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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Espírito crítico</title>
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		<title>Agiotas, Velhacos e Insubmissos</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 00:40:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito crítico]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste 9 de outubro, há 20 anos, um grupo corajoso de pessoas voltava a reunir-se na igreja de São Nicolau, em Leipzig, na Alemanha Oriental. Foram rezar pela paz, contra a ditadura comunista vigente. Já vinham fazendo isso há várias segundas-feiras. Uma das canções, que gostavam de cantar, era baseada no seguinte refrão de Karl [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste 9 de outubro, há 20 anos, um grupo corajoso de pessoas voltava a reunir-se na igreja de São Nicolau, em Leipzig, na Alemanha Oriental. Foram rezar pela paz, contra a ditadura comunista vigente. Já vinham fazendo isso há várias segundas-feiras. Uma das canções, que gostavam de cantar, era baseada no seguinte refrão de Karl Marx:</p>
<p>&#8220;Por isso vamos arriscar tudo, sem jamais esmorecer, nem descansar. Nunca deixemos nosso falar mudo, sem nada querer, sem batalhar. Não sigamos com o choco ensejo, cheios de medo para a vil servidão, pois além da saudade e do desejo, o que sempre nos fica é a ação.&#8221;<em> </em></p>
<p>Neste 9 de outubro de 1989, porém, havia algo de mágico no ar. E o encanto levou 70 mil pessoas a sair pelas ruas de Leipzig, surpreendendo as forças de repressão policial. O regime comunista não pôde mais suportar a insubmissão. Um mês depois, no dia 9 de novembro, caía o muro de Berlim. Pouco depois abria-se a cortina de ferro e um peso enorme caiu dos ombros da humanidade.</p>
<p>Não foram os acomodados que provocaram o &#8220;milagre&#8221;. Foram os insatisfeitos. Os insubmissos! Os que disseram &#8220;basta&#8221;! Foram os que não só ficaram nas palavras, mas que se reuniram numa igreja para rezar. Contra o status-quo! Contra a injustiça! Contra a repressão!</p>
<p><em>Neste 9 de outubro, rezemos para que tenhamos menos agiotas, menos caloteiros, e mais insubmissos!</em></p>
<p>Aliás, Obama recebeu hoje o Prêmio Nobel da Paz 2009. Não dá para acreditar! Ele é o presidente de um país que está promovendo guerra no Iraque e no Afeganistão. Que mantém Guantánamo. Que possui o maior parque industrial de armamentos e é responsável por quase metade dos gastos mundiais com armamentos.</p>
<p>&#8220;Em todo o mundo e somente no ano passado, mais de 850 bilhões de euros (mais de R$ 2 trilhões) foram gastos com armamentos e itens militares. O mais chocante é que este número é 190 vezes superior ao destinado no combate à fome em todo o mundo.&#8221; (<a href="http://www.sidneyrezende.com/noticia/13293">Fonte</a>)</p>
<p>Obama é presidente de um império que está em luta contínua contra a Vida porque destrói o meio ambiente, em vez de salvá-lo. Que defende a minoria proprietária do capital, os donos de empresas transnacionais de bio-tecnologia, de alimentos e indústrias farmacêuticas.</p>
<p>E Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz!!!! <em>Vivam os caloteiros!</em> Abaixo (morram!) os insubmissos!</p>
<p><em>&#8220;Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.&#8221;</em> J. Krishnamurti.</p>
<p>Mas&#8230; onde estão os insubmissos? &#8211; Você conhece algum? &#8211; A lista dos caloteiros, ao contrário, é interminável. Vejamos alguns exemplos. Primeiro o dos lobos em peles de ovelha:</p>
<p>Igreja Universal do Reino de Deus:</p>
<p>&#8220;Segunda-Feira da Justiça. Nesta segunda-feira um grande clamor estará sendo realizado em favor das pessoas que se sentem e estão sendo injustiçadas, trabalham e não recebem, tudo o que você faz dá errado, se formou e não consegue uma vaga no mercado de trabalho, trabalha mas o que não ganha não corresponde às suas necessidades, todos os seus investimentos não têm resultado.</p>
<p>Venha nesta Segunda-Feira na Nação dos 319 receber a oração do livramento contra toda injustiça. Às 7 horas da noite. Na oportunidade você vai receber um elemento especial para abençoar o seu trabalho e os seus negócios.&#8221; (De um folheto da Catedral da Fé, Igreja Universal do Reino de Deus, Boa Vista, Roraima, agosto 2009)</p>
<p>Igreja Católica Apostólica Romana:</p>
<p>&#8220;Atestado Progressista. Em sua nova encíclica, o papa Bento XVI surpreende ao reconhecer o papel do lucro na produção da riqueza e os méritos do capitalismo globalizado&#8221;. (Veja.Nr.2121.15.07.09)</p>
