<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Educação alternativa</title>
	<atom:link href="http://www.gruga.org/category/educacao-alternativa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.gruga.org</link>
	<description>Gruga.org - Grupo Gaia</description>
	<lastBuildDate>Fri, 06 Aug 2010 16:09:57 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Agiotas, Velhacos e Insubmissos</title>
		<link>http://www.gruga.org/2009/10/agiotas-velhacos-e-insubmissos/</link>
		<comments>http://www.gruga.org/2009/10/agiotas-velhacos-e-insubmissos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 00:40:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gruga.org/?p=54</guid>
		<description><![CDATA[Neste 9 de outubro, há 20 anos, um grupo corajoso de pessoas voltava a reunir-se na igreja de São Nicolau, em Leipzig, na Alemanha Oriental. Foram rezar pela paz, contra a ditadura comunista vigente. Já vinham fazendo isso há várias segundas-feiras. Uma das canções, que gostavam de cantar, era baseada no seguinte refrão de Karl [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste 9 de outubro, há 20 anos, um grupo corajoso de pessoas voltava a reunir-se na igreja de São Nicolau, em Leipzig, na Alemanha Oriental. Foram rezar pela paz, contra a ditadura comunista vigente. Já vinham fazendo isso há várias segundas-feiras. Uma das canções, que gostavam de cantar, era baseada no seguinte refrão de Karl Marx:</p>
<p>&#8220;Por isso vamos arriscar tudo, sem jamais esmorecer, nem descansar. Nunca deixemos nosso falar mudo, sem nada querer, sem batalhar. Não sigamos com o choco ensejo, cheios de medo para a vil servidão, pois além da saudade e do desejo, o que sempre nos fica é a ação.&#8221;<em> </em></p>
<p>Neste 9 de outubro de 1989, porém, havia algo de mágico no ar. E o encanto levou 70 mil pessoas a sair pelas ruas de Leipzig, surpreendendo as forças de repressão policial. O regime comunista não pôde mais suportar a insubmissão. Um mês depois, no dia 9 de novembro, caía o muro de Berlim. Pouco depois abria-se a cortina de ferro e um peso enorme caiu dos ombros da humanidade.</p>
<p>Não foram os acomodados que provocaram o &#8220;milagre&#8221;. Foram os insatisfeitos. Os insubmissos! Os que disseram &#8220;basta&#8221;! Foram os que não só ficaram nas palavras, mas que se reuniram numa igreja para rezar. Contra o status-quo! Contra a injustiça! Contra a repressão!</p>
<p><em>Neste 9 de outubro, rezemos para que tenhamos menos agiotas, menos caloteiros, e mais insubmissos!</em></p>
<p>Aliás, Obama recebeu hoje o Prêmio Nobel da Paz 2009. Não dá para acreditar! Ele é o presidente de um país que está promovendo guerra no Iraque e no Afeganistão. Que mantém Guantánamo. Que possui o maior parque industrial de armamentos e é responsável por quase metade dos gastos mundiais com armamentos.</p>
<p>&#8220;Em todo o mundo e somente no ano passado, mais de 850 bilhões de euros (mais de R$ 2 trilhões) foram gastos com armamentos e itens militares. O mais chocante é que este número é 190 vezes superior ao destinado no combate à fome em todo o mundo.&#8221; (<a href="http://www.sidneyrezende.com/noticia/13293">Fonte</a>)</p>
<p>Obama é presidente de um império que está em luta contínua contra a Vida porque destrói o meio ambiente, em vez de salvá-lo. Que defende a minoria proprietária do capital, os donos de empresas transnacionais de bio-tecnologia, de alimentos e indústrias farmacêuticas.</p>
<p>E Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz!!!! <em>Vivam os caloteiros!</em> Abaixo (morram!) os insubmissos!</p>
<p><em>&#8220;Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.&#8221;</em> J. Krishnamurti.</p>
<p>Mas&#8230; onde estão os insubmissos? &#8211; Você conhece algum? &#8211; A lista dos caloteiros, ao contrário, é interminável. Vejamos alguns exemplos. Primeiro o dos lobos em peles de ovelha:</p>
<p>Igreja Universal do Reino de Deus:</p>
<p>&#8220;Segunda-Feira da Justiça. Nesta segunda-feira um grande clamor estará sendo realizado em favor das pessoas que se sentem e estão sendo injustiçadas, trabalham e não recebem, tudo o que você faz dá errado, se formou e não consegue uma vaga no mercado de trabalho, trabalha mas o que não ganha não corresponde às suas necessidades, todos os seus investimentos não têm resultado.</p>
<p>Venha nesta Segunda-Feira na Nação dos 319 receber a oração do livramento contra toda injustiça. Às 7 horas da noite. Na oportunidade você vai receber um elemento especial para abençoar o seu trabalho e os seus negócios.&#8221; (De um folheto da Catedral da Fé, Igreja Universal do Reino de Deus, Boa Vista, Roraima, agosto 2009)</p>
<p>Igreja Católica Apostólica Romana:</p>
<p>&#8220;Atestado Progressista. Em sua nova encíclica, o papa Bento XVI surpreende ao reconhecer o papel do lucro na produção da riqueza e os méritos do capitalismo globalizado&#8221;. (Veja.Nr.2121.15.07.09)</p>
<p>&#8220;Os Novos Pecados Capitais. Crimes contra o meio ambiente, manipulação genética, drogas, exploração: estes são, segundo um alto funcionário do Vaticano, os <em>‚novos pecados capitais&#8217;</em>, que ameaçam a humanidade.&#8221; (<em>General Anzeiger</em>, Bonn, de 11.03.2008)</p>
<p>&#8220;Um Investimento Eclesiástico do Tipo Raro. O banco católico Pax, que faz publicidade para investimentos éticos, provocou turbulências por fazer investimentos em empresa de armamento e fabricante de pílulas anti-concepcionais. O Banco Pax, com sede em Colônia, investiu 1,6 bilhões de euros em duas empresas de tabaco, num gigante da indústria de armamentos e num produtor norte-americano de pílulas anti-concepcionais.&#8221; (<em>General Anzeiger</em>, Bonn, de 03.08.2009)</p>
<p>Outro enfoque: neste 12 de outubro, comemoramos o Dia da Criança. Mas&#8230;</p>
<p>&#8220;Segundo a <a href="http://www.ilo.org/ipec/lang--es/index.htm">Organização Internacional do Trabalho</a>, mais de 190 milhões de garotas e garotos dos cinco aos 14 anos de idade têm de trabalhar diariamente sob condições perigosas. Estas crianças produzem bens que são comercializados em todo o mundo.&#8221; <em>E você pode os estar comprando!</em></p>
<p>&#8220;Só no Haiti calcula-se que haja 300 mil garotas e garotos trabalhando como escravos domésticos. Eles são explorados, violados e não têm direitos algum&#8221;. (<em>Berliner Zeitung</em>, 25.08.2009)</p>
