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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Guerra</title>
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		<title>A Guerra pela Sobrevivência (2)</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 14:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecocídio]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
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		<description><![CDATA[Amanhã, 22 de abril, é o Dia da Terra. Bom motivo para seguir comentando a entrevista que o semanário alemão Die Zeit publicou com Hans Joachim Schellnhuber, fundador e diretor do Instituto de Pesquisa Climática de Potsdam e membro do IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Logo após o título da matéria: &#8220;Às vezes eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Amanhã, 22 de abril, é o Dia da Terra. Bom motivo para seguir comentando a entrevista que o semanário alemão <em style="mso-bidi-font-style: normal;"><a href="http://www.zeit.de/2009/14/DOS-Schellnhuber">Die Zeit</a></em> publicou com Hans Joachim Schellnhuber, fundador e diretor do <a href="http://www.pik-potsdam.de/">Instituto de Pesquisa Climática</a> de Potsdam e membro do </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><a href="http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/content/ipcc-painel-intergovernamental-sobre-mudanca-do-clima-intergovernmental-panel-climate-change">IPCC, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas</span></a><span style="color: #000000;">. Logo após o título da matéria: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">&#8220;Às vezes eu poderia gritar&#8221;</em>, o semanário indaga: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“Poderá se chegar a preservar o mundo de uma catástrofe climática?”</em> – Nesta colocação já se percebe o “detalhe”, importantíssimo, do qual muitos, como o próprio <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em>, ainda não se deram conta: numa catástrofe climática não está em jogo “o mundo”, nem “a terra”. O que está em jogo é a “nossa” vida! A nossa existência e a existência das futuras gerações!</span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Aliás, quando começou a Segunda Guerra Mundial? Quando os alemães invadiram a Polônia, em 1939, ou quando muitos alemães votaram no Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">NSDAP</span>) e Hitler foi nomeado chanceler do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Reich</em>, em janeiro de 1933? – Não há só uma data que defina ou explique um acontecimento, pois a história é dinâmica e multifacetada. Vários acontecimentos, aparentemente independentes, estão interligados e confluem num sentido, provocando novos fatos. Por isso a importância de se reconhecer que já estamos em plena Guerra pela Sobrevivência, porque todoss os fatos apontam neste sentido.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A questão que a gente se deve colocar, portanto, é: ainda podemos escapar da catástrofe climática que já se manifesta? E a minha resposta é: não! Porque a grande maioria dos responsáveis pela vida pública, empresários, milionários, líderes religiosos e de partidos, chefes de Estado, bem como a maioria de nós, eleitores e consumidores, não estamos fazendo o suficiente para evitar a catástrofe que se anuncia. E assim como antes da Segunda Guerra Mundial cada pessoa e grupo poderia ter feito algo para impedi-la, assim também cada um de nós pode fazer, aqui e agora, algo contra o ecocídio. E que ninguém se desculpe, depois, dizendo que nada ou pouco sabia a respeito de nossa hecatombe!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Voltando à entrevista do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em>, nela conta-se que Schellnhuber, um dia, afirmou que menosprezava políticos por nada fazerem contra a ameaçadora mudança climática, apesar de saberem o que está acontecendo. Confrontado com a afirmação pelos entrevistadores, o climatologista disse que hoje empregaria uma outra formulação, mais diferenciada, entre políticos que tentam fazer algo e os egomaníacos. Entre os primeiros ele coloca Obama e a chanceler alemã Merkel e elogia <a href="http://www.dw-world.com/dw/article/0,,3883359,00.html">o pacote de medidas para proteção ao clima</a></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"> aprovado pela União Europeia. “Não é perfeito, mas bem respeitável. Em matéria de redução das emissões dos gases de efeito estufa e sobretudo nas metas obrigatórias para a ampliação das energias renováveis é até o melhor que há em todo o mundo”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Comentando o segundo inverno mais quente registrado recentemente na Índia e a extrema onda de calor que castigou a Austrália, Schellnhuber acha que o aquecimento global neste decênio poderá ser mais linear porque a humanidade, além dos gases de efeito estufa, está produzindo maciçamente “antídotos”, como partículas de enxofre, através de ineficientes usinas de carvão. Esta poluição ambiental “comum” só dura umas semanas, enquanto o <span style="color: #000000;">CO<sup>2</sup> pode influir no sistema climático por 5000 anos ou mais. ”Uma política de purificação do ar na Ásia provocaria, com isso, uma aceleração do aquecimento global. Temos, por assim dizer, a escolha entre a peste e a cólera”.