<p>&#8220;Os Novos Pecados Capitais. Crimes contra o meio ambiente, manipulação genética, drogas, exploração: estes são, segundo um alto funcionário do Vaticano, os <em>‚novos pecados capitais&#8217;</em>, que ameaçam a humanidade.&#8221; (<em>General Anzeiger</em>, Bonn, de 11.03.2008)</p>
<p>&#8220;Um Investimento Eclesiástico do Tipo Raro. O banco católico Pax, que faz publicidade para investimentos éticos, provocou turbulências por fazer investimentos em empresa de armamento e fabricante de pílulas anti-concepcionais. O Banco Pax, com sede em Colônia, investiu 1,6 bilhões de euros em duas empresas de tabaco, num gigante da indústria de armamentos e num produtor norte-americano de pílulas anti-concepcionais.&#8221; (<em>General Anzeiger</em>, Bonn, de 03.08.2009)</p>
<p>Outro enfoque: neste 12 de outubro, comemoramos o Dia da Criança. Mas&#8230;</p>
<p>&#8220;Segundo a <a href="http://www.ilo.org/ipec/lang--es/index.htm">Organização Internacional do Trabalho</a>, mais de 190 milhões de garotas e garotos dos cinco aos 14 anos de idade têm de trabalhar diariamente sob condições perigosas. Estas crianças produzem bens que são comercializados em todo o mundo.&#8221; <em>E você pode os estar comprando!</em></p>
<p>&#8220;Só no Haiti calcula-se que haja 300 mil garotas e garotos trabalhando como escravos domésticos. Eles são explorados, violados e não têm direitos algum&#8221;. (<em>Berliner Zeitung</em>, 25.08.2009)</p>
<p>&#8220;Diariamente morrem 26 mil crianças com menos de cinco anos de idade. Por ano são 9,7 milhões de crianças mortas. A maioria delas poderia sobreviver com poucos recursos médicos. Segundo a <a href="http://www.unicef.org.br/">Unicef</a>, isso é inaceitável.&#8221; (23.01.2008)</p>
<p>Enquanto isso, na Alemanha, <em>na terceira maior economia do mundo</em>&#8230;</p>
<p>&#8220;O número de casos registrados de abusos de crianças aumentou fortemente nos últimos anos. Enquanto em 1999 foram registrados mais de 2.600 casos de crianças vítimas de abusos, em 2008 já foram registrados 4.100.&#8221; (Instituto de Criminalística, Berlim)</p>
<p>&#8220;Um pai deixou seu bebê, neste sábado, em Stuttgart, em plena rua. De acordo com a polícia, após fazer compras, o pai esqueceu o nenê na rua e só notou em casa, quando sua esposa perguntou pelo filho.&#8221; (29.06.2009)</p>
<p>&#8220;Pais colocam seu bebê à venda no <em>Ebay</em>.&#8221; O anúncio de venda era assim: &#8220;Bebê &#8211; só para quem vier apanhar. Coloco aqui em venda meu bebê, quase novo, já que ele começou a ficar barulhento demais para mim. É um bebê masculino, de bons 70 centímetros de comprimento. Pode-se levá-lo num porta-nenês ou num carrinho de bebês.&#8221; (24.05.2008)</p>
<p>Há dois grupos ainda, porém, que não deveriam ser esquecidos. É o dos indiferentes, a grande maioria dos mais de 6 bilhões de pessoas desse nosso mundinho, e&#8230; a claque cada vez mais numerosa dos que adoram os &#8220;ídolos globais&#8221; ou &#8220;galácticos&#8221;!</p>
<p>Você viu a apresentação de Kaká (custou 65 milhões de euros) e de Cristiano Ronaldo (94 milhões de euros) no Real Madrid? (Sem falar nos 35 milhões de euros do Benzema!) Por detrás dos milhões de euros investidos só na compra desses três jogadores está Florentino Pérez. (Investiu 648,5 milhões em 7 temporadas no Real Madrid. Roman Abramowitsch, investiu &#8220;só&#8221; 623 milhões de euros no Chelsea!)</p>
<p>Alguém se preocupa em saber de onde vem os milhões de euros de Abramowitsch e de Pérez? Kaká, o religioso, sabe? Cristiano Ronaldo, o narcisista, quer saber?</p>
<p><em>E você?</em> &#8211; Vai continuar comprando a camiseta do Real Madrid e batendo palmas pros dois? Ou quer saber de onde vem o dinheiro gasto com eles? Ou seja: Você quer saber quem está pagando, de fato, esse dinheiro todo?</p>
<p><em>É você!</em> É o teu filho, é tua filha! Quem apóia o Real Madrid é que paga essa injustiça toda! Desde o preço dos ingressos, das camisetas, do merchandising, até ás especulações de Pérez com investimentos milionários, subvencionados (!), em projetos imobiliários, que estão destruindo grandes regiões da Espanha!</p>
<p>Enquanto não nos dermos conta disso, os velhacos e os agiotas vão continuar mandando no mundo. Vão continuar o destruindo mais rápido. Mas&#8230; e os insubmissos? &#8211; <em>Onde será que estarão?</em></p>
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		<title>Mortos enterrando mortos</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
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		<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
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 (Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)
Não sei por onde começar. Se pelo massacre de Bilge, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.
