sexual de um importante político boliviano. Era um caso claro de sexismo homófobo. E o jornalista justificava a veiculação com o direito à liberdade de expressão que todo cidadão tem.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Os demais argumentavam que jornalistas e seus meios também têm de respeitar limites éticos e que, quando se trata do bem comum, devem praticar a auto-censura. Até aí o exemplo. Eu pessoalmente continuei a refletir sobre a questão, querendo saber que argumentos justificariam uma auto-censura, ou não, e porquê?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A primeira coisa que me ocorreu foi um diário popular alemão, <em>&#8220;Bild&#8221;</em>, que é o jornal de maior tiragem do país e da Europa. São cerca de 4 milhões de exemplares por dia! Sua linha editorial é <em>sexo, sangue e sensacionalismo</em>. Disso resulta automaticamente a velha pergunta: por que é que a maioria das pessoas se interessa tanto por esses &#8220;três esses&#8221;?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Sabe-se a resposta: há uma massa apagada, anônima, que leva uma vida monótona, sem pontos altos. E a <em>&#8220;Bild&#8221;</em> oferece justo boas doses do que ela mais procura: <em>emoções</em>! Seja através do sexo, da violência ou de fofocas sobre &#8220;estrelas e astros&#8221;. Isso, misturado com muito esporte e lazer, mais notícias e comentários tendenciosos, garante seu sucesso.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Sucesso de vendas é uma coisa, auto-censura em relação à veiculação de violência pela mídia, é outra. E o certo é que há, de fato, um aumento de casos violentos, como o ocorrido na Finlândia, em setembro passado, quando um estudante matou dez colegas e se suicidou. Foi o segundo caso, em menos de um ano, num país considerado &#8220;altamente desenvolvido&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">As autoridades finlandesas, na época, falaram de uma rede de potenciais <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/26/internacional/finlandia_enfrenta_rede_estudantes_a.html">&#8220;estudantes assassinos&#8221;</a>, ligados entre si pela Internet. E apontaram para várias &#8220;coincidências&#8221; entre os dois jovens psicopatas. Dentre elas, a seguinte: os dois eram fascinados pelo massacre na Escola de Columbine, nos EUA, em 1999, e divulgaram vídeos ameaçadores no <em>YouTube</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Depois do massacre, os finlandeses mostraram-se indignados com a existência do vídeo-game <em>&#8220;Kindergarten Killer&#8221;</em>, cujo &#8220;único&#8221; objetivo é matar o máximo de crianças possível num jardim-de-infância. O &#8220;jogo&#8221; é gratuito e pode ser acessado pela Internet. Este caso reacendeu a &#8220;surrada&#8221; discussão sobre o <a href="http://www.babooforum.com.br/forum/index.php?s=654ecf7a1929730dd56889f0f2a6d365&amp;showtopic=296137">efeito de jogos violentos</a> no cérebro dos adolescentes, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Outro exemplo: um <a href="http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=id.stories/8537">estudo</a> feito pela Universidade Complutense de Madrid revelou que &#8220;as estações de televisão espanholas emitem uma média de um ato violento a cada três minutos ou 23,7 atos de violência por hora. E que, durante o período analisado, de 2000 a 2007, registaram-se 3.156 atos violentos, um aumento significativo em relação a 2000.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Na década de 70, ainda havia regiões no Canadá, nas quais não chegavam os sinais de televisão. Isso levou uma equipe de psicólogos-sociais, liderados por <a href="http://world.std.com/~jlr/comment/tv_impact.htm">Tannis MacBeth Williams</a>, a analisar a influência da televisão no comportamento dos habitantes de três comunidades, que possuíam características culturais e sócio-econômicas idênticas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um detalhe do estudo foi a diferença da entrada dos canais de televisão nas comunidades. Em uma havia sido há pouco, na outra há sete anos, e na terceira há muito mais tempo. O resultado surpreendeu: na comunidade mais recente, após dois anos de consumo de tevê, registraram-se três vezes mais casos violentos entre crianças e jovens do que antes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nos anos 80, os psicólogos <a href="http://www.lichtblick99.de/bericht1.html">Armin Schmidtke</a> e <a href="http://www.zi-mannheim.de/">Heinz Häffner</a> descobriram os mesmos paralelos na Alemanha. Depois de um canal transmitir a série &#8220;Morte de um Aluno&#8221;, na qual ele se joga diante de um trem, o número de suicídios iguais aumentou em 170% no grupo etário do protagonista da série. E se provou que <a href="http://www.springerlink.com/content/u85tjm9t8xgyabnx/">o fenômeno</a> não foi esporádico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">O norte-americano <a href="http://www.megaessays.com/viewpaper/58717.html">Brandon Centerwall</a> fez outros <a href="http://www.megaessays.com/viewpaper/67127.html">estudos</a> e chegou à seguinte conclusão: se não houvesse televisão, nem os demais meios eletrônicos visuais, só nos Estados Unidos, por ano, haveria 10 mil assassinatos a menos, 70 mil estupros a menos e 700 mil casos de delitos violentos a menos. Por ano!