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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Esperança</title>
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		<title>BBM &#8211; Big Brother Mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 11:32:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo Dia Mundial Contra o Trabalho  Infantil &#8211; 17.06.
Olhando da minha janela, acho que meu mundo visível é grande. Quando meu olhar atinge o horizonte, parece ser maior ainda. E pareço pequeno. Por vezes, bem pequeno. Quando observo meu interior, muitas vezes não me entendo. São tantas emoções, tantas tendências, tantas necessidades! Meus problemas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Pelo Dia Mundial Contra o Trabalho  Infantil &#8211; 17.06.</em></strong></p>
<p>Olhando da minha janela, acho que meu mundo visível é grande. Quando meu olhar atinge o horizonte, parece ser maior ainda. E pareço pequeno. Por vezes, bem pequeno. Quando observo meu interior, muitas vezes não me entendo. São tantas emoções, tantas tendências, tantas necessidades! Meus problemas, em certos dias, parecem tão grandes. Comparados com outros, então, se desfazem quase por completo. &#8211; Como é enorme, rico e complexo o meu mundo pessoal!</p>
<p>Vendo um país pelo ângulo nacional, também o achamos grande, quase gigantesco. E queremos vê-lo no topo do que quer que seja. Maiores em população, em tamanho, em PIB ou em futebol! Queremos o máximo para nós, como nação, como grande família sociocultural. E nos sentimos tão &#8220;orgulhosos&#8221; ao ver o nosso país entre os primeiros e melhores! Nessa euforia, aí, esquecemos os demais países quase por completo. &#8211; Como é enorme, rico e gigantesco o nosso mundo pátrio!</p>
<p>Observando a nossa terra do espaço, tão linda e encantadora, achamo-la interessante e&#8230;  misteriosa. Sempre nos pareceu enorme, daqui, e houve tempo em que era considerada até o centro do universo. Hoje, todavia, sabemos que somos um planeta relativamente pequeno do nosso sistema solar. E que este é bem pequeno em relação a outras galáxias. Quando as observamos, então, vemos melhor a nossa dimensão real. &#8211; Como é pequeno, frágil e sensível o mundo no qual vivemos!</p>
<p>Em relação a um grão de areia somos gigantes. Em relação ao cosmos, somos um pontinho no universo. E em relação à eternidade, um instantezinho. Somos tudo, somos o todo e somos partes. E aí começa o nosso grande desafio: saber relativar o que é uma e o que é outra coisa. Quando as misturamos, nos enrolamos e podemos perder o rumo. Nessa perda, passamos a criar tristeza e a nos sentir infelizes. E passamos a fazer os demais infelizes. &#8211; Como é fácil enganar-se e viver iludido!</p>
<p>A solução é simples: ver todos os seres como são. E não como supomos ou gostaríamos que fossem! Uma rosa é uma rosa. Um ser humano é uma pessoa. Uma gata é um mamífero. Uma mosca é parte importante da natureza. Cada um com sua função, com sua razão de ser. Razão de ser que não foi inventada pelo &#8220;Homem&#8221;, mas por quem nos criou. E é por Ela, é pelas leis que a Criadora colocou no universo que deveríamos nos orientar. &#8211; E não pelas enganosas e injustas leis humanas!</p>
<p>Nenhum país é maior que o outro em nada. O mundo só nos foi emprestado. E se o usarmos mal, viveremos mal. Sofreremos. A propriedade privada, as fronteiras, as cercas, os muros e as áreas minadas são invencionices humanas. Nossa mátria real é a eternidade. Nenhuma raça é mais inteligente ou mais desenvolvida que outra. Somos uma só família, rica e diversa. E as plantas e animais também são nossas irmãs e irmãos. &#8211; As divisões abstratas e exclusões são tristes ilusões humanas.</p>
<p>O segredo do bem viver está na harmonia. No unir-se, no separar-se e no complementar-se. Dando e recebendo de maneira equilibrada e justa. A justiça é a base da Vida. É dar a cada ser o que lhe corresponde para ser, para viver de acordo com a sua natureza. E se não respeitamos isso, somos injustos. Se não permitimos que milhões de seres, humanos, animais e vegetais, vivam de acordo com sua natureza, estamos sendo injustos. Estamos cometendo um grande crime existencial.</p>
<p>O que importa para a Vida se somos católicos, protestantes, muçulmanos ou budistas? O que importa para a Energia Eterna, se somos carismáticos, da Opus-Dei, da Igreja Universal, espíritas ou umbandistas? O que importa para a Criadora, se somos brasileiros, japoneses, suíços ou moçambicanos? O que importa para Ela se somos flamenguistas, tricolores, corintianos ou riograndinos? Relativamente nada! &#8211; E nós achamos que nossas origens, cores ou crenças sempre são as maiores!</p>
<p>Um dos graves erros que cometemos, como seres humanos e como sociedade, é superestimar fatores irrelevantes  e subestimar os fatores essenciais à nossa vida. Deles fazem parte o meio ambiente com sua flora e fauna. E o fator muito importante que é o saber. Já possuímos tantos conhecimentos, já avançamos tanto nas técnicas geradas pelas Ciências, mas ainda somos muito ignorantes numa. Na habilidade mais relevante do mundo: a do saber viver e conviver!</p>
<p>Nós fomos criados para o prazer, para a divisão, para a harmonia. Não para a dor, para a exclusão e para as guerras. A situação de nossas sociedades, de nossa terrinha não é das melhores. Precisamos unir nossas forças para enfrentar os grandes desafios. Atuais e do porvir. Só unidos poderemos solucioná-los. Por isso, deixemos de lado nossas crenças egoístas, nossas cores desbotadas, nossos patriotismos mesquinhos, nossas injustas riquezas econômicas. Deixemos de lado tudo o que nos desune!</p>
<p>Valorizemos nossa certeza de que somos filhas e filhos da Vida, da Ser Criadora. Valorizemos nossa convicção de que nosso lar físico é a Terra. E construamos um mundo mais justo para todas suas filhas e filhos! Animais, plantas e humanos. E depois de termos reaprendido essas milenares lições, depois de termos ajustado melhor nossa meta, caminhemos firmes e decididos pelo caminho da justiça e da solidariedade. Nele teremos uma outra visão do nosso mundo pessoal e global.</p>
<p>É o meu apelo, do fundo do coração. E meu pedido, do íntimo de meu ser. É minha oração, diária e contínua&#8230; É o caminho do bem viver e do conviver harmônico. É o segredo do prazer. Da eterna e infinita felicidade, nossa fonte e destino!</p>
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		<title>Não Pude Suportar</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 22:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>

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		<description><![CDATA[Estimados amigos do Grupo Gaia!
Há meio ano escrevi o último blog, intitulado “Fim da Linha”. Hoje já é o dia 2 de abril de 2010. Mais um dia mágico. A soma de seus números dá 9! E voltei. Mas não voltei por causa da numerologia, não. Voltei a escrever porque não suportei duas coisas: o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estimados amigos do Grupo Gaia!</p>
<p>Há meio ano escrevi o último blog, intitulado “Fim da Linha”. Hoje já é o dia 2 de abril de 2010. Mais um dia mágico. A soma de seus números dá 9! E voltei. Mas não voltei por causa da numerologia, não. Voltei a escrever porque não suportei duas coisas: o artigo de capa da <em>Veja </em>de 14 de março passado, <em>“O Psicótico e o Daime”, </em>abordando causas do assassianato de Glauco e de seu filho Raoni, e o julgamento de dois jovens alemães, que mataram quatro pessoas no ano passado em Eislingen. Justamente mãe, pai e duas irmãs de um deles.</p>
<p><em>Veja</em> escreve: <em>“No universo das tragédias, há as do tipo previsível e as que fulminam suas vítimas com a imprevisibilidade de um raio. O assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas, de 53 anos, e de seu filho Raoni Ornellas Vilas Boas, de 25 anos, cometido por Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, certamente não pertence à primeira categoria.” </em> O assassinato bárbaro cometido pelos dois jovens alemães, de 18 e 19 anos na época, que ocorreu justo na noite para a sexta-feira santa de 2009, também não pertence ao tipo de tragédia previsível.</p>
<p>Os dois jovens de Eislingen, segundo critérios convencionais, eram totalmente normais, da classe média-alta, e tinham uma vida social e familiar praticamente exemplar. Tanto é que o assassinato dos pais e das duas irmãs (24 e 22 anos) chocou muito todo o país. E todos se perguntavam “como puderam” e “porquê”? Condenados, ontem, às penas mais altas possíveis, parece que o motivo principal foi… avareza! O filho queria ficar com os bens do pai, avaliados em 1 milhão de euros.</p>
<p>Independente do motivo ou dos motivos, não consigo realmente “suportar” a ideia de ver quatro pessoas mortas a sangue frio. Seja pelas razões que foram, mas muito menos por avareza. E no caso do assassinato de Glauco e Raoni? O que levou Cadu a matá-los? A <em>Veja </em>tem uma resposta, expressa no título da matéria: “<em>Alucinação assassina”</em>! E aproveita o caso não para entender as causas ou pelo menos se aproximar das causas que levaram Cadu a praticar o crime, mas <em>Veja </em>usa o acontecido sobretudo para incriminar os que consomem o chá ayahuasca, em particular, e, a sociedade que tolera esse consumo, em geral.</p>
<p>A linha e a parcialidade jornalísticas de <em>Veja</em> são conhecidas. Não é de hoje que ela usa fatos como esse para justificar ou explicar questões sociais que deveriam ser abordadas com muita seriedade e nenhuma parcialidade, muito menos sensacionalismo. Dos graves erros da matéria, destaco os seguintes: não se pode jamais, logicamente falando, usar uma parte pelo todo ou justificar o todo por uma parte. Que Cadu tomou ayahuasca é um fato parcial. Mas daí não se pode totalizar, ou seja, não se pode deduzir que “todos que tomam ayahuasca seriam assassinos”! <em>Veja</em>, contudo,<em> </em>não só insinua isso, como até tira uma conclusão<em> </em>“lógica” desse argumento falso!</p>
<p>Segundo erro: imagino que nenhum dos autores da reportagem já tenha provado ayahuasca. Muito menos que a tenham tomado regularmente, em rituais e em grupo. Portanto, só escreveram sobre o chá em teoria. Seu conhecimento é restrito. Isso poderia ter sido compensado, mas… nova falha! Não deram voz a nenhum membro dos diversos grupos que utilizam o daime por motivos espirituais, desrespeitando a ética jornalística.</p>
<p>Em vez de dar voz à outra parte, usaram argumentos dúbios baseados em “pesquisas recentes”, sem citar quais seriam, muito menos quais foram as fontes. E essas pesquisas teriam indicado <em>“alterações no sistema nervoso provocadas pela dimetiltriptamina, a DMT”</em>, que, como <em>Veja </em>escreveu, é: <em>“… o princípio ativo presente na beberagem consumida por adeptos da seita.”</em></p>