Ou devo lembrar o massacre de Beslam, na Rússia, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">(Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Não sei por onde começar. Se pelo <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jGSF4t0ROt4an3LMoSsM9z2yQiuw"><span style="color: #800080;">massacre de Bilge</span></a>, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Ou devo lembrar o <a href="http://noticias.terra.com.br/retrospectiva2004/interna/0,,OI435301-EI4427,00.html"><span style="color: #800080;">massacre de Beslam</span></a>, na Rússia, quando revolucionários islâmicos chechenos mataram 334 reféns, dos quais quase 200 crianças?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O que dizer do advogado e professor-doutor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que há pouco matou seu filho de cinco anos, e numa carta escreveu que foi a “&#8230; <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/04/23/carta-de-professor-da-usp-que-matou-filho-cometeu-suicidio-fala-em-demonstracao-de-amor-de-um-pai-755403237.asp"><span style="color: #800080;">maior demonstração de amor de um pai pelo filho</span></a>”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Na Alemanha, em Eislingen, <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/05/06/familiendrama-eislingen/waren-die-vierfach-killer-ein-liebespaar.html"><span style="color: #800080;">dois jovens mataram os pais de um deles</span></a> e as suas duas irmãs. Porquê? Porque não podiam revelar sua homosexualidade e que se amavam.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Em Hildesheim, um <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/03/25/kleingarten-killer/vor-gericht.html"><span style="color: #800080;">aposentado matou três vizinhos</span></a> porque estes não faziam o que ele queria. E não mostrou arrependimento algum ao ser condenado à prisão perpétua.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A lista de assassinatos por motivos banais é enorme. Sem falar dos jovens que matam em escolas de vários países, por diversas razões.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E o que dizer das <a href="http://www.pime.org.br/mundoemissao/fomecriancas.htm"><span style="color: #800080;">12 crianças que morrem de fome, a cada minuto</span></a>, no mundo todo? E das <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/021120_vacinass.shtml"><span style="color: #800080;">mais de 3 milhões de crianças que morrem por ano, por falta de vacinação</span></a> e de cuidados médicos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quinze anos após o <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/04/07/ult34u220954.jhtm"><span style="color: #800080;">genocídio de Rwanda</span></a>, em abril de 1994, seus autores ainda continuam em liberdade. Foram “só” 800 mil tutsis e hutus assassinados!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Um documento com os <a href="http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u126.jhtm"><span style="color: #800080;">maiores massacres</span></a> de nossa história coloca os Estados Unidos no topo da lista pelo genocídio ainda em curso dos nativos norte-americanos. Até agora já custou 15 milhões de vidas desde 1492.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E dos ditadores, quem matou mais? Foi Stálin, Mao, Pol Pot ou Hitler?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E qual será a responsabilidade do nosso sistema econômico-social pela miséria e pelas mortes diárias de tantas espécies de animais, plantas e de pessoas?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Qual será a nossa responsabilidade bem pessoal pelo nosso extermínio ecológico?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando penso sobre isso, fico triste. E quando observo quem está assistindo a esse velório coletivo do nosso enterro global, pergunto: quem ainda está vivo? E quem já faz parte dos mortos? – E vejo que o número de mortos-vivos aumenta a cada segundo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Duvida? Então faça as contas! Quantos seres vivos ainda há no nosso planeta, por exemplo? No nosso continente ou país? Na nossa cidade ou bairro? Quantas espécies já se foram para sempre?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Num espaço de terra, podemos medir a vida quantitativa e qualitativamente. Podemos verificar a sua composição química, o número de bactérias existentes etc. Enfim, podemos <a href="http://www2.uol.com.br/vyaestelar/saude_planeta.htm"><span style="color: #800080;">medir pela sua biomassa e diversidade de espécies</span></a>. E deste ponto de vista, estamos claramente matando-nos a cada dia que passa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Por outro lado, o que distingue um ser vivo de um morto? Um ser deixa de viver biologicamente quando ocorre sua morte cerebral. Mas&#8230; e emocional, racional ou espiritualmente? Quando é que alguém morre nesse sentido?