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	<title>Gruga.org - Grupo Gaia &#187; Ecocídio</title>
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	<description>Gruga.org - Grupo Gaia</description>
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		<title>Mortos enterrando mortos</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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 (Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)
Não sei por onde começar. Se pelo massacre de Bilge, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.
Ou devo lembrar o massacre de Beslam, na Rússia, quando [...]]]></description>
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<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">(Lc 9, 57-60; cfr. Mt 8, 19-22)</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Não sei por onde começar. Se pelo <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jGSF4t0ROt4an3LMoSsM9z2yQiuw"><span style="color: #800080;">massacre de Bilge</span></a>, na Turquia, dia 4 de maio passado, quando oito homens mataram 44 pessoas, dentre elas seis crianças e 16 mulheres. Foi em uma festa de casamento. Causa: ciúme e vingança.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Ou devo lembrar o <a href="http://noticias.terra.com.br/retrospectiva2004/interna/0,,OI435301-EI4427,00.html"><span style="color: #800080;">massacre de Beslam</span></a>, na Rússia, quando revolucionários islâmicos chechenos mataram 334 reféns, dos quais quase 200 crianças?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O que dizer do advogado e professor-doutor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que há pouco matou seu filho de cinco anos, e numa carta escreveu que foi a “&#8230; <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/04/23/carta-de-professor-da-usp-que-matou-filho-cometeu-suicidio-fala-em-demonstracao-de-amor-de-um-pai-755403237.asp"><span style="color: #800080;">maior demonstração de amor de um pai pelo filho</span></a>”?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Na Alemanha, em Eislingen, <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/05/06/familiendrama-eislingen/waren-die-vierfach-killer-ein-liebespaar.html"><span style="color: #800080;">dois jovens mataram os pais de um deles</span></a> e as suas duas irmãs. Porquê? Porque não podiam revelar sua homosexualidade e que se amavam.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Em Hildesheim, um <a href="http://www.bild.de/BILD/news/2009/03/25/kleingarten-killer/vor-gericht.html"><span style="color: #800080;">aposentado matou três vizinhos</span></a> porque estes não faziam o que ele queria. E não mostrou arrependimento algum ao ser condenado à prisão perpétua.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A lista de assassinatos por motivos banais é enorme. Sem falar dos jovens que matam em escolas de vários países, por diversas razões.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E o que dizer das <a href="http://www.pime.org.br/mundoemissao/fomecriancas.htm"><span style="color: #800080;">12 crianças que morrem de fome, a cada minuto</span></a>, no mundo todo? E das <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/021120_vacinass.shtml"><span style="color: #800080;">mais de 3 milhões de crianças que morrem por ano, por falta de vacinação</span></a> e de cuidados médicos?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quinze anos após o <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/04/07/ult34u220954.jhtm"><span style="color: #800080;">genocídio de Rwanda</span></a>, em abril de 1994, seus autores ainda continuam em liberdade. Foram “só” 800 mil tutsis e hutus assassinados!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Um documento com os <a href="http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u126.jhtm"><span style="color: #800080;">maiores massacres</span></a> de nossa história coloca os Estados Unidos no topo da lista pelo genocídio ainda em curso dos nativos norte-americanos. Até agora já custou 15 milhões de vidas desde 1492.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E dos ditadores, quem matou mais? Foi Stálin, Mao, Pol Pot ou Hitler?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E qual será a responsabilidade do nosso sistema econômico-social pela miséria e pelas mortes diárias de tantas espécies de animais, plantas e de pessoas?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Qual será a nossa responsabilidade bem pessoal pelo nosso extermínio ecológico?