<p>&#8220;Diariamente morrem 26 mil crianças com menos de cinco anos de idade. Por ano são 9,7 milhões de crianças mortas. A maioria delas poderia sobreviver com poucos recursos médicos. Segundo a <a href="http://www.unicef.org.br/">Unicef</a>, isso é inaceitável.&#8221; (23.01.2008)</p>
<p>Enquanto isso, na Alemanha, <em>na terceira maior economia do mundo</em>&#8230;</p>
<p>&#8220;O número de casos registrados de abusos de crianças aumentou fortemente nos últimos anos. Enquanto em 1999 foram registrados mais de 2.600 casos de crianças vítimas de abusos, em 2008 já foram registrados 4.100.&#8221; (Instituto de Criminalística, Berlim)</p>
<p>&#8220;Um pai deixou seu bebê, neste sábado, em Stuttgart, em plena rua. De acordo com a polícia, após fazer compras, o pai esqueceu o nenê na rua e só notou em casa, quando sua esposa perguntou pelo filho.&#8221; (29.06.2009)</p>
<p>&#8220;Pais colocam seu bebê à venda no <em>Ebay</em>.&#8221; O anúncio de venda era assim: &#8220;Bebê &#8211; só para quem vier apanhar. Coloco aqui em venda meu bebê, quase novo, já que ele começou a ficar barulhento demais para mim. É um bebê masculino, de bons 70 centímetros de comprimento. Pode-se levá-lo num porta-nenês ou num carrinho de bebês.&#8221; (24.05.2008)</p>
<p>Há dois grupos ainda, porém, que não deveriam ser esquecidos. É o dos indiferentes, a grande maioria dos mais de 6 bilhões de pessoas desse nosso mundinho, e&#8230; a claque cada vez mais numerosa dos que adoram os &#8220;ídolos globais&#8221; ou &#8220;galácticos&#8221;!</p>
<p>Você viu a apresentação de Kaká (custou 65 milhões de euros) e de Cristiano Ronaldo (94 milhões de euros) no Real Madrid? (Sem falar nos 35 milhões de euros do Benzema!) Por detrás dos milhões de euros investidos só na compra desses três jogadores está Florentino Pérez. (Investiu 648,5 milhões em 7 temporadas no Real Madrid. Roman Abramowitsch, investiu &#8220;só&#8221; 623 milhões de euros no Chelsea!)</p>
<p>Alguém se preocupa em saber de onde vem os milhões de euros de Abramowitsch e de Pérez? Kaká, o religioso, sabe? Cristiano Ronaldo, o narcisista, quer saber?</p>
<p><em>E você?</em> &#8211; Vai continuar comprando a camiseta do Real Madrid e batendo palmas pros dois? Ou quer saber de onde vem o dinheiro gasto com eles? Ou seja: Você quer saber quem está pagando, de fato, esse dinheiro todo?</p>
<p><em>É você!</em> É o teu filho, é tua filha! Quem apóia o Real Madrid é que paga essa injustiça toda! Desde o preço dos ingressos, das camisetas, do merchandising, até ás especulações de Pérez com investimentos milionários, subvencionados (!), em projetos imobiliários, que estão destruindo grandes regiões da Espanha!</p>
<p>Enquanto não nos dermos conta disso, os velhacos e os agiotas vão continuar mandando no mundo. Vão continuar o destruindo mais rápido. Mas&#8230; e os insubmissos? &#8211; <em>Onde será que estarão?</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gruga.org/2009/10/agiotas-velhacos-e-insubmissos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Educar é amor e exemplo</title>
		<link>http://www.gruga.org/2009/06/educar-e-amor-e-exemplo/</link>
		<comments>http://www.gruga.org/2009/06/educar-e-amor-e-exemplo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 11:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gruga.org/?p=46</guid>
		<description><![CDATA[Não sei mais quem é a autora ou o autor do dito “educar é amor e exemplo”. Só sei que o achei perfeito, memorizei e passei a praticá-lo. E fico um pouco triste por tê-lo aprendido um tanto tarde. Ou seja, bem depois de já ter co-educado nossas três crianças. Com métodos que aprendi de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Não sei mais quem é a autora ou o autor do dito “educar é amor e exemplo”. Só sei que o achei perfeito, memorizei e passei a praticá-lo. E fico um pouco triste por tê-lo aprendido um tanto tarde. Ou seja, bem depois de já ter co-educado nossas três crianças. Com métodos que aprendi de meus pais e mestres. Pouco conformes com “amor e exemplo”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O que mais primou na minha educação familiar e escolarização foi disciplina, castigo e “respeito”. Mas não o respeito nascido do saber o valor das pessoas e da vida e do conhecer os seus mecanismos. O “respeito” em questão era imposto e justificado por mandamentos e leis que nem sempre eram compreensíveis, porque não eram praticados.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Ou seja: era um “faça o que digo, mas não faça como ajo”. Aí me perdia entre o que poderia e deveria ser certo e o que via, a prática do errado. E quando não agia como de mim exigiam, o “respeito” à lei, ao mandamento, ao “superior” e ao mais forte era imposto por castigos, penas, surras e suspensão de carinho e amor. </span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Este “respeito” era sinônimo de terror e medo. E a gente fazia o que era dito e mandado, mas sem saber o porquê de nossas ações. Sentia-se que algo não podia estar certo, mas ai de comentar algo ou até de reclamar! Lá vinham mais castigos e até expulsões do convívio dos “bons e corretos”. E havia vários tipos de ostracismo! Uns bem duros até.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Escrevo isso porque educar é um processo que dura toda a vida. E se no início “sofremos” um tipo de educação, mais tarde, quando adultos, já temos a responsabilidade plena sobre a nossa vida. E sobre nossa educação, claro, pois viver é um eterno aprendizado. E aprender é se educar. E educar-se é amar-se e viver de maneira consciente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Além da auto-educação, ainda somos educadores de diferentes maneiras. Seja na rua, como cidadãos responsáveis, ou em família, como tios e tias, vovós e vovôs. Em público sou educador pela minha maneira de me comportar. Ou seja, pelo meu exemplo! Se sou consumista, egoísta ou indiferente, ou defensor da natureza, solidário e engajado.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Em família, também somos educandos e educadores. Cada um de acordo com sua idade e responsabilidade. Lembra? Educar é amor e exemplo. É amar e viver coerentemente com as normas e leis que nos orientam. E aí volto a tocar na questão do “respeito”. E pergunto: o que é mais importante na vida? Aliás, a vida faz sentido? Tem um sentido?