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando suas emoções se apagam, quando deixa de usar sua razão e quando passa a achar que a matéria é tudo. &#8211; E agora? &#8211; Quantas pessoas ou famílias ou grupos sociais que você conhece, que já morreram emocional, racional e espiritualmente?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">De fato, jamais deveríamos medir a vida só por números. Por quantas terras alguém teria, por quantos milhões de dinheiro ou de ações possui, etc. A vida é muito mais do que frios números, porque ela também tem um lado qualitativo!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Se formos olhar a vida por este aspecto qualitativo, do prazer e do bem-estar, o que observamos? Que vivemos cada vez mais estressados, mais agoniados, mais doentes física, emocional e psiquicamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Estamos matando, pessoal e coletivamente, as nossas emoções e sentimentos. Estamos acabando com nossos sentidos e sensibilidade. Em lugar deles, cultivamos a frieza e a indiferença e passamos a atuar como mortos-vivos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viver ou fazer de conta, matar-se ou morrer já em vida&#8230; isso é uma escolha que cada um de nós pode fazer a cada instante. Depende do papel que assumimos em família, na sociedade, no estado e no nosso planeta. O papel de um ser-vivo. Ou de um ser-morto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja inteligente! Seja um ser-vivo! Use bem sua inteligência e sua vontade. Valorize suas emoções, desenvolva-as e cultive-as plenamente. Crie habilidades e emoções que lhe permitam viver feliz, com prazer e bem-estar. Pessoal, coletiva e ecologicamente!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, está se aproximando. Há muitos sinais de que estamos cometendo um ecocídio irreversível. Mas apesar de todos os pesares, sempre há uma possibilidade de renascer com a esperança que advém de um novo instante, de uma nova vida!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Violências, massacres, genocídios, assassinatos e extermínios não surgem do nada. Eles são causados por sistemas e ideologias. Eles nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A construção de uma nova sociedade, harmônica, equilibrada, justa, amorosa e paciente, também será possível com novas ideologias e novos sistemas. E eles também nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja vivo! Use toda a sua sensibilidade e viva todas as suas emoções. Ressuscite as espezinhadas e reprimidas. Reacenda as que ainda ardem por debaixo das cinzas. Todas elas precisam arder novamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E faço um apelo: analise sua maneira de viver. Contabilize seus atos diários. Com quantos você está contribuindo para enterrar ainda mais a gente? Quanto de você ainda está vivo? Quanto já morreu?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viva você a vida em sua plenitude. Agora. Hoje. Sempre! Onde você estiver. E deixe que os mortos enterrem os mortos.</span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
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		<title>Sexo, Sangue e Sensacionalismo</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 05:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>
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		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo Dia dos Jornalistas pela Paz, neste 27 de outubro

Em um recente curso sobre &#8220;Periodismo en Épocas de Conflictos&#8221;, realizado para jornalistas bolivianos em Santa Cruz, entre vários temas, analisamos também o efeito que matérias violentas podem causar no público consumidor de mídia. E isso nos levou à discussão sobre a responsabilidade de jornalistas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo <em><a href="http://pela-positiva.blogspot.com/2007/10/dia-dos-jornalistas-pela-paz.html">Dia dos Jornalistas pela Paz</a></em>, neste 27 de outubro</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Em um recente curso sobre &#8220;Periodismo en Épocas de Conflictos&#8221;, realizado para jornalistas bolivianos em Santa Cruz, entre vários temas, analisamos também o efeito que matérias violentas podem causar no público consumidor de mídia. E isso nos levou à discussão sobre a responsabilidade de jornalistas e dos donos dos meios na hora de veicular tais fatos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um participante, ao contrário dos demais, manifestou-se a favor de lançar ao ar as palavras de um ouvinte, que se referia intencional e negativamente sobre a tendência sexual de um importante político boliviano. Era um caso claro de sexismo homófobo. E o jornalista justificava a veiculação com o direito à liberdade de expressão que todo cidadão tem.