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Com respeito às mais novas descobertas na área de mudança climática, o perito alemão cita três exemplos: “A emissão de CO<sup>2</sup> está aumentando muito além do que os prognósticos mais drásticos temiam. Segundo exemplo: nosso instituto publicou há pouco uma pesquisa sobre a acidificação dos oceanos. Um excesso de CO<sup>2</sup> da atmosfera contamina a água e com isso, simplificando, estamos transformando os oceanos em água gaseificada”. Ao que o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em> contrapõe: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“E o que há de ruim nisso?”</em> Schellnhuber: “Nós calculamos que, se não limitarmos as emissões de gás estufa, a longo prazo surgirão grandes “zonas mortas” nos mares, entre 200 e 800 metros de profundidade, nas quais quase não existirá mais oxigênio”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">“As consequências dramáticas disso para a pesca internacional e para a alimentação mundial podem ser imaginadas”, diz o climatologista. E continua: “Terceiro exemplo: cientistas da Universidade de Victoria, Canadá, estão extremamente preocupados com a rapidez com que os solos permafrost estão degelando e liberando metano, um gás potentíssimo de efeito estufa. Vi imagens de pessoas na Sibéria cavando um buraco no chão, riscando um isqueiro e provocando uma chama grande. Nos solos permafrost calcula-se armazenado pelo menos um bilhão de toneladas de carbono. Isto é dez vezes mais do que a humanidade já liberou até agora com a queima de carvão, gás e petróleo.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Perguntado como se sente, sentado em seu escritório, ao saber de tudo isso, o pesquisador respondeu: “Nós climatologistas já sabemos há muito que a porta de emergência da mudança climática só tem ainda um palmo de abertura. Em breve ela poderá se fechar completamente, como pela liberação dos gases metano de fontes terrestres e marítimas. E se nós provocarmos neste século um aquecimento global de cinco a seis graus, aí então não haverá mais uma civilização altamente desenvolvida como nós a conhecemos.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Schellnhuber diz que não tem medo do futuro, mas se preocupa muito com seu filhinho, que completou há pouco um ano, para que ele também possa levar uma vida digna no futuro. Se ele tem uma chance? Sua resposta: “Clarividência não faz feliz. Pessimismo muito menos”. Ele se mostra compreensivo com uma sociedade que se preocupa atualmente mais com a crise econômica do que com a ambiental, mas considera um cinismo se a proteção ambiental for degradada a um segundo escalão: “Nós damos mais importância ao horrendo bem-estar de uma pequena elite econômica do que às chances de futuro de muitas gerações.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Com respeito à velha distinção entre a grande Economia e a pequena Ecologia, o perito de 59 anos contrapõe: “Na verdade não existe esta diferença, muito menos nesta crise. Estou convencido que a Economia não poderá ser salva de maneira convencional. O período pós-guerra terminou politicamente com a queda do muro de Berlim em 1989; socioeconomicamente terminou com o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">crash</em> atual. O desafio agora é programar a economia mundial de maneira totalmente nova. Nisso, os seguintes aspectos tecnológicos irão desempenhar um papel decisivo: eficiência energética drasticamente elevada; mobilidade à base de eletricidade, sistemas de alta-velocidade para o transporte ferroviário de carga, redes inteligentes para a integração de fontes de energia renováveis dispersas, energia solar do Saara, torres de energia combinadas com dessalinização, armazenamento de carbono, etc. etc. etc.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Era isso, por hoje. Seguiremos com o tema!</span></p>