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Para mim e para várias pessoas, a vida tem um sentido, sim. Um psicólogo alemão, Martin Fegg, desenvolveu um interessante questionário, com o qual quis descobrir qual era <a href="http://www.sueddeutsche.de/muenchen/131/468694/text/">o sentido da vida de doentes terminais</a> numa clínica de Munique. Ele perguntou a mil pessoas o que lhes dava motivo para viver e recebeu três mil respostas diferentes.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Fegg separou as respostas por critérios como família, parceiros, amigos, lazer, espiritualidade, natureza etc. E descobriu o que dava sentido à vida dessas pessoas. O componente mais importante foi emocional. Foi o sentir-se realizado com o que se tinha vivido. O segundo foi ter uma estrutura e ordem na vida, o que lhes dava segurança. E o terceiro elemento foi ter metas e valores.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Este “esquema” realmente pode “configurar” nossa existência. Pode dar um sentido à ela. O esquema é simples: 1º: ter prazer no que se faz, sentir-se realizado com suas ações diárias. 2º: ter ordem e estrutura em sua vida pessoal, familiar e social, e, 3º: ter metas e valores. Parece fácil, não?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E é fácil, sim. O que complica é que ainda não aprendemos a ter metas e valores comuns. E é preciso? Bem… aí vem a história do subjetivismo e do objetivismo. Há os que dizem que cada pessoa dá um sentido bem pessoal e próprio à sua vida. E há grupos que dizem terem a resposta do sentido da vida para toda a humanidade. E ai de quem não segui-los!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Não quero entrar nesta discussão agora, mas só dizer que creio, sim, que todo o universo e nós fomos criados com um fim e um sentido. E seria ótimo se conseguíssemos descobrir respostas conjuntas, novas! É que as respostas dadas até agora não servem mais. Fizeram parte de um processo histórico. Mas os tempos são outros.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Veja a questão das metas e dos valores! Não pode ser correto que só tenhamos como meta explorar a todos e tudo de maneira irracional. Não pode ser correto que o dinheiro seja nosso valor mais importante. Não pode ser correto que cada grupo humano busque só a concretização de seus interesses e se esqueça do todo e do futuro.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E… se tivéssemos sido criados realmente por prazer e para o prazer? Para nos alegrarmos com a sinfonia cósmica e seu compasso de ser? Não seria bem melhor? Claro, porque amar não é só querer um bem abstrato e próximo. O amor é infinito e eterno, como a ser que nos criou. E quão inteligente não é, pois segue nos educando com seu amor e exemplo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Veja a natureza! O que acontece? Há um animal ou planta que tira mais dos outros do que lhes dá? Que acumula isso ou aquilo só para dominar os demais? Viver é harmonia. Cada ser à sua maneira e em seu ecossistema. Este é o exemplo que podemos observar da natureza. Sempre e em todos os lugares. Sem a interferência desequilibrante humana!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Fomos criados por amor e por prazer. A ser criadora nos deu leis bem objetivas, que, se respeitamos, nos permitem viver em equilíbrio. Conosco e com os demais seres, base da felicidade e do prazer. Se as desrespeitamos, criamos nossa infelicidade e nos prejudicamos. Nós podemos nos educar nesse sentido. Ou não, e nos deseducar.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Aliás, o perito em família dinamarquês Jesper Juul foi tema da série de artigos do semanário alemão <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em> intitulada <a href="http://www.zeit.de/2009/19/PD-Juul">“Quem pensa para o amanhã?”</a>. Juul é muito procurado por pais e mestres por sua visão e metodologia de trabalho. Ele diz, por exemplo: “Educação consiste em tratar as crianças com respeito. Aí também se recebe respeito de volta”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Outra: “Crianças precisam de pais que estão convencidos de que seus filhos são legais, assim como são. Que dizem sua opinião abertamente, talvez também sua discordância, mas que nunca perdem a confiança em seus filhos.” Ou: “Para o bem-estar de uma família é decisivo não as regras que se impõem, mas como a gente se trata mutuamente”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Hoje, diz Juul, o poder do mais forte desapareceu nas famílias e aumentou, em contrapartida, o poder da insegurança. E nega-se a contrapor, para isso, a disciplina. “As crianças não são educadas por ordens ou castigos, mas por aquilo que os pais vivem e mostram. Como se tratam mutuamente, como resolvem conflitos e brigas. Isso é o que educa.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Juul diz ainda, que do que ele crê saber, pouco aprendeu em institutos e faculdades, mas sim da vida. De inúmeros contatos com mães, pais e crianças. E que ele se alegra por finalmente poder aplicar com seu netinho, de dois anos e meio, o que ele vive aconselhando a outros. Pois com seu filho, na época, ainda era jovem demais e inexperiente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Também tenho um netinho. Vai fazer três anos em agosto. Também estou tentando evitar, não só com ele, mas em tudo o que faço, os inúmeros erros que cometi como pai, por ser jovem e inexperiente. E assim, se cada geração reparar alguns erros cometidos pela geração anterior, vamos melhorando gradativamente nosso convívio, não é mesmo?</span></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gruga.org/2009/06/educar-e-amor-e-exemplo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jardineiras de Almas</title>
		<link>http://www.gruga.org/2009/05/jardineiras-de-almas/</link>
		<comments>http://www.gruga.org/2009/05/jardineiras-de-almas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 May 2009 11:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gruga.org/?p=45</guid>
		<description><![CDATA[Na Alemanha se criou, há anos, uma pré-escola,  o kindergarten, cujo modelo acabou se espalhando por outras partes do mundo. Inclusive o próprio termo passou a fazer parte de outros idiomas. E a figura de linguagem, jardim de crianças, é realmente linda. Aí fico devaneando e lembrando quantas flores bonitas não há pelos kindergarten desse mundo afora!