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Os demais argumentavam que jornalistas e seus meios também têm de respeitar limites éticos e que, quando se trata do bem comum, devem praticar a auto-censura. Até aí o exemplo. Eu pessoalmente continuei a refletir sobre a questão, querendo saber que argumentos justificariam uma auto-censura, ou não, e porquê?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A primeira coisa que me ocorreu foi um diário popular alemão, <em>&#8220;Bild&#8221;</em>, que é o jornal de maior tiragem do país e da Europa. São cerca de 4 milhões de exemplares por dia! Sua linha editorial é <em>sexo, sangue e sensacionalismo</em>. Disso resulta automaticamente a velha pergunta: por que é que a maioria das pessoas se interessa tanto por esses &#8220;três esses&#8221;?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Sabe-se a resposta: há uma massa apagada, anônima, que leva uma vida monótona, sem pontos altos. E a <em>&#8220;Bild&#8221;</em> oferece justo boas doses do que ela mais procura: <em>emoções</em>! Seja através do sexo, da violência ou de fofocas sobre &#8220;estrelas e astros&#8221;. Isso, misturado com muito esporte e lazer, mais notícias e comentários tendenciosos, garante seu sucesso.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Sucesso de vendas é uma coisa, auto-censura em relação à veiculação de violência pela mídia, é outra. E o certo é que há, de fato, um aumento de casos violentos, como o ocorrido na Finlândia, em setembro passado, quando um estudante matou dez colegas e se suicidou. Foi o segundo caso, em menos de um ano, num país considerado &#8220;altamente desenvolvido&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">As autoridades finlandesas, na época, falaram de uma rede de potenciais <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/26/internacional/finlandia_enfrenta_rede_estudantes_a.html">&#8220;estudantes assassinos&#8221;</a>, ligados entre si pela Internet. E apontaram para várias &#8220;coincidências&#8221; entre os dois jovens psicopatas. Dentre elas, a seguinte: os dois eram fascinados pelo massacre na Escola de Columbine, nos EUA, em 1999, e divulgaram vídeos ameaçadores no <em>YouTube</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Depois do massacre, os finlandeses mostraram-se indignados com a existência do vídeo-game <em>&#8220;Kindergarten Killer&#8221;</em>, cujo &#8220;único&#8221; objetivo é matar o máximo de crianças possível num jardim-de-infância. O &#8220;jogo&#8221; é gratuito e pode ser acessado pela Internet. Este caso reacendeu a &#8220;surrada&#8221; discussão sobre o <a href="http://www.babooforum.com.br/forum/index.php?s=654ecf7a1929730dd56889f0f2a6d365&amp;showtopic=296137">efeito de jogos violentos</a> no cérebro dos adolescentes, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Outro exemplo: um <a href="http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=id.stories/8537">estudo</a> feito pela Universidade Complutense de Madrid revelou que &#8220;as estações de televisão espanholas emitem uma média de um ato violento a cada três minutos ou 23,7 atos de violência por hora. E que, durante o período analisado, de 2000 a 2007, registaram-se 3.156 atos violentos, um aumento significativo em relação a 2000.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Na década de 70, ainda havia regiões no Canadá, nas quais não chegavam os sinais de televisão. Isso levou uma equipe de psicólogos-sociais, liderados por <a href="http://world.std.com/~jlr/comment/tv_impact.htm">Tannis MacBeth Williams</a>, a analisar a influência da televisão no comportamento dos habitantes de três comunidades, que possuíam características culturais e sócio-econômicas idênticas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um detalhe do estudo foi a diferença da entrada dos canais de televisão nas comunidades. Em uma havia sido há pouco, na outra há sete anos, e na terceira há muito mais tempo. O resultado surpreendeu: na comunidade mais recente, após dois anos de consumo de tevê, registraram-se três vezes mais casos violentos entre crianças e jovens do que antes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nos anos 80, os psicólogos <a href="http://www.lichtblick99.de/bericht1.html">Armin Schmidtke</a> e <a href="http://www.zi-mannheim.de/">Heinz Häffner</a> descobriram os mesmos paralelos na Alemanha. Depois de um canal transmitir a série &#8220;Morte de um Aluno&#8221;, na qual ele se joga diante de um trem, o número de suicídios iguais aumentou em 170% no grupo etário do protagonista da série. E se provou que <a href="http://www.springerlink.com/content/u85tjm9t8xgyabnx/">o fenômeno</a> não foi esporádico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">O norte-americano <a href="http://www.megaessays.com/viewpaper/58717.html">Brandon Centerwall</a> fez outros <a href="http://www.megaessays.com/viewpaper/67127.html">estudos</a> e chegou à seguinte conclusão: se não houvesse televisão, nem os demais meios eletrônicos visuais, só nos Estados Unidos, por ano, haveria 10 mil assassinatos a menos, 70 mil estupros a menos e 700 mil casos de delitos violentos a menos. Por ano!