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando penso sobre isso, fico triste. E quando observo quem está assistindo a esse velório coletivo do nosso enterro global, pergunto: quem ainda está vivo? E quem já faz parte dos mortos? – E vejo que o número de mortos-vivos aumenta a cada segundo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Duvida? Então faça as contas! Quantos seres vivos ainda há no nosso planeta, por exemplo? No nosso continente ou país? Na nossa cidade ou bairro? Quantas espécies já se foram para sempre?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Num espaço de terra, podemos medir a vida quantitativa e qualitativamente. Podemos verificar a sua composição química, o número de bactérias existentes etc. Enfim, podemos <a href="http://www2.uol.com.br/vyaestelar/saude_planeta.htm"><span style="color: #800080;">medir pela sua biomassa e diversidade de espécies</span></a>. E deste ponto de vista, estamos claramente matando-nos a cada dia que passa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Por outro lado, o que distingue um ser vivo de um morto? Um ser deixa de viver biologicamente quando ocorre sua morte cerebral. Mas&#8230; e emocional, racional ou espiritualmente? Quando é que alguém morre nesse sentido?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Quando suas emoções se apagam, quando deixa de usar sua razão e quando passa a achar que a matéria é tudo. &#8211; E agora? &#8211; Quantas pessoas ou famílias ou grupos sociais que você conhece, que já morreram emocional, racional e espiritualmente?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">De fato, jamais deveríamos medir a vida só por números. Por quantas terras alguém teria, por quantos milhões de dinheiro ou de ações possui, etc. A vida é muito mais do que frios números, porque ela também tem um lado qualitativo!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Se formos olhar a vida por este aspecto qualitativo, do prazer e do bem-estar, o que observamos? Que vivemos cada vez mais estressados, mais agoniados, mais doentes física, emocional e psiquicamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Estamos matando, pessoal e coletivamente, as nossas emoções e sentimentos. Estamos acabando com nossos sentidos e sensibilidade. Em lugar deles, cultivamos a frieza e a indiferença e passamos a atuar como mortos-vivos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viver ou fazer de conta, matar-se ou morrer já em vida&#8230; isso é uma escolha que cada um de nós pode fazer a cada instante. Depende do papel que assumimos em família, na sociedade, no estado e no nosso planeta. O papel de um ser-vivo. Ou de um ser-morto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja inteligente! Seja um ser-vivo! Use bem sua inteligência e sua vontade. Valorize suas emoções, desenvolva-as e cultive-as plenamente. Crie habilidades e emoções que lhe permitam viver feliz, com prazer e bem-estar. Pessoal, coletiva e ecologicamente!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, está se aproximando. Há muitos sinais de que estamos cometendo um ecocídio irreversível. Mas apesar de todos os pesares, sempre há uma possibilidade de renascer com a esperança que advém de um novo instante, de uma nova vida!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Violências, massacres, genocídios, assassinatos e extermínios não surgem do nada. Eles são causados por sistemas e ideologias. Eles nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A construção de uma nova sociedade, harmônica, equilibrada, justa, amorosa e paciente, também será possível com novas ideologias e novos sistemas. E eles também nascem em nossas cabeças.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Seja vivo! Use toda a sua sensibilidade e viva todas as suas emoções. Ressuscite as espezinhadas e reprimidas. Reacenda as que ainda ardem por debaixo das cinzas. Todas elas precisam arder novamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">E faço um apelo: analise sua maneira de viver. Contabilize seus atos diários. Com quantos você está contribuindo para enterrar ainda mais a gente? Quanto de você ainda está vivo? Quanto já morreu?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Viva você a vida em sua plenitude. Agora. Hoje. Sempre! Onde você estiver. E deixe que os mortos enterrem os mortos.</span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