Depois da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Alemanha se criou, há anos, uma pré-escola,  o <em>kindergarten</em>, cujo modelo acabou se espalhando por outras partes do mundo. Inclusive o próprio termo passou a fazer parte de outros idiomas. E a figura de linguagem, jardim de crianças, é realmente linda. Aí fico devaneando e lembrando quantas flores bonitas não há pelos kindergarten desse mundo afora!</p>
<p>Depois da unificação das duas Alemanhas, em outubro de 1990, o lado oriental se dobrou aos ditames do lado ocidental, assumindo praticamente todos os modelos da ex-RFA, a República Federal da Alemanha. Algumas poucas coisas, porém, a ex-RDA, República Democrática Alemã, também conseguiu &#8220;exportar&#8221; para o lado ocidental. Foram as <em>kitas</em>, as <em>kindertagesstätten</em>, ou seja: &#8220;locais onde se pode deixar as crianças por um dia&#8221;. As conhecidas creches.</p>
<p>Tudo isso, em parte, para dizer que o modelo <em>kita</em> acabou eliminando o tradicional <em>kindergarten</em>. Também do linguajar diário alemão. E tudo isso para comentar ainda, que desde sexta-feira passada 22, as e os funcionários dos <em>kitas</em> estão em greve em várias partes da Alemanha, complicando a vida de muitos pais. Estão em luta por melhores condições de trabalho e salariais.</p>
<p>Aliás, antigamente as profissionais dos <em>kindergarten</em> se chamavam de <em>kindergärtnerin</em>. No feminino mesmo, porque era um trabalho feito exclusivamente por mulheres.  Hoje, com os <em>kitas</em>, esses profissionais se chamam de <em>educadores/as</em>. As diferenças podem parecer simples nuanças, nada mais. Poderiam significar nada. Mas discordo. A mudança visibiliza algo, sim, e mais profundo.</p>
<p>Signos, como a palavra diz, são símbolos. Representam algo. Levam uma mensagem, uma informação. Signos são criados com intenções e têm diferentes origens e causas. Se chamo uma pré-escola de jardim e comparo as crianças a flores, uso uma linguagem poética, que, no mínimo, revela parte da minha maneira de ver o mundo e de como me situo nele.  </p>
<p>Quando uso o termo <em>kita</em>, local onde se guardam ou se deixam as crianças por um dia, já soa diferente, não é mesmo? E quando <em>de</em>-<em>signo</em> um profissional, quando lhe dou um signo de &#8220;jardineira/o de crianças&#8221; ou de &#8220;educador-a&#8221;, também busco objetivos distintos. Neste termo sinto uma certa &#8220;objetividade fria&#8221;. Naquele, um &#8220;toque de calor humano e de beleza&#8221;.</p>
<p>Saudosismo? Claro! E por que deveria negar estes sentimentos? É que ainda sonho com uma sociedade que seja um lindo parque e nele vejo vários canteiros com belíssimas flores. São nossos filhos crescendo ao sol e ao ar-livre, sob os cuidados de amorosas jardineiras. Ouve-se o cantar dos pássaros, que se misturam com os risos e gritos de nossas flores. A imagem me faz feliz.</p>
<p>Por outro lado, vejo carros circulando rápidos, com crianças sentadas em assentos anatômicos. Nos respaldos dos bancos já brilham monitores, que passam desenhos animados ou filmes de ação. Os pimpolhos são largados bem cedo nas <em>kitas</em> e apanhados à tarde, como encomendas. E sinto que ninguém quer frear o ritmo do seu &#8220;negócio&#8221;. Seja o dos pais, dos educadores, dos patrões ou empresários.</p>
<p>A par dessas considerações líricas e nostálgicas, chama-me atenção ainda o motivo da greve das/dos educadores dos kitas alemães: condições de trabalho insatisfatórias, justificadas por terem de sentar em cadeirinhas de crianças, e salários baixos, indignos. Fico pensando: a questão das cadeirinhas até que é fácil mudar. Mas&#8230; e os salários? &#8211; Como fica isso?</p>
<p>Aí, sinto muito! O tratamento que damos a nossos educadores é algo significativo para nossa época e seu sistema político-econômico. Veja: diretores de bancos e de empresas ganham fortunas. E eles cuidam do quê? Das nossas flores ou da grana de uma minoria? Cuidam do nosso futuro ou de um capital corrompido e sujo de sangue? E o que deveria ser mais importante para nós? Para uma sociedade preocupada com o seu futuro? Não há dúvida alguma: deveria ser a educação!</p>
<p>Papais ou mamães que ficam em casa cuidando de nossos filhos, jardineiras de nossas flores, educadoras, professoras e professores deveriam ter os melhores salários do mundo! São eles que cuidam do que de mais precioso temos! A nossa vida futura! A próxima geração! No entanto, o que vemos? O abandono e até o desprezo por nosso sistema educacional e por seus profissionais.</p>
<p>Nos simbólicos parques de nossos estados cultivamos o quê, hoje? Há canteiros de shoppings, de carrões, de produtos geneticamente manipulados, de soja para exportação, de criação industrializada de gado e aves, canteiros de terríveis e mortíferos armamentos, canteiros de dinheiro artificial e de ações estéreis a se perder de vista&#8230; Enublando nossos horizontes, entorpecendo nosso coração.</p>
<p><em>E agora?!</em> Kindergarten já era&#8230; tudo bem. Também pode ser kita. Não há problema. Mas&#8230; abandonar esses tipos de <em>jardins de vida</em> para cultivar <em>hortas da morte?</em> Além de horrorosa, a troca é muito perigosa e uma péssima opção.</p>
<p>E você? O que acha? Ao refletir, não esqueça, por favor, de lembrar que não somos só meros objetos passivos desse e de outros câmbios! Neles, como em todos os processos sociais, nós podemos tanto ser <em>jardineiras de almas</em>, como agentes fúnebres. A escolha sempre é nossa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gruga.org/2009/05/jardineiras-de-almas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mortos enterrando mortos</title>
		<link>http://www.gruga.org/2009/05/mortos-enterrando-mortos/</link>
		<comments>http://www.gruga.org/2009/05/mortos-enterrando-mortos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Ecocídio]]></category>
		<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gruga.org/?p=44</guid>
		<description><![CDATA[


 (Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)
Não sei por onde começar. Se pelo massacre de Bilge, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.