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Ou seja, a influência dos meios de comunicação de massa, sobretudo dos visuais, no caso da propagação da violência e do aumento de casos violentos está mais do que provada. E não só no tipo de comportamento violento! Manfred Spitzer, diretor da Clínica Universitária para Psiquiatria de Ulm, na Alemanha, descreve outros perigos em seu livro<a href="http://www.paedagogik-goetheanum.ch/1423.html">:&#8221;Cuidado, tela!&#8221;</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Após inúmeros estudos, Spitzer e sua equipe chegaram à seguinte conclusão: quanto mais cedo uma criança passa a ver televisão, quanto mais horas ficar sentada diante dos meios eletrônicos, tanto maior são as probabilidades dela tornar-se obesa, de sofrer de diabetes, ou de morrer por apoplexia, infarto cardíaco ou câncer pulmonar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Além disso, provou-se que há relação entre atos violentos, graves distúrbios de aprendizado e chances de se tornar marginalizado, depressivo ou sentir medos irracionais. Aliás, em 1995, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dave_Grossman_(author)">Dave Grossman</a> já havia abordado o tema numa obra clássica da psiquiatria militar norte-americana: <em>&#8220;<a href="http://www.lwcbooks.com/books/onkilling.html">On Killing</a>&#8220;</em> &#8211; &#8220;<a href="http://zurugoa.blogspot.com/2005/01/generation-kill.html">Sobre o Fato de Matar</a>, o Custo Psicológico de Aprender a Matar&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Há inúmeros outros estudos e <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u6295.shtml">matérias</a> a respeito, mostrando que há uma relação entre consumo de vídeo-games e de TV e o risco de jovens desenvolver comportamento violento ou até criminoso. O <a href="http://www.medizinauskunft.de/artikel/familie/kinder/22_02_gewaltfernsehen.php">efeito de cenas e jogos violentos</a> é ainda redobrado se as crianças e jovens vivem em ambientes familiares e sociais mais agressivos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">E agora? &#8211; Acho que no caso de um <em>Jornalismo pela Paz</em>, de um jornalista que deseja entender conflitos e reportar sobre eles, defendo uma postura ética de auto-censura, sim. Aliás, nós todos, jornalistas e consumidores da mídia, precisamos desenvolver, com urgência, um grande espírito crítico-sensitivo. Afinal, este espírito realmente nunca fez mal à ninguém.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="text-decoration: underline;">Outros links interessantes pelo <em>Dia dos Jornalistas pela Paz,</em> em 27 de outubro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Por um <a href="http://firmenoarreio.blogspot.com/2006/08/por-um-jornalismo-da-paz.html">jornalismo da Paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nasce <a href="http://www.iofc.org/pt-br/node/27985">Rede de Jornalistas pela Paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A associação <em>&#8220;Repórteres da Esperança&#8221;</em> criou um prémio para estimular um jornalismo mais &#8220;positivo&#8221;. <a href="http://www.josecarlosabrantes.net/detalhe.asp?id=101&amp;idc=29">O jornalismo como fonte de esperança</a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">16° Encontro da Nova Consciência: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HcMld-eoWUo">Jornalismo e cultura de paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Por um <a href="http://www.comunidadesegura.org/?q=pt/node/37510">jornalismo que promova os direitos humanos</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="text-decoration: underline;">Em inglês:</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.transcend.org/">TRANSCEND INTERNATIONAL</a>: A NETWORK FOR PEACE AND DEVELOPMENT</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.transcend.org/pj.shtml?&amp;x=127">Peace Journalism</a> &#8211; How to Do It?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.wacc.org.uk/wacc/content/download/4505/43689/file/1.1%20Peace%20Journalism.pdf">Peace Journalism Manual</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><a href="http://www.google.com/search?q=Peace+Journalism+Manual&amp;rls=com.microsoft:de-DE:IE-SearchBox&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;sourceid=ie7&amp;rlz=1I7ADBR">About Peace Journalism</a></span></span></span></div>
<p> </p>
<p></span></span></span></div>
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		<title>Zeitgeist, ou: a farsa da esperança</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 10:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
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(A fonte das próximas linhas é um capítulo do livro “Der Macht-Code, Spielregeln der Manipulation”,- O Código do Poder – Regras da Manipulaçãon, de Reiner Neumann y Alexander Ross, lançado pela Editora Carl Hanser Verlag, de Munique, em 2007.)