<p>Outro erro ético profissional: qualificar intencionalmente alguém ou algo com termos depreciativos, para denegri-los, como <em>Veja</em> faz escrevendo <em>“beberagem”,</em> <em>“religiosidade pastoril”</em> etc. Esta qualificação depreciativa bem revela a “parcialidade” da revista, que visa, obviamente, induzir os leitores a formarem o mesmo juízo defendido por ela. O de se considerarem inimigos dos “malfeitores alucinados” que estariam acabando com a “civilização modelar”, como se pode interpretar pelo conteúdo da Carta ao Leitor, intitulado de <em>“Alucinação e civilização”</em>.</p>
<p>Esses “moralistas”, contudo, não declaram explicitamente qual seria a civilização que estariam defendendo. Mas não é difícil de ver que deve ser a civilização cristã-branca-ocidental-europeizada-capitalista-neoliberal, claro. – E agora?</p>
<p>Agora não vá pensar que quero justificar algum tipo de assassinato, não. Só quero chamar a atenção para a hipocrisia dessa civilização predominante. (Curioso! O termo “civilizado” significa, entre outras coisas, segundo o Aurélio, <em>”Bem-educado, cortês, urbano, civil</em>.”) Os assassinatos de Glauco e Raoni e de Eislingen são monstruosidades, são crimes horríveis, não tem dúvida alguma. Mas… e os crimes perpretados pela ideologia dessa civilização cristã-branca-ocidental-europeizada-capitalista-neoliberal… como eles devem ser taxados?</p>
<p>Aliás, escrevo estas linhas porque também aceitei o desafio da “Carta ao Leitor” de Veja, no qual se lê: <em>“Para além do clamor que o fato vem provocando, VEJA decidiu publicar uma reportagem especial sobre a morte do cartunista Glauco  e de seu filho Raoni, (…) porque o crime suscita uma discussão a respeito de </em><strong><em>tolerância e limites</em></strong><em>.” (O negrito é meu!)</em></p>
<p><em>E d</em>epois de acusar órgãos públicos de negligência por liberar o chá ayahuasca no Brasil, em 1992, a revista conclui: <em>“O trágico episódio que causou a morte de Glauco e de seu filho ainda tem pontos misteriosos, sobre os quais se debruça a reportagem de VEJA desta semana – mas desde já chama atenção para o risco de exageros quando se pratica a tão desejada tolerância”</em>.</p>
<p>E agora eu pergunto: em relação aos crimes perpretados pela ideologia dessa civilização cristã-branca-ocidental-europeizada-capitalista-neoliberal, qual é a tolerância de <em>Veja</em>? Como ela os trata?</p>
<p>Enquanto aguardo a resposta, deveríamos aproveitar a deixa para falar um pouco sobre tolerância e limites. Como, por exemplo, sobre os limites e a tolerância que se tem em relação ao consumo de bebidas alcooólicas. Você quer um exemplo? Segundo um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de 2004, <em>“… </em><em><a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI389798-EI294,00.html">mais de 75.000 pessoas</a></em><em> morrem todos os anos nos Estados Unidos como conseqüência do consumo excessivo de álcool”</em>.</p>
<p>Isso num “país modelo” da civilização que <em>Veja</em> contrapõe à chamada “barbárie da alucinação”! Quer mais dados? Estes são de 2007: <em>“</em><em><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL38112-5603,00.html">Pelo menos 2,3 milhões de pessoas</a></em><em> morrem por ano no mundo todo devido a problemas relacionados ao consumo de álcool, o que totaliza 3,7% da mortalidade mundial, segundo um relatório elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).”</em></p>
<p>Mais dados? Como os que falam sobre o número de mortos em conflitos armados e guerras? Ou dos que falam sobre o número das vítimas de trânsito ou das drogas ? Ou dos dados que abordam o número de pessoas que sofrem de fome <strong>diariamente?</strong></p>
<p><em>“O número de pessoas que passam fome no mundo chegará neste ano ao </em><em><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/06/090619_fome_fao_pu.shtml">recorde histórico de 1 bilhão</a></em><em>, segundo a projeção mais atualizada da FAO, o braço da ONU para a agricultura e alimentação, divulgada nesta sexta-feira.”</em> (BBC,19 de junho, 2009 )</p>
<p>Da mesma notícia: <em>“A FAO estima que 642 milhões de pessoas passem fome na região da Ásia e Pacífico. A África Subsaariana possui 265 milhões de pessoas com fome. Em seguida, vêm a América Latina e Caribe (53 milhões), África do Norte e Oriente Médio (42 milhões) e os países desenvolvidos (15 milhões).”</em></p>
<p>E você já sabe quantas crianças <span style="text-decoration: underline;">são mortas</span> por causa da fome? <em><a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/11/402653.shtml">“Morrem 6 milhões de crianças de fome por ano”</a></em>, segundo dados de 2007, o que dá <strong>16.438</strong> crianças mortas pela fome <strong>por dia!</strong> Ou seja, 685 por hora! Mais de 11 crianças mortas pela fome por minuto! Neste instante! E tudo porquê?</p>
<p>É sobretudo a ideologia em vigor, a “nossa ideologia”, que causa esses crimes bárbaros, essas verdadeiras hecatombes. E são os defensores dessa ideologia que usam crimes hodiendos como os de Cadu e de Eislingen para encobrir as causas de suas “alucinações”.</p>
<p>Isso que nem toquei no ecocídio, na hecatombe que está ocorrrendo devido às mudanças climáticas causadas pela ação dos “civilizados”. Das pessoas “bem-educadas”! Mudanças essas que já agora estão acabando com todas as chances de vida de milhões de pessoas das futuras gerações.</p>
<p>É bem isso! Falemos, sim, de tolerância e limites. Mas sem sectarismo algum. E o quanto antes, melhor! E torçamos para que não seja tarde demais, nem que já estejamos no fim da linha!</p>
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		<title>Os Egos contra o Nós</title>
		<link>http://www.gruga.org/2009/09/os-egos-contra-o-nos/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 12:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>

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		<description><![CDATA[ Há pouco voltei de outro curso de Jornalismo Ambiental, realizado em Belém. Duas semanas intensas, mas de poucos resultados. O ego acomodado de muitos participantes foi mais forte que a vontade de se sensibilizar pela crítica situação que atravessamos. E os sinais estão aí, mais fortes e claros do que nunca. Mas… e “ego” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Há pouco voltei de outro curso de Jornalismo Ambiental, realizado em Belém. Duas semanas intensas, mas de poucos resultados. O ego acomodado de muitos participantes foi mais forte que a vontade de se sensibilizar pela crítica situação que atravessamos. E os sinais estão aí, mais fortes e claros do que nunca. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Mas… e “ego” com isso?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Secas alarmantes em várias partes da América Latina, África e Austrália. Quem não viu as imagens da tempestade de areia que atingiu Sydney? Quem não vê as imagens dos incêndios, das colheitas que se perdem, das centenas de pessoas e de animais mortos? Por outro lado, tornados, furacões e enchentes. Mas… e “ego” com isso?</span></p>
<p><!--[if gte mso 9]><xml> <u1:WordDocument> <u1:View>Normal</u1:View> <u1:Zoom>0</u1:Zoom> <u1:HyphenationZone>21</u1:HyphenationZone> <u1:PunctuationKerning /> <u1:ValidateAgainstSchemas /> <u1:SaveIfXMLInvalid>false</u1:SaveIfXMLInvalid> <u1:IgnoreMixedContent>false</u1:IgnoreMixedContent> <u1:AlwaysShowPlaceholderText>false</u1:AlwaysShowPlaceholderText> <u1:Compatibility> <u1:BreakWrappedTables /> <u1:SnapToGridInCell /> <u1:WrapTextWithPunct /> <u1:UseAsianBreakRules /> <u1:DontGrowAutofit /> </u1:Compatibility> <u1:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</u1:BrowserLevel> </u1:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <u2:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </u2:LatentStyles> </xml><![endif]--><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Seguimos travando uma guerra assassina contra a Vida, contra o Nós. Mas a favor dos “meus” interesses, do &#8220;meu&#8221; partido, da “minha” religião e do “meu” deus! Enquanto isso, as riquezas das grandes empresas dobram. Sua influência e poder aumentam. E o futuro cada vez mais imponderável. Mais aterrador. Mas… e “ego” com isso?</span></p>
<p style="line-height: 12.75pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Surge um novo gigante no setor de carnes do Brasil com a fusão da JBS-Friboi e Bertin. Aí, o oligopólio poderá abater diariamente 90 mil rezes &#8211; <em>62,5 por minuto!</em>, 48.500 leitões = <em>33,6 por minuto!</em>, e 7,2 milhões de frangos = <em>5 mil por minuto!!</em> A Marfrig comprou parte da Cargill. A Sadia e Perdigão vão formar a BRF Brasil Foods, tornando-se a maior empresa do mundo de carne de aves. </span></p>
<p style="line-height: 12.75pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Isso não é nada! O processo de concentração de poder, riqueza e influência na indústria da carne seguirá! Atualmente o “Brasil” – não o “teu”, muito menos o “nosso”, &#8211; já detém 31% do mercado mundial de carne bovina e 45% do da carne de aves. E o Ministério da Agricultura já promete que essa participação irá duplicar até 2018! Viva eles! &#8211; Mas… e “ego” com isso?</span></p>
<p style="line-height: 12.75pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Quantos dos que comem sua “imprescindível” e “sagrada” porção de carne diária já notaram o que representa essas fusões do ponto de vista social, econômico e ambiental? Que haverá, por exemplo, aumento de miséria entre os produtores familiares? Que haverá mais desmatamento e mais gás metano e CO2 na atmosfera? Sem falar na contaminação dessas carnes! &#8211; Mas… e “ego” com isso?</span></p>
<p style="line-height: 12.75pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">O desprezo do governador do Mato Grosso do Sul pelo Pantanal para criar ainda mais áreas de produção canavieira não é um caso isolado. É a “nossa” regra. E sua linguagem de baixíssimo nível usada em relação ao ministro do Meio Ambiente, ameaçando-o até de estupro em praça pública, é mais do que vergonhosa. É criminosa! Mas… e “ego” com isso?</span></p>
<p style="line-height: 12.75pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">E não é que o “nosso” Brasil já está se alinhando entre as grandes potências do mundo? Graças inclusive a governadores como este do Mato Grosso do Sul e a eleitores que o colocaram no cargo. Graças a PACs e inúmeros subsídidos usados para criar grandes fábricas de etanol. Fora os atuais e novos campos de petróleo e de gás! <em>Maravilha!</em> Será mesmo? <em>Peraí!</em> E… quem pagará a conta?</span></p>