Ou devo lembrar o massacre de Beslam, na Rússia, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">(Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Não sei por onde começar. Se pelo <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jGSF4t0ROt4an3LMoSsM9z2yQiuw"><span style="color: #800080;">massacre de Bilge</span></a>, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Ou devo lembrar o <a href="http://noticias.terra.com.br/retrospectiva2004/interna/0,,OI435301-EI4427,00.html"><span style="color: #800080;">massacre de Beslam</span></a>, na Rússia, quando revolucionários islâmicos chechenos mataram 334 reféns, dos quais quase 200 crianças?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O que dizer do advogado e professor-doutor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que há pouco matou seu filho de cinco anos, e numa carta escreveu que foi a “&#8230; <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/04/23/carta-de-professor-da-usp-que-matou-filho-cometeu-suicidio-fala-em-demonstracao-de-amor-de-um-pai-755403237.asp"><span style="color: #800080;">maior demonstração de amor de um pai pelo filho</span></a>”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Na Alemanha, em Eislingen, <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/05/06/familiendrama-eislingen/waren-die-vierfach-killer-ein-liebespaar.html"><span style="color: #800080;">dois jovens mataram os pais de um deles</span></a> e as suas duas irmãs. Porquê? Porque não podiam revelar sua homosexualidade e que se amavam.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Em Hildesheim, um <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/03/25/kleingarten-killer/vor-gericht.html"><span style="color: #800080;">aposentado matou três vizinhos</span></a> porque estes não faziam o que ele queria. E não mostrou arrependimento algum ao ser condenado à prisão perpétua.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A lista de assassinatos por motivos banais é enorme. Sem falar dos jovens que matam em escolas de vários países, por diversas razões.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E o que dizer das <a href="http://www.pime.org.br/mundoemissao/fomecriancas.htm"><span style="color: #800080;">12 crianças que morrem de fome, a cada minuto</span></a>, no mundo todo? E das <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/021120_vacinass.shtml"><span style="color: #800080;">mais de 3 milhões de crianças que morrem por ano, por falta de vacinação</span></a> e de cuidados médicos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quinze anos após o <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/04/07/ult34u220954.jhtm"><span style="color: #800080;">genocídio de Rwanda</span></a>, em abril de 1994, seus autores ainda continuam em liberdade. Foram “só” 800 mil tutsis e hutus assassinados!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Um documento com os <a href="http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u126.jhtm"><span style="color: #800080;">maiores massacres</span></a> de nossa história coloca os Estados Unidos no topo da lista pelo genocídio ainda em curso dos nativos norte-americanos. Até agora já custou 15 milhões de vidas desde 1492.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E dos ditadores, quem matou mais? Foi Stálin, Mao, Pol Pot ou Hitler?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E qual será a responsabilidade do nosso sistema econômico-social pela miséria e pelas mortes diárias de tantas espécies de animais, plantas e de pessoas?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Qual será a nossa responsabilidade bem pessoal pelo nosso extermínio ecológico?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando penso sobre isso, fico triste. E quando observo quem está assistindo a esse velório coletivo do nosso enterro global, pergunto: quem ainda está vivo? E quem já faz parte dos mortos? – E vejo que o número de mortos-vivos aumenta a cada segundo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Duvida? Então faça as contas! Quantos seres vivos ainda há no nosso planeta, por exemplo? No nosso continente ou país? Na nossa cidade ou bairro? Quantas espécies já se foram para sempre?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Num espaço de terra, podemos medir a vida quantitativa e qualitativamente. Podemos verificar a sua composição química, o número de bactérias existentes etc. Enfim, podemos <a href="http://www2.uol.com.br/vyaestelar/saude_planeta.htm"><span style="color: #800080;">medir pela sua biomassa e diversidade de espécies</span></a>. E deste ponto de vista, estamos claramente matando-nos a cada dia que passa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Por outro lado, o que distingue um ser vivo de um morto? Um ser deixa de viver biologicamente quando ocorre sua morte cerebral. Mas&#8230; e emocional, racional ou espiritualmente? Quando é que alguém morre nesse sentido?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando suas emoções se apagam, quando deixa de usar sua razão e quando passa a achar que a matéria é tudo. &#8211; E agora? &#8211; Quantas pessoas ou famílias ou grupos sociais que você conhece, que já morreram emocional, racional e espiritualmente?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">De fato, jamais deveríamos medir a vida só por números. Por quantas terras alguém teria, por quantos milhões de dinheiro ou de ações possui, etc. A vida é muito mais do que frios números, porque ela também tem um lado qualitativo!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Se formos olhar a vida por este aspecto qualitativo, do prazer e do bem-estar, o que observamos? Que vivemos cada vez mais estressados, mais agoniados, mais doentes física, emocional e psiquicamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Estamos matando, pessoal e coletivamente, as nossas emoções e sentimentos. Estamos acabando com nossos sentidos e sensibilidade. Em lugar deles, cultivamos a frieza e a indiferença e passamos a atuar como mortos-vivos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viver ou fazer de conta, matar-se ou morrer já em vida&#8230; isso é uma escolha que cada um de nós pode fazer a cada instante. Depende do papel que assumimos em família, na sociedade, no estado e no nosso planeta. O papel de um ser-vivo. Ou de um ser-morto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja inteligente! Seja um ser-vivo! Use bem sua inteligência e sua vontade. Valorize suas emoções, desenvolva-as e cultive-as plenamente. Crie habilidades e emoções que lhe permitam viver feliz, com prazer e bem-estar. Pessoal, coletiva e ecologicamente!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, está se aproximando. Há muitos sinais de que estamos cometendo um ecocídio irreversível. Mas apesar de todos os pesares, sempre há uma possibilidade de renascer com a esperança que advém de um novo instante, de uma nova vida!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Violências, massacres, genocídios, assassinatos e extermínios não surgem do nada. Eles são causados por sistemas e ideologias. Eles nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A construção de uma nova sociedade, harmônica, equilibrada, justa, amorosa e paciente, também será possível com novas ideologias e novos sistemas. E eles também nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja vivo! Use toda a sua sensibilidade e viva todas as suas emoções. Ressuscite as espezinhadas e reprimidas. Reacenda as que ainda ardem por debaixo das cinzas. Todas elas precisam arder novamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E faço um apelo: analise sua maneira de viver. Contabilize seus atos diários. Com quantos você está contribuindo para enterrar ainda mais a gente? Quanto de você ainda está vivo? Quanto já morreu?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viva você a vida em sua plenitude. Agora. Hoje. Sempre! Onde você estiver. E deixe que os mortos enterrem os mortos.</span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gruga.org/2009/05/mortos-enterrando-mortos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Zeitgeist, ou: a farsa da esperança</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/10/zeitgeist-ou-a-farsa-da-esperanca/</link>
		<comments>http://www.gruga.org/2008/10/zeitgeist-ou-a-farsa-da-esperanca/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 10:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Gruga.org]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gruga.org/?p=30</guid>
		<description><![CDATA[ 
 
(A fonte das próximas linhas é um capítulo do livro “Der Macht-Code, Spielregeln der Manipulation”,- O Código do Poder – Regras da Manipulaçãon, de Reiner Neumann y Alexander Ross, lançado pela Editora Carl Hanser Verlag, de Munique, em 2007.)