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Ou seja, a influência dos meios de comunicação de massa, sobretudo dos visuais, no caso da propagação da violência e do aumento de casos violentos está mais do que provada. E não só no tipo de comportamento violento! Manfred Spitzer, diretor da Clínica Universitária para Psiquiatria de Ulm, na Alemanha, descreve outros perigos em seu livro<a href="http://www.paedagogik-goetheanum.ch/1423.html">:&#8221;Cuidado, tela!&#8221;</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Após inúmeros estudos, Spitzer e sua equipe chegaram à seguinte conclusão: quanto mais cedo uma criança passa a ver televisão, quanto mais horas ficar sentada diante dos meios eletrônicos, tanto maior são as probabilidades dela tornar-se obesa, de sofrer de diabetes, ou de morrer por apoplexia, infarto cardíaco ou câncer pulmonar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Além disso, provou-se que há relação entre atos violentos, graves distúrbios de aprendizado e chances de se tornar marginalizado, depressivo ou sentir medos irracionais. Aliás, em 1995, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dave_Grossman_(author)">Dave Grossman</a> já havia abordado o tema numa obra clássica da psiquiatria militar norte-americana: <em>&#8220;<a href="http://www.lwcbooks.com/books/onkilling.html">On Killing</a>&#8220;</em> &#8211; &#8220;<a href="http://zurugoa.blogspot.com/2005/01/generation-kill.html">Sobre o Fato de Matar</a>, o Custo Psicológico de Aprender a Matar&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Há inúmeros outros estudos e <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u6295.shtml">matérias</a> a respeito, mostrando que há uma relação entre consumo de vídeo-games e de TV e o risco de jovens desenvolver comportamento violento ou até criminoso. O <a href="http://www.medizinauskunft.de/artikel/familie/kinder/22_02_gewaltfernsehen.php">efeito de cenas e jogos violentos</a> é ainda redobrado se as crianças e jovens vivem em ambientes familiares e sociais mais agressivos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">E agora? &#8211; Acho que no caso de um <em>Jornalismo pela Paz</em>, de um jornalista que deseja entender conflitos e reportar sobre eles, defendo uma postura ética de auto-censura, sim. Aliás, nós todos, jornalistas e consumidores da mídia, precisamos desenvolver, com urgência, um grande espírito crítico-sensitivo. Afinal, este espírito realmente nunca fez mal à ninguém.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="text-decoration: underline;">Outros links interessantes pelo <em>Dia dos Jornalistas pela Paz,</em> em 27 de outubro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Por um <a href="http://firmenoarreio.blogspot.com/2006/08/por-um-jornalismo-da-paz.html">jornalismo da Paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nasce <a href="http://www.iofc.org/pt-br/node/27985">Rede de Jornalistas pela Paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A associação <em>&#8220;Repórteres da Esperança&#8221;</em> criou um prémio para estimular um jornalismo mais &#8220;positivo&#8221;. <a href="http://www.josecarlosabrantes.net/detalhe.asp?id=101&amp;idc=29">O jornalismo como fonte de esperança</a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">16° Encontro da Nova Consciência: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HcMld-eoWUo">Jornalismo e cultura de paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Por um <a href="http://www.comunidadesegura.org/?q=pt/node/37510">jornalismo que promova os direitos humanos</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="text-decoration: underline;">Em inglês:</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.transcend.org/">TRANSCEND INTERNATIONAL</a>: A NETWORK FOR PEACE AND DEVELOPMENT</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.transcend.org/pj.shtml?&amp;x=127">Peace Journalism</a> &#8211; How to Do It?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.wacc.org.uk/wacc/content/download/4505/43689/file/1.1%20Peace%20Journalism.pdf">Peace Journalism Manual</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><a href="http://www.google.com/search?q=Peace+Journalism+Manual&amp;rls=com.microsoft:de-DE:IE-SearchBox&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;sourceid=ie7&amp;rlz=1I7ADBR">About Peace Journalism</a></span></span></span></div>
<p> </p>
<p></span></span></span></div>
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		<title>Campanha pela Vida</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/09/mais-uma-festa-da-humanidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 00:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ecocídio]]></category>
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		<description><![CDATA[Nossa sociedade está doente. Milhões de pessoas, no mundo todo, compram coisas inúteis, irrefletidamente. Os shopping centers são os novos templos dessa religião consumista. Seus sacerdotes são os publicitários. Seus papas são os donos da mídia, empresários e banqueiros. Eles criaram a sociabilidade da auto-destruição, que nos está levando ao ecocídio.