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		<title>A Guerra pela Sobrevivência (2)</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 14:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amanhã, 22 de abril, é o Dia da Terra. Bom motivo para seguir comentando a entrevista que o semanário alemão Die Zeit publicou com Hans Joachim Schellnhuber, fundador e diretor do Instituto de Pesquisa Climática de Potsdam e membro do IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Logo após o título da matéria: &#8220;Às vezes eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Amanhã, 22 de abril, é o Dia da Terra. Bom motivo para seguir comentando a entrevista que o semanário alemão <em style="mso-bidi-font-style: normal;"><a href="http://www.zeit.de/2009/14/DOS-Schellnhuber">Die Zeit</a></em> publicou com Hans Joachim Schellnhuber, fundador e diretor do <a href="http://www.pik-potsdam.de/">Instituto de Pesquisa Climática</a> de Potsdam e membro do </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"><a href="http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/content/ipcc-painel-intergovernamental-sobre-mudanca-do-clima-intergovernmental-panel-climate-change">IPCC, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas</span></a><span style="color: #000000;">. Logo após o título da matéria: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">&#8220;Às vezes eu poderia gritar&#8221;</em>, o semanário indaga: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“Poderá se chegar a preservar o mundo de uma catástrofe climática?”</em> – Nesta colocação já se percebe o “detalhe”, importantíssimo, do qual muitos, como o próprio <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em>, ainda não se deram conta: numa catástrofe climática não está em jogo “o mundo”, nem “a terra”. O que está em jogo é a “nossa” vida! A nossa existência e a existência das futuras gerações!</span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Aliás, quando começou a Segunda Guerra Mundial? Quando os alemães invadiram a Polônia, em 1939, ou quando muitos alemães votaram no Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">NSDAP</span>) e Hitler foi nomeado chanceler do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Reich</em>, em janeiro de 1933? – Não há só uma data que defina ou explique um acontecimento, pois a história é dinâmica e multifacetada. Vários acontecimentos, aparentemente independentes, estão interligados e confluem num sentido, provocando novos fatos. Por isso a importância de se reconhecer que já estamos em plena Guerra pela Sobrevivência, porque todoss os fatos apontam neste sentido.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">A questão que a gente se deve colocar, portanto, é: ainda podemos escapar da catástrofe climática que já se manifesta? E a minha resposta é: não! Porque a grande maioria dos responsáveis pela vida pública, empresários, milionários, líderes religiosos e de partidos, chefes de Estado, bem como a maioria de nós, eleitores e consumidores, não estamos fazendo o suficiente para evitar a catástrofe que se anuncia. E assim como antes da Segunda Guerra Mundial cada pessoa e grupo poderia ter feito algo para impedi-la, assim também cada um de nós pode fazer, aqui e agora, algo contra o ecocídio. E que ninguém se desculpe, depois, dizendo que nada ou pouco sabia a respeito de nossa hecatombe!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Voltando à entrevista do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em>, nela conta-se que Schellnhuber, um dia, afirmou que menosprezava políticos por nada fazerem contra a ameaçadora mudança climática, apesar de saberem o que está acontecendo. Confrontado com a afirmação pelos entrevistadores, o climatologista disse que hoje empregaria uma outra formulação, mais diferenciada, entre políticos que tentam fazer algo e os egomaníacos. Entre os primeiros ele coloca Obama e a chanceler alemã Merkel e elogia <a href="http://www.dw-world.com/dw/article/0,,3883359,00.html">o pacote de medidas para proteção ao clima</a></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;"> aprovado pela União Europeia. “Não é perfeito, mas bem respeitável. Em matéria de redução das emissões dos gases de efeito estufa e sobretudo nas metas obrigatórias para a ampliação das energias renováveis é até o melhor que há em todo o mundo”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Comentando o segundo inverno mais quente registrado recentemente na Índia e a extrema onda de calor que castigou a Austrália, Schellnhuber acha que o aquecimento global neste decênio poderá ser mais linear porque a humanidade, além dos gases de efeito estufa, está produzindo maciçamente “antídotos”, como partículas de enxofre, através de ineficientes usinas de carvão. Esta poluição ambiental “comum” só dura umas semanas, enquanto o <span style="color: #000000;">CO<sup>2</sup> pode influir no sistema climático por 5000 anos ou mais. ”Uma política de purificação do ar na Ásia provocaria, com isso, uma aceleração do aquecimento global. Temos, por assim dizer, a escolha entre a peste e a cólera”.