As pessoas de todos os tempos foram fascinadas pela idéia de achar que teriam poder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">(A fonte das próximas linhas é um capítulo do livro <em>“Der Macht-Code, Spielregeln der Manipulation”,</em>- O Código do Poder – Regras da Manipulaçãon, de Reiner Neumann y Alexander Ross, lançado pela Editora Carl Hanser Verlag, de Munique, em 2007.)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">As pessoas de todos os tempos foram fascinadas pela idéia de achar que teriam poder sobre o seu destino, mas principalmente sobre o destino das demais. E criaram técnicas, doutrinas e ensinamentos secretos, misteriosos para romper a fronteira entre o objetivo e o subjetivo. Assim surgiram diversas doutrinas de salvação e as “receitas patenteadas”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">Os “donos” dos mistérios e das doutrinas de salvação prometem de tudo: desde uma vida sem problemas, sem divórcio nem câncer, passando por promessas de emprego, de amor e muito dinheiro, indo até à promessa da felicidade eterna em algum ponto das galáxias. A “receita” deles funciona, como se vê, pois os gurus da falsa esperança faturam como nunca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">A questão crucial é que os profetas e pastores de seitas e religiões não produzem só prazer, mas também muitos problemas individuais, traumas e graves freios e distúrbios sociais. É que por meio de técnicas refinadas, estruturas bem organizadas e meios de comunicação eficientíssimos, eles passam a ganhar controle sobre o seu rebalho de fiéis seguidores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">O psiquiatra norte-americano</span><span lang="PT"> Robert J. Lifton dedicou grande parte de sua vida ao tema. Em seu livro: “O Pensamento Reformador e a Psicologia do Totalitarismo”, definiu oito indicadores, que </span><span lang="PT">caracterizam organizações, cuja finalidade é dominar as pessoas:</span></p>
<ol style="margin-top: 0cm;" type="1">
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">O      controle do meio: as pessoas são controladas, afastadas de seu ambiente      acostumado, têm que abandonar seus hábitos, romper com seus contatos e      também são isoladas localmente.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Manipulação      mística: a organização cultiva um deus todo poderoso, onipresente, e sua      benção só é concedida através dela. </span><span lang="ES-AR">Quem se afasta dela, se afasta de deus.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Exigência      de pureza: a organização está do lado dos bons. Só quem adere a ela e a      professa é bom. </span><span lang="ES-AR">Todos      os demais são maus.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Cultivo      da confessão: culpa, pecados e defeitos têm que ser reconhecidos diante da      comunidade.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Ciência      sagrada: o ensino da organização é declarada como máxima de vida suprema e      é infalível.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">Linguagem      tendenciosa: o grupo cultiva um idioma especial, que contém muitos estereótipos      linguísticos e significados específicos.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">A doutrina      é mais importante que o indivíduo: a vida e as opiniões do indivíduo sempre      têm que subordinarse às ordens dos superiores.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 3pt; margin-bottom: 3pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT">O direito      à vida é concedido: a organização determina quem pode viver o terá que passar      a um juízo final, que, em geral, virá em breve. As pessoas fora da organização      não são dignas de viver.</span></li>
</ol>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">Acho muito interessante estes oito indicadores de organizações que propagam ou impõem a farsa da perseverança. Observe os regulamentos, as leis, os códigos ou os mandamentos de uma organização que você conhece e veja quantos desses indicadores você descobre nela. Se for mais da metade, abra bem os olhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT">A importância de não cairmos nas “garras” das diversas doutrinas de salvação e de não deixarmos nos levar por “receitas patenteadas” e promessas ilusórias está na cara: se quisermos realmente construir uma sociedade justa e democrática, devemos saber que a vida se desenvolve no aqui e agora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT">É esta nossa terrinha que está sendo destruída, inclusive devido a muitas ideologias da “falsa esperança”. E temos que abrir os olhos antes que seja tarde. Se já não for. Aliás, há um filme muito interessante que poderá ajudar a perceber melhor o nosso mundo: “Zeitgeist”. Dê uma olhada em <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024">http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 3pt 0cm; text-align: justify;"><em><span lang="PT">“Zeitgeist”</span></em><span lang="PT"> é um termo alemão e significa “espírito da época”. Veja o filme! Apesar do choque, vale o prazer de se conhecer a realidade, pois muito pior é viver preso sob as cadeias de uma sociedade baseada em ilusórias esperanças e dominada por falsos gurus. Pois é preciso que abramos bem os olhos. Quanto antes, muitíssimo melhor!</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gruga.org/2008/10/zeitgeist-ou-a-farsa-da-esperanca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aulas de falsidade</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/09/aulas-de-falsidade/</link>
		<comments>http://www.gruga.org/2008/09/aulas-de-falsidade/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 16:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gruga.org/?p=26</guid>
		<description><![CDATA[Dia 5 de outubro é dia de eleições municipais, todo mundo no Brasil sabe. Eleger significa escolher. Assim sendo, eleição também é um ato que se faz diariamente. Desde cedo, quando se pode escolher entre ficar na cama ou levantar, até em coisas mais importantes, como entre ir estudar e trabalhar para o bem coletivo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 5 de outubro é dia de eleições municipais, todo mundo no Brasil sabe. Eleger significa escolher. Assim sendo, eleição também é um ato que se faz diariamente. Desde cedo, quando se pode escolher entre ficar na cama ou levantar, até em coisas mais importantes, como entre ir estudar e trabalhar para o bem coletivo, ou não.</p>