<p style="line-height: 12.75pt;"><strong><em><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Nós</span></span></em></strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">, claro! &#8211; Você já se deu conta disso? &#8211; E enquanto <strong><em><span style="text-decoration: underline;">Nós</span></em></strong> estiver tão fraquinho, tão abandonado e enquanto for tão desprezado, inclusive por você, nada irá mudar. Nem em você, nem sobre a face da terra. E tudo continuará seguindo, a passos rápidos, para a destruição. A menos que… Pois é… Mas… e “ego” com isso?</span></p>
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		<title>Identidade &amp; Memória</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 12:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

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		<description><![CDATA[  “Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”, Eric Kandel, Prêmio Nobel de Medicina de 2000. Nesta quinta 2, foi lançado na Alemanha o documentário “À Procura da Memória”, de Petra Seeger, sobre a vida do descobridor dos processos neurobiológicos da memória. A frase de Eric Kandel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> Normal   0   21         false   false   false                             MicrosoftInternetExplorer4 </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]></p>
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<p><![endif]--><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">, <a href="http://redepsicologia.com/em-busca-da-memoria-eric-kandel">Eric Kandel</a>, Prêmio <a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_175289.shtml">Nobel de Medicina de 2000</a>. Nesta quinta 2, foi lançado na Alemanha o documentário <a href="http://www.derwesten.de/nachrichten/kultur/film/2009/6/30/news-123995712/detail.html">“À Procura da Memória”</a>, de Petra Seeger, sobre a vida do descobridor dos processos neurobiológicos da memória. A frase de Eric Kandel mexeu comigo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Há muito que me preocupo com a nossa maneira de viver em sociedade. Para entendê-la, procuro saber quem somos, de onde viemos e para onde vamos. E me chama muito a atenção o fato de repetirmos vários erros do passado. Será por não querer reconhecê-los? Porque é mais fácil o “oba-oba” do que o “mea culpa”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Acho que sim. E nós nos engamos a torto e a direito. Nos definem como <em>“homo sapiens sapiensis”</em>, mas não passamos de principiantes. Lembramos os “heróis” de batalhas, nossas &#8220;gloriosas datas&#8221; e esquecemos que a vida não é só alguns anos, não acontece só na terra, e não é uma dura guerra. Nós somos muito mais!</span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Nós somos o que aprendemos!</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"> E o que aprendemos em casa? Em nossas escolas e universidades? O que aprendemos das religiões e das nossas instituições? Se a nossa sociedade está como está, não é justamente porque aprendemos para viver assim? Cada um por si e deus contra todos? Adorando o dinheiro, sobrevalorizando a competitivade e desprezando a solidariedade?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Na semana que passou, encerrou-se mais um ano letivo na maioria dos estados alemães. Num jornal de Bonn, mostraram-se várias fotos das classes que concluíram o segundo grau. Me assustei. As diferenças entre tipos de escolas se espelhavam na roupa dos alunos: os das escolas “melhores” estavam “bem vestidos”. O das escolas “inferiores”, de roupa comum.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Você acha que isso não tem importância? <em>Tem, sim!</em> Pelo meu linguajar, pelo modo de me comportar e de me relacionar expresso quem sou. E por minha forma de me vestir também! Um técnico do &#8220;esporte das multidões” vestido de terno e gravata? Para quê? Um cardeal católico fantasiado com trajes da Idade Média? Para quê?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Há anos vem se observando, no mundo, uma acentuada divisão de classes. A elite rica de um lado, a enorme massa “falida” do outro. E a Alemanha não é exceção. A respeito, o perito em Ciências Polítcas Christoph Butterwegge publicou no <a href="http://www.sueddeutsche.de/wirtschaft/662/479156/text/">Süddeutsche Zeitung</a> desta sexta-feira 3, uma análise assustadora sobre o futuro do país.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Butterwegge prevê um aumento no número de desempregados em até 5 milhões, um crescente empobrecimento (a tradução exata seria “<em>em-miseriamento</em>”!) e um recorde do endividamento público. Isso criará, como ele diz, uma “pobreza pública” numa dimensão jamais conhecida e sentida anteriormente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Em setembro próximo haverá eleições parlamentares na Alemanha e a luta dos partidos pelo voto dos eleitores já se faz sentir. O politólogo critica os conservadores por suas promessas de não aumentar determinados impostos, que privilegiam só as classes ricas. O lema desses partidos seria “multiplicar a riqueza em vez de diminuir a pobreza”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">O clima social alemão, segundo Butterwegge, irá tornar-se áspero. Fenômeno igual se observa no mundo todo. E de quem será a responsabilidade? Será que a recente crise financeira mundial foi causada só por Bernard Madoff ou pela <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u588483.shtml">ganância dos investidores</a>? Madoff foi condenado a <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u587996.shtml">150 anos de prisão</a>. E os demais?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Várias pessoas e instituições entregaram seu dinheiro aos <em>Madoff´s</em> e gerentes gananciosos porque quiseram multiplicar seu capital da maneira mais rápida e fácil possíveis. Mas&#8230; Quem dessas pessoas e instituições e gerentes se preocupa com justiça social? Com equilíbrio ambiental? Com paz e felicidade para todos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Aliás, é fácil desfazer-se de sua responsabilidade e pôr a culpa em alguém, não é mesmo? Não foram Hitler e os nazistas que causaram a Segunda Guerra Mundial? <em>Nada!</em> A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/OCDE">OCDE</a>, Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, aprovou há pouco uma <a href="http://www.news365.ch/?p=6941">resolução</a> na qual equipara a responsabilidade soviética pela deflagração da guerra a dos nazistas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Quantos políticos e poderosos gostam de apelar para o “orgulho” e fomentam o cultivo dos “heróis”?! Mas você já viu algum deles dizer que se envergonha por um ato injusto ou criminoso que cometeu? E lhe pergunto: apoiar ativa ou passivamente um sistema político-econômico que exclui e mata milhões de pessoas é o quê? &#8211; Motivo de orgulho ou de vergonha?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Muito se escreveu e se falou sobre Michael Jackson nos últimos dias. Gostar de suas músicas e reconhecer o que representou como artista, até aí, tudo bem. Mas fazer dele um “astro” e cultuá-lo como um “deus”, aí já passa dos limites. Política e socialmente falando, o que ele fez? Que exemplo deu? E até já se esqueceu que ele foi um pedófilo!</span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">. Milhões passam fome no mundo. Milhões de africanos estão entregues às moscas. A Terra está indo pras cucuais, e continuamos não sabendo quem somos e o que queremos. Será que somos só brasileiros, alemães, judeus, cristãos, espíritas, europeus, asiáticos, etc?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Será que somos só petistas, liberais ou esquerdistas? Qual é a nossa identidade real? Nós somos seres humanos. Fazemos parte de uma grande família de seres. Somos parte da Vida, da energia cósmica, que grupos religiosos chamam de Deus, Javé, Alá ou Tupã. E até não viemos dela. <strong>Nós somos a Vida!</strong> E não morremos. Só trocamos de espaço.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Enquanto não aprendermos isso, continuaremos sendo cristãos, evangélicos, espíritas e cada grupo brigará pela posse da verdade “absoluta”. E continuaremos sendo mesquinhos, com horizontes diminutos. Seguiremos nos peleando, fazendo guerras “religiosas”, destruindo nosso habitat e permitindo que milionários façam o que querem conosco.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Aliás, o estado da Califórnia, a oitava economia do mundo(!), vive há anos uma <a href="http://www.libertaddigital.com/economia/california-en-bancarrota-congela-devoluciones-de-impuestos-y-servicios-publicos-1276348653/">longa</a> <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/globo/Interior.aspx?content_id=1262001&amp;seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas/index.html">bancarrota</a>. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u589710.shtml">Angeline Jolie</a> ganhou 27 milhões de dólares nos últimos 12 meses. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u579823.shtml">Kaká e Ronaldo</a> custaram 150 milhões de euros e vão receber salários milionários. E quem está pagando a grana deles? Você já se deu conta de que é você e eu? De que somos nós? &#8211; Claro!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Inveja minha? Não! A questão é que há milhões de pessoas passando fome e morrendo de fome. E elas são nossas irmãs e nossos irmãos. E aí lhe pergunto: como chutar uma bola pode valer mais do que uma vida humana? E como nós podemos &#8220;adorar&#8221; a um galáctico e menosprezar ou ignorar o nosso vizinho, ali do lado?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">Nossa memória deveria dar mais espaço para as coisas reais e menos para as “fantásticas”. Nossa lembrança deveria ser mais viva e nosso egoísmo estar mais morto. Do que nos lembramos? &#8211; Só do que nos serve no presente! &#8211; O que aprendemos do passado? &#8211; <em>Quase nada! </em>-  Este é, a meu ver, o nosso dilema. E a <strong><em>nossa saída!</em></strong></span></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">“Nós somos o que somos devido ao que aprendemos e ao que nos lembramos”</span></em><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;">. Eric Kandel.</span></p>
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		<title>Jardineiras de Almas</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 11:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Alemanha se criou, há anos, uma pré-escola,  o kindergarten, cujo modelo acabou se espalhando por outras partes do mundo. Inclusive o próprio termo passou a fazer parte de outros idiomas. E a figura de linguagem, jardim de crianças, é realmente linda. Aí fico devaneando e lembrando quantas flores bonitas não há pelos kindergarten desse mundo afora!