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		<title>Sexo, Sangue e Sensacionalismo</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/10/sexo-sangue-e-sensacionalismo/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 05:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito crítico]]></category>
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		<description><![CDATA[Pelo Dia dos Jornalistas pela Paz, neste 27 de outubro

Em um recente curso sobre &#8220;Periodismo en Épocas de Conflictos&#8221;, realizado para jornalistas bolivianos em Santa Cruz, entre vários temas, analisamos também o efeito que matérias violentas podem causar no público consumidor de mídia. E isso nos levou à discussão sobre a responsabilidade de jornalistas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo <em><a href="http://pela-positiva.blogspot.com/2007/10/dia-dos-jornalistas-pela-paz.html">Dia dos Jornalistas pela Paz</a></em>, neste 27 de outubro</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Em um recente curso sobre &#8220;Periodismo en Épocas de Conflictos&#8221;, realizado para jornalistas bolivianos em Santa Cruz, entre vários temas, analisamos também o efeito que matérias violentas podem causar no público consumidor de mídia. E isso nos levou à discussão sobre a responsabilidade de jornalistas e dos donos dos meios na hora de veicular tais fatos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um participante, ao contrário dos demais, manifestou-se a favor de lançar ao ar as palavras de um ouvinte, que se referia intencional e negativamente sobre a tendência sexual de um importante político boliviano. Era um caso claro de sexismo homófobo. E o jornalista justificava a veiculação com o direito à liberdade de expressão que todo cidadão tem.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Os demais argumentavam que jornalistas e seus meios também têm de respeitar limites éticos e que, quando se trata do bem comum, devem praticar a auto-censura. Até aí o exemplo. Eu pessoalmente continuei a refletir sobre a questão, querendo saber que argumentos justificariam uma auto-censura, ou não, e porquê?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A primeira coisa que me ocorreu foi um diário popular alemão, <em>&#8220;Bild&#8221;</em>, que é o jornal de maior tiragem do país e da Europa. São cerca de 4 milhões de exemplares por dia! Sua linha editorial é <em>sexo, sangue e sensacionalismo</em>. Disso resulta automaticamente a velha pergunta: por que é que a maioria das pessoas se interessa tanto por esses &#8220;três esses&#8221;?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Sabe-se a resposta: há uma massa apagada, anônima, que leva uma vida monótona, sem pontos altos. E a <em>&#8220;Bild&#8221;</em> oferece justo boas doses do que ela mais procura: <em>emoções</em>! Seja através do sexo, da violência ou de fofocas sobre &#8220;estrelas e astros&#8221;. Isso, misturado com muito esporte e lazer, mais notícias e comentários tendenciosos, garante seu sucesso.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Sucesso de vendas é uma coisa, auto-censura em relação à veiculação de violência pela mídia, é outra. E o certo é que há, de fato, um aumento de casos violentos, como o ocorrido na Finlândia, em setembro passado, quando um estudante matou dez colegas e se suicidou. Foi o segundo caso, em menos de um ano, num país considerado &#8220;altamente desenvolvido&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">As autoridades finlandesas, na época, falaram de uma rede de potenciais <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/26/internacional/finlandia_enfrenta_rede_estudantes_a.html">&#8220;estudantes assassinos&#8221;</a>, ligados entre si pela Internet. E apontaram para várias &#8220;coincidências&#8221; entre os dois jovens psicopatas. Dentre elas, a seguinte: os dois eram fascinados pelo massacre na Escola de Columbine, nos EUA, em 1999, e divulgaram vídeos ameaçadores no <em>YouTube</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Depois do massacre, os finlandeses mostraram-se indignados com a existência do vídeo-game <em>&#8220;Kindergarten Killer&#8221;</em>, cujo &#8220;único&#8221; objetivo é matar o máximo de crianças possível num jardim-de-infância. O &#8220;jogo&#8221; é gratuito e pode ser acessado pela Internet. Este caso reacendeu a &#8220;surrada&#8221; discussão sobre o <a href="http://www.babooforum.com.br/forum/index.php?s=654ecf7a1929730dd56889f0f2a6d365&amp;showtopic=296137">efeito de jogos violentos</a> no cérebro dos adolescentes, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Outro exemplo: um <a href="http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=id.stories/8537">estudo</a> feito pela Universidade Complutense de Madrid revelou que &#8220;as estações de televisão espanholas emitem uma média de um ato violento a cada três minutos ou 23,7 atos de violência por hora. E que, durante o período analisado, de 2000 a 2007, registaram-se 3.156 atos violentos, um aumento significativo em relação a 2000.