As pessoas de todos os tempos foram fascinadas pela idéia de achar que teriam poder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">(A fonte das próximas linhas é um capítulo do livro <em>“Der Macht-Code, Spielregeln der Manipulation”,</em>- O Código do Poder – Regras da Manipulaçãon, de Reiner Neumann y Alexander Ross, lançado pela Editora Carl Hanser Verlag, de Munique, em 2007.)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">As pessoas de todos os tempos foram fascinadas pela idéia de achar que teriam poder sobre o seu destino, mas principalmente sobre o destino das demais. E criaram técnicas, doutrinas e ensinamentos secretos, misteriosos para romper a fronteira entre o objetivo e o subjetivo. Assim surgiram diversas doutrinas de salvação e as “receitas patenteadas”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">Os “donos” dos mistérios e das doutrinas de salvação prometem de tudo: desde uma vida sem problemas, sem divórcio nem câncer, passando por promessas de emprego, de amor e muito dinheiro, indo até à promessa da felicidade eterna em algum ponto das galáxias. A “receita” deles funciona, como se vê, pois os gurus da falsa esperança faturam como nunca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">A questão crucial é que os profetas e pastores de seitas e religiões não produzem só prazer, mas também muitos problemas individuais, traumas e graves freios e distúrbios sociais. É que por meio de técnicas refinadas, estruturas bem organizadas e meios de comunicação eficientíssimos, eles passam a ganhar controle sobre o seu rebalho de fiéis seguidores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">O psiquiatra norte-americano</span><span lang="PT"> Robert J. Lifton dedicou grande parte de sua vida ao tema. Em seu livro: “O Pensamento Reformador e a Psicologia do Totalitarismo”, definiu oito indicadores, que </span><span lang="PT">caracterizam organizações, cuja finalidade é dominar as pessoas:</span></p>
<ol style="margin-top: 0cm;" type="1">
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">O      controle do meio: as pessoas são controladas, afastadas de seu ambiente      acostumado, têm que abandonar seus hábitos, romper com seus contatos e      também são isoladas localmente.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Manipulação      mística: a organização cultiva um deus todo poderoso, onipresente, e sua      benção só é concedida através dela. </span><span lang="ES-AR">Quem se afasta dela, se afasta de deus.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Exigência      de pureza: a organização está do lado dos bons. Só quem adere a ela e a      professa é bom. </span><span lang="ES-AR">Todos      os demais são maus.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Cultivo      da confessão: culpa, pecados e defeitos têm que ser reconhecidos diante da      comunidade.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Ciência      sagrada: o ensino da organização é declarada como máxima de vida suprema e      é infalível.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Linguagem      tendenciosa: o grupo cultiva um idioma especial, que contém muitos estereótipos      linguísticos e significados específicos.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">A doutrina      é mais importante que o indivíduo: a vida e as opiniões do indivíduo sempre      têm que subordinarse às ordens dos superiores.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">O direito      à vida é concedido: a organização determina quem pode viver o terá que passar      a um juízo final, que, em geral, virá em breve. As pessoas fora da organização      não são dignas de viver.</span></li>
</ol>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">Acho muito interessante estes oito indicadores de organizações que propagam ou impõem a farsa da perseverança. Observe os regulamentos, as leis, os códigos ou os mandamentos de uma organização que você conhece e veja quantos desses indicadores você descobre nela. Se for mais da metade, abra bem os olhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">A importância de não cairmos nas “garras” das diversas doutrinas de salvação e de não deixarmos nos levar por “receitas patenteadas” e promessas ilusórias está na cara: se quisermos realmente construir uma sociedade justa e democrática, devemos saber que a vida se desenvolve no aqui e agora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">É esta nossa terrinha que está sendo destruída, inclusive devido a muitas ideologias da “falsa esperança”. E temos que abrir os olhos antes que seja tarde. Se já não for. Aliás, há um filme muito interessante que poderá ajudar a perceber melhor o nosso mundo: “Zeitgeist”. Dê uma olhada em <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024">http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><em><span lang="PT">“Zeitgeist”</span></em><span lang="PT"> é um termo alemão e significa “espírito da época”. Veja o filme! Apesar do choque, vale o prazer de se conhecer a realidade, pois muito pior é viver preso sob as cadeias de uma sociedade baseada em ilusórias esperanças e dominada por falsos gurus. Pois é preciso que abramos bem os olhos. Quanto antes, muitíssimo melhor!</span></p>
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		<title>Aulas de falsidade</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/09/aulas-de-falsidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 16:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia 5 de outubro é dia de eleições municipais, todo mundo no Brasil sabe. Eleger significa escolher. Assim sendo, eleição também é um ato que se faz diariamente. Desde cedo, quando se pode escolher entre ficar na cama ou levantar, até em coisas mais importantes, como entre ir estudar e trabalhar para o bem coletivo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 5 de outubro é dia de eleições municipais, todo mundo no Brasil sabe. Eleger significa escolher. Assim sendo, eleição também é um ato que se faz diariamente. Desde cedo, quando se pode escolher entre ficar na cama ou levantar, até em coisas mais importantes, como entre ir estudar e trabalhar para o bem coletivo, ou não.</p>