Depois da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Alemanha se criou, há anos, uma pré-escola,  o <em>kindergarten</em>, cujo modelo acabou se espalhando por outras partes do mundo. Inclusive o próprio termo passou a fazer parte de outros idiomas. E a figura de linguagem, jardim de crianças, é realmente linda. Aí fico devaneando e lembrando quantas flores bonitas não há pelos kindergarten desse mundo afora!</p>
<p>Depois da unificação das duas Alemanhas, em outubro de 1990, o lado oriental se dobrou aos ditames do lado ocidental, assumindo praticamente todos os modelos da ex-RFA, a República Federal da Alemanha. Algumas poucas coisas, porém, a ex-RDA, República Democrática Alemã, também conseguiu &#8220;exportar&#8221; para o lado ocidental. Foram as <em>kitas</em>, as <em>kindertagesstätten</em>, ou seja: &#8220;locais onde se pode deixar as crianças por um dia&#8221;. As conhecidas creches.</p>
<p>Tudo isso, em parte, para dizer que o modelo <em>kita</em> acabou eliminando o tradicional <em>kindergarten</em>. Também do linguajar diário alemão. E tudo isso para comentar ainda, que desde sexta-feira passada 22, as e os funcionários dos <em>kitas</em> estão em greve em várias partes da Alemanha, complicando a vida de muitos pais. Estão em luta por melhores condições de trabalho e salariais.</p>
<p>Aliás, antigamente as profissionais dos <em>kindergarten</em> se chamavam de <em>kindergärtnerin</em>. No feminino mesmo, porque era um trabalho feito exclusivamente por mulheres.  Hoje, com os <em>kitas</em>, esses profissionais se chamam de <em>educadores/as</em>. As diferenças podem parecer simples nuanças, nada mais. Poderiam significar nada. Mas discordo. A mudança visibiliza algo, sim, e mais profundo.</p>
<p>Signos, como a palavra diz, são símbolos. Representam algo. Levam uma mensagem, uma informação. Signos são criados com intenções e têm diferentes origens e causas. Se chamo uma pré-escola de jardim e comparo as crianças a flores, uso uma linguagem poética, que, no mínimo, revela parte da minha maneira de ver o mundo e de como me situo nele.  </p>
<p>Quando uso o termo <em>kita</em>, local onde se guardam ou se deixam as crianças por um dia, já soa diferente, não é mesmo? E quando <em>de</em>-<em>signo</em> um profissional, quando lhe dou um signo de &#8220;jardineira/o de crianças&#8221; ou de &#8220;educador-a&#8221;, também busco objetivos distintos. Neste termo sinto uma certa &#8220;objetividade fria&#8221;. Naquele, um &#8220;toque de calor humano e de beleza&#8221;.</p>
<p>Saudosismo? Claro! E por que deveria negar estes sentimentos? É que ainda sonho com uma sociedade que seja um lindo parque e nele vejo vários canteiros com belíssimas flores. São nossos filhos crescendo ao sol e ao ar-livre, sob os cuidados de amorosas jardineiras. Ouve-se o cantar dos pássaros, que se misturam com os risos e gritos de nossas flores. A imagem me faz feliz.</p>
<p>Por outro lado, vejo carros circulando rápidos, com crianças sentadas em assentos anatômicos. Nos respaldos dos bancos já brilham monitores, que passam desenhos animados ou filmes de ação. Os pimpolhos são largados bem cedo nas <em>kitas</em> e apanhados à tarde, como encomendas. E sinto que ninguém quer frear o ritmo do seu &#8220;negócio&#8221;. Seja o dos pais, dos educadores, dos patrões ou empresários.</p>
<p>A par dessas considerações líricas e nostálgicas, chama-me atenção ainda o motivo da greve das/dos educadores dos kitas alemães: condições de trabalho insatisfatórias, justificadas por terem de sentar em cadeirinhas de crianças, e salários baixos, indignos. Fico pensando: a questão das cadeirinhas até que é fácil mudar. Mas&#8230; e os salários? &#8211; Como fica isso?</p>
<p>Aí, sinto muito! O tratamento que damos a nossos educadores é algo significativo para nossa época e seu sistema político-econômico. Veja: diretores de bancos e de empresas ganham fortunas. E eles cuidam do quê? Das nossas flores ou da grana de uma minoria? Cuidam do nosso futuro ou de um capital corrompido e sujo de sangue? E o que deveria ser mais importante para nós? Para uma sociedade preocupada com o seu futuro? Não há dúvida alguma: deveria ser a educação!</p>
<p>Papais ou mamães que ficam em casa cuidando de nossos filhos, jardineiras de nossas flores, educadoras, professoras e professores deveriam ter os melhores salários do mundo! São eles que cuidam do que de mais precioso temos! A nossa vida futura! A próxima geração! No entanto, o que vemos? O abandono e até o desprezo por nosso sistema educacional e por seus profissionais.</p>
<p>Nos simbólicos parques de nossos estados cultivamos o quê, hoje? Há canteiros de shoppings, de carrões, de produtos geneticamente manipulados, de soja para exportação, de criação industrializada de gado e aves, canteiros de terríveis e mortíferos armamentos, canteiros de dinheiro artificial e de ações estéreis a se perder de vista&#8230; Enublando nossos horizontes, entorpecendo nosso coração.</p>
<p><em>E agora?!</em> Kindergarten já era&#8230; tudo bem. Também pode ser kita. Não há problema. Mas&#8230; abandonar esses tipos de <em>jardins de vida</em> para cultivar <em>hortas da morte?</em> Além de horrorosa, a troca é muito perigosa e uma péssima opção.</p>
<p>E você? O que acha? Ao refletir, não esqueça, por favor, de lembrar que não somos só meros objetos passivos desse e de outros câmbios! Neles, como em todos os processos sociais, nós podemos tanto ser <em>jardineiras de almas</em>, como agentes fúnebres. A escolha sempre é nossa.</p>
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		<title>Mortos enterrando mortos</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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 (Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)
Não sei por onde começar. Se pelo massacre de Bilge, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.