<p>Todo dia, portanto, é dia de eleição, só que o domingo será um dia especial, pois vamos escolher quem irá dirigir a nossa cidade. Vamos eleger quem poderá conduzir nossa vida pública municipal da melhor maneira. Para o bem de todos, claro! Mas, quantos eleitores sabem escolher com responsabilidade, pensando na coletividade?</p>
<p>Um livro lançado no mercado alemão chamou-me a atenção. É Der Macht-Code, O Código do Poder. de Reiner Neumann e Alexander Ross. Seu subtítulo é: as regras da manipulação. O livro mostra quem manipula e como, e revela os truques e as estratégias mais empregados para influenciar o comportamento das pessoas.</p>
<p>Lembram das “aulas de felicidade”? Pois o livro O Código do Poder é bem o contrário! São verdadeiras “aulas de falsidade”. Sim, porque nele não se vendem valores relevantes para o bem-estar da coletividade, mas “truques” e “lições” de como melhor enganar os outros. E no livro são apresentados vários exemplos e “normas”.</p>
<p>Tudo para quê? Para nos mostrar como é a realidade ou como deve ser? Claro que não, pois senão já teríamos mudado muitas coisas! A habilidade deles é usada só para nos vender imagens bonitinhas de uma realidade falsa. Ou seja, para nos enganar de que estariam fazendo algo de bom e nós, assim, ficarmos quietinhos.</p>
<p>As regras de manipulação, tão em moda, são, portanto, legítimas aulas de falsidade! Elas são praticadas por políticos, religiosos, doutores, diretores, empresários e por pseudo-jornalistas também, claro! E assim repetimos coisas e agimos como os nossos manipuladores nos ensinam e como eles querem e esperam que ajamos.</p>
<p>Exemplos? Diante de um problema, as pessoas têm um “complexo de desconfiança” contra soluções complexas. Elas preferem respostas mais simples e compreensíveis à primeira vista. Quem promete soluções simplistas, mesmo sendo falsas ou inúteis, tem mais chances de ser ouvido. &#8211; “Ninguém gosta de coisas complicadas”!</p>
<p>A realidade, porém, como sabemos, não é “branca” ou “preta”, nem “boa” ou “ruim”. Há uma gama de perspectivas e de possibilidades. Só que para se chegar a elas, é preciso ter visão crítica, paciência e disciplina. E qual político vai dizer isso a seus eleitores? Qual jornalista a seu público? Qual pastor ao seu “rebanho”? &#8211; Mais?</p>
<p>O “paradoxo da impressão” faz com que muita gente pense que pessoas bonitas, e jovens(!), seriam mais inteligentes que feias, e velhas. A maioria liga beleza externa com inteligência, com qualidades interiores. Acha-se que um corpo “musculoso” seria mais saudável que um corpo “normal”. A primeira impressão é a mais forte.</p>
<p>Cuidado! As aparências, como se sabe, podem enganar. Há lobos em peles de cordeiro, pedófilos vestidos de batina, engravatados com péssima educação. Há políticos que dizem fazer tudo pelo povo e… você já deve conhecer a resposta, não é mesmo? Por isso, não cáia na tentação de julgar alguém só pela aparência dela.</p>
<p>Ainda há inúmeras outras “regras” abordadas no livro, usadas para nos enganar ou iludir. Vou citar algumas resumidamente: o “truque com os números”. Políticos e economistas gostam de usá-lo para mostrar sua “grande” capacidade de gerir a vida pública ou seus negócios. Mas… números são manipuláveis e em geral enganosos.</p>
<p>O “fator lêmure”. Diz-se que esses bichos africanos agem muito em grupo, praticando, inclusive, suicídios coletivos. Muitos seres humanos fazem o mesmo, segundo a ilógica de que, onde vai a maioria, tem que estar certo. Muitos demagogos gostam de usar este recurso: “se todo mundo faz assim, você também tem que agir assim!”</p>
<p>O “fator alta personalidade”, de acordo com o princípio “mais vale a-parecer do que ser”! E todos passam a se orientar pelos “astros”. Não do firmamento, como se fazia antigamente! Mas pelas “estrelas” do cinema, da música, das ciências e até das religiões. Os “astros” parecem tão lindos, falam bonitinho e dão “aquele show”…</p>
<p>E vendem a sua imagem por milhões! Quem paga? Você, eu! Quê preço? Ora… publicidade é uma coisa cara, e quem paga é o consumidor. Mas, o problema não é só o preço financeiro, agregado nos produtos, mas também o prejuízo moral que a gente leva por se deixar iludir por “personalidades” que, de “grande”, pouca coisa são.</p>
<p>E segue por aí afora. São 18 regras de manipulação, que “grandes” gerentes, pastores, empresários, banqueiros e inclusive políticos aprendem, para bem manipular a gente. Seja como consumidor, crente, empregado e até como eleitor! Aulas de falsidade para podermos suportar a vida num mundo de mentira, irreal.</p>
<p>Você não imagina os termos que os “professores de ilusão” usam para “domar” os seus alunos. No mais perfeito idioma neoliberal globalizado, fala-se de “team-player”, de “ego-shooter” e de se posicionar a sua “brand”. &#8211; É! &#8211; Você tem que “posicionar” a sua “marca” para se vender, ou ser vendido e melhor usar a mídia em seu favor.</p>
<p>Esses caras não são mais pessoas, não. São marcas! Não precisam se conscientizar politicamente, nem ser cidadãos de um bairro ou de uma cidade. Muito menos de um país. Eles seriam “cidadãos do mundo”. De qual? Claro! Do mundo do dinheiro! Das finanças enganosas e injustas. Vender a sua marca é preciso! &#8211; Ser feliz e autêntico? O que é isso?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gruga.org/2008/09/aulas-de-falsidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aulas de Felicidade</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/09/aulas-de-felicidade/</link>
		<comments>http://www.gruga.org/2008/09/aulas-de-felicidade/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 20:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Realização]]></category>
		<category><![CDATA[Satisfação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gruga.org/?p=23</guid>
		<description><![CDATA[Você poderá não acreditar, mas é verdade! No passado ano letivo alemão, alunos de uma escola de Heidelberg tiveram uma matéria inovadora: felicidade! A meta de aprendizado é promover o bem-estar psíquico e físico dos formandos. Nas próximas linhas resumirei uma matéria que saiu a respeito na revista Gehirn &#38; Geist, Cérebro &#38; Espírito, nº [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="PT">Você poderá não acreditar, mas é verdade! No passado ano letivo alemão, alunos de uma escola de Heidelberg tiveram uma matéria inovadora: <strong><em>felicidade!</em></strong> A meta de aprendizado é promover o bem-estar psíquico e físico dos formandos. Nas próximas linhas resumirei uma matéria que saiu a respeito na revista <a href="http://www.gehirn-und-geist.de/artikel/963497&amp;_z=798884"><em>Gehirn &amp; Geist,</em></a> Cérebro &amp; Espírito, nº 9/2008.</span></p>