<p>Todo dia, portanto, é dia de eleição, só que o domingo será um dia especial, pois vamos escolher quem irá dirigir a nossa cidade. Vamos eleger quem poderá conduzir nossa vida pública municipal da melhor maneira. Para o bem de todos, claro! Mas, quantos eleitores sabem escolher com responsabilidade, pensando na coletividade?</p>
<p>Um livro lançado no mercado alemão chamou-me a atenção. É Der Macht-Code, O Código do Poder. de Reiner Neumann e Alexander Ross. Seu subtítulo é: as regras da manipulação. O livro mostra quem manipula e como, e revela os truques e as estratégias mais empregados para influenciar o comportamento das pessoas.</p>
<p>Lembram das “aulas de felicidade”? Pois o livro O Código do Poder é bem o contrário! São verdadeiras “aulas de falsidade”. Sim, porque nele não se vendem valores relevantes para o bem-estar da coletividade, mas “truques” e “lições” de como melhor enganar os outros. E no livro são apresentados vários exemplos e “normas”.</p>
<p>Tudo para quê? Para nos mostrar como é a realidade ou como deve ser? Claro que não, pois senão já teríamos mudado muitas coisas! A habilidade deles é usada só para nos vender imagens bonitinhas de uma realidade falsa. Ou seja, para nos enganar de que estariam fazendo algo de bom e nós, assim, ficarmos quietinhos.</p>
<p>As regras de manipulação, tão em moda, são, portanto, legítimas aulas de falsidade! Elas são praticadas por políticos, religiosos, doutores, diretores, empresários e por pseudo-jornalistas também, claro! E assim repetimos coisas e agimos como os nossos manipuladores nos ensinam e como eles querem e esperam que ajamos.</p>
<p>Exemplos? Diante de um problema, as pessoas têm um “complexo de desconfiança” contra soluções complexas. Elas preferem respostas mais simples e compreensíveis à primeira vista. Quem promete soluções simplistas, mesmo sendo falsas ou inúteis, tem mais chances de ser ouvido. &#8211; “Ninguém gosta de coisas complicadas”!</p>
<p>A realidade, porém, como sabemos, não é “branca” ou “preta”, nem “boa” ou “ruim”. Há uma gama de perspectivas e de possibilidades. Só que para se chegar a elas, é preciso ter visão crítica, paciência e disciplina. E qual político vai dizer isso a seus eleitores? Qual jornalista a seu público? Qual pastor ao seu “rebanho”? &#8211; Mais?</p>
<p>O “paradoxo da impressão” faz com que muita gente pense que pessoas bonitas, e jovens(!), seriam mais inteligentes que feias, e velhas. A maioria liga beleza externa com inteligência, com qualidades interiores. Acha-se que um corpo “musculoso” seria mais saudável que um corpo “normal”. A primeira impressão é a mais forte.</p>
<p>Cuidado! As aparências, como se sabe, podem enganar. Há lobos em peles de cordeiro, pedófilos vestidos de batina, engravatados com péssima educação. Há políticos que dizem fazer tudo pelo povo e… você já deve conhecer a resposta, não é mesmo? Por isso, não cáia na tentação de julgar alguém só pela aparência dela.</p>
<p>Ainda há inúmeras outras “regras” abordadas no livro, usadas para nos enganar ou iludir. Vou citar algumas resumidamente: o “truque com os números”. Políticos e economistas gostam de usá-lo para mostrar sua “grande” capacidade de gerir a vida pública ou seus negócios. Mas… números são manipuláveis e em geral enganosos.</p>
<p>O “fator lêmure”. Diz-se que esses bichos africanos agem muito em grupo, praticando, inclusive, suicídios coletivos. Muitos seres humanos fazem o mesmo, segundo a ilógica de que, onde vai a maioria, tem que estar certo. Muitos demagogos gostam de usar este recurso: “se todo mundo faz assim, você também tem que agir assim!”</p>
<p>O “fator alta personalidade”, de acordo com o princípio “mais vale a-parecer do que ser”! E todos passam a se orientar pelos “astros”. Não do firmamento, como se fazia antigamente! Mas pelas “estrelas” do cinema, da música, das ciências e até das religiões. Os “astros” parecem tão lindos, falam bonitinho e dão “aquele show”…</p>
<p>E vendem a sua imagem por milhões! Quem paga? Você, eu! Quê preço? Ora… publicidade é uma coisa cara, e quem paga é o consumidor. Mas, o problema não é só o preço financeiro, agregado nos produtos, mas também o prejuízo moral que a gente leva por se deixar iludir por “personalidades” que, de “grande”, pouca coisa são.</p>
<p>E segue por aí afora. São 18 regras de manipulação, que “grandes” gerentes, pastores, empresários, banqueiros e inclusive políticos aprendem, para bem manipular a gente. Seja como consumidor, crente, empregado e até como eleitor! Aulas de falsidade para podermos suportar a vida num mundo de mentira, irreal.</p>
<p>Você não imagina os termos que os “professores de ilusão” usam para “domar” os seus alunos. No mais perfeito idioma neoliberal globalizado, fala-se de “team-player”, de “ego-shooter” e de se posicionar a sua “brand”. &#8211; É! &#8211; Você tem que “posicionar” a sua “marca” para se vender, ou ser vendido e melhor usar a mídia em seu favor.</p>
<p>Esses caras não são mais pessoas, não. São marcas! Não precisam se conscientizar politicamente, nem ser cidadãos de um bairro ou de uma cidade. Muito menos de um país. Eles seriam “cidadãos do mundo”. De qual? Claro! Do mundo do dinheiro! Das finanças enganosas e injustas. Vender a sua marca é preciso! &#8211; Ser feliz e autêntico? O que é isso?</p>
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