Ou devo lembrar o massacre de Beslam, na Rússia, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">(Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Não sei por onde começar. Se pelo <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jGSF4t0ROt4an3LMoSsM9z2yQiuw"><span style="color: #800080;">massacre de Bilge</span></a>, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Ou devo lembrar o <a href="http://noticias.terra.com.br/retrospectiva2004/interna/0,,OI435301-EI4427,00.html"><span style="color: #800080;">massacre de Beslam</span></a>, na Rússia, quando revolucionários islâmicos chechenos mataram 334 reféns, dos quais quase 200 crianças?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O que dizer do advogado e professor-doutor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que há pouco matou seu filho de cinco anos, e numa carta escreveu que foi a “&#8230; <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/04/23/carta-de-professor-da-usp-que-matou-filho-cometeu-suicidio-fala-em-demonstracao-de-amor-de-um-pai-755403237.asp"><span style="color: #800080;">maior demonstração de amor de um pai pelo filho</span></a>”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Na Alemanha, em Eislingen, <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/05/06/familiendrama-eislingen/waren-die-vierfach-killer-ein-liebespaar.html"><span style="color: #800080;">dois jovens mataram os pais de um deles</span></a> e as suas duas irmãs. Porquê? Porque não podiam revelar sua homosexualidade e que se amavam.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Em Hildesheim, um <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/03/25/kleingarten-killer/vor-gericht.html"><span style="color: #800080;">aposentado matou três vizinhos</span></a> porque estes não faziam o que ele queria. E não mostrou arrependimento algum ao ser condenado à prisão perpétua.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A lista de assassinatos por motivos banais é enorme. Sem falar dos jovens que matam em escolas de vários países, por diversas razões.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E o que dizer das <a href="http://www.pime.org.br/mundoemissao/fomecriancas.htm"><span style="color: #800080;">12 crianças que morrem de fome, a cada minuto</span></a>, no mundo todo? E das <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/021120_vacinass.shtml"><span style="color: #800080;">mais de 3 milhões de crianças que morrem por ano, por falta de vacinação</span></a> e de cuidados médicos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quinze anos após o <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/04/07/ult34u220954.jhtm"><span style="color: #800080;">genocídio de Rwanda</span></a>, em abril de 1994, seus autores ainda continuam em liberdade. Foram “só” 800 mil tutsis e hutus assassinados!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Um documento com os <a href="http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u126.jhtm"><span style="color: #800080;">maiores massacres</span></a> de nossa história coloca os Estados Unidos no topo da lista pelo genocídio ainda em curso dos nativos norte-americanos. Até agora já custou 15 milhões de vidas desde 1492.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E dos ditadores, quem matou mais? Foi Stálin, Mao, Pol Pot ou Hitler?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E qual será a responsabilidade do nosso sistema econômico-social pela miséria e pelas mortes diárias de tantas espécies de animais, plantas e de pessoas?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Qual será a nossa responsabilidade bem pessoal pelo nosso extermínio ecológico?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando penso sobre isso, fico triste. E quando observo quem está assistindo a esse velório coletivo do nosso enterro global, pergunto: quem ainda está vivo? E quem já faz parte dos mortos? – E vejo que o número de mortos-vivos aumenta a cada segundo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Duvida? Então faça as contas! Quantos seres vivos ainda há no nosso planeta, por exemplo? No nosso continente ou país? Na nossa cidade ou bairro? Quantas espécies já se foram para sempre?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Num espaço de terra, podemos medir a vida quantitativa e qualitativamente. Podemos verificar a sua composição química, o número de bactérias existentes etc. Enfim, podemos <a href="http://www2.uol.com.br/vyaestelar/saude_planeta.htm"><span style="color: #800080;">medir pela sua biomassa e diversidade de espécies</span></a>. E deste ponto de vista, estamos claramente matando-nos a cada dia que passa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Por outro lado, o que distingue um ser vivo de um morto? Um ser deixa de viver biologicamente quando ocorre sua morte cerebral. Mas&#8230; e emocional, racional ou espiritualmente? Quando é que alguém morre nesse sentido?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando suas emoções se apagam, quando deixa de usar sua razão e quando passa a achar que a matéria é tudo. &#8211; E agora? &#8211; Quantas pessoas ou famílias ou grupos sociais que você conhece, que já morreram emocional, racional e espiritualmente?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">De fato, jamais deveríamos medir a vida só por números. Por quantas terras alguém teria, por quantos milhões de dinheiro ou de ações possui, etc. A vida é muito mais do que frios números, porque ela também tem um lado qualitativo!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Se formos olhar a vida por este aspecto qualitativo, do prazer e do bem-estar, o que observamos? Que vivemos cada vez mais estressados, mais agoniados, mais doentes física, emocional e psiquicamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Estamos matando, pessoal e coletivamente, as nossas emoções e sentimentos. Estamos acabando com nossos sentidos e sensibilidade. Em lugar deles, cultivamos a frieza e a indiferença e passamos a atuar como mortos-vivos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viver ou fazer de conta, matar-se ou morrer já em vida&#8230; isso é uma escolha que cada um de nós pode fazer a cada instante. Depende do papel que assumimos em família, na sociedade, no estado e no nosso planeta. O papel de um ser-vivo. Ou de um ser-morto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja inteligente! Seja um ser-vivo! Use bem sua inteligência e sua vontade. Valorize suas emoções, desenvolva-as e cultive-as plenamente. Crie habilidades e emoções que lhe permitam viver feliz, com prazer e bem-estar. Pessoal, coletiva e ecologicamente!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, está se aproximando. Há muitos sinais de que estamos cometendo um ecocídio irreversível. Mas apesar de todos os pesares, sempre há uma possibilidade de renascer com a esperança que advém de um novo instante, de uma nova vida!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Violências, massacres, genocídios, assassinatos e extermínios não surgem do nada. Eles são causados por sistemas e ideologias. Eles nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A construção de uma nova sociedade, harmônica, equilibrada, justa, amorosa e paciente, também será possível com novas ideologias e novos sistemas. E eles também nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja vivo! Use toda a sua sensibilidade e viva todas as suas emoções. Ressuscite as espezinhadas e reprimidas. Reacenda as que ainda ardem por debaixo das cinzas. Todas elas precisam arder novamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E faço um apelo: analise sua maneira de viver. Contabilize seus atos diários. Com quantos você está contribuindo para enterrar ainda mais a gente? Quanto de você ainda está vivo? Quanto já morreu?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viva você a vida em sua plenitude. Agora. Hoje. Sempre! Onde você estiver. E deixe que os mortos enterrem os mortos.</span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
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		<title>A Terra do Prazer e do Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 16:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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Hoje, 22 de abril, é dia da Terra! Um bom motivo para fazermos algumas reflexões a respeito. A primeira deveria ser sobre o jeito de como vemos a Terra. Você é daqueles que só a vê como uma “coisa” que existe aí, para pisar e usar, ou como um “negócio” do qual a gente se [...]]]></description>
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<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"></span></div>
<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"></span></span></div>
<p><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Hoje, 22 de abril, é dia da Terra! Um bom motivo para fazermos algumas reflexões a respeito. A primeira deveria ser sobre o jeito de como vemos a Terra. Você é daqueles que só a vê como uma “coisa” que existe aí, para pisar e usar, ou como um “negócio” do qual a gente se aproveita para tirar o máximo de vantagem ou de lucro para si e os seus?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Ou você sente o nosso planeta como alguns povos andinos, para os quais ele é a <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Pacha Mama</span>, a Mãe Terra, uma deidade importante e respeitada? Aliás, para os primeiros gregos, a terra era <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Gaia</span>, uma deusa! Há religiões que falam de uma “Terra Santa”, ou que vêem a terra como um doloroso vale de lágrimas, um exílio insuportável ou um duro cativeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Para mim, a Terra é um ser vivo e uma extensão minha. É uma extensão e parte de todos os seres. Sua consistência e aparência são parte da consistência e aparência de todos os seres vivos. A Terra, para mim, é um lindo espaço, que pode nos proporcionar tudo o que precisamos para bem viver durante nossa passagem física pelo mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Se respeitamos as fases e as particularidades da Terra, se respeitamos as leis que regulam a Vida sobre o planeta, aí poderemos viver em equilíbrio com ela, base de todo o prazer e de toda a felicidade. E viver em harmonia com a terra significa respeitar a todos os seres que nela habitam, pois todos os seres são partes dela como nós o somos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Hoje, estamos em guerra com a Vida e sofremos com várias frentes de batalhas. Estamos destruindo inúmeras espécies de animais e plantas; matamo-nos com drogas, em bestas lutas armadas e destruímos a esperança e o tempo das gerações futuras! E agora me diga: é para isso que fomos criados e somos gerados? É para isso que vivemos?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Eu acho que não, pelo contrário! Mas infelizmente ainda somos educados, desde pequenos, para a competitividade, para as lutas e as guerras. Aliás, somos a única espécie que é educada para matar! Como tal, não nos deveríamos admirar se vivemos numa sociedade ecocida. Apesar de esta cultura não fazer parte da nossa natureza, da nossa essência!