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Com respeito às mais novas descobertas na área de mudança climática, o perito alemão cita três exemplos: “A emissão de CO<sup>2</sup> está aumentando muito além do que os prognósticos mais drásticos temiam. Segundo exemplo: nosso instituto publicou há pouco uma pesquisa sobre a acidificação dos oceanos. Um excesso de CO<sup>2</sup> da atmosfera contamina a água e com isso, simplificando, estamos transformando os oceanos em água gaseificada”. Ao que o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Die Zeit</em> contrapõe: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“E o que há de ruim nisso?”</em> Schellnhuber: “Nós calculamos que, se não limitarmos as emissões de gás estufa, a longo prazo surgirão grandes “zonas mortas” nos mares, entre 200 e 800 metros de profundidade, nas quais quase não existirá mais oxigênio”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">“As consequências dramáticas disso para a pesca internacional e para a alimentação mundial podem ser imaginadas”, diz o climatologista. E continua: “Terceiro exemplo: cientistas da Universidade de Victoria, Canadá, estão extremamente preocupados com a rapidez com que os solos permafrost estão degelando e liberando metano, um gás potentíssimo de efeito estufa. Vi imagens de pessoas na Sibéria cavando um buraco no chão, riscando um isqueiro e provocando uma chama grande. Nos solos permafrost calcula-se armazenado pelo menos um bilhão de toneladas de carbono. Isto é dez vezes mais do que a humanidade já liberou até agora com a queima de carvão, gás e petróleo.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Perguntado como se sente, sentado em seu escritório, ao saber de tudo isso, o pesquisador respondeu: “Nós climatologistas já sabemos há muito que a porta de emergência da mudança climática só tem ainda um palmo de abertura. Em breve ela poderá se fechar completamente, como pela liberação dos gases metano de fontes terrestres e marítimas. E se nós provocarmos neste século um aquecimento global de cinco a seis graus, aí então não haverá mais uma civilização altamente desenvolvida como nós a conhecemos.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Schellnhuber diz que não tem medo do futuro, mas se preocupa muito com seu filhinho, que completou há pouco um ano, para que ele também possa levar uma vida digna no futuro. Se ele tem uma chance? Sua resposta: “Clarividência não faz feliz. Pessimismo muito menos”. Ele se mostra compreensivo com uma sociedade que se preocupa atualmente mais com a crise econômica do que com a ambiental, mas considera um cinismo se a proteção ambiental for degradada a um segundo escalão: “Nós damos mais importância ao horrendo bem-estar de uma pequena elite econômica do que às chances de futuro de muitas gerações.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Com respeito à velha distinção entre a grande Economia e a pequena Ecologia, o perito de 59 anos contrapõe: “Na verdade não existe esta diferença, muito menos nesta crise. Estou convencido que a Economia não poderá ser salva de maneira convencional. O período pós-guerra terminou politicamente com a queda do muro de Berlim em 1989; socioeconomicamente terminou com o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">crash</em> atual. O desafio agora é programar a economia mundial de maneira totalmente nova. Nisso, os seguintes aspectos tecnológicos irão desempenhar um papel decisivo: eficiência energética drasticamente elevada; mobilidade à base de eletricidade, sistemas de alta-velocidade para o transporte ferroviário de carga, redes inteligentes para a integração de fontes de energia renováveis dispersas, energia solar do Saara, torres de energia combinadas com dessalinização, armazenamento de carbono, etc. etc. etc.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT;">Era isso, por hoje. Seguiremos com o tema!</span></p>
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		<title>Campanha pela Vida</title>
		<link>http://www.gruga.org/2008/09/mais-uma-festa-da-humanidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 00:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossa sociedade está doente. Milhões de pessoas, no mundo todo, compram coisas inúteis, irrefletidamente. Os shopping centers são os novos templos dessa religião consumista. Seus sacerdotes são os publicitários. Seus papas são os donos da mídia, empresários e banqueiros. Eles criaram a sociabilidade da auto-destruição, que nos está levando ao ecocídio.