Neste Natal, dê sua Vida! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa sociedade está doente. Milhões de pessoas, no mundo todo, compram coisas inúteis, irrefletidamente. Os shopping centers são os novos templos dessa religião consumista. Seus sacerdotes são os publicitários. Seus papas são os donos da mídia, empresários e banqueiros. Eles criaram a sociabilidade da auto-destruição, que nos está levando ao ecocídio.</p>
<p><strong>Neste Natal, dê sua Vida!</strong> Dê, a quem você realmente ama, o que de mais importante tem: o seu tempo, sua atenção. Dê o seu amor! Não colabore na mortandade atual, nem das gerações futuras. Elas também têm um direito à vida igual a você!</p>
<p>Participe da <strong>Campanha pela Vida – Contra o consumismo ecocida!</strong> Saiba mais <a href="http://www.gruga.org/neste-natal-de-sua-vida">clicando aqui</a>.</p>
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		<title>Dia da Mátria</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/09/dia-da-matria/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 09:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais um Sete de Setembro em nossas vidas. Dia da Pátria, dia de mostrar orgulho! &#8211; Orgulho? &#8211; De que? Tudo o que somos e o que temos são presentes que recebemos. Presentes pelos quais podemos ser gratos e com os quais podemos nos alegrar. Mas&#8230; orgulhar? Por que e&#8230; para que?
Dia da Pátria. Dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um Sete de Setembro em nossas vidas. Dia da Pátria, dia de mostrar orgulho! &#8211; Orgulho? &#8211; De que? Tudo o que somos e o que temos são presentes que recebemos. Presentes pelos quais podemos ser gratos e com os quais podemos nos alegrar. Mas&#8230; orgulhar? Por que e&#8230; para que?</p>
<p>Dia da Pátria. Dia de mostrar força e poder. Soldados desfilando, armamentos à mostra. &#8211; E num <strong>Dia da Mátria</strong>, como &#8220;ela&#8221; iria se mostrar? Com certeza iria enfeitar-se e arrumar seus filhos bonitinho. Mas&#8230; quantos estão sem escola, com fome e na miséria? Nenhuma mãe gostaria de ver os seus filhos assim. &#8211; Mas&#8230; e a pátria? Não tá nem aí! Nem se importa!</p>
<p>Qual a mãe que educa seus filhos para matar os filhos de outras mães? Qual a mãe que exige de seus filhos, que matem ou morram por ela? &#8211; A pátria exige! &#8211; Mas&#8230; quem será, mesmo, que está por detrás da máscara da pátria? &#8211; E nós? Por quanto tempo ainda faremos de conta que não estamos vendo?</p>
<p>Houve uma época em que os militarmente mais fortes dividiram as terras deste mundo entre si, surgindo os atuais países. Em geral sem respeito algum por povos e culturas milenares. Nenhuma <em>mátria</em> teria feito isso. Os donos de pátrias, porém, assim o fizeram porque, para eles,  a família dos outros é para ser explorada.</p>
<p>Depois, os donos de novas pátrias se declararam independentes e acharam que isso seria o máximo. Mas o mundo foi ficando menor, as fronteiras geográficas foram desaparecendo. Só que as pátrias ainda continuam a desfilar sua &#8220;independência ou morte&#8221;, suas &#8220;conquistas e vitórias&#8221;, seus &#8220;orgulhos nacionais&#8221;!</p>
<p>Hoje, sabemos que só temos um mundo para viver. Que todos os seres somos realmente irmãs e irmãos. Que os Estados continuam dependentes e que os senhores colonizadores só mudaram de más-cara e de nome. E que seguimos colonizados não só pela cobiça e cegueira deles, mas também por nosso comodismo.</p>
<p>Sonho com o <strong>Dia da Mátria</strong>. Com um feriado global, no qual vamos festejar o Dia de Gaia, da nossa mátria, com danças, concertos, exposições, espetáculos de teatro&#8230; e sem arma mortal alguma. Sem orgulho algum, mas com muita humildade, amor e respeito mútuos. Por todos os seres de nosso planeta!</p>
<p>Como a nossa mãe não irá ficar feliz neste dia! Como não iremos nos sentir felizes em seu dia! Em nosso dia, claro! Porque uma mãe bem sabe que o seu filho é parte dela. Uma mãe sabe! E Gaia sabe que somos filhos dela. E que, como toda mãe, ela nos ama muito. Mas muito mesmo.</p>
<p>Uma mãe quer eqüidade, quer jogo limpo para todos os seus filhos. E para ela também, é claro! E ela sabe que essa eqüidade é a base da justiça, do bem-estar, do bem-com-viver. E que só isso nos permitirá superar as mesquinhas fronteiras políticas atuais e criar condições mínimas para podermos sobreviver.</p>