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Por isso, neste Dia da Terra, quero convidá-lo a rever suas visões e conceitos. Quero convidá-lo a reaprender a viver de acordo com a nossa natureza de ser! Diz-se que viver a gente aprende vivendo… E nunca é tarde demais aprender certas noções e habilidades que nos permitam levar uma vida feliz e prazerosa, em lugar de uma vida triste e sofrida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">O bom seria se a gente já recebesse esses dons e habilidades com o leite materno, desde nossas primeiras semanas de vida. Assim não sendo, a primeira habilidade que deveríamos reaprender é a que somos uma pessoa única e ímpar, com dotes e sentidos, com direitos e deveres; e que fazemos parte de uma grande família, a humana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">A segunda habilidade que precisamos reaprender com urgência é que a família humana comparte a Terra com as demais famílias de animais e plantas. E que, ao contrário do que nos ensinam, não somos donos dessas famílias. Por isso, como partes dessa comunidade de famílias, devemos respeitar o direito que elas também têm de viver na Terra, como nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Cada família, animal, vegetal e humana, tem o direito de viver feliz porque foi criada por prazer e para ser feliz. Por quê? Porque a nossa fonte de Vida, quem nos criou, é prazer puro! E o seu e nosso prazer só se sente vivendo de acordo com a sua e nossa essência de ser. Ou seja, vivendo em paz e em harmonia com o seu meio e com os demais seres.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">A nossa família sanguínea só é um repositório do dom da Vida. A sociedade em que nascemos só é um micro espaço do macro. Família e sociedade deveriam ajudar a que nos desenvolvamos bem, para sermos pessoas hábeis e capazes de viver a sós e em grupo. Para vivermos feliz e com prazer, de acordo com a nossa origem, a felicidade eterna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Repare, agora, como vemos um parto? Ele seria um castigo para a mulher e o choro do bebê seria por sofrer com o “trauma” de trocar o cômodo ventre da mamãe pelo “hostil” mundo exterior. Mas, por quê não vemos no choro do nenê um sinal de alegria por iniciar sua própria vida? Por quê não vemos no parto um grande presente da Vida às mulheres?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Mudando esta visão de castigo e de dor por uma visão de amor e de prazer, passaremos a encarar a vida de uma maneira mais positiva e melhor. Sobretudo porque o prazer e o amor são os dois parâmetros mais importantes de nossa existência, de nossa essência de ser. Pessoal e coletiva. Porque nossa criadora é amor e prazer, infinitos e eternos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">E aí chegamos à terceira habilidade, que também já deveria nos ser passada pelo leite materno: a capacidade de amar e de entregar-se à Vida em sua plenitude. Infelizmente vivemos numa cultura em que até somos educados para o desamor. Para o egoísmo e a rivalidade. Para o egoísmo e a dor. Precisamos reaprender a amar com urgência!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Tente orientar todas as suas atividades diárias para o prazer, e tente fazê-las por amor. Deixe que os seus filhos sejam como querem ser. Respeite-os, pois o respeito é a base do amor e do prazer. Ensine-os a respeitar e a amar a todos os demais seres. A respeitar e a amar a sua natureza e a natureza de todos os demais seres.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Lembre que tempo, dinheiro, posses, bens e poder são fatores bem humanos. São fatores que, quando sobrevalorizados, podem causar a nossa destruição. E muita dor! Por isso, neste dia da Terra, dê a si e a ela o que ela mais precisa e merece: respeito e amor. E ela lhe dará o que lhe é mais precioso: uma vida feliz, prazerosa e de muito amor.</span></p>
<p><font size="3"><font face="Arial"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT;" lang="PT">Estas habilidades e este saber podem parecer difíceis de serem praticados, uma vez que vivemos numa sociedade que ainda não despertou coletivamente para eles. Mas não esqueça nunca! Viver com respeito, por prazer e por amor, vale o prazer que isso representa e proporciona! Experimente! Vale o prazer amar a vida e viver amando!</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p></font></font></span><font size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></span></p>
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		<title>Feliz Natal! Um desejo sincero</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 14:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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<p><![endif]-->Qual é a pior coisa que pode nos acontecer? Há inúmeras, com certeza. Dentre elas, a morte prematura e uma doença dolorosa e prolongada. A lista dos infortúnios pode ser longa, como relativa. E todos são desagradáveis e horríveis porque contradizem a nossa essência de ser, que é a felicidade. É! Nós nascemos para ser felizes e gozar a vida. Inclusive durante a época natalina.</p>
<p>Hoje, contudo, o &#8220;feliz Natal&#8221; é uma expressão oca porque a ex-grande festa cristã há muito que se paganizou, tornando-se o auge do delírio consumista. Uma de suas causas é o mau hábito que temos de mentir e de nos enganar. E o cúmulo da apologia da hipocrisia se atinge no Natal, quando a máquina publicitária e o peso social nos &#8220;obrigam&#8221; a ser felizes ao nos presentear ou a cenar festivamente.</p>
<p>Em si, o Natal até que poderia continuar a ser o que realmente é: uma data comercial, que induz as pessoas a crer que seriam boas por se comportarem como boas consumidoras. O problema, contudo, é que a nossa época &#8211; <em>a atual! </em>- não comporta nem mais um só Natal! &#8211; Porquê? Porque todo Natal consumista-materialista é um golpe a mais na já debilitada saúde do nosso planeta.</p>
<p>Não acredita? Mas quem de nós ainda não sabe que a Terra está passando muito mal? <em>&#8220;Imagens de satélite da Nasa mostram que, (&#8230;), o gelo sobre o </em><em><a href="http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid248742,0.htm">Oceano Ártico</a></em><em> derreteu-se mais depressa do que em qualquer outra época registrada. A perda total de gelo deste ano (2008) foi a segunda maior desde o início das observações por satélite. O recorde ocorreu em 2007.&#8221; (!)</em></p>
<p>Não acredita? Mas quem ainda não sabe que as mudanças climáticas já mataram milhares de pessoas e afetarão a vida de milhões? Ou já esquecemos as <a href="http://www.curiosando.com.br/11/2008/apoio-as-vitimas-das-enchentes-em-santa-catarina/">enchentes de Santa Catarina</a>, as <a href="http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1654/seca-amazonia">secas na Amazônia</a>, os <a href="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=768">furacões</a> e as <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,940087,00.html">ondas de calor</a>? E quem ainda não se deu conta que as mudanças climáticas são provocadas também pelos nossos hábitos de vida e de consumo?</p>
<p>Quem ainda não notou que solo, água e ar são recursos importantíssimos para nossa vida? &#8211; <em>E que são limitados?</em> &#8211; E que, se contaminados ou destruídos, quem mais sairá perdendo somos nós mesmos? E que se a Terra já não agüenta mais com o consumo atual, imagine o que será, quando chineses e indianos quiserem ter uma &#8220;qualidade&#8221; de vida igual à &#8220;nossa&#8221;?!</p>
<p>Quem de nós ainda não viu que o &#8220;neo-liberalismo&#8221; continua desprezando os mais básicos e sagrados direitos de todos os seres, sobretudo o direito de viver dignamente de acordo com sua razão de ser? E quem ainda não viu que o sistema capitalista extorque a todos, permitindo lucros horrendos para uma minoria e socializando vergonhosamente os débitos desorbitantes?</p>
<p><em>Um exemplo?</em> &#8211; Na noite para o último 19 de dezembro, autoridades norte-americanas prenderam <a href="http://online.wsj.com/article/SB122973208705022949.html">Bernard L. Madoff</a>, ex-diretor da Nasdaq e uma das pessoas mais influentes da Wall Street, &#8220;o coração do capitalismo&#8221;! Ele reconheceu ter enganado investidores durante anos com falsas promessas. Prejuízo: <em>50 bilhões de dólare$!</em> E quem vai pagar o rombo? Os contribuintes, claro.</p>
<p>Quem de nós ainda não se deu conta que nossas principais instituições públicas, como partidos, igrejas, organizações internacionais e ONGs não estão evitando a destruição do nosso hábitat? <em>Democracia?</em> O povo nunca mandou em nada. <em>Religiões do amor?</em> Continuam benzendo armas e cooptando com o poder. <em>A ONU e seus órgãos?</em> Servem de decoração e para fazer turismo.</p>
<p>E para quê ir longe? O Brasil é um país com riquezas naturais, mas continua sendo um dos primeiros do mundo em <a href="http://www.brazil-brasil.com/content/view/151/78/">desigualdade social</a>: 1% dos mais ricos detém o mesmo valor que os 50% mais pobres. A renda de uma pessoa rica é 25 a 30 vezes maior do que a de uma pessoa pobre. Na Suécia, a diferença de renda entre ricos e pobres é de, no máximo, seis vezes.</p>
<p><em>&#8220;Acabar com a pobreza em país rico com grande proporção de pobres requer recursos financeiros irrisórios. Há no País 56,9 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e 24,7 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza. Para se erradicar a extrema pobreza brasileira seria necessário não mais que 1% da renda do País&#8221;. </em>(Fala Brasil, 30.10.04)</p>
<p><em>Feliz Natal?</em> &#8211; Mas, para quem? Para quem quiser sair desta enrrascada até pode ser, pois há um jeito infalível e seguro de torná-lo feliz. Se você quer ser um deles, mude a sua maneira de pensar e de ver o mundo. Aceite a verdade dos fatos. Reconheça a realidade. Desfaça-se das falsas imagens, pessoais, grupais e coletivas, e as substitua por novas visões e ações.</p>
<p>As igrejas, por exemplo, precisam rever, com urgência, sua doutrina e missão. Precisam aceitar que o mundo não nos foi entregue por um deus para fazermos com ele o que bem queremos. Os cientistas precisam reconhecer que não somos os senhores da vida, nem da criação. E nós temos que aprender que o mundo só é nossa mátria passageira e nossa morada temporária.</p>
<p>A grande questão do <a>oráculo de Delfos</a>, <em>&#8220;conhece-te a ti mesmo&#8221;</em>, continua bem atual. Profetas que apontaram para as mazelas foram desprezados e mortos. Ninguém quis acreditar em <a>Cassandra</a>, e Tróia se deu mal. &#8211; Mas, <em>e hoje?</em> &#8211; Não temos tecnologias de ponta, máquinas poderosas, ciências e capital? &#8211; Ou será que realmente somos incapazes de com-viver bem?</p>
<p>Somos capazes, sim, mas para isso precisamos reconhecer, em primeiro lugar, que não somos os seres mais inteligentes da criação. Que somos simples seres em evolução. Com virtudes e defeitos. Precisamos voltar a ser humildes, a aceitar nossa realidade e a abominar a falsidade. Precisamos tirar as máscaras e estender os braços a todos, inclusive às plantas e aos animais.</p>
<p><em>&#8220;Se ficar, o bicho come, se correr, o bicho pega&#8221;?</em> &#8211; É um trocadilho interessante, mais nada. Claro, porque não há bicho algum atrás de nós. O bicho, em questão, somos nós mesmos, ninguém mais! Ou seja, depende tão somente de nós fazer algo para acabar com a desgraça, como depende tão somente de nós continuar a perpetuar a injustiça e a infelicidade.</p>