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Na década de 70, ainda havia regiões no Canadá, nas quais não chegavam os sinais de televisão. Isso levou uma equipe de psicólogos-sociais, liderados por <a href="http://world.std.com/~jlr/comment/tv_impact.htm">Tannis MacBeth Williams</a>, a analisar a influência da televisão no comportamento dos habitantes de três comunidades, que possuíam características culturais e sócio-econômicas idênticas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um detalhe do estudo foi a diferença da entrada dos canais de televisão nas comunidades. Em uma havia sido há pouco, na outra há sete anos, e na terceira há muito mais tempo. O resultado surpreendeu: na comunidade mais recente, após dois anos de consumo de tevê, registraram-se três vezes mais casos violentos entre crianças e jovens do que antes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nos anos 80, os psicólogos <a href="http://www.lichtblick99.de/bericht1.html">Armin Schmidtke</a> e <a href="http://www.zi-mannheim.de/">Heinz Häffner</a> descobriram os mesmos paralelos na Alemanha. Depois de um canal transmitir a série &#8220;Morte de um Aluno&#8221;, na qual ele se joga diante de um trem, o número de suicídios iguais aumentou em 170% no grupo etário do protagonista da série. E se provou que <a href="http://www.springerlink.com/content/u85tjm9t8xgyabnx/">o fenômeno</a> não foi esporádico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">O norte-americano <a href="http://www.megaessays.com/viewpaper/58717.html">Brandon Centerwall</a> fez outros <a href="http://www.megaessays.com/viewpaper/67127.html">estudos</a> e chegou à seguinte conclusão: se não houvesse televisão, nem os demais meios eletrônicos visuais, só nos Estados Unidos, por ano, haveria 10 mil assassinatos a menos, 70 mil estupros a menos e 700 mil casos de delitos violentos a menos. Por ano!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Ou seja, a influência dos meios de comunicação de massa, sobretudo dos visuais, no caso da propagação da violência e do aumento de casos violentos está mais do que provada. E não só no tipo de comportamento violento! Manfred Spitzer, diretor da Clínica Universitária para Psiquiatria de Ulm, na Alemanha, descreve outros perigos em seu livro<a href="http://www.paedagogik-goetheanum.ch/1423.html">:&#8221;Cuidado, tela!&#8221;</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Após inúmeros estudos, Spitzer e sua equipe chegaram à seguinte conclusão: quanto mais cedo uma criança passa a ver televisão, quanto mais horas ficar sentada diante dos meios eletrônicos, tanto maior são as probabilidades dela tornar-se obesa, de sofrer de diabetes, ou de morrer por apoplexia, infarto cardíaco ou câncer pulmonar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Além disso, provou-se que há relação entre atos violentos, graves distúrbios de aprendizado e chances de se tornar marginalizado, depressivo ou sentir medos irracionais. Aliás, em 1995, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dave_Grossman_(author)">Dave Grossman</a> já havia abordado o tema numa obra clássica da psiquiatria militar norte-americana: <em>&#8220;<a href="http://www.lwcbooks.com/books/onkilling.html">On Killing</a>&#8220;</em> &#8211; &#8220;<a href="http://zurugoa.blogspot.com/2005/01/generation-kill.html">Sobre o Fato de Matar</a>, o Custo Psicológico de Aprender a Matar&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Há inúmeros outros estudos e <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u6295.shtml">matérias</a> a respeito, mostrando que há uma relação entre consumo de vídeo-games e de TV e o risco de jovens desenvolver comportamento violento ou até criminoso. O <a href="http://www.medizinauskunft.de/artikel/familie/kinder/22_02_gewaltfernsehen.php">efeito de cenas e jogos violentos</a> é ainda redobrado se as crianças e jovens vivem em ambientes familiares e sociais mais agressivos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">E agora? &#8211; Acho que no caso de um <em>Jornalismo pela Paz</em>, de um jornalista que deseja entender conflitos e reportar sobre eles, defendo uma postura ética de auto-censura, sim. Aliás, nós todos, jornalistas e consumidores da mídia, precisamos desenvolver, com urgência, um grande espírito crítico-sensitivo. Afinal, este espírito realmente nunca fez mal à ninguém.