Neste Natal, dê sua Vida! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa sociedade está doente. Milhões de pessoas, no mundo todo, compram coisas inúteis, irrefletidamente. Os shopping centers são os novos templos dessa religião consumista. Seus sacerdotes são os publicitários. Seus papas são os donos da mídia, empresários e banqueiros. Eles criaram a sociabilidade da auto-destruição, que nos está levando ao ecocídio.</p>
<p><strong>Neste Natal, dê sua Vida!</strong> Dê, a quem você realmente ama, o que de mais importante tem: o seu tempo, sua atenção. Dê o seu amor! Não colabore na mortandade atual, nem das gerações futuras. Elas também têm um direito à vida igual a você!</p>
<p>Participe da <strong>Campanha pela Vida – Contra o consumismo ecocida!</strong> Saiba mais <a href="http://www.gruga.org/neste-natal-de-sua-vida">clicando aqui</a>.</p>
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		<title>Sonhar é Preciso. Já!</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 03:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vivemos um pesadelo terrível. Não há como negar. Se por um lado ainda há muita beleza neste mundo, na natureza deste nosso lindo planeta, por outro lado há inúmeros cenários horrorosos, criados por grupos humanos. A fome, por exemplo, vem matando há décadas.
Se você for começar a “revirar” nesses cenários horrorosos, vai encontrar, além do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos um pesadelo terrível. Não há como negar. Se por um lado ainda há muita beleza neste mundo, na natureza deste nosso lindo planeta, por outro lado há inúmeros cenários horrorosos, criados por grupos humanos. A fome, por exemplo, vem matando há décadas.</p>
<p>Se você for começar a “revirar” nesses cenários horrorosos, vai encontrar, além do problema da fome, coisas do tipo: gastos com armamentos, drogas, com dívidas injustas, com corrupção, e duras estruturas sociais perversas e ilegais. &#8211; Quer cifras? &#8211; Vejamos, então, alguns dados recentes, de 2008:
</p>
<p> As multinacionais gastam cerca de US$ 1 trilhão por ano só para manter a máquina da corrupção. Nos últimos 12 meses, gastou-se cerca de US$ 1,3 trilhão em armamentos, 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Só o Brasil gastou US$ 15,3 bilhões em armamentos, num ano!</p>
<p> O mercado internacional de drogas “rende”, aproximadamente, 320 bilhões de euros por ano. Mais do que a riqueza produzida em quase 90% dos países. Se não acreditar, confira! Fonte: Agência das Nações Unidas para o Controle da Droga e Prevenção do Crime (ONUDC).</p>
<p> Se a isso formos acrescentar o que bilionários, milionários e outras “altas castas” sociais gastam com mansões, carrões, luxo e outras coisas supérfluas, aí teríamos outras cifras igualmente horrorosas. Até a “simples” classe média alta também não escapa de um crivo mais ético. &#8211; <em>E agora?</em></p>
<p> Marchamos para a nossa destruição, para o ecocídio. Isso não é mais novidade. E você também já sabe porquê, não? Claro! Isso! Nosso mundo não suporta um sistema econômico que só busca crescimento econômico, industrial, financeiro. Sempre mais crescimento, só crescimento, sem parar.</p>
<p> Você já viu que banqueiros e empresários são escravos desse seu sistema? E que as leis de sua pseudo-economia vão contra as leis da natureza? E que é bem isso o que nos está matando? Já agora, com milhões de excluídos, esfomeados, trucidados por um sistema iníquo?</p>
<p> Observe as leis da natureza e veja como funcionam! Nelas não há nada que nos force a viver escravizados por crescimentos econômicos, nem por consumos coercivos. As leis da natureza permitem sistemas de auto-regulamentação. E é por elas que deveríamos nos orientar novamente.</p>
<p> Na natureza, matéria e energia são limitadas. Podemos usá-las com inteligência e aí estarão à nossa disposição por muito tempo. Ou podemos usá-las de maneira burra, como estamos fazendo há décadas. E assim acabamos conosco e destruímos o futuro das novas gerações. &#8211; <em>E agora?</em></p>
<p> Há que buscar alternativas para nossas formas de convivência e de economia. Querendo, você pode ajudar a encontrar essas novas formas. Tente! Se junte a grupos que lutam por um outro mundo. Sim, ele é possível. Nele poderemos viver melhor. Basta sonhar com os olhos bem abertos! <strong><em>Já!</em></strong></p>
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