<p>O mesmo trocadilho, em outras palavras, já usou Victor Hugo em &#8220;Os Miseráveis&#8221;: <em>&#8220;Para uns, avançar era morrer, mas ninguém pensava em recuar; para outros, permanecer era morrer, mas ninguém pensava em fugir&#8221;</em>. E a resposta/saída é a mesma: nós podemos, sim, recuar, se quisermos. Como também podemos escapar de todas pressões sociais injustas, se quisermos.</p>
<p>Inclusive do consumismo! Não só do natalino, mas, melhor ainda, do consumismo de todos os dias. Aliás, um jornalista do semanário alemão <a href="http://www.zeit.de/index">DIE ZEIT</a>, na edição de 17.12.08, sob o título: <a href="http://www.zeit.de/2008/52/Apokalypse-normal">&#8220;O Cotidiano em Crise&#8221;</a>, escreveu trágico-ironicamente: <em>&#8220;Amanhã precisaremos consumir mais do que hoje para que as pessoas não passem pior do que ontem&#8221;</em>.</p>
<p>O bicho não pega, nem precisamos consumir mais, se não quisermos! O que precisamos é construir um mundo justo. Sem os &#8220;mais&#8221; gritantes e criminosos, nem os &#8220;menos&#8221; repugnantes e letais. Temos de desacelerar e travar o sistema capitalista, para não nos chocarmos de frente contra a parede da burrice ou cairmos no precipício do ecocídio. Se é que já não estamos&#8230; caindo.</p>
<p>Re-conheça que a Terra não comporta os hábitos consumistas atuais. Sejam eles brasileiros, norte-americanos ou europeus. E descubra que, em nosso mundo, tudo está interligado. A câmara digital, o celular ou o PC <em>&#8220;made in China&#8221;</em> são baratos porque resultaram da exploração da mão de obra chinesa. O artigo de luxo talvez da mão de obra barata indiana, etc.</p>
<p>A organização alemã <a href="http://www.weed-online.org/index.html">WEED</a>, <em>World Economy, Ecology &amp; Development</em>, e a <a href="http://sacom.hk/">SACOM</a>, <em>Students and Scholars against Corporate Misbehaviour</em>, de Hongkong, publicaram há pouco o informe: &#8220;<a href="http://www.weed-online.org/themen/2027338.html">O lado escuro do ciberespaço</a>&#8220;. Nele delatam as péssimas condições de trabalho de <a href="http://www.germanwatch.org/zeitung/2008-3-portrait.htm">empresas chinesas</a> produtoras de componentes eletrônicos. Elas não respeitam nem os próprios direitos trabalhistas chineses!</p>
<p>Em épocas de alta produção, os operários migrantes trabalham até 70 horas por semana, vivem em albergues lotados, com péssimas condições de higiene, e recebem até 15% a menos que o salário mínimo garantido por lei. Este, de acordo com a região, vai de 200 a 257 Reais por mês. Com isso, nem mesmo na China se vive. E há 130 milhões de operários chineses migrantes!</p>
<p><em>É preciso reconhecer um problema para se poder solucioná-lo</em>. Agora, talvez você já esteja reconhecendo melhor os problemas que mais nos afetam. E talvez já saiba também que ninguém escapa dos efeitos que nossos males causam à Terra: vivendo em mansões ou em malocas. De terno ou descamisado. Indo ao culto, ou não. Super-saturado, com comes e bebes, ou vivendo na míngua e morrendo de fome.</p>
<p><em>Feliz Natal?</em> &#8211; Claro! Como não? Mas que seja, de fato, um novo natal! Que simbolize realmente o renascer para uma nova vida. De mudança de rumo e de hábitos. Pois assim poderemos, quem sabe juntos, minimizar um pouco os danos que causamos ao planeta  e cujos efeitos dolorosamente sentimos. Lembre: somos, realmente, uma só família! E, sem uma ação coletiva, não vamos solucionar nada. Por isso:</p>
<p><em>Feliz Natal!</em><br />
<em></em></p>
<p>É o que o Grupo Gaia deseja a todos, do fundo do coração. Feliz por saber que você pode e vai mudar a sua realidade, já, neste Natal. Aqui e agora. Quem sabe sem presentes materiais, para que a máquina do consumo não nos triture ainda mais. E feliz por saber que você não vai mais esperar que os outros comecem a mudar ou a fazer algo que só você pode fazer.</p>
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		<title>A Rainha dos Bandidos &amp; Timor-Leste &amp; ANDA</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 22:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste 10 de dezembro, comemora-se o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1948. Ela inicia com um Preâmbulo, no qual se fazem considerações. A primeira reconhece que a dignidade de todos os membros da família humana constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste 10 de dezembro, comemora-se o 60º aniversário da <a href="http://www.unhchr.ch/udhr/lang/por.htm">Declaração Universal dos Direitos Humanos</a>, adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1948. Ela inicia com um Preâmbulo, no qual se fazem considerações. A primeira reconhece que a dignidade de todos os membros da família humana constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.</p>
<p>A segunda consideração diz que &#8220;&#8230; o desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração humanos&#8221;.</p>
<p>Por fim chega-se aos aos <a href="http://www.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm">diversos artigos</a>, dos quais o 1°diz: <em>&#8220;Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.</em>&#8221; E seguem-se 29 outros artigos. Todos defendendo os mais altos e nobre direitos humanos!</p>
<p>Trinta anos depois, a <a href="http://www.brasilia.unesco.org/">UNESCO</a>, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, proclama a<strong> </strong><a href="http://www.apasfa.org/leis/declaracao.shtml">Declaração Universal dos Direitos dos Animais</a> em 15 de Outubro de 1978. Ela inicia: &#8220;1 &#8211; <em>Todos os animais têm o mesmo direito à vida. 2 &#8211; Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.</em>&#8221;</p>
<p>Pois é&#8230; se pelo menos fosse &#8220;à proteção da mulher&#8221;, acredito que os animais não estariam sendo tão maltratados como continuam sendo, apesar dos 30 anos de sua declaração. O melhor exemplo talvez seja o próprio <em>site</em> da UNESCO do Brasil, que não tem uma só informação a respeito da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, que ela própria proclamou!</p>
<p>Enfim, nada que existe hoje deveria ser motivo de admiração. Mas várias coisas deveriam, isso sim, ser motivo de muita vergonha. A começar pelas duas declarações universais citadas, pois o sistema econômico atual é o que mais desrespeita todos os direitos dos seres humanos, dos animais e dos vegetais também. Este sistema não respeita a nada e a ninguém!</p>
<p>E agora? Este 10 de dezembro é motivo de festa ou de tristeza? Haverá os que dirão: &#8220;Festa, pois já demos grandes passos no sentido da concretização dos direitos humanos!&#8221; Outros serão menos otimistas e dirão: &#8220;Tristeza, porque o desrespeito pelos valores mais sagrados de todos os seres é uma vergonha universal!&#8221; &#8211; Estes são os realistas. E com eles estou.</p>
<p>Veja a história humana! De 1900 para cá, quantas atrocidades houve? Quantos milhões de pessoas morreram em revoluções e guerras? Quais foram os maiores &#8220;carniceiros&#8221; da história? Lênin, Stalin, Hitler ou Mao? Quais foram os menores? Há dezenas deles. Nenhum, porém, provocou um crime comparável ao que o atual sistema econõmico causa: o ecocídio.</p>
<p>Não quero, porém, falar agora dos milhões de pessoas, animais e árvores mortos por hábitos irracionais. Agora só quero comentar três exemplos ímpares: um é de <a href="http://brasil.indymedia.org/pt/blue/2003/03/249229.shtml">Phoolan Devi</a>, a &#8220;Rainha dos Bandidos&#8221;; o outro é de <a href="http://www.cplp.org/Timor-Leste.aspx?ID=30">Timor-Leste</a>, país integrante da <a href="http://www.cplp.org/Default.aspx">CPLP</a>, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. e o último é a <a href="http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&amp;id===AUVZ0cW5mTHNlRaVXTWJVU">ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animias</a>.</p>
<p>Pholan Devi foi uma indiana que nasceu numa das castas mais baixas da Índia e que, por isso, teve uma vida horrível e sofrida. Se você puder, tente ler <a href="http://pt.livra.com/item/eu-phoolan-devi-a-rainha-dos-bandidos-da-india/8861142">a biografia da Phoolan Devi</a>, que, infelizmente, até agora só foi editada em Portugual. Talvez você fique aterrorizado. É a história de uma menina que não teve direitos alguns. Só o dever de sempre servir às castas superiores.</p>
<p>A história dela é recente! Ela nasceu em agosto de 1963 e <a href="http://veja.abril.com.br/010801/notasinternacionais.html">foi assassinada</a> em julho de 2001, aos 38 anos de idade. Phoolan sofreu horrores, mas nunca desistiu de seus sonhos. É um exemplo de que leis e declarações de nada servem, se não são praticadas. &#8211; E a Índia será uma potência mundial, em breve! &#8211; Em sua autobiografia, lançada em 1996, Phoolan escreveu:</p>
<p> <em>&#8220;Este livro é o primeiro testemunho que uma mulher da minha comunidade conseguiu publicar. É uma mão estendida de coragem aos humilhados e aos excluídos, na esperança de que uma vida como a minha nunca mais possa voltar a acontecer. Hoje eu devia estar morta mas estou viva. Tomei o destino nas minha mãos. Nasci escrava, tornei-me rainha&#8221;. </em><em>Phoolan Devi.</em></p>
<p>Depois de ser libertada da Prisão, a Rainha dos Bandidos criou o movimento <em>Eklavya Serra,</em> que exigia a quota de um terço de mulheres no Governo e no Parlamento indianos, a abolição do trabalho infantil e os direitos fundamentais à educação para as castas mais pobres. Phoolan conseguiu algo. E, sem ela, o nosso mundo seria mais triste do que já é.</p>
<p>Um pouco mais além da Índia, geograficamente falando, situa-se o Timor-Leste. Lá estive, há pouco, quando pude conhecer alguns tópicos e várias pessoas do país mais jovem do mundo. Sua história reflete um tanto a própria história da humanidade. A ilha de Timor foi habitada por povos migrantes, colonizada por portugueses, ocupada por indonésios e finalmente é livre hoje.</p>
<p>Livre? Que nada! Timor-Leste possui boas reservas de gás e petróleo. E lá estão australianos, indonésios, portugueses, chineses e vários outros países &#8220;ajudando&#8221; o novo Estado a se desenvolver &#8220;direito&#8221;. &#8211; Direito? &#8211; Ah! Lembro! &#8211; Não há uma Declaração dos Direitos Universais Humanos? &#8211; Há! &#8211; Mas ela pouco vale para as Phoolan Devis da vida, para os timorenses etc.</p>
<p>Não pense que sou pessimista. Muitos seguimos lutando por um mundo melhor. E ele é possível, sim! Cada um de nós pode fazer a sua parte. No Brasil, por exemplo, surgiu há pouco a <a href="http://www.anda.jor.br/">ANDA</a>, Agência de Notícias de Direitos Animais, o primeiro portal jornalístico voltado exclusivamente a fatos e informações do universo animal. Em sua apresentação, lê-se:</p>
<p><em>&#8220;A imprensa não apenas informa. Ela forma conceitos. Modifica idéias. Influencia decisões. Define valores. Participa das grandes mudanças sociais e políticas trazendo o mundo para o indivíduo pensar, agir e ser. É justamente esse o objetivo da ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animais: informar para transformar.&#8221;</em> &#8211; Parabéns, ANDA, e bem-vindos ao barco!</p>