<p><span lang="PT">Ernst Fritz-Schubert, diretor da escola, é o autor do projeto revolucionário. Nele, os alunos têm aulas do tipo “alegria de viver” ou “a felicidade do momento”, nas quais aprendem a ser pessoas sadias e satisfeitas. A partir do novo ano letivo, eles poderão até escolher a matéria “felicidade” como prova de “abitur”, o exame final do curso secundário alemão.</span></p>
<p><span lang="PT">A matéria é dada em dois anos e se divide em cinco temas; no primeiro ano são: alegria de viver, alegria no próprio rendimento, alimentação e bem-estar físico, o corpo em movimento, o corpo como meio de expressão. No segundo ano são: bem-estar psíquico, a felicidade do momento, a aventura do dia-a-dia, cultura e técnicas culturais, responsabilidade social.</span></p>
<p><span lang="PT">Entrevistado pela revista, Fritz-Schubert diz que, ao definir o conteúdo da matéria, não se orientou por possíveis carências dos alunos, mas em como poderia ajudá-los a criar reservas psíquicas e a armar-se para enfrentar problemas. Ou seja, a matéria quer transmitir conhecimentos e habilidades aos alunos para assegurarem sua saúde física e psíquica.</span></p>
<p><span lang="PT">A escola, com isso, fecha uma lacuna deixada por redes sociais faltosas, como algumas famílias, que hoje não conseguem mais transmitir os ensinamentos necessários para se viver satisfeito. “Competência de vida e alegria de viver”, diz o diretor do colégio, “nunca se aprende cedo demais. É imprescindível acoplar a escola a este processo”.</span></p>
<p><span lang="PT">Ernst Fritz-Schubert inspirou-se na <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Salutogenese"><em>salutogênese</em></a>, de Aaron Antonovsky. Ele defende que, quando alguém crê que sua vida tem sentido, quando pode analisar e resolver problemas, aí tem melhores condições de sentir estresse positivo, o <em>eustresse</em>. Um requisito importante para isso, segundo Antonovsky, é dispor de uma personalidade integral básica estável.</span></p>
<p><em><span lang="PT">(Salutogênese</span></em><span lang="PT"> é o estudo das condições necessárias para se ter e desenvolver saúde. É o oposto de <em>patogênese</em>, o estudo dos mecanismos pelos quais se desenvolvem as doenças. <em>Eustresse</em>, ou estresse positivo, é um desafio que aumenta o rendimento. O contrário é o <em>distresse</em>, o estresse negativo, que nos sobrecarrega e, se perdurar, prejudica a saúde.)</span></p>
<p><span lang="PT">A principal meta de aprendizado da nova matéria é reforçar a personalidade integral dos alunos e com isso prepará-la para uma vida com sentido, o de se ser feliz. Para dotá-los de uma serenidade alegre, base para o viver feliz. A atual pesquisa da <em>resiliência</em> mostra que as crianças e os jovens precisam dessas habilidades sobretudo para superar crises.</span></p>
<p><em><span lang="PT">(Resiliência</span></em><span lang="PT"> é um termo da física que se passou a usar, como neologismo, na psicologia. Ela se refere à capacidade de uma pessoa ou de um grupo para resolver o estresse e as crises sem danos. Diz-se que alguém ou um grupo tem <em>resiliência</em> <em>adecuada</em>, ou<em> boa,</em> quando possui força de resistência psíquica para enfrentar e solucionar situações críticas.)</span></p>
<p><span lang="PT">Foi provado empiricamente que uma característica de uma personalidade estável é o prazer de viver. E isso, segundo Ernst Fritz-Schubert, pode ser aprendido. Para ele, quem pratica a <em>atenção</em>, por exemplo, percebe o seu meio e vive de maneira mais consciente. A atenção, no caso, é uma atitude de vida baseada em uma prática meditativa da tradição budista.</span></p>
<p><span lang="PT">Uma das metas da meditação budista é permitir que se aprenda a viver no aqui e no agora. Ou seja, de se perceber e aceitar seus sentimentos, pensamentos e ações como eles são. Sem os qualificar e muito menos sem os negar. É uma habilidade que nos permite viver o instante em sua plenitude, de maneira holística e integral.</span></p>
<p><span lang="PT">Hoje, quase todos só buscam satisfazer suas necessidades materiais. Mas também há outros fatores, não menos importantes, que são igualmente decisivos para o nosso bem-estar. Como os valores ideais. Deles fazem parte, entre outros, o relacionamento, o reconhecimento de que a vida tem um sentido e a descoberta de qual é este sentido.</span></p>
<p><span lang="PT">A satisfação das necessidades ideais acontece quando alguém mantém relações sociais sadias, quando encontra um/a companheiro/a e faz uma tarefa que o/a realize, na qual vê um sentido. Em termos de <em>resiliência</em>, aí se diz que alguém possui a convicção de ter o próprio destino sob controle. E a isso se chama de “ter o sentido da auto-eficiência”.</span></p>
<p><span lang="PT">Voltando às aulas de felicidade, Ernst Fritz-Schubert diz na entrevista que a maior alegria dele foi ter notado que os alunos ganharam mais auto-confiança e que aumentou o seu sentido de coletividade. Eles disseram, por exemplo, que a partir do aprendido, se atreveram mais a fazer coisas que os demais alunos não achavam bom.</span></p>
<p><span lang="PT">Perguntado como definia um bom rendimento na matéria “felicidade”, respondeu: “Nós não avaliamos, claro, em que medida a satisfação de viver aumentou, mas com que intensidade os alunos se confrontaram com os conteúdos, professores e demais colegas”. Mas, uma tabela no artigo prova que, também numericamente, a avaliação dos alunos foi muito boa.</span></p>
<p><em><span lang="PT">Weblinks: </span></em><span lang="PT"><a href="http://www.willy-hellpach-schule.de/">www.willy-hellpach-schule.de/</a></span></p>
<p><span lang="PT"><a href="http://worlddatabaseofhappiness.eur.nl/">http://worlddatabaseofhappiness.eur.nl</a> : cerca de 10.000 estudos científicos sobre felicidade e contentamento (satisfação), reunidos pelo sociólogo holandês Ruut Vennhoven</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gruga.org/2008/09/aulas-de-felicidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