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="text-decoration: underline;">Outros links interessantes pelo <em>Dia dos Jornalistas pela Paz,</em> em 27 de outubro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Por um <a href="http://firmenoarreio.blogspot.com/2006/08/por-um-jornalismo-da-paz.html">jornalismo da Paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nasce <a href="http://www.iofc.org/pt-br/node/27985">Rede de Jornalistas pela Paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A associação <em>&#8220;Repórteres da Esperança&#8221;</em> criou um prémio para estimular um jornalismo mais &#8220;positivo&#8221;. <a href="http://www.josecarlosabrantes.net/detalhe.asp?id=101&amp;idc=29">O jornalismo como fonte de esperança</a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">16° Encontro da Nova Consciência: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HcMld-eoWUo">Jornalismo e cultura de paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Por um <a href="http://www.comunidadesegura.org/?q=pt/node/37510">jornalismo que promova os direitos humanos</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="text-decoration: underline;">Em inglês:</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.transcend.org/">TRANSCEND INTERNATIONAL</a>: A NETWORK FOR PEACE AND DEVELOPMENT</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.transcend.org/pj.shtml?&amp;x=127">Peace Journalism</a> &#8211; How to Do It?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.wacc.org.uk/wacc/content/download/4505/43689/file/1.1%20Peace%20Journalism.pdf">Peace Journalism Manual</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><a href="http://www.google.com/search?q=Peace+Journalism+Manual&amp;rls=com.microsoft:de-DE:IE-SearchBox&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;sourceid=ie7&amp;rlz=1I7ADBR">About Peace Journalism</a></span></span></span></div>
<p> </p>
<p></span></span></span></div>
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		<title>A pior de todas as guerras</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/09/a-pior-de-todas-as-guerras/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 03:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez você esteja sabendo do que se passa na vizinha Bolívia. Há duas semanas se aguçou o conflito entre grupos oligárquicos da chamada Media Luna, os quatro Estados do Leste, Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, e o governo de Evo Morales. Adeptos desses grupos tomaram prédios de órgãos estatais e nos confrontos já ocorreram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez você esteja sabendo do que se passa na vizinha Bolívia. Há duas semanas se aguçou o conflito entre grupos oligárquicos da chamada Media Luna, os quatro Estados do Leste, Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, e o governo de Evo Morales. Adeptos desses grupos tomaram prédios de órgãos estatais e nos confrontos já ocorreram mortos e feridos. Ou seja, morreu gente.</p>
<p>Muita gente morre diariamente. Crianças, jovens, velhos. Destes, muitos morrem porque faz parte da nossa vida morrermos quando nosso corpo chega ao seu limite. É natural. Faz parte da nossa e da natureza de todos os seres, pois nascemos e morreremos um dia. Mas&#8230; quando crianças, jovens e adultos morrem antes da hora, aí já não é mais tão natural assim, não.</p>
<p>Morreram pessoas nos conflitos da Bolívia. Se foram 8 ou mais não importa tanto, pois o valor de uma vida não se mede só por sua &#8220;quantidade&#8221;, mas pelo que representa em si, na sua essência. Cada morte desnatural é uma morte que contraria a nossa natureza, a nossa razão de ser. E os bolivianos mortos tinham um nome, um rosto, uma família. Tinham sonhos e ideais. Eles não queriam morrer agora.</p>
<p>Lamento a morte deles e fico triste. Como lamento as causas que estão provocando os conflitos na Bolívia e as mortes e a tristeza de nossas irmãs e de nossos irmãos bolivianos. Um conflito, aliás, que não difere de tantos outros que acontecem diariamente, em todo mundo. Um conflito, que para mim é o pior de todos, é a guerra que alguns grupos estão travando, intensa e friamente, contra a Vida!</p>
<p>Toda guerra é horrível. Toda guerra é abominável. Mas as guerras existem, não há como negá-las. E hoje chegamos a um ponto, no qual estamos realmente travando uma guerra contra a Vida. Pois além de todas as injustiças cometidas contra vários grupos sociais, pratica-se uma prolongada e dura guerra contra a natureza. E como tal, também contra a base de nossa existência. Assim sendo, lutamos contra nós mesmos.</p>