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		<title>Sexo, Sangue e Sensacionalismo</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 05:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo Dia dos Jornalistas pela Paz, neste 27 de outubro

Em um recente curso sobre &#8220;Periodismo en Épocas de Conflictos&#8221;, realizado para jornalistas bolivianos em Santa Cruz, entre vários temas, analisamos também o efeito que matérias violentas podem causar no público consumidor de mídia. E isso nos levou à discussão sobre a responsabilidade de jornalistas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo <em><a href="http://pela-positiva.blogspot.com/2007/10/dia-dos-jornalistas-pela-paz.html">Dia dos Jornalistas pela Paz</a></em>, neste 27 de outubro</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Em um recente curso sobre &#8220;Periodismo en Épocas de Conflictos&#8221;, realizado para jornalistas bolivianos em Santa Cruz, entre vários temas, analisamos também o efeito que matérias violentas podem causar no público consumidor de mídia. E isso nos levou à discussão sobre a responsabilidade de jornalistas e dos donos dos meios na hora de veicular tais fatos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um participante, ao contrário dos demais, manifestou-se a favor de lançar ao ar as palavras de um ouvinte, que se referia intencional e negativamente sobre a tendência sexual de um importante político boliviano. Era um caso claro de sexismo homófobo. E o jornalista justificava a veiculação com o direito à liberdade de expressão que todo cidadão tem.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Os demais argumentavam que jornalistas e seus meios também têm de respeitar limites éticos e que, quando se trata do bem comum, devem praticar a auto-censura. Até aí o exemplo. Eu pessoalmente continuei a refletir sobre a questão, querendo saber que argumentos justificariam uma auto-censura, ou não, e porquê?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A primeira coisa que me ocorreu foi um diário popular alemão, <em>&#8220;Bild&#8221;</em>, que é o jornal de maior tiragem do país e da Europa. São cerca de 4 milhões de exemplares por dia! Sua linha editorial é <em>sexo, sangue e sensacionalismo</em>. Disso resulta automaticamente a velha pergunta: por que é que a maioria das pessoas se interessa tanto por esses &#8220;três esses&#8221;?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Sabe-se a resposta: há uma massa apagada, anônima, que leva uma vida monótona, sem pontos altos. E a <em>&#8220;Bild&#8221;</em> oferece justo boas doses do que ela mais procura: <em>emoções</em>! Seja através do sexo, da violência ou de fofocas sobre &#8220;estrelas e astros&#8221;. Isso, misturado com muito esporte e lazer, mais notícias e comentários tendenciosos, garante seu sucesso.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Sucesso de vendas é uma coisa, auto-censura em relação à veiculação de violência pela mídia, é outra. E o certo é que há, de fato, um aumento de casos violentos, como o ocorrido na Finlândia, em setembro passado, quando um estudante matou dez colegas e se suicidou. Foi o segundo caso, em menos de um ano, num país considerado &#8220;altamente desenvolvido&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">As autoridades finlandesas, na época, falaram de uma rede de potenciais <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/26/internacional/finlandia_enfrenta_rede_estudantes_a.html">&#8220;estudantes assassinos&#8221;</a>, ligados entre si pela Internet. E apontaram para várias &#8220;coincidências&#8221; entre os dois jovens psicopatas. Dentre elas, a seguinte: os dois eram fascinados pelo massacre na Escola de Columbine, nos EUA, em 1999, e divulgaram vídeos ameaçadores no <em>YouTube</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Depois do massacre, os finlandeses mostraram-se indignados com a existência do vídeo-game <em>&#8220;Kindergarten Killer&#8221;</em>, cujo &#8220;único&#8221; objetivo é matar o máximo de crianças possível num jardim-de-infância. O &#8220;jogo&#8221; é gratuito e pode ser acessado pela Internet. Este caso reacendeu a &#8220;surrada&#8221; discussão sobre o <a href="http://www.babooforum.com.br/forum/index.php?s=654ecf7a1929730dd56889f0f2a6d365&amp;showtopic=296137">efeito de jogos violentos</a> no cérebro dos adolescentes, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Outro exemplo: um <a href="http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=id.stories/8537">estudo</a> feito pela Universidade Complutense de Madrid revelou que &#8220;as estações de televisão espanholas emitem uma média de um ato violento a cada três minutos ou 23,7 atos de violência por hora. E que, durante o período analisado, de 2000 a 2007, registaram-se 3.156 atos violentos, um aumento significativo em relação a 2000.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Na década de 70, ainda havia regiões no Canadá, nas quais não chegavam os sinais de televisão. Isso levou uma equipe de psicólogos-sociais, liderados por <a href="http://world.std.com/~jlr/comment/tv_impact.htm">Tannis MacBeth Williams</a>, a analisar a influência da televisão no comportamento dos habitantes de três comunidades, que possuíam características culturais e sócio-econômicas idênticas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um detalhe do estudo foi a diferença da entrada dos canais de televisão nas comunidades. Em uma havia sido há pouco, na outra há sete anos, e na terceira há muito mais tempo. O resultado surpreendeu: na comunidade mais recente, após dois anos de consumo de tevê, registraram-se três vezes mais casos violentos entre crianças e jovens do que antes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nos anos 80, os psicólogos <a href="http://www.lichtblick99.de/bericht1.html">Armin Schmidtke</a> e <a href="http://www.zi-mannheim.de/">Heinz Häffner</a> descobriram os mesmos paralelos na Alemanha. Depois de um canal transmitir a série &#8220;Morte de um Aluno&#8221;, na qual ele se joga diante de um trem, o número de suicídios iguais aumentou em 170% no grupo etário do protagonista da série. E se provou que <a href="http://www.springerlink.com/content/u85tjm9t8xgyabnx/">o fenômeno</a> não foi esporádico.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">O norte-americano <a href="http://www.megaessays.com/viewpaper/58717.html">Brandon Centerwall</a> fez outros <a href="http://www.megaessays.com/viewpaper/67127.html">estudos</a> e chegou à seguinte conclusão: se não houvesse televisão, nem os demais meios eletrônicos visuais, só nos Estados Unidos, por ano, haveria 10 mil assassinatos a menos, 70 mil estupros a menos e 700 mil casos de delitos violentos a menos. Por ano!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Ou seja, a influência dos meios de comunicação de massa, sobretudo dos visuais, no caso da propagação da violência e do aumento de casos violentos está mais do que provada. E não só no tipo de comportamento violento! Manfred Spitzer, diretor da Clínica Universitária para Psiquiatria de Ulm, na Alemanha, descreve outros perigos em seu livro<a href="http://www.paedagogik-goetheanum.ch/1423.html">:&#8221;Cuidado, tela!&#8221;</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Após inúmeros estudos, Spitzer e sua equipe chegaram à seguinte conclusão: quanto mais cedo uma criança passa a ver televisão, quanto mais horas ficar sentada diante dos meios eletrônicos, tanto maior são as probabilidades dela tornar-se obesa, de sofrer de diabetes, ou de morrer por apoplexia, infarto cardíaco ou câncer pulmonar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Além disso, provou-se que há relação entre atos violentos, graves distúrbios de aprendizado e chances de se tornar marginalizado, depressivo ou sentir medos irracionais. Aliás, em 1995, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dave_Grossman_(author)">Dave Grossman</a> já havia abordado o tema numa obra clássica da psiquiatria militar norte-americana: <em>&#8220;<a href="http://www.lwcbooks.com/books/onkilling.html">On Killing</a>&#8220;</em> &#8211; &#8220;<a href="http://zurugoa.blogspot.com/2005/01/generation-kill.html">Sobre o Fato de Matar</a>, o Custo Psicológico de Aprender a Matar&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Há inúmeros outros estudos e <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u6295.shtml">matérias</a> a respeito, mostrando que há uma relação entre consumo de vídeo-games e de TV e o risco de jovens desenvolver comportamento violento ou até criminoso. O <a href="http://www.medizinauskunft.de/artikel/familie/kinder/22_02_gewaltfernsehen.php">efeito de cenas e jogos violentos</a> é ainda redobrado se as crianças e jovens vivem em ambientes familiares e sociais mais agressivos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">E agora? &#8211; Acho que no caso de um <em>Jornalismo pela Paz</em>, de um jornalista que deseja entender conflitos e reportar sobre eles, defendo uma postura ética de auto-censura, sim. Aliás, nós todos, jornalistas e consumidores da mídia, precisamos desenvolver, com urgência, um grande espírito crítico-sensitivo. Afinal, este espírito realmente nunca fez mal à ninguém.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="text-decoration: underline;">Outros links interessantes pelo <em>Dia dos Jornalistas pela Paz,</em> em 27 de outubro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Por um <a href="http://firmenoarreio.blogspot.com/2006/08/por-um-jornalismo-da-paz.html">jornalismo da Paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nasce <a href="http://www.iofc.org/pt-br/node/27985">Rede de Jornalistas pela Paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A associação <em>&#8220;Repórteres da Esperança&#8221;</em> criou um prémio para estimular um jornalismo mais &#8220;positivo&#8221;. <a href="http://www.josecarlosabrantes.net/detalhe.asp?id=101&amp;idc=29">O jornalismo como fonte de esperança</a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">16° Encontro da Nova Consciência: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HcMld-eoWUo">Jornalismo e cultura de paz</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Por um <a href="http://www.comunidadesegura.org/?q=pt/node/37510">jornalismo que promova os direitos humanos</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="text-decoration: underline;">Em inglês:</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.transcend.org/">TRANSCEND INTERNATIONAL</a>: A NETWORK FOR PEACE AND DEVELOPMENT</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.transcend.org/pj.shtml?&amp;x=127">Peace Journalism</a> &#8211; How to Do It?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.wacc.org.uk/wacc/content/download/4505/43689/file/1.1%20Peace%20Journalism.pdf">Peace Journalism Manual</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<div><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><a href="http://www.google.com/search?q=Peace+Journalism+Manual&amp;rls=com.microsoft:de-DE:IE-SearchBox&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;sourceid=ie7&amp;rlz=1I7ADBR">About Peace Journalism</a></span></span></span></div>
<p> </p>
<p></span></span></span></div>
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