<p>Está mais do que na hora de deixarmos os mesquinhos dias da pátria e passarmos a instituir um <strong>Dia da Mátria</strong> global. Mas não espere que banqueiros, empresários, políticos e líderes religiosos criem este dia, não! Eles estão por demais atarefados com a manutenção de seu cego e destruidor &#8220;joguinho&#8221; de poder.</p>
<p>Hoje, neste Sete de Setembro, se você ainda não fez, renda a sua primeira homenagem ao <strong>Dia da Mátria</strong>! Ao Dia de Gaia! Converse com uma formiga ou pergunte a uma barata, o que ela acha do futuro. Ou vá a uma favela, e diga às pessoas, que encontrar, que as ama, e que vai mudar sua vida também por elas.</p>
<p>Tenha certeza! Gaia ficará muito feliz. Seu coração irá bater mais forte. E se você ainda observar bem, verá que ela irá chorar&#8230; de emoção e de alegria! Saiba, aí, que as lágrimas dela também são as minhas. E serão as nossas lágrimas, limpando nosso coração, na manhã de uma nova aurora. Do nosso novo <strong>Dia da Mátria</strong>.</p>
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		<title>Sonhar é Preciso. Já!</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/08/sonhar-e-preciso-ja/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 03:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vivemos um pesadelo terrível. Não há como negar. Se por um lado ainda há muita beleza neste mundo, na natureza deste nosso lindo planeta, por outro lado há inúmeros cenários horrorosos, criados por grupos humanos. A fome, por exemplo, vem matando há décadas.
Se você for começar a “revirar” nesses cenários horrorosos, vai encontrar, além do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos um pesadelo terrível. Não há como negar. Se por um lado ainda há muita beleza neste mundo, na natureza deste nosso lindo planeta, por outro lado há inúmeros cenários horrorosos, criados por grupos humanos. A fome, por exemplo, vem matando há décadas.</p>
<p>Se você for começar a “revirar” nesses cenários horrorosos, vai encontrar, além do problema da fome, coisas do tipo: gastos com armamentos, drogas, com dívidas injustas, com corrupção, e duras estruturas sociais perversas e ilegais. &#8211; Quer cifras? &#8211; Vejamos, então, alguns dados recentes, de 2008:
</p>
<p> As multinacionais gastam cerca de US$ 1 trilhão por ano só para manter a máquina da corrupção. Nos últimos 12 meses, gastou-se cerca de US$ 1,3 trilhão em armamentos, 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Só o Brasil gastou US$ 15,3 bilhões em armamentos, num ano!</p>
<p> O mercado internacional de drogas “rende”, aproximadamente, 320 bilhões de euros por ano. Mais do que a riqueza produzida em quase 90% dos países. Se não acreditar, confira! Fonte: Agência das Nações Unidas para o Controle da Droga e Prevenção do Crime (ONUDC).</p>
<p> Se a isso formos acrescentar o que bilionários, milionários e outras “altas castas” sociais gastam com mansões, carrões, luxo e outras coisas supérfluas, aí teríamos outras cifras igualmente horrorosas. Até a “simples” classe média alta também não escapa de um crivo mais ético. &#8211; <em>E agora?</em></p>
<p> Marchamos para a nossa destruição, para o ecocídio. Isso não é mais novidade. E você também já sabe porquê, não? Claro! Isso! Nosso mundo não suporta um sistema econômico que só busca crescimento econômico, industrial, financeiro. Sempre mais crescimento, só crescimento, sem parar.</p>
<p> Você já viu que banqueiros e empresários são escravos desse seu sistema? E que as leis de sua pseudo-economia vão contra as leis da natureza? E que é bem isso o que nos está matando? Já agora, com milhões de excluídos, esfomeados, trucidados por um sistema iníquo?</p>
<p> Observe as leis da natureza e veja como funcionam! Nelas não há nada que nos force a viver escravizados por crescimentos econômicos, nem por consumos coercivos. As leis da natureza permitem sistemas de auto-regulamentação. E é por elas que deveríamos nos orientar novamente.</p>
<p> Na natureza, matéria e energia são limitadas. Podemos usá-las com inteligência e aí estarão à nossa disposição por muito tempo. Ou podemos usá-las de maneira burra, como estamos fazendo há décadas. E assim acabamos conosco e destruímos o futuro das novas gerações. &#8211; <em>E agora?</em></p>
<p> Há que buscar alternativas para nossas formas de convivência e de economia. Querendo, você pode ajudar a encontrar essas novas formas. Tente! Se junte a grupos que lutam por um outro mundo. Sim, ele é possível. Nele poderemos viver melhor. Basta sonhar com os olhos bem abertos! <strong><em>Já!</em></strong></p>
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