<p>Quantos milhões de crianças ainda deverão morrer por desnutrição e por falta de condições higiênicas? Quantas pessoas ainda deverão morrer por depressão, por tentarem ser felizes e não encontrarm outro caminho a não ser o da bebida e das drogas? Quanta gente ainda terá de morrer como vítima da ganância de empresários, banqueiros e de seus aliados políticos?</p>
<p>Sim, estamos travando a pior de todas as guerras. A guerra contra a Vida! Contra nós mesmos! E parece que os sinais das mudanças climáticas ainda não bastam para nos alertar de que é preciso mudar nosso sistema de vida. A destruição do solo e a contaminação dos recursos hídricos ainda não bastam. Não vemos que com isso estamos reduzindo a vida das gerações futuras e até impedindo que vivam digna e naturalmente?</p>
<p>E o que falar dos milhões de animais que são sacrificados para satisfazer falsas necessidades alimentícias? Das matas destruídas para a produção de ração ou de combustível? &#8211; Acho que nem é preciso desfiar os rosários de horrores cometidos pela sociedade do consumo coercivo, não? &#8211; Coercivo? Sim! &#8211; Ou você é obrigado a agir assim como está agindo? E você nada tem a ver com a morte de nossos irmãos bolivianos?</p>
<p>Aliás, por que estão ocorrendo esses conflitos na Bolívia? Por que travamos esta pior de todas as guerras contra a vida? Você já refletiu sobre isso? Não? Então vou lhe dar umas pistas&#8230; É que não somos realmente os ditos seres inteligentes, como muitos pensam, não. Somos apenas seres incompletos a caminho de nossa realização. Mais nada. E neste caminhar, precisamos satisfazer a muitas necessidades.</p>
<p>Há umas necessidades básicas, como subsistência, proteção e afeição. Elas também são chamadas de primárias, porque são imprescindíveis. E ainda há as necessidades sociais ou imateriais, como o entendimento ou comunicação, a participação ou direitos e responsabilidades, o ócio ou a diversão, a criação ou as habilidades, a identidade ou os grupos de referência e seus valores, e&#8230; a liberdade!</p>
<p>Liberdade? Exatamente! É uma necessidade nossa, o ser livre, e por meio dela também podemos<em><strong> </strong></em>escolher a forma, o jeito de satisfazermos nossas necessidades. Ou seja, podemos escolher a nossa maneira de se alimentar, proteger, se desenvolver e procriar. Podemos definir a nossa &#8220;cultura&#8221;! &#8211; E qual é a nossa cultura atual? Nela cultivamos os valores que respeitam e fomentam a vida? Ou os hábitos que aceleram a morte?</p>
<p>Vivemos uma cultura de paz e de respeito por todos os seres? Inclusive de grande amor e respeito pela vida das gerações futuras? Ou será que a nossa cultura, o nosso sistema capitalista neoliberal global não está promovendo a pior de todas as guerras? A guerra de todos contra todos e sobretudo contra a Vida? &#8211; E você?  Qual é a sua forma de se relacionar com a vida? &#8211; Qual é a sua cultura?</p>
<p>Somos seres incompletos à procura das partes que nos faltam para nos realizarmos, para nos re-ligarmos a todos e a tudo. Para nos sentirmos felizes. E podemos optar por diversas formas para completar o que nos falta. Nisso, sejamos inteligentes e procuremos formas de vida e de convivência que não destruam mais do que já se destruiu até agora. Isso é super-importante! Inclusive para a nossa sobrevivência!</p>
<p>O conflito, não o armado como ocorre na Bolívia, é um sintoma positivo da democracia. Aliás, suspeite sempre da unanimidade nas idéias ou numa discussão. A disputa e a briga são necessárias porque fazem parte de nossa natureza incompleta. A morte desnatural e as guerras armadas não! E quando tudo está aparentemente bonitinho, quando a palavra de um é a palavra de todos&#8230; adeus democracia!</p>
<p>Ajude a solucionar os conflitos que lhe aparecem pelo caminho. Em casa, na escola, no trabalho. Todo conflito tem solução! E sempre é melhor prevenir do que remediar, claro! Prevenir pelo diálogo, pela informação, pelo saber do que se passa e suas causas. Assim pode-se chegar a consensos. Assim pode-se promover o bem-estar e a felicidade de todos, uma responsabilidade básica de toda pessoa adulta, madura.</p>
<p>Lembre-se: nós somos o que pensamos. Nossos pensamentos influem de maneira determinante nas nossas emoções e ações. A violência, a briga, o desrespeito e o desamor se aprendem desde pequeno! Seu aprendizado se dá na familia, na escola, nos meios de comunicação, na publicidade. O pacifismo, a solução equitativa de conflitos, o amor e o respeito também podem ser aprendidos. E não somos eternos aprendizes?</p>
<p>Se quiser ler mais sobre a situação na Bolívia: <a href="http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2008091212">http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2008091212</a></p>
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