De grão em grão construiremos um novo chão

Francimar Farias
outubro 31, 2008, 5:57 pm

Não estou certa de qual momento da vida percebi a importância de viver harmonicamente com a natureza, o ambiente em que vivo.

Lembro apenas que, desde muito pequena, me preocupava com os pobres animais (passarinhos) que, muitas vezes, crianças de minha idade, teimavam em capturar e manter presos em uma gaiola horrorosa. Quantas vezes chorei “de felicidade” com a oportunidade de soltar um deles. Em casa mesmo, mantive alguns desses bichinhos, mas, tão somente por tê-los encontrado no chão de meu quintal, após queda desastrosa de seus ninhos. Mantinha-os aquecidos, dava de comer e pensava: “sua mãe deve estar preocupada com você”. Quando percebia que o dia havia chegado e ele já estava preparado, enchia-me de coragem e alegria e, da palma de minhas mãos, deixava-o ir embora e logo em seguida, o choro brotava inevitável.

Tudo isso pode parecer “insignificante”, mas posso garantir que esses pequenos gestos refletem-se até hoje em minha vida. O respeito ao ser vivo se ampliou.

Hoje, quando recordo todas essas coisas penso…por que todos os homens e mulheres não mantêm um coração infantil e inocente?

Tudo seria tão diferente….o mundo seria outro….e não viveríamos tantas tristezas e perdas.

Não é fácil assistir a noticiários cheios de guerra, destruição e catástrofes e tudo porque não respeitamos a ordem natural das coisas, não respeitamos os seres vivos e nem a nós mesmos.

Se você acredita que isso pode mudar (e eu sei que pode), comece agora mesmo. Comece por você. Pequenos gestos, em breve, farão a diferença na sua vida e na vida de quem convive com você.

Caso se sinta pequeno demais, como um minúsculo grão de areia em uma enorme praia, não desanime, a praia é feita por vários outros pequenos grãos, que, juntos, formam uma linda paisagem. Pense nisso!

Palavras-chave: Gruga.org

1 Comentário »

  1. Pode parecer repetitivo… a vida é a melhor história do universo! A vida de cada uma de nós. De cada ser humano.
    Onde começam os “grandes” atos?
    Nos pequenos gestos. Nas pequenas palavras. Nos depoimentos que escrevemos com nosso coração e com todo nosso ser.
    De grão em grão… De degrau em degrau…
    De passo a passo…
    Como Zorba, o grego!
    Escute a música dele e pense nisso… Dance! Dance! A alegria fluirá como as batidas do coração de um nenê que acaba de nascer.
    Igual à nossa esperança… que nunca irá morrer…

    Comentário por Arno — outubro 31, 2008 @ 7:01 pm

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